Fire Keeper

26 Capitulo 25 - Time


Notas iniciais
~fluffy stuff parental advisory~

Regina moveu suas mãos em padrões suaves pela curva de sua barrigada um pouco inchada pelos cinco meses de gestação, observando Roland correr atrás de uma borboleta pelo jardim. Ela desistiu de o pedir para se acalmar e deixar o inseto em paz, vendo que ele estava realmente animado com a ideia de passar um dia fora de casa, mesmo que ainda estivessem perto.

Robin tinha estendido um forro azul-claro em cima da grama, alimentando Roland com a ideia de um piquenique e menino tinha o ajudado a trazer frutas e pães para o lado de fora, os colocando em cima do forro. Regina fez uma pequena careta para Robin, mas não conseguia resistir a animação de Roland, então todos eles foram para o jardim e se sentaram em cima do tecido azul para comer morangos banhados de chocolate e pães recheados com queijo.

Roland foi o primeiro a ficar entediado e se levantou para as explorar as flores recém-nascidas da primavera que enfeitavam o gramado. Ele foi rapidamente atraído por uma borboleta e parecia estar disposto a fazer de tudo para pegá-la. Regina tentou convencê-lo de que estava assustando a borboleta, mas ele não desistiu de sua pequena missão.

–Ele provavelmente irá se cansar logo. — Robin sorriu para ela e deu um beijo suave em sua testa. — Na verdade, ele é muito mais tranquilo agora. Quando ele era mais novo eu pensava que enlouqueceria a cada vez que ele perseguia um bicho diferente e os trazia para dentro de casa.

–É perigoso. Ele pode tocar algum inseto venenoso. — Ela suspirou, deitando sua cabeça no ombro do Robin. — Branca era obcecada por flores e pássaros. Ela era mais velha que Roland, mas ainda gostava de correr livremente pelos jardins do palácio e me arrastava com ela. Já passei por alguns sustos quando ela tocava flores espinhentas e venenosas.

–Vocês passaram um longo tempo convivendo uma com a outra. — Robin comentou, levando uma de suas mãos para descansar em cima da barriga de Regina como ela mesma estava fazendo.

–Eu tinha que passar muito tempo com ela. O principal motivo para Leopold pedir a minha mão era querer ter uma companhia materna para Branca.

–E você foi uma mãe pra ela? — Ele a perguntou de forma receosa, não querendo trazer a tona assuntos que fossem desconfortáveis para Regina, mas ela apenas riu, se aconchegado mais ao lado de seu corpo.

–Eu não sabia nem como cuidar de mim mesma naquela época, quem dirá uma criança. Branca era apenas alguns anos mais nova que eu quando me casei. Então, não diria que fui uma mãe para ela.

–Você se casou tão nova...Você o amou? — Robin quis saber, desenhando círculos com os dedos pela barriga estufada de Regina. Seus movimentos eram preguiçosos e suaves, e Regina adorava.

–Não. Nunca. Eu nunca o amei e ele nunca me amou. — Regina se surpreendeu com o quão fácil essas palavras saíram por sua boca, não havia raiva ou ressentimento, era apenas a realidade de seu casamento forçado e isso não a doía agora como costumava fazer antes.

–Isso me surpreende. — Ele beijou o topo de sua cabeça, sentindo o cheiro de seu perfume requintado. — É díficil não amar você.

–Você deve estar brincando. -Regina riu novamente, feliz por ser tão fácil estar ao lado dele em situações tão familiares como um piquenique no jardim que antes nunca passavam por sua cabeça.-Depois de tudo que passamos até hoje, você acha mesmo difícil não me amar?

Robin sorriu para ela e rolou os olhos, parecendo considerar o que ela tinha dito. Sendo sincero, ele poderia admitir que uma vida em torno de Regina era rodeada de perigos e incertezas, e que ele tinha enfrentado medos suficientes para uma vida inteira nos últimos meses ao lado dela, mas isso não influenciava de maneira alguma o quão fácil era para ele a amar. Ele a olhou ainda sorrindo, ficando feliz por ela estar olhando para ele também.

