Finding Each Other
4 You exist in Me
Notas iniciais
Adoro a voz de Josh Groban e essa música dele cantando em português achei simplesmente linda.
Agora, não vamos perder mais tempo, não é mesmo? Boa leitura meus leitores prediletos, amo todos vocês!! =D
Emma nunca tinha sido beijada assim, com tamanho fervor, com tamanha insistência e com tamanha devoção. Não tinha sido sua intenção corresponder aquele beijo, mas assim que sentiu a língua quente de Regina buscando a sua não conseguiu mais evitar. Emma foi tomada por uma força incontrolável, algo inexplicável, seu coração explodia dentro dela e ela não teve outra alternativa a não ser puxar a morena mais contra si, pois todo o contato que tinha com o corpo daquela mulher não parecia ser o suficiente. Queria mais, o desejo consumiu-a como uma chama que arde sem nunca parar de queimar. Regina estava com uma camisa de seda, a loira percebeu pelo toque do tecido fino, e o corpo da morena estava ardendo, e Emma sentiu o rosto dela ainda húmido da chuva. Beijou toda a face da morena, a intenção era de secar aquela humidade, mas os seus beijos apenas estavam deixando o rosto da outra mais molhado e melado, cheio de saliva. Regina gemeu baixo, estava ficando excitada demais com aquelas carícias, com aqueles toques apaixonados daquela mulher estranhamente familiar.
– Emma … — o som do seu nome pronunciado por aquela boca, quente e húmida. Emma não conseguia mais pensar, sabia que não devia, não era seu objectivo piorar as coisas, mas não era somente tesão. – Regina … — Emma olhou para os olhos da morena na penumbra do quarto. Sentiu-se sorrir quando viu, mesmo no escuro, a outra mulher rasgar a sua boca num largo sorriso.
Vim amar você até o final
Da chuva que navega no seu corpo tropical
Espero amar você até durar
A lua que esclarece esse sol sem descansar jamais
Regina atirou-se para os braços de Emma, numa entrega total, e sussurrou no ouvido da outra. – Vamos para a cama. – Emma agarrou na mão de Regina e puxou-a contra si fazendo com que ambas caminhassem juntas para a cama a poucos centímetros de distância de onde estavam. As duas mulheres continuavam a beijar-se como se estivessem numa luta desenfreada pelo poder, enquanto caminhavam muito lentamente. As mãos de Emma percorriam pela primeira vez aquele corpo repleto de sensualidade e deliciosamente curvilíneo. Uma mão se demorou um pouco mais no quadril da morena, massajou aquela zona e apertou com vontade, mas lentamente, tentando sentir ainda através do tecido das calças aquela pele promissoramente macia. Regina agarrava a loira de forma possessiva pelo pescoço. Tinha os dedos entrelaçados naquelas madeixas loiras que tinham uma leve fragância a pêssego. Gemiam com vontade, as duas, juntas. Emma sentiu as suas pernas baterem nos pés da cama. Regina colocou a sua mão no peito da outra, deu um sorriso malicioso, e empurrou-a com delicadeza. A loira deixou-se cair de costas na cama e ficou admirando a morena à sua frente. Regina levou as mãos aos botões da própria camisa e um a um foi desabotoando-os sem tirar os olhos de Emma.
Amar o quanto precisar que ame
Então recuse a escuridão
Te amo
Para que chorar
Chorar é fim
Você existe em mim
Assim que Regina se livrou da camisa, não perdeu mais tempo e se jogou em cima do corpo da outra mulher que estava em êxtase com tamanho cenário. Voltaram a atracar-se como que engalfinhadas numa luta sem fim. Uma luta de mordidas em forma de beijos e de arranhões em forma de carícias. Emma percorreu as mãos pelas costas da morena, tinha a pele como ela imaginava, macia e quente. Todo o corpo daquela mulher era quente, parecia uma fogueira em brasa. Regina chupava no pescoço de Emma, iria de certo deixar uma marca. Fez ela gemer alto, uma mescla de dor e prazer. Assim que a morena abandonou aquele pescoço que estava sendo tão delicioso, ela encontrou um lugar mais quente, mas abaixo. Beijou a garganta de Emma, percorreu com a língua toda a garganta e foi descendo … até ser impedida pela textura da blusa de veludo que a loira estava vestindo. Emma ao perceber o que a outra queria, ergueu um pouco o tronco para que Regina conseguisse retirar aquela peça de roupa tão inoportuna naquele momento. A blusa depressa ficou esquecida espalhada em algum canto do quarto, quando Regina sem perder tempo retornou para o lugar onde estava indo com a sua boca. Mas não sem antes perder alguns segundos na boca da loira. Emma tinha suas mãos apertadas sobre as nádegas da outra mulher enquanto a beijava com fulgor. Regina desceu com a sua boca, queria ir para outro lugar daquele corpo escultural. Passou com as mãos sobre os bíceps da loira e sentiu como eram firmes e trabalhados. Depositou a sua cabeça sobre o vale de seios que se encontravam à sua frente. Não quis perder mais tempo, beijou cada seio, ainda protegidos pelo soutien preto, com um misto de delicadeza e sofrigão. Emma soltou outro gemido e moveu uma das mãos para a cabeça da morena, fazendo uma leve pressão.
