Fire Keeper

12 Capitulo 12 - Burn Me


Notas iniciais
OLÁ, AMORAS. Muito obrigada por todos os comentários e elogios no último capitulo! E Nay, Sthé e Emily, eu AMEI as recomendações! Muuuito obrigada, eu amo vocês ♥

Na Floresta Encantada, Branca de Neve era uma espécie de celebridade. Todos a conheciam. Todos. Talvez fosse esse o motivo pelo qual as pessoas da taberna se calaram quando ela passou pela porta. Algumas bocas foram abertas em surpresa e alguns copos foram derrubados pelo susto. Robin Hood era um dos que não conseguiam manter suas bocas fechadas. Ele observou atento a mulher com semblante decidido atravessar o salão até chegar ao bar, onde se sentou em um dos bancos de madeira desconfortáveis.

–Me desculpe, madame… Mas não queremos problemas com os guardas da realeza. — Robin ouviu o dono do lugar falar para Branca, enquanto arrumava copos atrás do balcão. Ele parecia tão admirado e boquiaberto como todos os outros, mas tentava manter seu rosto intacto como quem diz “Branca de Neve? Por favor, quem se importa com Branca de Neve”.

–Não se preocupe, não me seguiram. Eu só preciso de um lugar para passar a noite, por favor...

–Qual é, Ben! Deixe a menina ficar. — Um dos homens de Robin gritou, tirando o mesmo de seu transe. O dono da taberna apenas olhou na direção da fogueira e deu de ombros, concordando com a estadia de Branca. A princesa olhou para os ladrões, querendo saber quem tinha a ajudado. Sem pensar muito, ela se levantou para ir até eles.

–Obrigada por isso. — Ela disse baixo, encarando todos os homens a sua frente. Robin sentia sua respiração acelerar ao se lembrar de como Regina tinha falado de Branca e de quão grande era o desejo da Rainha de capturá-la. Ele pensou se devia a ajudar ou simplesmente fingir que não sabia de nada. O ladrão reparou nos cabelos revoltos e embaraçados da fugitiva e em seu rosto machucado, ela parecia inofensiva para ele.

–Você tem um belo arco. — Little John comentou, apontando com o queixo na direção de Branca, soltando uma longa risada logo após.

–Ah! Eu já tinha me esquecido dessa coisa. — Ela disse, tirando a arma de suas costas e a encarando com tristeza em seu coração. — Queria nunca ter o tocado.

–Nosso amigo Robin Hood é ótimo com essas coisas.

–Robin Hood? O rei dos ladrões? — Ela perguntou boquiaberta. Robin tinha sua fama, assim como Branca de Neve, mas o ladrão tinha vontade de rir ao pensar no enorme precipício que os separavam, já que ele dormia com a mulher que queria a matar. Ele tentava decidir se o riso que escapou entre seus lábios era pela ironia ou pelas boas doses de bebida que ele tinha tomado.

–Ele mesmo. — Robin respondeu, contendo seu riso quando a princesa o encarou. Ele reparou que seus olhos brilhavam em pura curiosidade e compaixão.

–Notícias de que você tinha sido capturado por Regina corriam por todo o reino, entretanto, você está aqui em carne e osso! Você está bem? — Ela perguntou, visivelmente preocupada, dando um passo a frente para ficar mais perto de Robin. O fato dela ser a única mulher no meio de um bando de bêbados não parecia incomodá-la.

Robin recuou, perdendo seu humor. O ladrão olhou de soslaio para John, se perguntando se a bebida o deixava se lembrar da conversa que tiveram algumas horas antes, onde ele confessou que gostava de Regina. Por um momento, ele quase quis dizer a verdade para Branca de Neve, mas desconsiderou, agradecendo pela bebida não ter o afetado tanto, ou todo o bar já saberia o quão gostosa a rainha era.

–As pessoas falam demais. — Ele disse calmamente, e bebeu mais um gole de sua cerveja, que desceu quente pela garganta. — Eu estou ótimo.

–O que falam em relação a Regina sempre costuma ser verdade. — Ela concluiu, com a voz serena contrastando com a ruga de preocupação em sua testa.

–A verdade é que Robin, meu amigo Robin, foi capturado pela rainha! Depois nós fugimos... Não, não, nós quase fugimos. Aliás, eu fugi, Marco fugiu, Little John fugiu e Steve também. Mas o Robin ficou, para cuidar da rainha, porque eu acertei a maldita com uma flecha. — Pietro disse cambaleante. Branca de Neve se sentiu tentada a cobrir seu rosto, enquanto o homem falava com hálito de álcool bem perto dela. — Então, tecnicamente, isso foi uma escolha dele.