Ela era provocante, de todas as formas possíveis. Seus olhos castanhos brilhantes poderiam fazê-lo queimar mesmo que estivessem o olhando com raiva; seus lábios vermelhos cheios que o embriagavam com volúpia; seus cabelos escuros que caíam suaves por seus ombros e abraçavam as curvas de seus seios; sua pele cremosa que ficava rosada e brilhante toda as vezes em que ele o beijava e seu corpo pequeno que parecia ter sido feito para moldar-se ao dele perfeitamente. A beleza dela aquecia o coração de Robin e o deixava sem ar, o matando em uma explosão de desejos e felicidade.

Sim, era muito difícil não amá-la quando ela era uma provocação em forma de mulher. Linda como um anjo e tentadora como ele sabia que o diabo poderia ser.

Mas essa não era sua parte favorita dela. Ou, pelo menos, não a parte que o fez se apaixonar por ela.

Primeiro, ele se apaixonou por sua bondade. Era um raio de luz muito fraco em meio ao breu, mas ele se concentrou naquela pequena luz como se sua vida dependesse disso... E de certa forma, dependia mesmo.

Depois, se apaixonou por sua força absurda, todas as vezes que ela lançava um sorriso sincero para Roland, mesmo que seus olhos estivessem prestes a transbordar; todas as vezes em que ela mantinha sua face impassível, mesmo quando ele sabia que ela estava a ponto de desmoronar.

Ela parecia uma rocha impenetrável, mas ele se apaixonou ainda mais quando ela finalmente se abriu para ele. Quando ela deixou que ele descobrisse o que estava escondido debaixo de todas suas camadas de dor e amargura.

Ele amava tanto e o sentimento era simplesmente tão certo que, na verdade, seria estranho se ele não a amasse. Ele não conseguia imaginar um mundo onde esse sentimento abrasivo não existisse.

–Acho impossível não amar você.-Ele sussurrou, perdido no marrom quente de suas íris.

–Você é um homem de gostos duvidosos. — Regina disse para ele, embora sua confissão tivesse feito o estômago dela cair para seus pés. -Que pessoa em juízo perfeito se apaixonaria por uma rainha má?

–O mesmo tipo de pessoa que se apaixonaria por um ladrão que tentou a roubar, não acha?

–Talvez nós dois sejamos loucos e pouco confiáveis. — Regina suspirou, fechando os olhos, sabendo que ele iria a beijar.

A respiração de Robin batia em seu rosto em um ritmo suave e quando ele capturou seus lábios nada mais importava. Ela deixou que ele a beijasse, sentindo a inexplicável conexão entre os dois fazer seu corpo pegar fogo.
As vezes, ela se perguntava se ele não poderia a matar com um simples beijo. As vezes, a chama que se acendia pelo contato dele parecia forte demais para aguentar e seu coração poderia explodir em seu peito; sua respiração poderia se extinguir ou se tornar tão frequente que seu pulmões não aguentariam lidar com tanto trabalho. Ela não tinha certeza de como, mas sabia que Robin Hood seria sua morte, sua ruína... E ela estava muito bem com isso.

–Eu te amo.- Regina sussurrou para ele quando seus lábios se separaram. Ela ainda tinha os olhos fechados e sua testa contra a dele, seu coração batendo rápido demais.-Eu queria merecer você.

–Eu queria dar a você tudo que merece. -Ele riu, tocando os cabelos de Regina. Ele adorava a suavidade dos fios de seda contra seus dedos e poderia fazer aquilo pelo resto de sua vida. -Não diga que não me merece, Regina, pois não é verdade. Eu sou miserável, meu amor...Nunca vou ser capaz de te dar a vida de uma rainha ou de um nobre, como aqui com o seu pai. Eu sou só um ladrão. Eu não tenho nada, além do amor que sinto e isso é tudo que posso lhe dar.

