Fire Keeper
15 Capitulo Bônus - On Fire
Notas iniciais
A noite terminara em vinho para Robin e Regina. Depois de receber o recado vindo de George, ela sentia-se revigorada. Como se uma grande quantidade de energia tivesse sido depositada em seu corpo e ela precisava gastá-la de alguma forma.
A rainha sorria animada, pensando em maneiras de capturar Branca quando ela fosse ao castelo de George, enquanto bebia o vinho e dava atenção a Robin, que estava sentado a sua frente no tapete da grande sala de estar do castelo. Já estava tarde o suficiente para o castelo estar pouco iluminado, fazendo com que Regina tivesse que espremer os olhos para encontrar Robin. Ela poderia resolver aquele problema com magia, mas gostava de tatear o nada até que encontrasse o peito do ladrão e o puxar para perto. Ela usara a falta de luz como uma desculpa para estar sempre o tocando, não era como se ela realmente precisasse de desculpa, mas gostava dos suspiros de surpresa que Robin dava quando ela tocava sem que ele esperasse.
–Esse é provavelmente o melhor vinho que bebi na vida. — Robin disse, lembrando-se dos vinhos baratos que costumava tomar. — Tão bom quanto os vinhos velhos da adega de meu pai.
–Você nunca fala sobre sua família... Como é seu pai?
–Ele era um bom homem. Barão das províncias inglesas, muito longe daqui. — Ele respondeu, lembrando-se dos tempos em que era jovem e esbanjava ouro e prata. Ele não sentia falta daquele tempo, já que encontrara sua verdadeira nobreza vivendo com poucos trocados em uma floresta, e ajudando pessoas que eram realmente necessitadas.
–Um barão? Isso não faz de você um nobre? — Regina perguntou surpresa, tomando mais um gole do líquido vermelho logo em seguida.
–Baixa nobreza, mas sim.
–Porque se tornou um ladrão, então?
–O reino onde eu costumava viver foi tomado por um tirano. Mataram minha família e tomaram todos os nossos bens, não me restou nada. Eu apenas continuei vivo pois estava em uma viagem quando tudo aconteceu. Eu não tinha onde morar; fiquei na floresta por alguns dias, quando encontrei os Homens Bons... Eles me acolheram. Tudo o eu queria naquele tempo era reaver minha nobreza; e aquilo fez minha cabeça... Minha alma se tornou corrompida. Comecei a roubar de todos, apenas por raiva, para me sentir melhor com minha própria desgraça. Até conhecer Marian. Ela me mostrou outro tipo de nobreza. — Robin sorriu levemente, se lembrando de como seu relacionamento com sua falecida esposa havia o tornado um homem melhor. — Foi ai que comecei a roubar dos ricos e insolentes, para dar aos pobres miseráveis.
Regina moveu-se para o tocar outra vez, sentindo a pontada de dor em sua voz quando ele falou sobre sua família. Ela tocou-lhe o rosto e o pescoço, puxando-o para um beijo, esperando que isso o confortasse. Aquela era um tipo de dor que Regina não conhecia.
Robin aceitou o beijo quente, ficando feliz por Regina simplesmente o beijar invés de dizer algo. O ladrão afastou as memórias ruins de sua mente, concentrando-se na fervura de seus lábios. Tocou a rainha no escuro, ficando feliz por tatear a curva de sua cintura. Ele se surpreendia com o quanto gostava do corpo dela, ele a desejava tanto que chegava a doer; como um homem sedento deseja água. Robin separou seus lábios, apenas para lhe tocar o rosto, sentindo as formas e maciez; enquanto se perguntava se era cedo demais para amá-la. Os sentimentos entre eles tinham acontecido em uma velocidade assustadora, ainda assim, ele não queria perder nem mais um dia tentando convencer-se de que estavam indo rápido.
Com um pouco de dificuldade, ele a puxou para seu colo, — ficando feliz que ela estava vestida em uma de suas calças de couro e não um vestido grande e pesado-, para um abraço apertado. Robin mantinha sua cabeça enfiada entre o decote de Regina, percebendo que aquele era um ótimo lugar para ficar. Ele respirou o cheiro adocicado que ela tinha, que parecia combinar perfeitamente com sua pele macia e clara. Robin a achava linda. Inacreditavelmente linda, como a lua vista em um céu límpido ou um pôr do sol rosa alaranjado. Talvez fosse cedo demais para a amar, mas Robin sabia que a amava. Ele não teria largado sua vida para estar ali se não a amasse. Ele repetiu esse pensamento para si mesmo, se assustando com a intensidade de seus próprios sentimentos. Ele a amava. Sem “mas” e sem “poréns”.