–Você… ficou para cuidar dela? — Branca o encarou boquiaberta, mas Robin pensou ver um pequeno sorriso querer se formar nas bordas de seus lábios.

–Nós somos ladrões, milady. Não assassinos. — Robin deu de ombros, mas em seus pensamentos mais secretos, ele queria acertar Pietro com uma flecha bem no meio de sua testa.

–E depois? O que aconteceu, ela o deixou ir?

–Por pouco tempo. Volto para o castelo dela pela manhã. — Robin queria encerrar a conversa, vendo que esta tomava rumos quais ele ainda não sabia se podia falar. -Agora, se me permite, estou morrendo de sono e meu filho me espera em nosso quarto. — Ele mentiu, e se levantou para ir em direção ao andar de cima sem dar tempo de alguém se opor. Robin agradeceu por todos estarem tão bêbados a ponto de mal se lembrarem que amanhã ele iria embora, para sempre.

–Robin, espere. — Branca de Neve o chamou ao seu encalço, a princesa o pegou pelo braço para que ele pudesse olhá-la. — Eu agradeço por ter cuidado de Regina.

–Ah... Bem, isso é curioso. Ela a quer morta.

–Isso não é motivo para eu querer o mesmo a ela. Eu acho que Regina precisa de pequenas demonstrações como a sua... Ela precisa saber que ainda pode mudar. Que as pessoas ainda podem a querer bem. — Ela disse convicta, sorrindo um pouco. — Eu tentei a matar hoje. Por causa de um maldito feitiço que Rumplestiltiskin me deu. E depois que o feitiço foi quebrado, eu... Não sei como pude fazer isso. Eu não quero que ela morra... Só quero que seu coração seja curado. Espero que ela ainda consiga ser feliz um dia e que isso seja suficiente para ela deixar a mim e a todos que me defendem em paz.

–Você tentou a matar? Deuses, ela está bem? — Robin exasperou, segurando os dois pulsos de Branca de Neve enquanto a encarava ansioso.

Robin pode sentir os pelos de seu corpo se eriçarem, enquanto seu estômago parecia cair. Pensar que Regina estava machucada o fez entrar em estado de alerta. Robin continuava apertando os pulsos de Branca, sem perceber que poderia a machucar, e seus olhos queimavam em preocupação.

–Ela... Ela está bem! — Branca disse, o encarando, assustada. A princesa não pensara que dizer o que disse, surtiria em tal efeito da parte do homem. Rapidamente, ela desvencilhou seus pulsos do aperto do ladrão. — Robin... Você se importa com ela. — Ela falou devagar, tentando decifrar o que aquilo significava.

–Como pode ter certeza que ela está bem?

–Eu não a machuquei! Eu tentei a acertar com uma flecha, mas errei. Regina está perfeitamente bem. — Ela o garantiu. — Porque se importa?

–Porque... Ela é a rainha. — O ladrão mentiu, enquanto tentava se recompor. Se amaldiçoava internamente por não ter ido com Regina em sua viagem, se algo tivesse acontecido a ela, não iria se perdoar. Robin sentia que podia de alguma forma protegê-la, embora soubesse que o quanto Regina era forte, ele pensava ver, as vezes, nos olhos da Rainha, que o fardo que ela carregava era pesado demais para que ela conseguisse levar sozinha. Ele também sabia que ela nunca admitiria, mesmo sua vida dependesse disso.

–Eu sei que não é apenas por ela ser a rainha... Se se importasse assim com reinado de Regina, já teria me levado para ser morta por ela. — Ela disse simplesmente, o encarando com os olhos entreabertos. Robin apenas suspirou, sabendo que tinha entrado em um caminho sem volta. Mesmo que Branca de Neve parecesse ser fraca e inocente, de burra ela não tinha nada, e ele soube disso enquanto ela o encarava como se pudesse ler sua mente. — Você gosta dela.

–Me desculpe, mas eu nem mesmo a conheço! Não vou ficar aqui respondendo a perguntas suas...

–Eu não fiz uma pergunta, apenas afirmei. Mas estas certo, não precisa falar comigo. — Ela disse, sorrindo abertamente. — Espero que ela goste de você também. — Falou por fim, virando as costas para o ladrão.

