Fire Keeper

4 Capítulo 4 - You Can't Control Fire


Notas iniciais
Olá, meus leitores lindos! Haha, obrigada a todos pelos comentários no último capitulo. E Nii, obrigada pela linda, perfeita, maravilhosa, gostosa, deliciosa recomendação... Eu quero apenas te abraçar e te apertar muito agora ♥ Nem sei como te agradecer, sério! MUITO obrigada, amore *-*

A única coisa que Regina soube quando acordou era que estava fazendo muito frio e que sua cabeça doía como se estivesse sendo constantemente martelada.

A rainha se permitiu ficar deitada por mais algum tempo, se encolhendo nos cobertores e desejando que fosse verão, ou primavera, ou qualquer estação que não fosse tão gélida como o inverno. Ela só teve coragem de se levantar, quando tomou consciência de que não só sua cabeça doía, mas também toda região de seu abdômen e costas, apalpou seu próprio corpo e soltou um grunhido ao sentir um corset a apertando em todos os lugares doloridos. Regina se espreguiçou lentamente e abriu os olhos, vendo que seu quarto estava claro, — aquele claro cinzento de dias nublados que ela tanto odiava, por não saber se era cedo ou tarde do dia — e xingou um pouco por ter que sair de seu quente ninho de cobertas para sentir o vento frio fazer sua pele doer assim que se levantou.

Apenas quando viu a lareira acesa, com seu fogo quase se extinguindo e um homem com vestes semelhantes a de um mendigo deitado em frente a ela, é que Regina se lembrou dos acontecidos no dia anterior. Caminhou para o lado do homem e rapidamente se agachou ao seu lado, se sentindo um pouco tonta pelo movimento súbito.

–Isso não pode ser real. -Ela disse para si mesma, quase achando graça da situação. — Robin de Locksley. — Ela chamou, elevando seu tom de voz e cutucando o homem com o dedo. — Acorde, ladrão.

Robin se mexeu um pouco e abriu os olhos. Regina não pode deixar de pensar que ele deveria estar congelando, então, em um piscar de olhos, fogo apareceu em sua mão e ela o jogou em direção a lareira como se fosse uma bola, imediatamente sentiu o ambiente ao seu redor ficar um pouco mais quente.

Milady! — O homem a frente da rainha exclamou com a voz embargada de sono, mas seus olhos estavam alertas. — Como você se sente?

–O que? — A rainha perguntou, se levantando. Ficar abaixada não estava fazendo bem para sua dor de cabeça.

–Sua cabeça, como está?

–Ah... doí um pouco. — Regina respondeu hesitante, surpresa com a pergunta. Não era acostumada a ter alguém se preocupando com ela. — Espere, foi você? Aquela flecha... — ela olhou para sua coxa, onde lembrava de ter visto uma flecha, mas agora só tinha um rasgo em sua calça de couro, de onde podia se ver sua pele clara perfeitamente curada.

–Não fui eu, Vossa Majestade, mas acredito que foi minha culpa. — Robin Hood se levantou, um pouco cambaleante. Os efeitos da fome e do frio faziam ele sentir seu corpo pesado e algumas dores, mas isso não o impediu de ir até a Rainha. — Eu peço desculpas.

–Eu posso estar um pouco confusa, mas tenho certeza que você deveria estar preso agora. — Regina ignorou o pedido de desculpas. Ela não gostava da proximidade do ladrão, principalmente porque quanto mais ouvia a voz dele, mas se lembrava do que ele tinha feito por ela na noite anterior e ter parecido tão fraca diante de alguém, para ela, chegava a ser vergonhoso. O pior, era que Robin não é "alguém", ele era O alguém. Era o homem que estava a deixando louca nos últimos dias.

Robin considerou o que responder, pensando se devia mentir, mas isso era algo que ele realmente não gostava de fazer. "Seja verdadeiro e bom" era uma das frases que ele dizia a si mesmo, gostava de prezar a verdade acima de tudo, e para a Rainha que tinha salvo sua vida, ele se sentia ainda mais propenso a dizer a verdade. E mais que isso, ele simplesmente queria dizer a verdade para ela, porque sentia que era o certo.