Robin...– Ele não a deixou terminar, beijando sua boca novamente. Robin mordeu o lábio inferior dela, puxando a carne macia e Regina estava atordoada demais para falar após isso.

–Eu amei você, de todas as formas que um homem pode amar uma mulher. -Ele sussurrou para ela, afundando ainda mais os dedos em seu cabelo e puxando sua cabeça levemente para trás, deixando o pescoço dela exposto pra que ele pudesse beijar a pele macia. -Eu amei seu corpo, sem antes pedir a sua mão. Agora, você carrega um filho meu e ainda não sou capaz de te dar um compromisso respeitável.

–Você está mesmo preocupado com esse tipo de coisa? — Regina sorriu em meio um suspiro causado pelos beijos de Robin em sua garganta.

Ele era inacreditável. Talvez um dia, a muito tempo atrás, quando ainda era uma menina, Regina tinha se preocupado com o significado dos votos matrimoniais, mas esse dia estava longe demais em seu passado.

Depois de ter se casado com Leopold e ter perdido a inocência de seu corpo para um homem que nunca amou, ela realmente não se preocupava mais com esse tipo de coisa. Sexo estava longe de ter o antigo significado que as pessoas costumavam a dizer e ela não pensava sobre isso da maneira que Robin pensava.

–Claro que sim. -Ele subiu seus beijos por seu pescoço até chegar em sua orelha, mordendo o lóbulo devagar e sussurrando em seu ouvido. -Eu quero me casar com você, Regina. Eu quero que você seja minha.

–Eu sou sua. Antes do meu nascimento e após a minha morte...Nós temos a mesma alma.

–Eu consigo sentir isso. Sempre que olho pra você, sempre que te toco...Mas ainda quero que seja minha esposa. E se eu me lembro bem, você disse que eu teria que pedir ao seu pai.

–Oh! — Uma risada escapou de Regina e ela se afastou de Robin para conseguir o olhar, se lembrando de uma conversa que tiveram há meses antes. -Você se lembra. Eu não estava falando sério.

–Você não quer. — Ele confirmou simplesmente, com dor em sua voz.

–Eu só quero você, não importa que título nossa relação tenha... E eu não tenho boas memórias do meu casamento.

–Eu quero substituir qualquer memória de tristeza ou dor que você tenha, por memórias de alegria e amor e eu quero fazer isso o mais rápido possível. -Ele conseguiu sorrir, tocando o rosto dela. — Mas eu vou esperar até que esteja pronta pra isso. Tenho certeza que é tudo questão de tempo...

–Eu realmente não mereço você e não ouse discordar de mim.

Mas ele discordava. Regina poderia ter feito muitas escolhas erradas na vida dela, mas ele também já tinha passado por isso. E ela estava tentando melhorar, por ele, pelas crianças. Mesmo que o caminho fosse longo, ele estaria ao lado dela e ela o merecia, ele tinha certeza.

–Papa! Olha esse! — Roland veio correndo até eles, segurando algo com as duas pequenas mãos. -Posso ficar com ele?

–Isso é um sapo? — Regina perguntou, arregalando os olhos.

–Sapos não são bichos domésticos, Roland. Ele deve ficar aqui, no jardim, é a casa dele.

–Mas, pai...

–Nos viremos o visitar, mas não podemos o levar daqui.

Regina observou Robin, convencendo Roland a deixar o bicho na grama rapidamente e depois pegar o menino no colo e o jogar no ar, o divertindo como recompensa por ter o obedecido. Ele era bom nisso, ela pensava. Ele era um bom pai. E mesmo que ela fosse um caso perdido e nunca pudesse ser uma pessoa boa para o bebê, ela sabia que Robin o faria e esperava que isso bastasse.

Ainda era estranho para Regina viver daquela maneira.

Dois meses tinham se passado desde o casamento de Branca de Neve, desde que ela quase perdeu o bebê e fez um acordo com Rumple. Dois meses desde que Belle tinha o deixado e Regina ainda não tinha recebido um sinal dele desde então.

