Notas iniciais
Olá meus amoris! =)
Eu sou mesmo mto lerda, se vcs vissem as voltas q eu dei pra conseguir inserir essa img aí no capítulo vcs iam rir mto da minha cara =P
Enfim, queria ilustrar o capítulo com essa imagem, que NÃO me pertence e sim a essa pessoa:
http://frivolouswhim.tumblr.com/post/41738692425
Boa leitura! =) dps me digam o q acharam, sim?

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Entre risos e pulos de susto no sofá, os três intervenientes daquela cena, assistiam ao filme “Casper” preenchendo o ambiente da sala de estar da mansão Mills com uma agitação pouco habitual para aquele horário. Henry, sentado entre as suas duas mães, revirava os olhos perante o beijo final entre Casper, o fantasma bonzinho, e a menina Kat por quem este era apaixonado. Enquanto isso, as duas mulheres tocavam-se com os braços discretamente, por trás dos ombros do filho.

Poucos minutos depois, os créditos finais do filme começavam a passar anunciando o final deste. Emma desceu o braço que tinha repousado sobre o de Regina até aos ombros do filho e apertou-o contra si.

- Hora de dormir garoto! – a loira anunciava para infelicidade de Henry que não parecia estar nem um pouco com sono. Regina sorria para ele, mas podia-se ver pela sua cara que estava cansada e necessitando descansar. Emma percebendo isso, forçou o filho a se levantar. – Vamos Henry, já é tarde. Vá se preparar para dormir que daqui a pouco nós já vamos ter contigo para lhe dar um beijo de boa noite. Pode ser? – a loira perguntara em voz de comando, não deixando o sorriso desaparecer dos seus lábios. O menino assentiu e sorriu para as mães, subindo as escadas logo de seguida que conduziam ao piso de cima. Assim que Henry desapareceu de vista, a mulher de tez morena deixou os seus olhos descansarem no olhar quente e feliz da loira, por um instante.

- É bom isso. – a morena dissera sorrindo. Ao ver o olhar confuso de Emma, esclareceu. – É bom poder dividir a responsabilidade da educação dele com alguém. – Emma, finalmente entendendo ao que a morena se referia, devolveu-lhe o sorriso. Inclinou-se sobre o corpo de Regina e postou um beijo carinhoso sobre os seus lábios.

- Você está cansada. – sussurrou perto do ouvido da mulher de olhos castanhos. – Descanse um pouco enquanto eu trato da loiça. – e dito isso, levantou-se e dirigiu-se para a cozinha, mas não sem antes parar na porta devolvendo um último sorriso à morena. Regina realmente estava cansada, podia sentir o cansaço apoderar-se do seu corpo lentamente até não conseguir mais aguentar os olhos abertos. Adormeceu.

*** *** *** ***

A mulher de porte aristocrata aproximou-se do homem que a olhava com um ar interessado e nada surpreendido. Era quase como se esperasse a presença daquela mulher ali.

- Rumpelstiltskin. – voltara a dirigir-se ao homem que acabara de a cumprimentar. Gold levantou a sobrancelha em forma de questionamento e tornou a dirigir-lhe a palavra.

- Imagino que não tenha vindo ter comigo simplesmente para recordar os velhos tempos. – o homem falava de forma serena e calma, sem qualquer insegurança em sua voz. – Ou para me bajular. – acrescentou com um sorriso, sem pretensão de esconder que era falso. A mulher parou à sua frente, não demasiado longe, mas também não perto demais, mantinha as distâncias ditadas pela etiqueta.

- Vejo que quer ir direto ao ponto. Pois bem, o meu tempo também é precioso. – Cora falava como se aquele encontro, de certa forma, tivesse sido marcado. E como se o assunto a tratar não precisasse de demasiadas introduções a serem apresentadas. – Eu quero a minha filha de volta. – Rumple sorriu, agora levemente trocista.

- Oh Cora, minha querida. Regina será trazida de volta sim, mas não sem uma troca. Presumo que é por isso que veio. Para me propor um acordo? – Gold ficou sério, aguardando. Cora sorriu, ainda controlada, sem chegar a mostrar os dentes.

- O pirata. – disse, e as palavras fizeram o semblante de Gold levantar em reconhecimento, e isso, fez a mulher continuar. – Eu me livro dele para você. Eu garanto. Livro você de sujar as suas próprias mãos, e você … — a mulher aproximou-se mais, perigosamente, acrescentando, e brincando com as palavras. – Me deixa cuidar da minha filha em paz. – Aquilo fizera o homem rir de forma debochada.