–Na verdade, agora, eu deveria estar o mais longe daqui que a tempestade me permitisse ir. — Ele estava parado na frente de Regina, e a olhava nos olhos, sustentando o olhar de superioridade que ela lhe dava. Robin tinha percebido que aquele olhar era simplesmente o olhar dela na maior parte do tempo, assim como sua postura, sempre ereta e de cabeça erguida. Verdadeiramente, uma postura de rainha, ou de quem quer parecer forte o tempo todo.

–Você estava fugindo. -Ela disse, seu tom de voz não demonstrava nenhuma surpresa. -O que te fez ficar?

–Você estava machucada. Eu não podia te deixar. — Robin disse, seu corpo involuntariamente se movendo para mais perto da rainha. — Você não se lembra?

–Vagamente. Você... — Ela limpou a garganta, tentando forçar as palavras para fora. — Cuidou de mim, foi isso?

–Um pouco, sim. Mas o mais importante, você quem resolveu. — Robin disse e se abaixou, até seu rosto ficar da mesma altura que estava o furo na calça da rainha. Ele olhava curioso pelo buraco. — Parece perfeito. — Ele não hesitou em tocar a pele um pouco exposta de Regina, com a ponta dos dedos, cutucando a carne que antes estava machucada. De repente, ele parou, parecendo surpreso.

– Me desculpe, Vossa Majestade, eu não deveria estar lhe tocando. — Ele se levantou rapidamente e encarou a mulher a sua frente. — Oh, me desculpe também por suas roupas. Você estava ardendo em febre, o melhor a fazer era tirar o excesso para que seu corpo não se aquecesse demais.

–Oh... — Regina desfez sua boa postura e olhou para seu próprio corpo, reparando em suas vestes. Ela vestia apenas o corset apertado e a calça um pouco rasgada, todo o resto se fora. Robin repetiu o movimento dos olhos da rainha, percebendo pela primeira vez como os seios estavam quase saltando para fora do corset, tão apertado este estava. O ladrão desviou os olhos rapidamente, não se permitindo o deleite de observar o corpo daquela mulher como qualquer outro homem faria.

Aos poucos, Regina conseguia se lembrar da sensação de ser carregada e de como era confortável ter o corpo quente de alguém tão próximo dela, se lembrava, principalmente, do rosto preocupado de Robin Hood, tão próximo do seu quanto podia, enquanto a perguntava se estava tudo bem. Regina suspirou, e seus pulmões reclamaram um pouco por causa do aperto do corset. Aquele homem estava a deixando frustrada de novo.

Regina levantou o olhar, sem ter certeza de como agir, e era isso que a matava em relação a Robin, ela nunca sabia o que fazer sobre ele. Além disso, estava quase convencida de que sua cabeça estava para explodir, e isso não a ajudava a pensar. Sem nada dizer, ela caminhou para uma parte do quarto desconhecida para Robin, e adentrou em uma porta que levava para outro comodo.

Regina nunca tinha aprendido a curar dores internas, ela não sabia como projetar a magia para dentro de si,- nem sabia se isso era possível- por isso, a dor de cabeça iria a incomodar por mais algum tempo, ela concluiu. Concluiu também que um banho a ajudaria a pensar melhor, assim deixara Robin Hood sozinho e foi para o seu grande closet. Com magia, fez água quente surgir na banheira e começou a desfazer os nós que mantinham o corset firme a seu corpo.

Robin continuou no mesmo lugar que estava quando a Rainha saiu, uma expressão confusa estava em seu rosto. Ele se perguntou se deveria segui-la, mas sabia que não, porque ele já tinha feito tudo que podia para ela, e já tinha verificado se ela estava bem. Essa era a sua deixa. Será que ela não desconfiou que ele poderia fugir? Ele se perguntou, sem entender sua atitude.