A vida calma das montanhas era uma vida desconhecida e isso muitas vezes a deixava inquieta. Nada lhe tirava da mente que a qualquer minuto alguma coisa interviria em seu caminho e arrancar tudo aquilo dela… Era o que sempre acontecia, afinal. Ela se recusava a baixar a guarda, embora as covinhas de Roland e os olhos azuis calmos de Robin as vezes a faziam se perder em um mar de esperanças.

A felicidade era fácil. Entrava em seu corpo como o ar e se espalhava por suas veias em uma onda de contaminação que ela esperava nunca poder ser contida. Ser feliz era fácil, agora ela sabia.

E era exatamente isso que a deixava tão assustada.

Regina manteve seus medos para si e rezou para todos os deuses que fossem preocupações sem sentido.

Mas, no fundo, ela sabia que não eram.

E, por isso, ela não se casaria com Robin. Ela não prometeria a ele algo que ela não poderia garantir. Não agora, pelo menos. Ainda era muito cedo para ter qualquer garantia de fidelidade ou felicidade; muito cedo para saber se estavam seguros; muito cedo para saber se ela não trairia a confiança dele e quebraria seu coração.

Ela olhou para sua barriga redonda e volumosa, coberta por um vestido lilás que seu pai tinha obtido na vila mais próxima já que suas antigas roupas já não lhe serviam bem, e sentiu um misto de emoções que nunca conseguiria descrever.

Ela temia tanto pelo bebê – sua pobre e pequena criança, que antes de nascer já sofria pelos pecados de sua mãe, que estava sendo tão forte ao lutar por sua vida quando tudo não estava ao favor dela.

Embora sua gravidez estivesse obviamente caminhando para frente, ela nunca tinha sentido o bebê se mexer. As vezes, isso a desesperava tanto que lágrimas sem sentido rolavam por seu rosto durante vários minutos, até que Robin a encontrasse sozinha em algum canto e a abraçava até que ela estivesse bem novamente.

Ela se perguntava se seu filho já não estava morto desde o incidente e aquilo tudo era apenas um truque da magia de Rumple para a desolar. Essa possibilidade rondava sua mente como um cão faminto, roendo suas entranhas até que não restasse mais nada… Explicaria o fato dele nunca ter a procurado por uma vingança pelo que aconteceu com Belle, ela pensava. Ele não poderia a causar dor maior que essa, poderia?

Ela teria que esperar para saber. Estava evitando usar magia e pretendia ficar dessa forma até certeza que o bebê estava completamente seguro.

Regina suspirou, se sentindo cansada. O sol estava deixando sua pele irritada e os insetos atraídos pelas frutas não estavam ajudando também. Ela chamou seus garotos para perto, ansiosa para voltar para casa.

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Robin encarou seu reflexo no espelho, fazendo uma careta para sua pele que tinha ficado vermelha por causa do sol e com algumas manchas causadas por picadas de insetos em um canto ou outro. Ele estava péssimo e Roland não estava muito melhor, mas ambos repetiriam a dose a qualquer momento, contando que Regina estivesse disposta.

Ele se virou, para ver seu filho deitando na cama que era grande demais para ele, com Regina ao seu encalço. O menino estava sonolento e ela o ajudava a se ajustar no meio dos lençóis, dando um beijo em sua testa logo em seguida. O coração de Robin se aqueceu rapidamente, como costumava fazer com qualquer simples gesto de Regina ou de seu filho, e ele abriu um largo sorriso.

Ele amava aquela mulher de uma maneira tão intensa que fazia seu peito doer, amava as crianças mais que sua própria vida e isso fazia ele se perguntar como viveu durante tantos anos sem isso.

Sem ela.

Porque diabos a vida tinha os separado por tanto tempo era um mistério que ele ficaria feliz em desvendar e quem quer que fosse o responsável por isso, receberia um belo chute na bunda.

