Fire Keeper

10 Capitulo 10 - Heart's Burning


Notas iniciais
Oi, amores. Me desculpem pela demora, eu sinto muito. Eu confesso que fiquei triste por muitos de vocês terem sumido e isso resultou em um bloqueio criativo. Mas aos que continuam me acompanhando, mil perdões. Não é justo com vocês que me incentivam, eu parar de postar. Então dedico esse capitulo a cada um de vocês amorzinhos que me sempre me engrandecem e animam com um comentário, com um incentivo. Obrigada de verdade!

Regina sentia-se apreensiva pela manhã. Mais tarde, no mesmo dia, ela teria que se separar de Robin e seu adorável novo protegido, Roland, para fazer uma viagem ao castelo de verão do Rei George, a fim de tratar assuntos diplomáticos e pessoais. Mesmo que os dois estivessem cegos por vingança contra Branca de Neve e Charming, tinham reinos para cuidar, e de tempos em tempos, firmavam acordos para manter a riqueza de seus lares. Mas ter passado tanto tempo no castelo na companhia do ladrão e seu filho, a fizeram não querer deixá-los.

Regina sentiu sua respiração pesar. Ela tentava não pensar em sua relação com Robin como algo muito importante, mas não era possível. E todas as inseguranças de não saber o que estava por vir adiante, era visível em seu rosto. A reunião marcada com Rei George a lembrava de todos seus inimigos. Até duas semanas atrás, ela não tinha nada que podiam usar contra ela, mas agora, duas pessoas talvez pudessem correr perigo por sua causa. Para ela isso significava apenas uma coisa; ninguém poderia saber de seu envolvimento com Robin Hood e Roland.

Com um suspiro pesado, ela saiu de seus pensamentos para encarar o ladrão, que estava deitado ao seu lado na grande cama de dossel.

–Não podemos contar a Roland. — Ela disse simplesmente, a voz ainda rouca pelo sono. — Sobre isso.

–Porque não? — Robin quis saber, olhando para baixo, podendo ver suas pernas entrelaçadas as da rainha e seus corpos cobertos por um lençol de seda negra. Um pequeno sorriso escapou de seus lábios.

–Não podemos contar a ninguém… Quando se encontrar com seus amigos, quero que diga a eles que és apenas meu prisioneiro.

–Isso é... Ah, claro. Uma rainha não pode ser vista com uma pessoa como eu, seria um motivo de vergonha, não é mesmo? — Robin disse subitamente, se lembrando de como sua realidade era diferente da de Regina. Nunca tinha pensado sobre isso desta maneira, mas imaginou que ela pensasse. O ladrão balançou a cabeça, sentindo-se estúpido por ter imaginado que Regina poderia ser uma luz em sua vida, uma mãe para seu filho.

–Não seja idiota, não é esse o motivo. — Regina revirou os olhos impacientemente. Sem dificuldade, ela saiu de sua antiga posição e se pôs deitada em cima de Robin, forçando-o a encará-la. — Se soubessem que nos envolvemos... Nem sei o que poderia acontecer. Tem milhares de pessoas lá fora dispostas a usar qualquer coisa para me atingir. Não quero que você e Roland terminem mal por minha causa. E se seus amigos souberem, irão te taxar de traidor.

–Eu não tinha pensado nisso. Eles pensam que você é má... Estão errados, posso convencê-los do contrário.

–Não estão errados, Robin. Eu não quero discutir isso. Apenas me prometa que não dirá nada e sobre Roland, pensamos em um jeito de contar depois.

–Tudo bem, Regina. Por enquanto, eu prometo... Mas não tem como manter isso em segredo para sempre. — Robin disse, se convencendo pelas palavras da rainha.

O ladrão deixou suas mãos correrem pelo corpo da morena, sentindo a maciez de sua pele contrastar com sua mão áspera, cheia de pequenos calos causados pelo manejamento do arco. Aquele contraste de suas peles, refletia para ele também em suas vidas. Uma rainha, digna de toda riqueza do mundo, linda como rosa imaculada de pétalas suaves em meio a espinhos indecifráveis; e ele, um ladrão, apenas um ladrão. Para ele, o que compartilhavam não era apenas o prazer da carne, o esbanjar de orgasmos... Ele a via como uma mulher vazia de amor, e queria mudar isso. Sentia que ambos poderiam ser preenchidos com essa nova relação que surgia, mesmo que ele ainda não soubesse dar nome para o que viviam. Robin olhava-a com grande interesse, curioso para descobrir o que se escondia em seus olhos castanhos, misteriosos como os barulhos da noite. Ao mesmo tempo, sentia seu coração bater rápido como as asas de um beija-flor, o sentimento de euforia subir por seu peito até sufocá-lo. Os olhos dela, o queimavam como fogo.

Ele a puxou para um beijo caloroso, sentindo-se excitar pelo contato. A necessidade de senti-la o mais perto possível veio a sua mente, assim ele a deitou ao seu lado, para conseguir levar sua mão ao sexo da rainha com mais facilidade. Com a ponta dos dedos, ele pode sentir que ela estava tão excitada quanto ele, usando a própria umidade de Regina, ele masturbou-a, fazendo ela soltar gemidos baixos.

