Fire Keeper

9 Capitulo 9 - Darkness Heart


Notas iniciais
Olá, meus anjos! Como estão? Como sempre, vou agradecer por todos os comentários lindos no cap anterior, muito obrigada! Esse capitulo e próximo são especiais para mim ♥ É um paralelo entre a série e minha fanfic. O episodio em que questão, é o 1x16. Irão ver algumas referências dele aqui, um pouco alteradas. Espero que gostem! E um feliz natal a todos! :D

Rumplestiltiskin era impetuosamente perturbado desde o dia que tomara o poder da adaga para si. Ele era perturbado pelo desespero, tanto seu como o de outros. Ele soube disso a partir do momento que tivera o primeiro sonho depois que se tornara o Senhor das Trevas , foi algum tempo até que ele percebesse que seus sonhos se tratava de visões sobre o futuro -Que sempre eram sobre alguma alma desesperada. — que um dia seriam realizadas e de algum modo, ele fazia parte delas. Mesmo tendo relativo poder sobre o futuro, ele nunca previa o seu próprio.

Por isso ele estava atônito quando acordou no meio daquela madrugada fria, seu corpo se levantara subitamente da cama, sentando-se com seu tronco perfeitamente ereto, de modo que parecia que forças invisíveis tinham o levantado, tamanha fora a formalidade anormal de seu movimento. Como todas as outras vezes, seu sonho não fora a respeito de si, não diretamente. Mas dessa vez ele sabia absolutamente do que se tratava e em como isso iria interferir em seu futuro. Ele sabia que se o que sonhara acontecesse, a única alma desesperada da vez séria a dele. De novo.

O Senhor das Trevas jogou as pernas para fora da cama e pôs-se de pé em um salto gracioso e leve. Ele não conseguia conter as palavras desconexas que saiam de sua boca enquanto arquitetava um plano em sua mente.

–O pendulo está se destabilizando... Luz ou trevas? Luz ou trevas? Trevas... — Rumplestiltiskin fitou o nada com um olhar admirado lhe fazendo brilhar os olhos. Regina ainda tinha ódio em seu coração, ele podia sentir que sim sim. Mas sabia que isso poderia ser facilmente alterado pela força do amor verdadeiro. — Regina devera governar ao lado das trevas até que seu destino... Meu destino, se cumpra. A magia negra eu a levei, agora a ela Regina pertence. Eu encontrarei meu filho.

Em seu sonho Regina fazia o que ele mesmo um dia se negou a fazer, sabendo que aquilo o tiraria de seu propósito. Ela se entregava ao amor, se entregava a Robin Hood.

Ao contrário do que a Rainha podia pensar, desde a chegada do ladrão ao castelo dela, o futuro fora drasticamente alterado. Rumplestiltiskin sabia disso, mas ainda tinha esperança que Regina mantivesse seu fervoroso ódio contra Branca de Neve , fazendo assim que seu destino de lançar a maldição não estivesse totalmente perdido. Depois do sonho, Rumplestiltiskin percebeu que podia estar um pouco enganado.

Em seu jogo, Regina era a peça mais importante, ele não podia perde-la para quaisquer que fossem as intenções de Robin Hood. Com passos leves e apressados ao redor do quarto, O Senhor das Trevas também percebera que fora descuidado. Faziam semanas desde a última vez que falara com Regina e isso provavelmente era tempo suficiente para corromper ao menos um pouco da mente maldosa da Rainha. Mas ele tinha feito isso pois sabia que em breve, uma Branca de Neve furiosa viria a sua procura, a fim de matar a Rainha. A poção do esquecimento que ele dera a princesa fora apenas um contratempo para lembrar a mesma que não pode fugir do amor que sente pelo príncipe Charming. O plano de Branca falharia, e ela se lembraria de seu amor, Charming. Mas Rumplestiltiskin sentiu que precisava alterá-lo um pouco, para fazer com que Regina retornasse a seu antigo ódio.

–Nem um milhão de ladrões seriam capazes de desvia-la de seu caminho, minha pupila. — Ele disse, se mantendo quieto pela primeira vez desde que acordara. -Talvez seja hora de acelerar os acontecimentos.


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Robin observava calado a mulher a sua frente ler uma carta em forma de pergaminho. Ele sorriu para a maneira que uma ruga se formava na testa da Rainha enquanto ela parecia muito concentrada a sua leitura, e estava feliz que não precisava mais disfarçar qualquer olhar admirado que ele reservava para ela. Regina levantou o rosto com um suspiro frustado, ela tinha terminado de ler.

–O Rei George me espera para um jantar em seu castelo de verão. — Ela disse sem vontade, mantendo a ruga em sua testa. Robin a olhou interessado. — Temos assuntos pendentes.

–Quando irá partir?