–Regina. — Robin a chamou, com a voz baixa, levantando sua cabeça. -Eu te amo. Você não precisa me dizer o mesmo, só precisa saber que eu te amo. E quero te fazer feliz.
Regina suspirou pesadamente, sentindo seu coração acelerar. Ela não esperava que ele dissesse isso e de certa maneira, não estava preparada para aquilo. Ela apertou-se mais a ele, sentindo o peso que aquelas palavras tinham para ela. Amor era tudo que ela esperou por longos anos em sua vida e Robin estava justamente ali, com seu cheiro de floresta e seu abraço apertado. As vezes ela se esquecia de que ele era sua promessa de felicidade, mesmo algo em seu peito não sendo capaz de aceitar e abraçar essa ideia prontamente. Também se sentia inóspita em relação a aquele amor, sabendo que Robin era um homem bom e ela era quem matava os homens bons, mas guardou esse pensamento para si. O que ela realmente sabia, era que o amava também, de maneira tão intensa que a deixava desesperada e sem saber como agir. Suas estruturas estavam abaladas de maneira incorrigível, mas ela se negou a dizer aquilo em voz alta naquele momento.
Em resposta ao que ele disse, ela apenas puxou-lhe a camisa para cima, deixando seu torso nu. Para ela parecia mais fácil mostrar amor de maneiras físicas naquele momento. Ela queria beijar cada pedaço de pele que conseguisse. Sentir a quentura e maciez da pele de Robin em seus lábios, até que estivessem cansados.
Beijos calorosos se espalharam pela pele clara e lisa. Regina o empurrou suavemente para se deitar no chão, facilitando suas ações. A rainha fez um caminho de pequenas sensações fumegantes em Robin, descendo de seu pescoço, para o peito e barriga; deixando um rastro molhado de ternura e desejo. Com um pouco de dificuldade, ela conseguiu também tirar as calças e a roupa de baixo de Robin; tateando o corpo dele com as mãos logo em seguida para sentir todas as formas e texturas, ficando feliz com o que encontrara. Seus beijos tomaram um novo rumo, subindo dos calcanhares até as pernas, e depois coxas, dando curtos chupões na parte inferior.
Com os olhos revirados, Robin gemia baixo, enquanto tentava encontrar algum equilíbrio nos fios de cabelo de Regina, segurando-os o mais gentilmente que podia por medo de machucá-la. Ele acariciou os fios negros e mordeu o lábio inferior quando sentiu que ela levou a boca até sua parte mais sensível, contornando a ponta com a língua antes de o enfiar na boca e fazer lentos e torturantes movimentos.
Gemidos mais altos saíram pelos lábios de Robin um após outro. Ele queria controlar os movimentos de seu corpo, mas suas pernas trêmulas o traíam, revelando todo o prazer que ele estava sentindo. Mas ele ainda queria mais.
Robin a puxou rapidamente para cima, deixando um rápido beijo em seus lábios antes de inverter suas posições. Com Regina deitada debaixo de si, era mais fácil de despi-la, e assim ele o fez, com uma pressa exagerada, puxando e rasgando os tecidos que não conseguia tirar da maneira convencional. Ele beijou-a outra vez, apenas para garantir que não estava a assustando com seu jeito um tanto bruto, e ficou feliz ao a ver arfar em antecipação. O ladrão levou um dos dedos até sua própria boca, o umedecendo com sua saliva, para logo depois legar até o sexo de Regina, penetrando a devagar e vendo que ela mesma já estava molhada o suficiente. Ele tirou o dedo de Regina, apenas para o colocar em sua boca outra vez.
–Seu gosto é bom. — Ele sussurrou em seu ouvido como uma confissão e ela riu suavemente, balançando a cabeça para um lado e para o outro, em negação.