Robin caminhou até perto de sua pequena família, beijou o rosto de seu filho e desejou boa noite, para depois tomar Regina pela mão e a levar para fora do quarto, prendendo-a contra a primeira parede que encontrou uma vez que estavam no corredor.

–Será que esse sentimento um dia passará? — Ele a perguntou, com o rosto muito próximo ao dela, se curvando sobre sua barriga e tomando cuidado para não a apertar demais.

–Que sentimento? — Ela olhou para ele, com seus olhos castanhos brilhantes e inexplicavelmente hipnotizantes e um sorriso grande surgindo em seus lábios cor-de-rosa.

–É difícil de explicar. — Ele imediatamente se sentiu estúpido, mas Regina claramente não se importava, já que ela apenas sorriu ainda mais para ele. -Então, eu não irei. Mas você pode sentir isso? — Ele pegou uma das mãos dela e a trouxe para o lado esquerdo de seu peito, onde seu coração martelava contra sua carne, forte e rápido. -É seu.

Regina sentiu a batida do coração de Robin contra sua mão e ele provavelmente não tinha ideia do que isso significava para ela, uma pessoa que costumava arrancar e colecionar corações em caixas amontoadas e empoeiradas em seu castelo.

A vida de Robin estava fazendo movimentos ritmados contra sua palma e era simplesmente muito fácil para ela esticar seus dedos e parar os batimentos, destruir o coração de Robin assim como ela destruía tudo a sua volta, e, mesmo assim, ele tinha o dado para ela, só por que ele quis. Por que ele a amava. E isso atingiu profundamente a alma de Regina, cravando em sua pele e se enroscando em suas entranhas, e ela tinha certeza que isso nunca passaria. O sentimento do qual Robin a perguntou, nunca passaria para ela e talvez isso significasse que nunca passaria para ele também.

–Eu te amo. — Ela disse, pela segunda vez naquele dia, fraca demais para impedir que lágrimas tímidas saltassem de seus olhos.

Robin a beijou, sentindo seu corpo queimar de dentro para fora, sentindo seus sentidos se perderem em algum lugar durante o processo, sentindo um desejo incontrolável de amar a mulher há sua frente.

–Eu também te amo, muito. — Ele sussurrou para ela, levando sua boca até seu pescoço, para beijar e chupar sua pele sensível. Ele adorava a beijar ali, adorava como a respiração dela se tornava pesada e seus lábios se abriam para deixar pequenos gemidos escaparem para fora. — Eu quero fazer amor com você. -Ele pediu, sua voz ainda mais baixa.

Regina mordeu o lábio, a frase dele tinha causado uma reação instantânea no meio de suas pernas, e a fez apertar suas coxas levemente. Deuses, ela também o queria, desesperadamente, já que bastante tempo tinha se passado desde que tinham feito pela última vez. Depois do incidente com a gravidez, ele estava preocupado demais com machucá-la e ela com medo demais para tentar qualquer atividade brusca que pudesse fazer seu útero doer como inferno como tinha acontecido antes. Mas várias semanas já tinham se passado e seu corpo estava doendo por ele.

–Vamos ter que começar a ser um pouco criativos quanto a isso em breve. — Ela riu levemente, se referindo a sua barriga grande e o puxou para um novo beijo.

Robin a puxou para o quarto, que eles poderiam chamar de seu depois de tanto tempo instalados lá, e trancou a porta atrás de si. Ele se sentiu estranhamente nervoso e logo tentou afastar o sentimento, por que sabia que ela ridículo. Eles já tinham feito aquilo muitas vezes antes, mas agora parecia diferente. Talvez fosse o fato de terem ficado tanto tempo sem ou a barriga de Regina que era algo difícil de ignorar, mas, qualquer que fosse a razão, suas mãos estavam suando quando ele a puxou de volta para perto, cobrindo seus lábios com mais um beijo.