O ladrão caminhou até uma das janelas do quarto e abriu um pouco o vidro. O quarto da rainha não ficava no lugar mais alto do castelo, mas ainda garantia uma perfeita visão de sua entrada, e assim a estrada que levava para ele. Todo o caminho estava coberto de neve. Robin imaginou que não deveria ter tanta neve como parecia, mas ainda assim, ele não duraria um dia com as roupas e a fome que estava. Ele pensou um pouco, se lembrando da despensa lotada de mantimentos na cozinha do castelo. Embora não soubesse onde ficava, não deveria ser difícil a encontrar, ele pensou. Sentindo como se algo estivesse incompleto, Robin deixou o quarto da rainha.

Nos corredores, o frio era quase insuportável, o que fez Robin pensar onde conseguiria roupas mais quentes. A Rainha era a única pessoa que realmente vivia ali, fora seus serventes, o que tornava difícil encontrar roupas masculinas por ali, mas ele pensava que talvez conseguisse desmaiar qualquer guarda que encontrasse, se tivesse sorte, já que também não tinha visto muitos guardas por ali. Sem saber bem por onde ir, Robin seguiu pelos corredores tentando, ao menos, memorizar os lugares por onde tinha passado. Se fosse qualquer outro lugar e se não estivesse tão frio, Robin provavelmente arriscaria sair por uma das janelas, mas o castelo da rainha não era lá o melhor lugar para se escalar. Mesmo que lugar fosse cheio de grandes janelas arredondadas que não eram protegidas por nenhum vidro ou grade, suas paredes pareciam feitas de ferro. Como um conjunto de estacas pontudas muito grandes que formavam uma luxuosa e enorme cabana embaixo de si, assim não era possível escalar.

Quando o ladrão finalmente encontrou as escadas, seus pés estavam quase congelando no mármore frio do chão, mas isso não o parava. Ele desceu cuidadosamente pelas fileiras de degraus, agradecendo aos deuses quando chegou ao último e aparentemente não tinha ninguém por perto.

–Estou lhe dizendo, Berkley, o ladrão não está mais lá. — Uma voz repentina disse fazendo Robin Hood se assustar, rapidamente ele pulou por cima do corrimão e se escondeu no vão embaixo da escada, sentindo dores pelo corpo no processo.

–É melhor dar um jeito de o encontrar antes que a rainha perceba que o deixou escapar ou ela vai querer sua cabeça em uma bandeja, você sabe. — Uma voz grossa disse em tom rude, Robin pensava que deveria ser Berkley. — Você estava de vigia nas masmorras ontem, ou pelo menos deveria estar.

–Você está morto, homem. — Outra voz prosseguiu, dando uma risada estrondosa em seguida. Robin percebeu que o trio estava subindo as escadas, fazendo uma grande quantidade de barulho com seus passos pesados pelos degraus.

–Será? Me pareceu que a rainha não está muito afim de ver mortes esses dias. Você viu como ela ficou desesperada quando colocamos fogo no ladrão? Ainda não entendi o que foi aquilo.

–Talvez agora ela seja apenas a Rainha, sem o "Má". Será pior se ela descobrir sozinha, melhor contar, Gordon. — O homem com risada exagerada, riu novamente. No meio do barulho das vozes graves dos homens, Robin pode ouvir uma tosse rouca baixinha, porém persistente. Em um impulso, ergueu sua cabeça para conseguir ver por cima do corrimão. Três homens grandes estavam no alto da escada, o que estava no centro, carregava um pequeno corpo jogado em seu ombro como se não fosse mais que um saco de batatas. Era uma criança, Robin logo concluiu, mas a surpresa foi maior quando o pequeno corpo subitamente se mexeu, tentando se levantar, fazendo com que seu cabelo saísse do caminho e o ladrão pudesse ver o rosto da criaturazinha, um rostinho redondo com grossos cachos caindo pela testa estava contorcido em uma careta, enquanto tossia com o que parecia ser toda sua força. O coração de Robin quase saltou pela boca. Era Roland, seu filho.

–Antes temos que ver o que fazer com essa coisinha aqui. — O homem que carregava o filho de Robin respondeu, balançando os ombros, o que fez com que a tosse do pequeno Roland apenas aumentasse. — Argh, espero que esse menino não me passe uma doença.