Vim servi amor e aterrissar
Os anjos dos meus versos
Para você não me deixar jamais
Será que em Deus os versos nascem assim
Como em toda primavera
Nascem flores para mimar jardim
Emma delirava de prazer, se aquilo continuasse assim aquela mulher iria levá-la à loucura. Moveu as suas mãos para o fecho do soutien nas costas da morena e tentou abri-lo. Queria sentir todo o corpo daquela mulher em si, queria ser inundada por aquele cheiro, por aquele toque e por aquele ser que era Regina Mills. Queria perder-se para sempre naquele corpo quente, sadio, tropical, perigoso. Conseguiu abrir o soutien e mesmo com o peso da outra mulher sobre ela conseguiu erguer-se levemente para puxar a peça para longe delas. Regina havia parado de beijá-la. Olharam-se e Emma olhou-a. Era nua, despida de qualquer mágoa, de qualquer dor e de qualquer sofrimento.
– Emma. – não mais que um sussurro ofegante. – Não pare … — Emma quebrava-se diante de tamanha delicadeza e diante daqueles olhos castanhos, ela deixou-se encontrar. – Eu não vou parar. – disse e beijou-a na boca com força desmedida, percorreu com a língua cada pedaço da boca quente da morena. Sentiu a língua da outra na sua molhada e batalharam por alguns instantes enquanto a loira massajava o seio despido da outra. Regina contorcia-se de prazer e quase que ronronava como uma gata em contentamento. De alguma forma Regina conseguiu fazer com que a loira se visse livre do soutien também e agora ambas estavam despidas da cintura para cima.
Amar o quanto precisar que ame
Então recuse a escuridão
Te amo
Para que chorar
Chorar é fim
Você existe em mim
Rolaram na cama e a certa altura era Emma quem estava por cima. O resto das roupas estavam espalhadas por toda a divisão e as duas mulheres estavam nuas, despidas uma na outra. Até mesmo um olhar atento teria dificuldade em saber onde começava uma e onde terminava a outra. Estavam ensopadas em suor e saliva, coladas pelo desejo e por algo mais que nenhuma delas tinha coragem de verbalizar. Beijavam-se. Tocavam-se. Saboreavam-se. Perdiam-se. E encontravam-se.
– Não pares agora, Emma… não agora. – Emma depositava um beijo delicado sobre a cicatriz acima do lábio superior da morena. Deixou-se perder ali por alguns segundos, saboreando aquela textura algo rugosa, mas completamente inebriante. Enquanto fazia isso a sua mão penetrava a vagina da morena com dois dedos. – Eu não paro, eu nunca vou parar. – Emma sussurrava palavras de carinho, de conforto e de amor no ouvido da morena. Regina franziu a testa, contorceu-se e acelerou o movimento das suas ancas contra a mão da loira. – Tão perto … — gemeu. Emma aumentou o movimento de vem e vem, tentava encontrar o ritmo certo para acompanhar a morena no seu movimento desenfreado. Os únicos sons que se ouviam naquele quarto eram o da chuva lá fora, os gemidos de prazer de Regina e o som de entra e sai dos dedos de Emma Swan na vagina de Regina Mills. E de alguma forma isso não era estranho, era apenas certo. Emma não se conseguia conter mais, tinha de provar Regina. Não conseguia olhar aquela cena, diante de si e em si, e não colocar a boca no lugar mais quente da morena naquela hora. Parou por segundos o movimento da mão, percorreu os seios e a barriga da mulher com a língua até chegar ao destino que tanto almejava.
