Fire Keeper

17 Capitulo 16 - A Coin Has Two Sides


Notas iniciais
Oi, meus anjos. Estou postando esse capitulo de madrugada, que é o tempo que tenho para escrever agora... Me desculpem a demora pra postar e principalmente, a demora pra responder os comentários! Prometo que hoje mais tarde (agora são 3:10 da manhã) eu respondo todos, porque agora eu realmente preciso dormir :'( Me desculpem mesmo. Aqui tem muito rumbelle e muito outlawqueen (no final). Espero que gostem. Beijos ♥♥

Belle não tinha ideia de onde estava. Tudo que ela fizera desde que saíra do castelo, fora seguir seu coração e instintos. Porém, não era tão fácil quanto ela pensava. Ela esteve tempo demais presa naquela torre, fazendo com que sua mente funcionasse de maneira mais lenta. Ela estava andando a horas, sentindo fome, frio e cansaço; a roupa pesada que vestia também não ajudava no processo.

Ela se sentou em um tronco caído e seco. Precisava pensar. Não sabia por qual caminho deveria seguir para chegar ao castelo de Rumplestiltiskin. Nem sabia se ele ainda estava morando em seu antigo castelo. Belle se sentiu fraca. Ela nem mesmo sabia se ele queria vê-la.

Ela se lembrou de quando invocou o Senhor das Trevas junto de seu pai. Apenas chamar o seu nome já fora poderoso o suficiente para que ele soubesse que estavam querendo o ver. Ela resolveu tentar isso novamente, se sentindo tola por falar sozinha.

–Rumple... Rumplestiltiskin. Eu não ao certo por quanto tempo estive presa. Não sei por quanto tempo estive fora da sua vida. Eu apenas sei que não teve um só dia em que deixei de pensar em você... E, droga, você não merece. Você me colocou para fora da sua vida. Você teve medo de me amar e parecer fraco, mas, ainda assim, eu estou aqui... Falando sozinha como uma idiota, porque eu quero desesperadamente te encontrar. Rumplestiltiskin, eu te invoco.

A voz da destronada princesa saia abafada pelo elmo que ainda cobria sua cabeça. Lágrimas escorreram por seu rosto, chegando salgadas aos seus lábios. Ela se sentia esgotada e sozinha, como se o pequeno fio de esperança que tinha mantido durante todos esses anos tivesse finalmente se rompido.

Ela suspirou, fechando os olhos com força. Pensava que talvez Rumple tivesse perdido sua magia, por isso não podia ouvi-la e isso significava que ela teria que andar sem rumo por vários dias, sem a menor condição de se manter. Belle também pensou em seu pai e seu reino. O que Rumple tinha dito a ele sobre seu desaparecimento? Ou será que ele apenas pensava que ela continuava presa no castelo do feiticeiro? As perguntas sem resposta fizeram a cabeça de Belle doer. Ela tirou o elmo pesado, ficando aliviada ao sentir o vento frio varrer sua pele e balançar seus cabelos. A muito tempo não sabia o que era um ar puro e fresco como aquele. Ela sorriu para o nada, com os olhos fechados, se sentindo estranhamente leve. Mesmo estando sozinha e perdida, ela estava livre. E no momento, essa era o melhor sentimento que ela poderia sentir. O vento ainda lhe acertava, sussurrando promessas felizes em seus ouvidos. Ela sorriu de novo. Livre.

Quando abriu os olhos novamente, uma criatura relativamente pequena e magra, com pele escamosa que brilhava em um tom de verde, a encarava com seus olhos inumanos totalmente arregalados. Belle levantou-se em um pulo de maneira instintiva, no mesmo instante em que o ar fugiu de seus pulmões.

–Rumplestiltiskin! — Ela gritou, como se ele estivesse muito longe dela. A verdade é que ele estava a poucos metros, mas mantinha-se parado, a encarando com curiosidade. Ela começou a andar em sua direção. -Sou eu, Rumple... Você não lembra de mim?