–Não temos muito tempo, Robin. — Regina conseguiu dizer, se lembrando de seus compromissos. A viagem até o castelo do Rei George levaria algumas horas a cavalo, caso se entregasse as investidas de Robin poderia se atrasar.

–Não vou demorar. — Robin resmungou, a calando com um beijo e depois se apressando para descer por seu corpo, indo ao meio de suas pernas.

Regina deixou de se importar com o tempo quando ele levou a boca ate sua parte mais íntima, fazendo caminhos certeiros com sua língua quente. A rainha arfou, amassando o tecido do lençol negro que antes a envolvia com as mãos. Robin continuou seus movimentos incansavelmente até ver as pernas de sua rainha tremer levemente e ouvir um gemido alto escapar de sua boca. Ele sorriu orgulhoso e subiu seu corpo até estar a altura do olhar da rainha, vendo que ela ainda mantinha os olhos fechados e as maçãs do rosto coradas, um pequeno sorriso em seus lábios.

–Podemos levantar agora. — Ele disse dando de ombros, mas, na verdade, tinha vontade de continuar naquela cama por muito tempo. Ela finalmente abriu os olhos, o sorriso em seus lábios aumentou.

–Espero que nossa viagem não dure muito. — Ela disse simplesmente, esperando que ele entendesse que ela não queria ficar afastada dele ou Roland, mas não diria essas palavras em voz alta, não agora. A cada minuto que se passava sentia que a presença de Robin Hood a deixava mais calma e alegre, embora aquilo fosse difícil de admitir. Regina não queria se entregar ao amor novamente, não quando não tinha certeza de que seria feliz, e no momento, o primeiro passo para garantir essa certeza, era acabar com seus fantasmas do passado, matando Branca de Neve. Para isso, ela se aliaria a George, que também tinha uma vingança planejada para o Príncipe Charming, por quem Branca se apaixonou.

Robin era uma nova peça na vida de quebra-cabeças de Regina, uma peça sem encaixe. Ela tinha de seguir seu plano, tentando encontrar uma maneira de não afetar Robin ou Roland com isso. Decidiu que a pureza dos dois deveria ser mantida.

–--

Logo após o desejum, os três residentes do Palácio Negro estavam prontos para ir aos seus respectivos destinos. Regina, já tinha seu corcel preparado para a cavalgada, decidira que seria melhor ir a cavalo do que a carruagem. Já Robin, recusou qualquer meio de transporte que ela tinha oferecido, dizendo que estava acostumado a andar pela floresta e não em suas trilhas.

–Como vai encontrar sua trupe ou seja lá que nome eles tenham? — Regina perguntou em seu habitual tom de desinteresse. Robin passou a língua pelos lábios antes de responder, observando a sobrancelha levantada da rainha e seus lábios franzidos.

–Suponho que tenham deixado rastros para eu seguir. Não se preocupe com isso, não será difícil.

–Mantenha esse garotinho quente. — Ela continuou, pegando Roland pela mão e seu rosto se suavizou em um sorriso.

–Pode deixar.

Do lado de fora do castelo, alguns cavaleiros negros esperavam por Regina, com seu corcel pronto para montaria. A rainha deixou que Robin e seu filho saíssem sem serem vistos, querendo evitar os olhares estranhos que seus poucos súditos restantes poderiam dar ao saber de sua boa relação com o ladrão. Sem dizer uma palavra, Regina montou em seu cavalo, que estava no centro dos outros cavaleiros, também montados. A rainha observou os cavalos totalmente negros, com seus homens segurando bandeiras com símbolos de fogo, e pensou que eram poucos, mas esperava que dessem conta no caso de um ataque inimigo inesperado. Esse tipo de coisa era bem comum para ela. Com um pequeno gesto de suas mãos, ela indicou que estava pronta para ir.

–--

Branca caminhava pela neve com um pequeno sorriso irônico em seus lábios. Via seus passos mancharem de sujeira a neve branca que lhe dava nome. Sua determinação mal deixava que ela sentisse frio, apenas queria encontrar Regina o mais rápido possível. E matá-la. Matá-la por todo sofrimento que já tinha a feito passar, matá-la e assistir o sangue esvair de seu corpo com um sorriso orgulhoso no rosto. A princesa apertou mais forte o grande arco de madeira que estava em sua mão, a arma que ela usaria para cometer seu primeiro assassinato.

Quando chegou a uma elevação de neve que envolvia a trilha em meio a floresta, ela pode ver Regina em seu cavalo protegida por alguns cavaleiros enquanto faziam caminho para o castelo do Rei George. Branca aumentou o ritmo de passos, para acompanhar o galope dos cavalos. Alguns camponeses estavam na trilha, reverenciando a rainha com olhares de medo. Regina sorria desdenhosa, a capa vermelho vinho que ela vestia, de alguma maneira parecia a deixar ainda mais imponente. Mas Branca de Neve não temeu, não dessa vez. Apenas sorriu, porque seu plano daria certo.