Sem pensar duas vezes, Robin saiu de seu esconderijo e se colocou na escada novamente. Ele sentia seus ossos tremerem de raiva, mas sabia que não deveria se desesperar, ou acabaria colocando seu filho em risco. Esperou alguns segundos até que os homens desaparecessem no alto da escada, e fez seu caminho para cima, em passos rápidos e silenciosos como os de um gato. As dores e o frio mal o incomodavam, assim como não conseguia pensar em como seu filho estava ali, ele apenas se movia em direção a Roland como se estivessem ligados por uma corda.

Robin percebia que estava passando por todos os lugares que tinha memorizado antes, provavelmente os três cavaleiros estavam indo a rainha, para saber o que fazer com o seu filho. Ele se viu desesperado, pensando o que poderia fazer, mas ao mesmo tempo sentia que a rainha não faria nada de ruim ao seu filho, temia apenas pelos cavaleiros, mesmo que fossem burros feito uma porta, poderiam fazer algo que machucasse o pequeno menino.

–Vamos ver o que a rainha vai fazer sobre esse daqui. — O cavaleiro que carregava Roland mexeu os ombros novamente, e a criança começou um choro silencioso. O menino era forte, Robin pensava, porque conhecia seu filho como se ele fosse parte dele mesmo.

Quando finalmente chegaram a porta do quarto da rainha, Robin teve que se esconder rapidamente — coisa que ele já estava cansado de fazer, — e observar quieto enquanto um dos cavaleiros dava fracas batidas na madeira da porta.

–Minha Rainha? — O cavaleiro que batia chamou, o tom de sua voz tinha se alterado drasticamente, Robin notou. Agora ele parecia mais um maldito covarde falando.

O ladrão se perguntou se a rainha já tinha dado falta dele.

–Vossa Majestade? — Chamou novamente, quando a rainha demorou a atender. — Talvez ela esteja dormindo. Nunca demora a responder.

–Dormindo? Já está tarde do dia, é quase...

–O que vocês querem?

Regina abriu a porta em um rompante, e ela encarava os guardas como se eles tivessem feito algo para a deixar com muito raiva, ou talvez só estivesse mesmo com raiva, Robin pensou.

–Desculpe te incomodar, minha Rainha. Mas não sabíamos o que fazer com esta coisa aqui. — Um dos cavaleiros quase tremia enquanto falava. Rapidamente ele colocou Roland no chão, e o menino cambaleou um pouco. Ele estava tão fraco, e isso fazia com que Robin morresse por dentro. Tudo que ele queria era correr até seu filho e o tirar dali, era como se a vida dele dependesse disso. O ladrão fechou as mãos com força, segurando seus impulsos.

–Uma criança. — A Rainha disse, sua voz tinha se tornado suave e curiosa. — O que faz aqui?

–O encontramos escondido na sala do trono, Vossa Majestade.

–Como uma criança pode ter entrado neste castelo sem que percebessem? — Ela indagou, desconfiada. -Berkley?

–Ah, eu peço perdão pelo nosso descuido. Mas, podemos resolver isso rapidamente, você sabe. — Berkley respondeu com um sorriso malicioso e pegou Roland pelo braço, o balançando severamente. O choro do menino aumentou, e para Robin, aquilo foi o cúmulo.

Ele não estava escondido tão longe dos guardas, o que facilitava sua ação, embora fosse quase um suicídio. Agilmente, o ladrão impulsionou seu corpo para frente, em uma breve corrida, e quando estava próximo o suficiente, se jogou em cima do homem que segurava seu filho, fazendo com que ambos caíssem no chão. Sua ação tinha sido rápida o bastante para dar certo.

–É o ladrão! — Um dos guardas que ainda estava de pé gritou, retirando sua espada da bainha. — Segure ele, Gordon!

Robin tinha conseguido se manter em cima do guarda, esmurrando sua cabeça com toda força que conseguia concentrar em sua mão, ele não pensava, apenas agia. Logo o ladrão sentiu os outros guardas tentando o impedir.