A areia lambe o sal
Já passou o temporal e a solução só você e eu
A alma bebe o mar
Que vazou do meu coração
E você me faz me fazer feliz
Regina abriu os olhos e desceu o seu olhar até à loira. Pensava que estava no auge do prazer, mas quando viu a boca da outra mulher depositar leves beijos e mordidas por seu sexo entrou em delírio total. Emma agarrou levemente com os dentes o clítoris da morena ao mesmo tempo que recomeçava o movimento de vem e vem dentro da vagina da outra. Regina apertava os dedos dos pés e fazia pressão na cabeça de Emma contra o seu sexo completamente lambuzado. Com a mão que tinha livre, Emma segurava com firmeza as nádegas duras de Regina para conseguir mantê-la no lugar. Regina estava quase, quase … — Eu estarei aqui para te encontrar outra vez. Perde-te … Regina … — Emma dizia contra o sexo da outra mulher. As vibrações provocadas pelas palavras da loira contra o sexo da morena estavam a ajudar a construir aquele orgasmo que se aproximava e se avizinhava avassalador. Emma sentiu as paredes da vagina da morena contraírem e deu uma última estocada com os dedos, bem funda. Regina pressionou os olhos fechados e deixou-se gozar finalmente. O orgasmo percorria livre e forte todo o corpo suado e cansado da morena.
O quanto precisar que ame
Então recuse a escuridão
Te amo
Para que chorar
Chorar é fim
Você existe em mim
Foi então que algo completamente inusitado aconteceu. Imagens aleatórias começaram a percorrer pelo cérebro de Regina.
“In order for something to grow, Miss Swan, it needs roots, and you don't have any. People don't change. They only fool themselves into believing they can.” *
*TRADUÇÂO –“ Para alguma coisa crescer, Miss Swan, ela precisa de raízes, e você não tem nenhuma. As pessoas não mudam. Eles só se enganam ao acreditar que conseguem.”
“He's not fine! I mean, think about it: watching his adoptive mother throw an illegal smear campaign against his birth mother? Don't you think that would be upsetting?” *
*TRADUÇÂO – “Ele não está bem! Quero dizer, pensa nisso: ver a sua mãe adotiva lançar uma campanha de difamação ilegal contra a sua mãe biológica? Você não acha que isso seria perturbador? "
“You're a sociopath, lady. You tried to take away someone that I love, and now I'm going to take away someone you love. I am taking back my son.” *
*TRADUÇÃO – “Você é um sociopata, senhora. Você tentou tirar alguém que eu amo, e agora eu vou tirar alguém que você ama. Eu estou pegando de volta meu filho.”
“If you have to use magic to keep your son, you don't really have him.” *
*TRADUÇÃO – “"Se tens que usar a magia para manter o teu filho, você realmente não o tem."
“No, wait. I’m sorry. I… I’m… I’m sorry. Snapping at you – I shouldn’t have done that. Will you accept my apology? (…)
Okay. You’re right. Archie said you were trying to change. And, well, you are.” *
*TRADUÇÃO – “"Não, espere. Sinto muito. Eu ... eu ... eu sinto muito. Reagindo assim — eu não deveria ter feito isso. Será que que aceitas o meu pedido de desculpas? (...)
Okay. Você está certa. Archie disse que estavas tentando mudar. E, bem, você está. "
Regina abriu os olhos assustada. Olhou para baixo e nem queria acreditar em quem estava entre as suas pernas, completamente despida, retirando uma das suas mão de dentro de si. Regina arregalou os olhos e o seu semblante passou de assustado para o de uma fúria imensa. Assim que olhou para Regina, Emma sentiu a sua face se contrair. Regina viu o rosto da loira mudar rapidamente de um sorriso satisfeito para o receio de uma realização temida. A Mayor fechou as pernas e afastou-se bruscamente da outra mulher tentando cobrir o seu corpo nu com os lenções desfeitos da cama. Emma não queria acreditar no que estava acontecendo, ficou paralisada ali naqueles preparos na frente de … Evil Queen?
– Miss Swan, saia imediatamente da minha casa! – gritou escandalizada. Emma não conseguia se mexer. – Agora!!! Vá!! – Emma tremeu, piscou os olhos incrédula e tentou ter alguma reacção. Recolheu rapidamente as roupas que estavam no chão e correu para se trocar no banheiro. Assim que conseguiu fazer isso, desceu as escadas da mansão correndo e saiu porta fora.
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