Robin agitou a cabeça, pensando que a conversa fora estranha demais. Branca de Neve sabia que ele gostava de Regina, ele queria saber se estava assim tao aparente, ou se a princesa realmente lia mentes, como ela parecia fazer com aquele olhar penetrante – Que de certa maneira, lembrava o olhar da própria Regina. Robin suspirou, finalmente subindo as escadas para o segundo andar. Ele sentia seu corpo mais pesado que dez sacos de pedra, desejava apenas poder dormir, e saber que no dia seguinte encontraria Regina o fez ansiar ainda mais para entrar no reino dos sonhos.

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Regina tinha materializado uma porção de chocolates a sua frente. Após se transportar magicamente do castelo do Rei George para o seu, ela sentia que uma grande quantidade de energia tinha sido roubada de seu corpo, e de alguma forma, o chocolate ajudava com isso. Enquanto sentia as barras adocicadas derreterem em sua boca, ela se lembrava de seu pequeno Roland.

A rainha riu de si mesma. Já se sentia livre para chamar o menino de seu. O que poderia fazer? As covinhas do garoto eram irresistíveis. Regina nunca tinha se sentido dessa maneira sobre uma criança, principalmente depois do que Branca de Neve tinha a feito a ela. Mas Roland, ela simplesmente sentia vontade de apertá-lo até não conseguir mais. Esses pensamentos que antes eram tão estranhos para ela, tinham se tornado comuns nas últimas semanas.

Já faziam algumas horas desde que ela tinha chegado de sua pequena viagem, e se tudo ocorrera como planejado, Robin e Roland não demorariam a chegar. Levando mais um pedaço de chocolate a boca, ela pensava em como sua vida tinha mudado drasticamente em tão pouco tempo. Ela sentia-se infinitamente mais viva, e surpreendentemente feliz, como não se sentia a muito tempo. Isso a fez se lembrar de duas pessoas, seu pai, Henry, e a fada que a levara para encontrar sua alma gêmea, Tinker. Ela nunca mais tinha visto ou ouvido falar da pequena fada saltitante, mas se a encontrasse de novo, certamente quereria compartilhar todas as maravilhas que Robin Hood tinha a mostrado. E seu pai, tinha certeza que ele adoraria Roland!

Regina ainda sentia-se estranha por ter felicidade em seu peito. O medo de se machucar ainda gritava em alguma parte escura de seu coração, mas agora, ela sabia que se machucaria muito mais se virasse as costas para as duas pessoas que mais pareciam querê-la bem. Ela tinha de admitir a si mesma que gostava deles, que Robin um dia fora determinado pelo destino como sua alma gêmea, e nada mudaria isso. Regina decidia se seria a hora de contar para Robin o verdadeiro motivo de ter o salvo, de contar sobre a tatuagem. Com um sorriso bobo, ela achou que ele gostaria de saber.

Antes de terminar de comer seus chocolates, Regina observou o fluxo de servos aumentar em sua grande sala de jantar. Sua visita ao Rei George, ao menos tinha lhe rendido trinta novos funcionários para o castelo e quinhentos homens para seu exército. Há tempos não via pessoas circulando a sua frente com medo até mesmo de olhá-la, enquanto limpavam os vários comodos empoeirados do grande castelo.

–Minha rainha, Robin Hood solicita vê-la. — Um de seus novos empregados disse ao seu lado, olhando para os próprios pés. Com certeza odiara o fato de ter sido mandado para o castelo de uma poderosa bruxa má. Regina deu de ombros.

–E porque já não o deixou entrar?

–Majestade... Eu não sabia que se conheciam.

–Robin Hood mora nesse castelo.

–Vou o avisar para entrar imediatamente, minha rainha.

Regina continha sua animação por ter Robin novamente ao seu lado. Ela esperou pacientemente, enquanto fazia em sua mente o caminho que Robin Hood faria para chegar até a sala de jantar. Ele iria passar pelos grandes portões de ferro pontudos, atravessar a ponte de pedras brancas, circular sua árvore de maçãs, para depois finalmente entrar no castelo e ver a grande escadaria do hall de entrada, aí já não seria um longo percurso até...

Eu demorei? — Robin perguntou assim que entrou na grande sala. O rosto de Regina se iluminou, e ela se apressou em levantar para ir ao encontro do ladrão.

–Um pouco, sim.

–Peço perdão, milady. Encontrei uma duzia de pessoas mal educadas pelo caminho. — Ele disse dando uma piscadela, se referindo aos servos.

–Ah, eles estão acostumados a serem ríspidos. — Ela deu de ombros. Pendurado nas costas de Robin, estava um pequeno dorminhoco. Regina sorriu, acariciando os cabelos do menino. — Vamos levá-lo para a cama.