–Amanhã. — Ela respondeu-o simplesmente. Regina estava preocupada. A carta do Rei a fez ver que estivera tempo demais isolada em seu próprio castelo, longe de notícias de sua inimiga; Branca de Neve. — A neve já deve estar mais branda. Quem sabe ele não possa me ceder alguns de seus servos para trabalhar aqui no castelo. E cavaleiros também, meu exército está muito fraco. Poucos homens sobraram.

Roland estava quieto, com um pequeno bico de frustração se formando em sua boca por causa do que acabara de ouvir, embora estivesse tentando fingir que não prestara atenção na conversa e que estava extremamente concentrado nos diversos números que Regina escrevera em uma folha para que ele tentasse decorar como se contava até o número cem. Ela tinha dito a ele que aquilo se chamava "dever" e que ele teria um para fazer ao fim de cada aula que recebesse. Ele suspirou sentindo algo que ainda não sabia nomear, injustiça. Ele queria estar brincando com algo, e não fazendo o tal dever. Simplesmente não parecia certo em sua cabecinha, que ele seria obrigado a fazer aquilo todos os dias. Suspirou mais uma vez, olhando suplicante para onde se encontrava seus protetores, um pouco adiante de onde ele estava, na pequena biblioteca do castelo. Fitou-os curioso, no exato momento em que seu pai afagava os cabelos de Regina e lhe dava um sorriso terno.

–Papa? Gina? — Ele chamou baixo. O terrível sentimento subiu por seu corpo mais uma vez, enquanto seus olhos ficavam embaçados por lágrimas. Sentia-se sozinho, como se o dever fosse um monstro que o mantinha longe das pessoas que queria perto, e essas pessoas nem se importassem.
Robin Hood se afastou bruscamente de Regina ao ouvir que seu filho o chamava. Na noite passada, tinha trocado cm Regina mais contatos que um simples afago na cabeça, mas Roland não sabia de nada disso, naturalmente. E agora pela manhã, ele e a Rainha se limitavam a trocar alguns olhares e pequenos toques. Ele olhou para seu filho, que estava debruçado sobre folhas e com lágrimas ameaçando escorrer pelo rosto.

–O que foi Roland? Você se machucou? — Robin foi apressado para o lado do filho, com Regina ao seu lado. O casal olhava para o menino preocupados.

–Porque me deixaram sozinho com o dever? — A criança perguntou suplicante, falando de sua tarefa como se não fosse um pedaço de papel, e sim algo em carne e osso e cheio de intenções malignas.

–Foi apenas por um minuto, Roland. Eu estava tendo uma conversa com Regina.

–Mas como é bobo, meu pequeno. — Regina logo se sentou ao lado da criança, no chão. E abriu um grande sorriso para o animar, tentando ignorar as os olhos molhados do garoto que faziam seu coração doer. — Acha mesmo que te deixaríamos sozinho com o impiedoso e cruel "dever"? Estás muito enganado! Eu mesma te ajudarei a por um fim nele de uma vez por todas.

–Como? — Roland perguntou admirado, limpando seus olhos com as mangas da blusa cor-de-creme que ele vestia.

–Até que número conseguiu gravar, afinal?

–Até o número cinquenta e dez.

–Cinquenta e dez? Que número seria esse? — Regina soltou uma gargalhada involuntária, bagunçando os cachos do garoto com uma das mãos. — Pode contar para mim, por favor?

–Um, dois, três, quatro, cinco, seis,... — Roland começou a falar nervosamente, com medo de errar a contagem que tanto tentara aprender. -..., vinte cinto, vinte e seis, vinte e sete, vinte e oito, vinte e nove, vinte e dez, trinta...

–Ora, pequeno. Está cometendo um pequeno erro. — Ela controlou seu riso, sem querer deixar Roland constrangido. — Não existe "vinte e dez" tampouco "cinquenta e dez". Após o vinte e nove, vem o trinta.

–Mas... O que acontece com o dez?

–O dez agora não existe mais. Ele é substituído primeiro pela soma de duas dezenas, que se chama "vinte". Depois pela soma de três dezenas, que se chama "trinta". E assim por diante.

–Não entendi, Gina.

–Acho que já tivemos o suficiente de dever por hoje. — Ela concluiu, vendo que lágrimas voltavam a ameaçar os olhos do menino. — Te explico isso outro dia, o que acha?

–Eu acho ótimo. -Robin Hood interveio a responder. Ele olhava para seu filho e Regina admirado, sentindo-se tentado a sentar perto dos dois e os trazer para um abraço carinhoso, para tentar demonstrar toda a emoção que sentia em seu peito. Poucos em toda sua vida tinham agido com seu filho de maneira tão carinhosa, ele queria desesperadamente beijar Regina. Mas conteve-se, Roland não sabia sobre os dois, e ainda não tinham decidido como contar.