Belle tocou suavemente o rosto de seu amor verdadeiro, ficando preocupada por ele ainda estar estático. Ela se lembrou de Octavio, antigo conselheiro de seu pai, que fora o primeiro a ver que ogros invadiam o seu reino. Ele ficara por dias sem comer e sem falar com ninguém, como se estivesse preso ao momento ou revivendo a memória em sua mente em um ciclo infinito. A princesa suspirou.

A pele de Rumple abaixo de seus dedos tinha uma textura granulada, como se milhões de grãos de areia estivessem colados sobre sua carne; mas não era totalmente desagradável. Belle estava frustrada. Ela queria gritar e o abraçar e comemorar, mas ele permanecia quieto; a seguindo apenas com o olhar.

–Rumple... Por favor, volte. Eu estou aqui. — Ele tentou o chamar de novo. Lentamente, o Senhor das Trevas começou a se mover. Belle ficou parada enquanto ele abaixava seu torso de modo que conseguisse encostar o nariz na pele de seu rosto. Ela arfou. — Rumple? O que está fazendo?

–Belle? — Ele sussurrou, com certa dificuldade. Rumple estava com seu rosto tão próximo dela que podia sentir sua respiração descompassada e quente. — Você está viva? Você não pode estar. Regina me disse que você morreu.
–Regina me manteve presa durante todo esse tempo. Ela mentiu pra você.

–Não pode ser... Minha mente sempre tenta me pegar peças. — O Senhor das Trevas se afastou bruscamente, procurando apoio em uma árvore próxima.

–Rumple... Eu sou real. — Belle não se conteve ao se aproximar dele novamente, colocando-se em sua frente. Ela segurou o rosto de seu amor verdadeiro com as duas mãos, o forçando a olhá-la. — Isso é não parece real para você? — Ela o perguntou, mantendo seus rostos próximos. Belle o encarou nos olhos; medonhos e monstruosos, como deveria parecer para a maior parte das pessoas; mas ela via apenas amor. A princesa sorriu levemente, e aproximou-se mais de Rumplestiltiskin, até que seus lábios estivessem selados.
Ela manteve o contato delicado, até que ele a puxou para mais perto. Envolvendo sua cintura fina com os braços e a apertando fortemente contra seu peito, como se ele fosse uma alma selvagem, difícil de capturar. Belle gemeu pelo beijo, sentindo lágrimas surgirem em seus olhos. Ela o amava. Ele a amava. E nada, nem mesmo o tempo, seria capaz de desfazer aquele sentimento. A maldição do Senhor das Trevas parecia ter consciência disso, pois lentamente, o feitiço se dissipava de sua pele; como se o beijo formasse caminho entre suas veias e limpasse os vestígios de corrompimento. Ele se afastou.

–Belle... Minha Belle. — Ele sussurrou, a encarando. Gradativamente a cor esverdeada voltava a seu rosto, revelando que o beijo não tivera tempo suficiente para quebrar a maldição. Mas no momento, ele não se importava. — Regina... Ela te prendeu? Por todo esse tempo?

–Eu estive livre por alguns meses, mas então fui capturada pelos cavaleiros dela... Mas, eu consegui fugir! E estive te chamando desde então. Só agora você veio.

–Eu pensei que não fosse você... Já te escutei em minha mente tantas vezes e todas eram apenas uma ilusão... Me perdoe.

–Não precisa se desculpar... Agora estamos juntos, Rum. E vamos ficar assim para sempre... Prometa-me que...