- Você quis dizer, controlar a sua filha, não? – Gold conhecia bem o único tipo de amor que Cora era capaz de sentir. A mulher fechou o semblante, fria.

- Não cabe a você questionar o meu amor. – a mulher falara aborrecida. Não permitiria que aquele homem, nem ninguém, colocasse em dúvida o seu amor por Regina. – Temos acordo ou não? – Gold manteve-se em silêncio durante alguns segundos, refletindo. Cora, embora não transparecesse, estava a perder a sua pouca paciência. Todos os minutos eram necessários para impedir a Salvadora de afastar ainda mais a sua filha de si. Quando estava prestes a falar novamente para apressar o homem, este finalmente resolvera responder.

- Proponho uma remodelação do acordo inicial. – a mulher assentiu, fazendo sinal para ele continuar. – Você arranca e reduz a pó o coração de Hook, literalmente. E por essa ordem, me livrar dele não chega, eu o quero morto. – Gold expressava a sua parte interessada no acordo de forma objetiva e sem deixar margem para interpretações erróneas ou dúbias. Afinal, ele era mestre em jogar com as palavras, nada mais lógico do que se certificar que a aluna, agora Cora, não lhe passava a perna usando as armas do mestre. Cora escutava atentamente as palavras de Rumpelstiltskin, entendendo perfeitamente onde o homem queria chegar. Ela apenas assentiu. De qualquer forma, não tinha nenhum interesse em manter o pirata vivo. Gold continuou assim que viu a aceitação da sua parte do acordo. – E eu devolvo a você o controlo que detinha sobre a sua filha, Regina. E ainda te dou uma colher de chá. – ao ouvir essas palavras, o rosto de Cora apoderou-se de uma surpresa genuína, porém, também de desconfiança. O outro continuou, divertido. – Eu te digo como afastar a Salvadora da sua filha, de forma definitiva. – o homem ao ver os olhos da mulher brilharem de uma alegria e ambição louca, continuou. – Até porque, você sabe que só poderá ter a sua filha de vez se o amor verdadeiro dela morrer. – aquelas palavras ao mesmo tempo que encheram de júbilo as feições de Cora, também a haviam confundido e chocado.

Amor verdadeiro de Regina? Mas ele não estava morto? Ela própria tinha reduzido a pó o coração de Daniel, o verdadei ..

- O cavalariço não era o verdadeiro amor de Regina, se era sobre isso que se estava questionando. – novamente a voz de Gold a surpreendendo. – Por isso, minha cara Cora, aprenda uma última lição. – o homem invadia agora o espaço pessoal da mulher, em modo desafiante, e claramente mostrando ganhar nessa competição “Mestre-Aluna”. – A única forma de pegar o coração do “produto do verdadeiro amor”, isto é, d’A Salvadora, é através da própria mão do seu verdadeiro amor, e isto significa … — Cora empalideceu, diante de tal revelação.

- Pela mão de Regina. – a mulher completou, num sussurro enfraquecido de voz, a frase inacabada do seu mestre. Gold sorria agora abertamente, pela primeira vez durante toda a conversa. Cora chegou ainda mais perto de Rumple, e a apenas meio palmo de distância do rosto dele, falou, selando o acordo. – Temos acordo. – e sorrindo macabramente com a descoberta aterradora e magnifica com que acabava de ser presenteada, sumiu numa nova nuvem de fumaça roxa.

*** *** *** ***

- Quando vai aprender Regina? – uma voz familiar ecoava pelo ambiente da sala vazia.

- Mãe? – Regina perguntava sem conseguir enxergar. O ambiente à volta dela estava envolvido numa neblina espessa, não permitindo que visse com clareza o vulto que se aproximava de si.

- Amor é fraqueza. – o rosto gélido e sem rasto de emoção se desvendava à sua frente, com a diminuição da neblina.

- Mãe! O que faz aqui? Vá embora, eu não te quero perto de mim! – Regina começava a correr, mas era inútil. Embora os seus pés se movessem, ela não saía do mesmo sítio. Viu, com ar apavorado, quando a figura da sua mãe se aproximava mais e mais de si.