–Eu também! O que podemos fazer agora? — Roland animou-se, olhando muito rapidamente por todo o comodo, em busca de algo interessante que nem ele mesmo sabia o que era.

–Quem sabe você possa me ajudar a arrumar minhas malas? — Regina perguntou ao menino, o puxando para ficar mais perto dela. — Vou fazer uma pequena viagem amanhã.

–E eu posso ir com você? — Roland olhou-a esperançoso, e Robin pigarreou.

–Estou certo que apenas Regina fora convidada, filho.

–Ah... Tudo bem então. Mas você vai demorar?

–Vou voltar o mais rápido possível! Aposto que não aguento ficar muito tempo longe de você. — Ela sorriu, dando um pequeno beliscão no nariz no menino. Robin cedeu ao seu desejo, e juntou-se aos dois no chão, sentando bem próximo de Regina.

O ladrão sentia-se um homem diferente de semanas atrás, o que o fez lembrar da vida que levava antes de ingressar ao castelo. Querendo ou não, ele tinha deixado muitas coisas para trás. Coisas quais ele se importava, coisas quais o faziam. Lembrou-se de seus Homens Felizes, que o seguiam fielmente a tanto tempo, e agora, deveriam pensar que ele estava morto. Concluiu que assim como Regina, ele tinha assuntos pendentes para resolver.

–Majestade, sei que estou para lhe servir pelo resto da vida. — Robin começou subitamente, a preocupação fez sua garganta secar. Ele tinha prometido a seus homens que logo iria a encontro deles. — Mas assim como você, também tenho assuntos para resolver fora do castelo. Poderia conceder-me permissão para sair?

–Que assuntos seriam? — Regina perguntou, apertando ainda mais seus braços ao redor de Roland. Apesar da noite que tivera que Robin, temeu que ele poderia deixá-la.

–Meus homens... Preciso dizer a eles que estou bem. — Ele olhou para ela, sendo incapaz de conter um sorriso ao vê-la apertar Roland como se sua vida dependesse disso. — Eu voltarei. — Ele disse, esperando que ela soubesse que ele voltaria por ela. Porque gostava dela. Não porque ele estava obrigado a anos de servidão. Robin estendeu sua mão devagar, até que alcançasse o rosto da Rainha, e acariciou levemente. — Voltarei pra você.

–Permissão concedida. — Regina disse, fechando seus olhos ao sentir seu corpo estremecer pelo contato do ladrão. — Amanhã partiremos, então.


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Rumplestiltiskin mantinha sua natural calma. Observava a palha passar de sua mão para a roda quando ele a girava e cair ao chão em um baque surdo quando já estava transformada em ouro. Como previra a dias atrás, Branca estava em seu castelo, junto a um de seus insuportáveis amigos duendes. Um sorriso se formava em seu rosto enquanto ouvia o insignificante homem reclamar, como se seu mal humor fosse mudar algo no mundo.

–A poção que deu a Branca. Mudou-a, ela não é a mesma.

–Claro que mudou. — O feiticeiro respondeu, parando sua roda. -Tirou o amor. Deixou um grande buraco no coração dela. Não há cura para o que ela tem. — Ele disse simplesmente. Branca se mantinha muito alheia a conversa, estudando curiosamente todos os objetos desconhecidos que se encontravam a sua vista. — A pessoa que ela era não existe mais. Nenhuma poção pode trazer de volta o amor... É a magia mais poderosa do mundo. A única que nunca consegui engarrafar. Mas isso não importa para você, não é? — Ele dirigiu-se a Branca de Neve. — O que quer?

–Eu quero sua ajuda. Para matar a Rainha.

Rumplestiltiskin sorriu para a princesa corrompida a sua frente, e fez sinal para que o acompanhasse até onde estava um grande arco. O Senhor das Trevas pegou a arma e mostrou-a para Branca de Neve.

–Isso irá matar a Rainha.

–Como isso irá me ajudar a entrar no castelo?

–Não, não, querida. Deve matá-la enquanto estiver em movimento. Ela irá para o castelo de verão do Rei George amanhã, você irá surpreende-la no caminho.
Branca aceitou a arma com um pequeno sorriso no rosto, que logo fora substituído por uma expressão determinada.

–O que tenho que fazer em troca? Da outra vez pegou o um fio do meu cabelo, o que quer dessa vez?

–Vamos apenas dizer... Que estou investindo no seu futuro.

O Senhor das Trevas soltou uma pequena risada aguda ao ver que seu plano daria certo. Ele observou atentamente Branca e Zangado saírem de seu castelo a passos firmes, com seus olhos esbugalhados quase saltando para fora do rosto tamanha sua animação. Isso seria divertido.