Fire Keeper

8 Capitulo 8 - Ember


Notas iniciais
Oieeee. Como estão? Quero agradecer a todos pelos comentários liiindos no último capitulo, e especialmente a PrincessEvieMillsHood, que me deixou uma recomendação MARAVILHOSA! Eu amei, anjo, muito obrigada mesmo! Boa leitura ♥

Regina permanecia muito quieta quando acordou. Mantinha seus olhos abertos sem nem mesmo piscar, e a expressão séria, enquanto se lembrava exatamente o por quê de Robin estar seminu deitado em sua cama.

Ela tinha o beijado, e isso desencadeara uma serie de outros acontecimentos, que, com toda certeza, não estavam planejados para a noite anterior. Ela respirou profundamente, sabendo que agora, ele a olhava. Provavelmente forçando os olhos para enxerga-la, pois ainda estava escuro no quarto. Regina concluiu que ainda não era dia,- devia ter dormido por poucas horas- e aguardou.

–Regina, oi. — Robin Hood sussurrou pacientemente. Ele desejava poder estar na mente de Regina para decifrar todos os seus pensamentos. Assim como sentiu que estava quando a beijou, sentiu que a compreendia melhor que ela mesma. Mas agora, a observando parada como uma pedra, ele não tinha certeza de quem ela era novamente. Talvez se arrependesse do que tinham feito, e se isto fosse verídico, Robin perderia seu chão.

Ao se lembrar de cada detalhe, Regina sentia a felicidade que a fez chorar a dominar novamente, mas se mantinha impassível. Porque era estranho demais para ela sentir algo que não fosse ódio, principalmente porque essa felicidade fora causada por Robin Hood. Ela não tinha certeza de como deveria agir. Analisou a si mesma, sentindo seu corpo ainda coberto pelas calças de couro e o pequeno chemise que protegia sua pele do corset–Este estava jogado em algum canto do quarto.-, também podia sentir o corpo quente de Robin se encostando no seu, causando uma sensação agradável.

–Regina, você está bem? — O ladrão insistiu, se movendo até que estivesse com o rosto próximo de Regina, a forçando a o olhar mesmo no breu do quarto.

–Você me negou. — Ela disse de maneira calma. Sua voz não demonstrava quaisquer sentimentos, ela guardava as emoções para si.

–Eu não quis lhe ofender. Você não parecia bem... — Robin respondeu. Embora admirasse secretamente o corpo da Rainha, ele não sentia-se capaz de ter qualquer relação com ela no estado em que se encontrava. A noite se resumira a beijos e uma Regina chorosa tentando tirar as roupas de Robin Hood, este que a impediu prontamente e a levou para o quarto, onde ela soluçou até adormecer.

–Eu estava perfeitamente bem. — Ela disse, sorrindo amarga.

–Porque chorava?

–Porque... Porque você é diferente. Você vê algo bom em mim. -Ela o respondeu calmamente, atenta as suas próprias palavras. Mesmo que ela tivesse chorado em sua frente e ter deixado ele ver o quanto ela poderia ser frágil, Regina não entregaria tudo o que sentia. -Você não me odeia.

–Não tenho motivos para isso. -Robin sorriu. -Mas agora, te entender parece-me impossível. Você é maravilhosamente imprevisível.

–Apenas não espere que eu seja boa, ou ira se decepcionar. Mesmo que você acredite em minha bondade... Não espere nada de mim. — Regina disse pesarosa. Saber que Robin era uma das pessoas que não a viam como a "Rainha Má" fazia com que ela repensasse o que sentia por ele.

–Não devo esperar nem mesmo sobre nós dois? — Ele perguntou, sabendo que não era possível ignorar o fato de que eles tinham se beijado fervorosamente e quase ido para cama. Regina demorou alguns minutos para responder.

–O que você acha, Robin De Locksley?

Robin deslizou os dedos pelo rosto da Rainha, feliz por não precisa reprimir seu desejo de toca-la. Ele não sabia o que sentia por ela, mas estava radiante. Lentamente ele se aproximou dela até que seus lábios estivessem colados em um beijo calmo. Ele não respondeu com palavras, mas sim, esperava que algo acontecesse sobre eles. Algo bom.

Regina sentiu seu corpo amolecer ao sentir o toque de Robin. Acostumada ao ódio e repressão da parte das pessoas que a cercavam, ser tratada desta maneira por alguém era algo extinto. Ela se lembrou das palavras do ladrão na noite anterior e relaxou sua expressão antes dura. Regina suspirou em meio ao beijo, sentindo sua inquietação por carinho voltar novamente. Apertou os olhos com força, a fim de controlar a emoção que lhe subia às órbitas.