Ele se perguntou se um dia descobriria como um corpo poderia ser tão perfeito enquanto desamarrava os laços do vestido lilás e o puxava para baixo. A luz das levas que iluminavam o quarto deixavam a pele de Regina com um tom quente que parecia ser a coisa mais bonita que Robin vira em toda sua vida. Ele acariciou as costas dela e deu um beijo entre as omoplatas, sendo tão suave quanto conseguia ser, jurando para si mesmo que tinham todo o tempo do mundo, ou caso contrário ele já estaria dentro dela, estocando para fora seu desejo guardado por dois meses. Oh, mas ele não queria ser rude.

Ela deixou que ele a despisse e a levasse até a cama, sabendo que nunca tinha ficado tão quieta durante esse tipo de situação. Mas as mãos dele eram tão cuidadosas e seus beijos eram tão suaves, que ela não conseguia fazer mais nada além de deixar que ele continuasse, mas ela o queria dentro dela logo. Ela gemeu com o pensamento, já se sentindo muito molhada só por imaginar tê-lo contra ela.

Regina sentou na ponta da cama, com Robin ajoelhado no chão entre suas pernas, beijando sua clavícula e uma das mãos massageando seu seio direito e ela gemeu em seu ouvido e enroscou suas pernas ao redor de sua cintura, o forçando a ficar mais perto dela. A barriga não era um grande incômodo e ela se animou por isso, executando suas mãos para a camisa dele e desabotoando os botões pequenos, e ele a ajudou a arrancar para fora.

–Robin...

Ele a respondeu colocando um dedo entre suas coxas, o deslizado por suas dobras molhadas até chegar em seu clítoris. Os movimentos suaves arrancaram um gemido de Regina e ela encostou sua testa contra a dele, buscando algum foco. Ela levou sua própria mão até a calça de Robin, sentindo sua excitação por cima do tecido e a apertando com urgência. Ela desfez os botões e zíper rapidamente, puxando a calça dele para baixo e deixando seu membro exposto

–Eu quero você dentro. — Ela o pediu, com a voz trêmula.

–Estou tentando ir devagar aqui. — Ele riu para ela e beijou sua boca. -Mas se continuar falando dessa maneira eu não vou conseguir.

Por favor.

Robin fez um barulho frustrado, mas um sorriso brincava em seus lábios. Ele se colocou na entrada de Regina, tendo certeza que seus joelhos reclamariam muito mais tarde, e forçou a entrada para dentro dela, sentindo-se imediatamente abraçado por seu aberto molhado e macio. Regina sufocou um gemido mordendo o ombro dele e o abraçou com seus braços e suas pernas, mantendo-o mais próximo que seus corpos permitiam.

Eles tinham sentido muita falta daquilo. Seus corpos suados se unindo sem nenhum ritmo programado, apenas continuando e continuando a empurrarem-se em encontro um do outro. Era inebriante e eles apenas queriam mais e mais.

Robin se embebedou dos lábios de Regina, tentando manter o aperto de suas mãos em sua cintura sempre leve, deixando seus olhos abertos para que pudesse ver cada expressão de prazer que surgisse no rosto dela. Ele se afastou levemente do aperto de Regina para levar uma de suas mãos até seu sexo, para pressionar e esfregar suavemente o clítoris, fazendo-a gemer ainda mais em seu ouvido e ele adorava todos os sons que ele causava nela.

Ele a achou ainda mais estupidamente linda quando ela chegou em seu orgasmo, chamando seu nome e apertando suas unhas na pele de suas costas. Ele gemeu com ela, dando mais algumas estocadas antes de deixar o prazer o dominar totalmente e jorrar para dentro dela.

Será que um dia esse sentimento passará?” tinha sido uma pergunta tola, por que a resposta era muito óbvia. O amor inexplicável que ele sentia por Regina nunca passaria, nem mesmo abrandaria, só se tornava mais forte a cada segundo e ele não tinha – e nem queria ter – defesas contra isso.

O seu coração pertencia a ela, assim como sua alma.