Regina segurou uma da mãos de Robin, que mais tarde, ela percebeu ser o braço da tatuagem de leão. Arrepiou-se ao lembrar que tinha algo para contar a Robin, mas sentia-se confiante para isso. Eles foram até o dormitório da própria rainha, ignorando os olhares curiosos que recebiam ao longo do caminho – Regina já quase sentia-se arrependida por ter contratado novos servos. Quando chegaram ao cômodo, Roland foi confortavelmente colocado em uma grande cama de dossel, após isso, Robin apressou-se para beijar os lábios vermelhos de Regina.

–Eu senti sua falta.

–Da mesma maneira que senti a sua. — Ela disse rápido demais, mordendo a língua depois de perceber o que tinha acabado de dizer.

–Olhe só! Parece que conquistei uma rainha cabeça dura. — Ele brincou, enquanto tentava fazer cocegas em Regina, porém seu corset feito de pedrarias era duro demais para que ela sentisse seus dedos em sua pele.

–Você conseguiria quebrar seus dedos antes de me fazer sentir cocegas. — Ela disse, o beliscando um pouco. Regina sentia sua mente leve, tudo que mais queria no momento, era ficar o mais próximo possível de Robin.

–Ah... Eu tenho algo para lhe dizer. — Ele disse, deixando o ar ao redor dos dois mais pesado. Regina teve medo do que viria a seguir, mas não o impediu de falar. Apenas engoliu em seco, enquanto aguardava. — Eu vi Branca de Neve.

–Branca... Minha Branca de Neve? — Ela processou o que ele disse lentamente, tentando imaginar o que poderia ser um encontro entre Robin e Branca.

–A própria.

–Onde? Essa insolente tentou me matar ontem! — Ela disse, elevando sua voz. Afastou-se alguns passos de Robin, enquanto um turbilhão de pensamentos dominavam sua mente.

–Em uma taberna... No meio da floresta, essa hora ela já não deve mais estar por lá. — Ele suspirou, já tinha previsto que a reação de Regina seria essa, mas não deixaria de contá-la, pois considerava que seria uma traição, de certa maneira. — Ela falou comigo.

–Ela fez o que?! — Regina quase gritou, mas controlou-se, não queria acordar Roland para que ele a visse daquela maneira.

–Ela falou comigo... Queria saber se eu estive mesmo preso em seu castelo e mais um monte de coisas... Acho que o que mais você se interessaria em saber, é que ela se preocupa com você.

–Branca de Neve se preocupa apenas consigo mesma! E não venha me dizer... Se viu Branca de Neve e até mesmo falou com ela... Porque diabos ela não está aqui neste momento? Em que lado você está, Robin? Aquela garota destruiu minha vida para todo o sempre! Eu confiei em você, eu pensei que...

–Regina! Escute a si mesma, isso é ridículo. Nunca combinamos que eu iria capturar Branca de Neve para você, a verdade é que quero distância de seus planos de vingança.

–Você não entende, Robin... Ninguém entende. Como pude ser tola a ponto de pensar que finalmente alguém ficaria a meu lado...

–Afinal, Regina, o que Branca lhe fez?

–Ela me tirou minha felicidade... Meu primeiro amor, Daniel, foi morto por sua causa. Porque ela simplesmente não conseguia manter sua grande língua dentro da boca! — Regina disse entredentes, e pela primeira vez, Robin pode perceber os olhos de sua rainha marejarem.

Ela estava falando sério. Ela iria mesmo matar Branca de Neve na primeira oportunidade que tivesse. Ele tremeu. Pensou que por isso, ela poderia matá-lo também. Ele sustentou o olhar de Regina, que espremia seus olhos cada vez mais. Mais rápido do que poderia entender, Robin sentiu sua garganta se fechar, como se mãos invisíveis apertavam incansavelmente seu pescoço. Seus olhos se esbugalharam enquanto ele tentava a todo custo ter seu ar de volta. Da mesma maneira rápida em que veio, o feitiço se desfez, e ele pode respirar normalmente de novo.

–Agora quer me matar também?! — Ele perguntou, segurando seu pescoço enquanto tossia.

–Eu... Não, eu não quero. Me desculpe. — Regina suspirou, deixando as pequenas lágrimas saltarem de seus olhos e fazerem um caminho por sua bochecha. — Eu só... Só quero ser feliz, Robin. É tão ruim assim? Branca me destruiu, e agora eu quero destruí-la também... Eu vou.

–Acha mesmo que matando Branca de Neve vai conseguir ser feliz?

–Eu tenho certeza disso.