–Temos algum tempo antes do amanhecer. — Robin comentou distraidamente, separando seus lábios por segundos, antes de beija-la novamente. Porque a sensação que beijar o causava, era boa demais. Ele sentia o fogo o preenchendo rapidamente, e se perguntava se Regina sentia o mesmo.

–De fato, temos. — Ela disse receosa, embora os beijos que o ladrão lhe dera causassem uma esmagadora euforia, ela percebera a esperança em sua voz; talvez para continuar o que não tinham terminado na noite anterior.

Robin se moveu habilidosamente até que seu corpo estivesse acima do corpo de Regina, sem deixar que seu peso caísse completamente sobre ela. A Rainha sentiu seu coração bater fortemente contra o peito, enquanto desejava poder ver claramente o rosto de Robin no escuro. Com curiosidade, Regina ergueu uma das mãos até que tocasse o rosto do ladrão, sentindo sua expressão na ponta dos dedos. Ele estava sorrindo. Ela deu espaço para que ele a beijasse outra vez, sentindo-se anestesiada das impurezas do mundo fora o pequeno círculo que agora ela formava com Robin. Tendo seus movimentos muito contidos embaixo do corpo dele, Regina o empurrou até que estivesse em cima dele e sorriu travessa ao o ouvir exclamar uma pequena reclamação.

–Você deveria saber que nunca está acima de uma Rainha. — Ela comentou com semblante impositor, mas um sorriso brincava em seus lábios. Robin sorria também, enquanto subia as mãos pelo corpo de Regina, apreciando o fato de ela não estar mais sufocada em um de seus apertados corsets quando pode sentir a maciez de sua carne pelo tecido fino da chemise.

–Eu nem sonharia com isso. — Ele respondeu em um tom cavalheiro, antes de a puxar para mais um beijo.

A conhecida sensação de ter o corpo tomado por chamas voltou a Regina. Ela apertou as pernas fortemente em volta do ladrão, sentindo seu desejo se tornar desesperador. Robin controlou sua vontade de tirar quaisquer tecidos que o impedissem de sentir todas as partes da pele macia de Regina do corpo dela, e deixou que ela ditasse que ritmo seguiriam, sabendo o quanto ela gostava de impor sua autoridade. Ele riu para o pensamento, tendo certeza de que ela seria teimosa até mesmo nisso. Além de que, ele tinha medo de desrespeitá-la. Em suas doutrinas, ele aprendera que o quê estava fazendo com Regina era intolerável, mas em seu coração a sensação inquietante de que não era errado predominava. Cada célula de seu corpo clamava por ela.

Regina sentiu o peito arfante de Robin com suas mãos. Sua pele exposta pela abertura dos botões que ela mesma tinha feito na noite que se passara. Ela concentrou-se por um momento, parando de beijar o homem debaixo de si, e fez se acender magicamente todos os candelabros do quarto. Ela sorriu satisfeita quando pode ver os olhos azuis do ladrão mesmo com a pouca iluminação do quarto. Concluiu que gostava de seus olhos. Robin sorriu-lhe de volta, e começou a traçar um caminho de beijos por seu pescoço, enquanto suas mãos se misturavam aos cabelos negros da mulher. Regina arfou com as sensações, que lhes eram desconhecidas a um bom tempo. O ladrão ergueu seu corpo até que estivesse sentado, com a Rainha em seu colo e a sentiu terminar de abrir os botões de sua camisa, tirando-a em seguida.

–Eu posso? — Robin perguntou mais uma vez controlando suas vontades, com as mãos agora na barra da chemise de Regina, querendo autorização para tirá-lo. A Rainha assentiu, e logo sentiu o leve frio bater em seu torso nu. O ladrão admirou os seios de sua Rainha, comparando seu corpo as mais perfeitas pinturas. Ele sentiu sua excitação aumentar e não pode conter a vontade de levar um de seus seios a boca, Regina gemeu em resposta, agarrando-se aos ombros do ladrão e deixando que ele ficasse em cima dela novamente. O desejo falava mais alto do que qualquer outro pensamento para ambos.