–Não, Belle. É claro que eu preciso me desculpar. Tudo isso foi minha culpa. Eu me arrependi tanto de a ter mandado embora do meu castelo! Eu não deixei de pensar em você em um só dia. E todo esse tempo, acreditando que estava morta... Foi uma tortura. — Ele confessou, a apertando ainda mais contra si. Belle tentava se manter equilibrada em meio ao abraço, já que a armadura a deixava pesada demais. Rumple percebeu seu desconforto. — O que está fazendo nessas roupas? Cheia a bebida... E outras coisas que prefiro nem dizer.
–Eu tive que a roubar, para conseguir sair do castelo. Veio esse cavaleiro e... Ele queria... Fazer coisas ruins. Então eu tive de pará-lo. Eu bati nele, com uma pedra. Ele desmaiou e tinha sangue... Mas ele não morreu. — As palavras foram expelidas de sua boca rapidamente, enquanto a culpa fazia seu rosto de contorcer. Ela nunca desejou fazer mal a alguém, essa ideia a enojava, mas ela tivera que o fazer para se proteger.

–Regina fez isso com você... Não foi sua culpa, Belle. Eu cuidarei de você agora. — Rumplestiltiskin deixou um sorriso se abrir em seus lábios, enquanto encostava seu rosto no de Belle. — Estou feliz que esteja viva.

–--

Regina entrou em seu castelo a passos largos. Um grande sorriso estava estampado em seu rosto e mesmo tendo passado a noite inteira sem dormir, ela se sentia cheia de energia. Seus servos não ousavam olhá-la, talvez porque o olhar em seu rosto ainda carregassem um brilho assassino. Ela se dirigiu ao seu quarto.

A Rainha apenas conteve seu entusiasmo quando entrou em seu aposento e encontrou Robin DeLocksley dormindo em sua cama. Ela o espiou, se esquecendo por um momento do ato que cometera a algumas horas. Regina se deu conta de que ainda era muito cedo, por isso Robin dormia. Um lado dela queria apenas deitar com ele e ter umas boas horas de sono, mas ela ainda tinha uma tarefa para completar. Tentando ser o menos ruidosa possível, Regina sentou-se em frente a sua penteadeira, encarando seu espelho. Com um chacoalhar de suas mãos, ela fez com que uma imagem aparecesse o no lugar de seu reflexo. A imagem mostrava uma cela de seu calabouço, qual deveria estar o Príncipe Charming, mas esta estava vazia; com sua porta visivelmente arrombada.

–Como ele conseguiu...?! — Regina grunhiu para o espelho. A imagem mudou, revelando a verdadeira localização de James. Ele corria vagarosamente por uma floresta, carregando uma espada embainhada a sua cintura. — Seu tolo.

A Rainha sorriu suavemente e agitou uma das mãos a frente do espelho, como ela sempre fazia quando invocava alguma magia. Seu poder fez com que James fosse teletransportado para um lugar qual ele nunca conseguiria fugir: A Floresta Infinita. Ela riu, mais abertamente dessa vez, ao ver a expressão confusa do príncipe pelo reflexo do espelho.

–Regina? — A voz sonolenta de Robin trouxe Regina de volta para a realidade. Rapidamente, ela fez com que a imagem no espelho sumisse.

–Estou aqui.

–Estou vendo que sim. — Ele brincou, enquanto bocejava, levando seus braços para cima. Regina achou que ele lembrasse uma criança com esse movimento; o pensamento a fez sorrir. Ela se levantou da cadeira, para encurtar a distância entre os dois, indo até a cama. Quando chegou perto o suficiente, sentou na beirada e retirou suas botas longas de couro.

–Como você está se sentindo? — Robin a perguntou, abrindo seus olhos com dificuldade, já que a luz parecia querer o cegar. Ele agarrou a cintura de Regina e a puxou, para que ela pudesse se deitar ao seu lado.

–Leve. — Ela o respondeu simplesmente. Regina sabia que Robin não iria gostar de saber detalhes da noite que se passará, então ela se limitou em sua resposta. — E você?

–Carente. — Ele riu. — Eu queria muito beijá-la, mas essa gola do seu vestido parece disposta a me impedir. Queria poder arrancá-lo.

–Oh, eu posso resolver isso. — Ela o respondeu de maneira provocante e, com magia, fez com todo o tecido de seu corpo sumisse.