Robin queria muito ignorar Regina. Queria sair daquele quarto, levando seu filho e talvez nunca mais voltar. Mas vendo-a daquela maneira, deixando lágrimas escorrerem por seu rosto e engasgando com soluços em sua garganta, ele não conseguiu fazer nada além de ir até ela, e a segurar por seus cabelos negros e sedosos, com força. Ele queria de alguma maneira tirar aquela ideia louca da cabeça de Regina. Sentia-se com raiva, de Branca, e até mesmo de Regina. Afinal ele estava ali... Ele largara sua antiga família, apenas para se aventurar nos braços de Regina, porque via nela sua segunda chance de ser realmente feliz e ela aparentemente só conseguia pensar em sua estúpida vingança contra Branca de Neve.

Robin apertou ainda mais os fios entre seus dedos, ignorando o olhar de interrogação de Regina. Ela parecia assustada, talvez porque ele deixava sua raiva transparecer por seu olhar. Tudo que ele queria, era que ela o visse. Que ela soubesse que ele estava ali por ela, e apenas por ela. Que juntos, eles poderiam ser felizes, com ou sem Branca morta.

Com o gosto amargo da raiva em sua boca, ele a beijou fervorosamente, não deixando que as pequenas lamúrias de Regina o fizessem parar. Ele apertou as curvas da rainha, sentindo sua excitação aumentar, tornando-se desconfortável dentro das calças. Sua raiva rapidamente transformou-se em desejo, e ele parou de beijar Regina por um momento, analisando seu vestido que era colado ao corpo e fechado até o pescoço. Com um movimento rápido, ele a virou de costas, fazendo-a ter que apoiar suas mãos em uma pequena cômoda para manter seu equilíbrio.

–Robin? — Ela o chamou com a voz fraca, mas seus olhos já não estavam mais tomados por lágrimas. Como resposta, o ladrão a puxou pela cintura, fazendo seu membro rígido de prazer encostar na bunda de Regina através das roupas quais ele tentava se livrar.

Com certa dificuldade, Robin desfez todos os botões do vestido azul de Regina e o puxou para baixo, revelando as costas nuas da mulher. O ladrão levou seus lábios até a pele da rainha, dando-lhe beijos molhados que iam dos ombros até o pescoço. Regina arrepiou-se com o toque, e deixou baixos gemidos escaparem de sua boca, esquecendo completamente da pequena discussão que tivera momentos antes.

Já não aguentando mais para esperar para tê-la completamente, Robin tirou as roupas de baixo de Regina e a virou para que pudesse a sentar em cima da cômoda. Rapidamente, ele baixou um pouca sua calça, apenas para poder deixar seu membro livre, e penetrar Regina avidamente.

Com movimentos rápidos, ele saia e entrava do corpo da rainha, que mordia fortemente o ombro do ladrão, sentindo os fios de tecido deixarem sua língua seca, mas no momento ela não se incomodava. Sabia que isso era melhor do que acordar Roland com seus gemidos.

Robin apertou a cintura de Regina, levando sua cabeça para trás enquanto todo seu corpo vibrava em prazer. Seus movimentos apressados e fortes, se intensificavam a medida que seu prazer aumentava. Mais tarde, ele sabia que se sentiria culpado por aquele momento, mas tudo que queria agora era sentir o corpo de sua rainha junto ao seu.

Em um último movimento de Robin, Regina sentiu o já conhecido liquido de Robin a invadir. O ladrão colou suas testas suadas e riu baixo. Sua raiva tinha se dissipado, e agora ele apenas se sentia estúpido.

–Me desculpe. -Ele pediu, ofegante. –Essa não foi a maneira correta de dizer o que eu queria dizer...

–E o que seria, Robin?

–Eu queria que soubesse, que estou aqui. Por você e para você. Apenas isso. Eu não ligo para Branca de Neve e os Sete Anões... Eu só quero você. Não me peça para me envolver nesses assuntos, pois não vou...

Regina não o respondeu, mas um sorriso brincava em seus lábios. Ela sabia que ele a queria. Em seus pensamentos, ela concordou com ele. Não iria o envolver com Branca de Neve ou com qualquer outra parte de seu passado negro. Ele era bom demais para isso, puro demais... Robin deveria ficar longe das partes negras de seu coração. Sentiu-se terrivelmente culpada por ter o machucado mais cedo, e apertou seus braços ao redor do corpo do ladrão para se livrar da imagem ruim que sua mente reproduzia. Ela queria poder desfazer o que tinha feito, mas como não podia, apenas o beijou. Ela pensava que, talvez um dia, não teriam mais partes negras em sua vida que pudessem a confundir.

Notas finais
Demorei, eu sei. Mas espero que gostem, amores ♥