- Por favor Regina, me escute. Tudo o que eu faço é para o seu bem. – e a mulher de face gélida levantou a mão, segurando o rosto da filha para que ela fosse obrigada a encará-la. – Pensa que encontrou o seu Final Feliz ao lado dessa mulher, mas está enganada. – Regina tentava se soltar, daquela que mais uma vez, a impedia de ser livre. – Emma Swan pode ser A Salvadora, minha querida, mas de certo que não espera que ela seja A Salvadora da Evil Queen. Acredita mesmo nisso? – Cora riu deliberadamente na cara da filha. Regina se debatia contra as amarras invisíveis que a imobilizavam, mas era em vão. Mas não podia deixar aquela mulher mais uma vez impedir a sua felicidade, não agora. Ganhou coragem para falar.

- Ela acredita em mim! Ela sabe que eu mudei … — um riso ensurdecedor de troça encheu os ouvidos de Regina. Cora interrompeu bruscamente.

- Acredita em você até quando Regina? Já se perguntou sobre isso? – os olhos de Regina se encheram de dor e de ódio, um ódio profundo emanava dela, um sentimento tão aterrador que ela temia que começasse novamente a ser consumida por ele. Conseguiu se desfazer da mão que segurava o seu rosto e abanou a cabeça de forma fervorosa.

- Não, você não vai fazer isso comigo de novo. Não vai continuar me manipulando. – Cora levantou a mão novamente, e mais uma vez a dirigiu ao rosto da filha, desta vez o acariciando.

- Não é manipulação, é a crua e dura realidade. Quanto mais tempo se enganar acreditando que mudou, maior vai ser a sua dor.

“People don't change. They only fool themselves into believing they can.”

TRADUÇÂO: “As pessoas não mudam. Elas apenas se enganam acreditando que conseguem.”

Recordações passadas, palavras ditas, soadas diretamente da sua boca, se fizeram dolorosamente presentes de novo. A cabeça de Regina começava a latejar de dor. Cora, imperdoável, continuou com as palavras que, uma a uma, dilaceravam o coração da filha, abrindo frincha para a escuridão.

- Pense Regina. Essa coisa que pensa ser amor é ilusão. A única capaz de te amar sou eu, sua mãe, sangue do seu próprio sangue. Carne da sua própria carne. – os olhos de Regina se enchiam de água, estava doendo demais ouvir tudo aquilo. Mas a dor era maior porque no fundo, começava a fazer sentido.

“You can pretend all you want, but we know how you are, and who you will always be.” (…)

TRADUÇÂO: “Podes fingir o quanto quiseres, mas nós sabemos como és e quem tu sempre serás.”

- Regina, estás bem? – Emma correra de encontro à morena assim que a ouvira gritar do sofá. A mulher, recentemente acordada com o pesadelo horrível que acabara de ter, tremia. Tinha sido tão real, podia ter jurado que sentira a fragrância do perfume da sua mãe e do toque possessivo dela sobre o seu rosto. E as palavras dilacerantes que lhe dissera a matavam por dentro. Aos poucos. A loira estava ficando preocupada demais com o estado da mulher à sua frente. Tentava acalmá-la, mas em vão. Quando tentou tocá-la, a morena afastou-se bruscamente. – O que aconteceu? Você está tremendo. Estava fazendo uns barulhos esquisitos e dizendo palavras sem nexo. – a morena apenas abanou a cabeça, levantando-se do sofá.

- Não foi nada, a sério. Um pesadelo sem sentido. Me desculpe, mas eu vou me deitar. Vou tomar alguma coisa para a dor de cabeça e dormir. – assim que acabou de falar, se desvencilhou de qualquer mínimo contato com a loira e se afastou em direção às escadas. Emma ainda conseguiu, quase no meio das escadas, puxar a morena para si pela mão, fazendo-a voltar-se.

- Tem certeza que está mesmo tudo bem? Não me quer contar o pesadelo? – tentou, mais uma vez em vão, entender o que se passara. Era muito mau sinal Regina fechar-se assim. E a loira, dessa forma, ficava sem meios de conseguir chegar na morena. Regina deu um sorriso fraco e voltou a abanar a cabeça.

- Emma, não se preocupe. O pesadelo foi besteira. Só preciso descansar, você tinha razão. Eu estou de fato mais cansada do que pensava. Pode ir dar as boas noites por mim a Henry? – a Emma não lhe restou mais nada a dizer a não ser acenar afirmativamente com a cabeça, acabando por largar de forma relutante a mão da morena.