A princesa correu alguns passos a frente, traçando uma estratégia em sua mente, e se escondeu onde seria difícil para os cavaleiros vê-la. Sem hesitar, ela armou o arco e o ergueu até a altura do rosto, mirando em sua adorável madrasta. A flecha percorreu um rápido caminho entre as árvores, guiada por um rastro como magia. Branca de Neve observou apreensiva, ela só tinha uma flecha, e esta única flecha tinha que acertar Regina. Depois de alguns segundos de aflição, um cavaleiro tinha caído de seu cavalo. Com uma grande flecha de cor dourada atravessando seu peito. Branca de Neve perdeu o ar.

Alguns metros abaixo de onde a princesa estava, toda a cavalaria de Regina tinha parado. Os camponeses que antes a reverenciavam estavam com olhares de pânico no rosto, e pequenas exclamações saiam de sua boca. Regina viu o cavalheiro cair bem ao seu lado, e o cavalo assustado relinchar para o nada. O gosto do ódio subiu a boca da rainha, seu olhar se direcionou rapidamente para onde tinha vindo a flecha. No alto de um morro coberto de neve, estava sua enteada, olhando para o cavalheiro caído com os olhos arregalados. A princesa branca como a neve, parecia paralisada. Regina não demorou a perceber suas intenções, ela queria matá-la. Em um movimento rápido, a rainha desceu de seu cavalo, sem deixar de olhar para Branca com raiva exposta.

–Você achou mesmo que conseguiria me matar com isso? — Regina gritou. Com magia, ela fazia a flecha sair do corpo de seu cavaleiro, em uma lentidão agoniante. O homem quase desfalecido gemia de dor, enquanto os outros cavaleiros tentavam o ajudar.

Quando a flecha estava totalmente removida, Regina a apontou para Branca de Neve, pairando-a no ar com sua magia negra. Um sorriso vitorioso surgiu nos lábios de Regina, que não hesitou em mandar a flecha em alta velocidade na direção de Branca.

Mas Branca de Neve não morreria. Não hoje. Isso porque o príncipe Charming não deixaria. Com uma rapidez inegável, ele se jogou na frente de Branca, fazendo com que a flecha cravasse em seu corpo, e não no de sua amada. Branca de Neve se libertou de seu transe e olhou desesperada para o príncipe caído em sua frente.

–O que você fez, idiota?

–Te salvei. — Charming disse com dificuldade, levando sua mão para onde estava a flecha. — Temos que sair daqui, Branca. Agora.

–Mas você está ferido. — A princesa ignorou o olhar da Rainha a sua frente, e se abaixou ao lado do príncipe, tentando o ajudar a levantar.

–Eu consigo, vamos.

Regina sorriu para a cena, embora não tivesse acertado Branca, tinha acertado seu príncipe. Rei George com certeza adoraria ouvir essa história. Não faltava muito para que ela chegasse ao castelo dele, por sinal. A rainha decidiu dar as costas para Branca e seu namorado ferido, Em pouco tempo iria ao encontro do Rei, e assim alertariam toda a guarda que os dois fugitivos estavam por perto.

–Vocês dois, sigam eles. Não deixem que vão para muito longe.- Ela apontou para seus cavaleiros e rapidamente eles atenderam a seu pedido. Regina olhou para o homem ferido ao chão e lhe lançou um feitiço sem muita vontade, ela já tinha perdido cavaleiros demais para se negar a salvar este da morte. — O resto, continua comigo. Iremos o mais rápido possível para o castelo do Rei George.

O cavaleiro que levara a flecha, sentindo-se revigorado pelo poder da rainha, rapidamente se levantou, como se nada tivesse acontecido. Ajoelhou-se aos pés de Regina em sinal de respeito e agradecimento, ela apenas revirou os olhos com desdém.

–Não vamos perder tempo com isso. Volte logo para seu cavalo.

Subindo de volta para seu corcel, Regina soltou um pequeno grito, para que seu cavalo voltasse a andar, dessa vez mais rápido que antes. A rainha sentia seu corpo vibrar por seu breve encontro com sua inimiga. Branca de Neve tinha sido tola ao ponto de pensar que poderia matá-la com uma simples flecha, ela riu da ideia, mas também sabia que algo estava errado. Sua enteada não era o tipo de pessoa que estava disposta a matar alguém, não importa quem fosse. Ignorando as dúvidas em sua mente, Regina apertou as rédeas em sua mão mais fortemente. A floresta ao seu redor a fazia lembrar de Robin e Roland, temia que algum inimigo seu soubesse sobre os dois, e tentasse os usar contra ela de alguma forma, os machucando. Mas apenas uma pessoa sabia sobre Robin, Rumplestiltiskin. Soltou um longo suspiro saiu em meio a sua respiração ofegante, ao perceber que o feiticeiro poderia querer acabar com sua relação com o ladrão. Talvez ele também estivesse por trás do ataque de Branca de Neve, ou assim a rainha pensava. Ela precisava chegar logo ao castelo de George e resolver suas pendências. Precisava ter certeza de que Roland e Robin estavam seguros.

Notas finais
Espero que tenham gostado e que deixem suas opiniões nos comentários ♥ Obrigada por lerem.