Robin não parou para discutir. Apenas se posicionou entre as pernas de sua rainha, e os uniu lentamente, deixando um suspiro de satisfação escapar pela sua boca, por poder senti-la quente e molhada em volta de si. Ele fez movimentos rápidos, sendo estimulado pelos gemidos altos que ouvia de Regina; ele conseguia sentir o hálito quente da Rainha batendo em sua orelha, o que o dava arrepios excitantes por toda a espinha.
Regina arranhava os braços de Robin em busca de algum conforto. O prazer que sentia era tamanho que mal parecia caber dentro dela. Ela o empurrou com força, fazendo com que ele deitasse no chão ao seu lado, apenas para poder sentar em cima dele e continuar o que estavam fazendo. A rainha mexeu seu quadril, com sua cabeça levemente jogada para trás, enquanto Robin a segurava pela cintura ajudando nos movimentos. Ela sentia que iria explodir. Mal podia seus movimentos ou os gemidos que insistiam em sair cada vez mais altos.
Um murmúrio abafado surgiu na garganta de Regina quando ambos alcançaram seus orgasmos. A rainha deixou seu corpo trêmulo cair em cima de Robin, que prontamente a envolveu em um abraço suado e quente, contrariando o frio que fazia. Ambos permaneceram em silêncio, o que Regina apreciou, porque assim era mais fácil que ela pensasse. A palavra “amor” ainda ecoava alto em sua mente, mil vezes pior que zumbidos de insetos trambicando perto de seu ouvido nas madrugadas. Ele a amava. Ela repetiu para si mesma dezenas de vezes, antes de notar que já sabia este fato.
–Eu sei. — Ela disse baixinho.
–Sabe que seu gosto é bom?
–Não. — Ela riu e estapeou de brincadeira. — Eu sei que me ama. E isso é importante para mim... Você é importante. Roland também. Eu não sei como isso aconteceu, mas... Agora, vocês são partes de mim e da minha vida. Eu sinto como se devesse os proteger de todo o mal ou qualquer coisa que possa os machucar e eu espero que esse mal não venha de mim mesma.
–Você não é malvada, Regina...
–Eu sou. — Ela sorriu, sem graça. — Você não sabe metade das coisas que fiz, coisas realmente ruins. Coisas ruins das quais não me arrependo de ter feito, mesmo sabendo que eram ruins. É apenas como sou.
–Você pode mudar... Pode se arrepender, pode se perdoar. Regina, ser feliz tem mais a ver com você mesma do que com qualquer outra coisa. Não pense que ter a mim, Roland ou a cabeça de Branca de Neve vai mudar como você sente, pois a única pessoa que pode fazer isso é você mesma. — Robin disse sincero. Ele ainda segurava Regina próxima de seu corpo, podendo sentir quando pequenos soluços começaram a fazer o corpo dela tremer. Um aperto tomou conta de seu peito e ele fechou os olhos com força. — Não chore. Por favor, não chore. Isso me mata. Sua tristeza, acaba comigo... É como se pudesse absorvê-la e senti-la com tanta intensidade quanto você.
–Eu acho que te amo também. E estou feliz e desesperada por isso... Eu não sei mais como devo agir. Eu não me arrependo do que fiz, mas, ainda assim, tenho vergonha que saiba. Não quero que mude o que pense sobre mim e nem quero mudar o que eu sou agora... Eu preciso daquela garota mor..
–Não precisamos discutir isso. — Ele a interrompeu rapidamente. — Faça o que achar melhor... Não sou eu quem vou mudar você. É você quem vai fazer isso a si mesma, simplesmente porque vai achar melhor assim.
–Como pode ter tanta certeza no que diz?
–Eu confio em você. — Ele sussurrou, dando fim ao assunto com um beijo estalado na testa de Regina. Ela não disse mais nada, porque não queria discutir, não queria acabar com aquele momento ou com aquela frase.
Eu confio em você. Uma frase curta, que para Regina tinha um significado enorme. Na atual fase de sua vida, confiança era coisa que ela não dava e nem recebia de ninguém; mesmo assim Robin a disse aquilo com naturalidade e carinho. Então, ela apenas se calou, sem querer que aquelas palavras fossem desditas.
Regina limpou suas lágrimas e relaxou nos braços de Robin, bocejando e rapidamente sentindo seus olhos ficarem pesados. Ela percebeu que era bem fácil apenas ficar ali, sendo envolvida pelo calor do corpo do homem que a amava.
Fale com o autor