Regina se esqueceu do mundo ao seu redor. O grande peso que ela parecia ter carregado por anos, tinha desaparecido de seus ombros. Agora, ela tinha certeza que nada estava no caminho de sua felicidade. Ela beijou Robin bruscamente; como se os lábios dele fossem uma fonte de vida, vida pela qual ela estava sedenta. Toda sua euforia agora estava concentrada apenas em ter Robin, seu corpo vibrou com o pensamento. O ladrão envolveu o corpo nu de sua rainha em um abraço, para a proteger o frio e a cobriu com os mesmos lençóis negros que o cobriam. Ele riu contra os lábios de Regina,quando sentiu as roupas de seu corpo sumirem rapidamente.

–Magia é jogo sujo. — Ele sussurrou.

–Ela só poupa tempo. — Regina o respondeu, voltando a beija-lo.

Robin separou-se do beijo novamente, para fazer outros caminhos pelo corpo de Regina. Ele chegou aos seus seios e brincou com o mamilo, chupando-os e apertando com uma das mãos; com a outra, ele massageava o clítoris de Regina com o polegar, ao mesmo tempo em que a penetrava com outro dedo. Seus dedos ágeis faziam com que os gemidos de Regina se intensificassem cada vez mais. Ele manteve seu movimento por um longo tempo, se excitando com os sons que escapavam da boca de sua rainha.

–Robin. — Ela sussurrou de maneira firme, como se ao falar seu nome já estivesse falando uma ordem.

–Sim, milady.

–Eu preciso de você dentro de mim. Agora.

Robin atendeu a ordem. Movendo-se rapidamente para cima, até que estivesse em uma posição confortável para penetrá-la; e assim ele o fez, com um movimento bruto e curto. Regina deixou um grito escapar por sua garganta e envolveu suas pernas em torno do corpo de Robin. Ele movia-se rapidamente para dentro e fora do corpo de sua Rainha, mordendo seus próprios lábios para controlar os gemidos que subiam por sua garganta.

–Se vire, amor. — Robin pediu, separando seus corpos, dando espaço para Regina se mover. Ela fez uma careta de reprovação, mas virou-se de barriga para baixo, como Robin queria. O ladrão segurou-a pelo quadril, para a puxar para cima, fazendo com que ela ficasse com o peso sobre seus joelhos e mãos. — Você gosta assim? — Ele a perguntou, com a voz embargada de prazer, enquanto se colocava dentro dela novamente. Regina respondeu com mais gemidos.

Robin manteve seu movimento insaciável até que desmanchasse de prazer dentro de Regina. Ele deixou seu corpo ainda afetado pelo orgasmo cair na cama. Sua respiração era pesada, assim como a de a Regina, e um pequeno sorriso brincava em seus lábios. Ele a puxou para se deitar em seu peito e depositou um beijo em sua testa.

–Essa é uma ótima maneira de acordar.

–Se depender de mim irá se repetir por muito tempo... Vocês são minha prioridade agora, sabe. Você e Roland.

–E Branca?

–Ela está perdida... Para sempre.

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Charming tinha quase absoluta certeza de que já tivera passado por aquele mesmo lugar uma dezena de vezes. Ele balançou sua cabeça, tentando se livrar da tontura que o acometia. Ele não podia fraquejar agora, pois precisava encontrar Branca.

–Parece que estamos um pouco perdidos. — A voz inconfundível de Rumplestilskin surgiu atrás dele, acompanhada de uma risada estridente.

–Não tenho tempo para você.

–Oh, mas pensava mesmo que tivesse. Eu vim propor um acordo.

–Eu não quero nada que venha de você. — James disse decidido, virando as costas para o Senhor das Trevas.

–Nem mesmo isso? — Rumplestiltiskin ergueu um pequeno anel para que Charming pudesse ver.

–O anel de minha mãe! Estava comigo... Como você o pegou?

–Da mesma forma que pego tudo o que eu quero. — Ele riu, chacoalhando seus ombros pequenos e esguios. — Agora, vamos fazer um acordo.