Rapidamente desvencilharam-se de suas roupas, deixando que o prazer os guiasse. Robin beijava cada pedaço do corpo de Regina, ansioso por descobrir toda sua beleza. Se tinha uma coisa qual ele tinha descoberto sobre ela, é que ela não acreditava na possibilidade de ser boa, de ser amada. Por isso tinha o beijado daquela maneira quando ele disse que ele via bondade nela. O ladrão parou sua onda de beijos para olhar nos olhos da Rainha, com o vontade sincera de fazer com que ela não se visse como o monstro que todos diziam que ela era, ele queria que ela se sentisse amada. Ele sabia que ela precisava disso acima de tudo. Regina sentiu seu olhar, e sorriu, pensando que talvez ele a entendesse. Sem deixar de a olhar em nenhum momento, ele a penetrou, fazendo assim que seus corpos estivessem unidos. Regina apertou suas pernas ao redor da cintura do ladrão, para fazer com que ele a penetrasse mais profunda e rapidamente. Ela gemia em resposta as investidas de Robin, arranhado-lhe levemente as costas enquanto seu prazer se intensificava. Robin aumentou a força de seus movimentos, sabendo que Regina chegara a seu ápice antes dele quando a sentiu abafar um grito com uma mordida em seu ombro, mas o ladrão continuou se movimentando até que experimentou seu próprio orgasmo. Os dois se beijaram consolidando as emoções que sentiam. Robin terminou por puxar o corpo de Regina para cima do seu e depositar um beijo carinhoso em sua testa. A vontade de a fazer bem crescia dentro de seu peito.

–Eu gosto da sua tatuagem. — Ele a ouviu comentar depois de algum tempo de silêncio.

–Costumava ser o brasão de minha família, o leão nos representava. — Ele respondeu simplesmente, a observando se mexer até que pudesse o olhar no seu rosto. Robin sorriu ao ver seus cabelos despenteados e seu já conhecido olhar egocêntrico. — Você é linda.

–Obrigada, 'De Locksley. — Ela respondeu dando de ombros, com um sorriso presunçoso que só fez Robin rir. Ela o lembrava dele mesmo quando mais jovem, tão metido que as vezes o cegava, e embora tivesse aprendido a enxergar o mundo além de seu umbigo, seu atrevimento nunca o abandonara.

–E muito cheia de si. — Ele comentou com as sobrancelhas erguidas, e a Rainha apertou seus olhos em desafio. — Me lembra a mim mesmo.

–Está dizendo que nós somos parecidos?

–Nessa questão, sim.

–Talvez seja por isso que me vê diferente dos outros.

–Talvez. — Ele concordou. — Como será agora? — Perguntou a apertando mais junto de seu corpo, fazendo-a entender que ele se referia aos dois. Regina pensou um pouco, agora, ela não queria ficar longe de Robin ou Roland.

–O que eu tinha dito continua válido; não espere que eu seja boa. Não quero afastar Roland ou você, mas eu tenho um objetivo em minha vida... qual não vou abandonar.

–Que objetivo?

–Você deveria saber. — Ela sorriu amarga para ele. — Destruir Branca de Neve.

–As pessoas dizem que ela é inocente, mas... Ela realmente matou o pai?

–Não, ela não o fez. Mas ela acabou com minha felicidade a muito tempo atrás. — Ela respondeu, lembrando-se que Robin era sua promessa de felicidade futura de acordo com o pó de fada. "O pó de fada nunca mente", ela pensou e sorriu, ela poderia ter sua felicidade e sua vingança. Ela queria ter Robin em sua vida, mesmo que ainda não soubesse o que sentia por ele, e também queria matar Branca. — Mas estou perto de conseguir o que quero, Robin... Finalmente sinto que estou perto de ser feliz novamente.

Robin perdeu o ar em meio ao olhar sugestivo de Regina, porque em partes, sentia que a felicidade qual era e referia tinha a ver com ele. A apertou novamente em seus braços, dessa vez a trazendo para um beijo. Robin lembrou-se da última vez que sentira tamanha emoção ao beijar uma mulher, e soube que poderia ficar tão feliz quanto ela se estivessem juntos.

–Devíamos levantar. — Ela sorriu depois do beijo. — Roland acorda cedo.

Ele sorriu também. Ele conseguia ver claramente a imagem dos três juntos, talvez dando aquelas aulas que Regina prometera a Roland, e para ele lembrava bem a imagem de uma família; Regina fazendo o papel da mãe que Roland um dia perdeu. Ele não sabia como ela pensava, mas ao ver o amanhecer dar seus primeiros sinais de chegada, Robin não poderia estar mais feliz com sua aparente segunda chance.

Notas finais
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