–Papa. — Roland chamava, enquanto soluços saíam sistematicamente de sua garganta, se misturando com a tosse que tinha voltado. Regina segurou o pequeno pela sua cinturinha fina para o impedir de ir para seu pai. — Papai, por favor...

–Parem, seus estúpidos! — A Rainha esbravejou, erguendo uma de suas mãos e fazendo com que os guardas que tentavam parar Robin voarem para longe dele. Mas o ladrão continuava no chão, rolando com Berkley em meio a socos e chutes. — Berkley, pare, agora! — O cavaleiro se rendeu a voz da rainha e tentou empurrar o corpo de Robin para longe do seu, sem sucesso. — Robin de Locksley! Você está assustando seu filho.

Robin cedeu, parando o que fazia para olhar para cima, sua bochecha ostentava um novo corte, provavelmente tinha sido causado pelas mãos de Berkley. Seu filho o olhava com medo, enquanto mexia seu corpinho sem parar para tentar sair do abraço da rainha.

–Papa! — O pequeno chamou mais uma vez, tentando gritar, mas sua voz saia baixa e falha. Lágrimas grossas estavam rolando pelo seu rosto, e seu pai se sentiu sem forças. Robin se levantou rapidamente e correu para o menino, o tomando dos braços da rainha, para os seus.

–Meu filho... Você esta bem? — O ladrão perguntou com a voz embargada e olhou para o filho tentando achar algum ferimento, mas nada parecia o afetar a não ser a tosse persistente. Aquilo já estava assustando Robin. — Como você veio parar aqui, pequeno? Porque tosse tanto? — O homem perguntava ao seu filho totalmente alheio ao que acontecia ao seu redor.

A rainha olhou a cena por alguns segundos e depois desviou os olhos para seus guardas, que estavam calados a olhando assustados.

–Saiam. — Ela disse simplesmente, mas seu olhar dizia mais do que sua boca. Ela os olhava como se estivesse prestes a matá-los. Embora não fosse muito sensível, Regina sempre teve um fraco por crianças, e não estava brava apenas por Roland. Ver Robin brigando também não tinha a deixado muito bem.

–Roland... meu pequeno, você está com febre.

–Ele parece estar doente. — Regina observou, se agachando ao lado de Robin e seu filho.

A Rainha não conseguia se segurar. Sempre que estava perto de Robin, seu corpo parecia se mover por conta própria, e ela não queria admitir para si mesma que ele a atraia como se fosse um imã. Ela não queria admitir para si mesma que ele estava penetrando em sua mente como se ali fosse mesmo seu lugar. Maldita tatuagem, ela pensou.
Regina balançou a cabeça, tentando clarear sua mente, ela não queria ceder a seus pensamentos.

–Apenas agora, apenas por seu filho... — Ela falou devagar, tentando parecer forte, enquanto seu coração parecia despedaçar a cada tossida que saia pela boca do pequeno menino. — Entre. — Ela continuou, se levantando e apontando para dentro de seu quarto. — Vamos cuidar dessa criança, tudo bem?
Robin segurou Roland em seu colo, e apertou suavemente a coisa mais preciosa de sua vida contra seu corpo. Ele não tinha outra opção a não ser aceitar a oferta da rainha. Do jeito que seu filho tossia, possivelmente estava com um terrível resfriado ou até pior.

–Obrigada. — Ele sussurrou, a encarando profundamente.

–É o inverno... As pessoas nunca ficam bem no inverno.

A rainha olhou nos olhos do ladrão, sentindo seus olhos azuis a queimarem até que seu corpo parecia não ser mais do que um monte de cinzas leves no ar. Ela percebeu que não poderia fugir de Robin, assim como ele não poderia fugir dela, porque algo sempre aconteceria para os juntar. E a culpa não era do inverno, ou da tatuagem. A culpa era do destino.

Notas finais
Heeey! Me respondam uma coisa: preferem os capítulos narrados por um personagem, ou como está esse, em terceira pessoa? Espero que tenham gostado do capitulo ♥