Finding Each Other
8 More and more explanations
Notas iniciais
Obrigada pelo conselho e pelos incentivos que todos vocês me têm dado, isso me deixa muito feliz e emocionada.
Boa leitura para vocês! =)
Emma livrou-se rapidamente daquelas roupas, que assim como o corpo da Mayor, não lhe pertenciam. Olhou-se no reflexo do espelho e pode ver uma marca avermelhada, em inícios de se tornar arroxeada, bem no seu pescoço. Teve o cuidado de escolher uma outra camisola de gola alta para disfarçar, pois se Snow também reparasse naquilo, aí é que ela estaria… “Bem fodida”, pensou atordoada. Logo que concluiu esse pensamento, outro veio assombra-lhe a face pálida, “E pena que não deu tempo para isso também …”, abanou a cabeça num misto de nostalgia, arrependimento e irritação com ela própria. Aqueles pensamentos teriam de ser travados de uma vez por todas para o bem da sua saúde mental.
*** *** *** ***
A última coisa que Regina queria naquele momento era voltar a olhar para a cara de Emma Swan, mas no meio da confusão que era a sua vida ainda existia Henry. O menino devia estar com um ódio descomunal dela por pensar que tinha sido ela a responsável pela morte do Grilo. Lembrava-se bem que esse tinha sido um dos motivos para ela querer terminar com o seu próprio sofrimento de vez. Para quê se tentar redimir se nem o seu filho acreditava que ela estava tentando de verdade, pela primeira vez em muitos anos, ser melhor e voltar a ser uma pessoa digna do amor de alguém?
Endireitou-se na poltrona em que estava sentada, no escritório da mansão, deu um último trago no licor de maçã que tinha na mão e pousou o copo na mesinha de centro. Enrijeceu a expressão do rosto e pensou consigo mesma, decidida, “Emma desta vez não vai tirar o meu filho de mim! Eu preciso provar a minha inocência e trazer Henry de volta!”, e levantando-se da poltrona saiu do escritório. Desceu as escadas, pegou no sobretudo preto que estava pendurado no cabide ao pé da porta e olhou o seu reflexo no espelho quadrado do Hall de entrada. Deu um jeito muito próprio e muito seu às mechas de cabelo, quase negras de tão escuras, com uma das mãos; e com a outra passou um pouco de batom vermelho sangue pelos lábios. Sorriu satisfeita com o contraste de cores provocado e pela forma como aquela cor acentuava as curvas da sua boca, dando-lhe a forma de um coração perfeito. Pegou as chaves do Mercedes e saiu para a rua. Desta vez, Emma Swan não levaria a melhor.
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Hey garoto! – Emma sorriu docemente quando viu Henry abrir os olhos lentamente. O menino arregalou os olhos e depressa se despertou da restante sonolência em que se encontrava.
– Emma!! – gritou alto no ouvido da mulher e abraçou-a ainda deitado. – Archie me contou o que aconteceu! Conseguiu falar com a minha mãe? Ela não se lembra de mim? Contou para ela que a gente sabe que ela não matou ninguém? – o menino desbobinava todas as perguntas que estavam enroladas na sua cabeça desde que soube o que tinha acontecido.
– Hey hey! Calma Henry! Uma pergunta de cada vez, sim? – a loira colocou a mão no ombro do garoto dando uma leve apertada com o intuito de conter a excitação em que o filho se encontrava. Henry acenou de forma afirmativa para a mãe e manteve-se em silêncio aguardando as respostas para as suas perguntas. – Regina está bem agora, não se preocupe. – Ela fazia intenção de continuar, mas nem tempo o garoto lhe deu, voltando a ficar no estado frenético em que acordara.
– Mas ela já sabe que eu sei que ela é inocente? – Emma sentiu uma frincha abrir dentro do seu coração que ela pensara já ter colado com uma espécie de fita adesiva. Olhou para a cara esperançosa do filho, este provavelmente imaginando que agora estava tudo bem e que todos poderiam pedir desculpas para Regina e que assim poderiam apagar o que aconteceu. Emma rangeu os dentes culpada antes de responder.
– Sabe Henry, o problema é que não deu tempo de contar a verdade para ela. – a loira baixou o olhar envergonhada.
- Não deu tempo? Porquê? – o menino olhava atónico para a loira como se ela tivesse três cabeças. Emma voltou o seu olhar para Henry e enquanto iniciava um carinho no braço do garoto, respondeu.
– Digamos que ela não gostou muito de se lembrar de mim. – Henry olhava incrédulo para ela como se a loira fosse louca, mas continuou calado esperando por respostas. Emma continuou, ao mesmo tempo que modelava a sua versão incompleta da história. – Ela ficou meio chateada por saber que eu me meti outra vez entre os seus planos. Você sabe como sua mãe é, Henry … e como ela é em relação a mim. Ela não percebeu meus motivos e nem tempo me deu de explicar. Como vi que ela já estava recuperada da amnésia, achei melhor sair de lá e conversar noutra altura. – O menino franziu a testa e devolveu um olhar triste para Emma. A loira sentiu o coração apertado, sentia-se culpada demais por fazer isso com o garoto, porque antes de alguma coisa, ela sabia ter tido a sua parcela de culpa no que tinha acontecido com a mãe dele. Henry aparentava ter digerido a explicação com certa rapidez e naturalidade quando voltou a falar.
– Então eu explicarei para ela o que aconteceu e como nós erramos com ela. A mim ela vai-me ouvir. – e dito isso sorriu, deu um outro abraço a Emma, desta vez meio fugido e saltou da cama para se aprontar para o novo dia que o esperava pela frente. Emma continuou no mesmo lugar da cama, sentada, e piscou com a mudança de humor repentina do filho. Ela esboçou um sorriso e pensando com um aceno de cabeça “Crianças …”, deu de ombros e levantou-se.
A família Charming estava completa na hora do café da manhã. Snow colocava o sumo natural de laranja que acabara de espremer na mesa. Charming barrava um pouco de manteiga na torrada quente que tirara para Henry, enquanto o menino acabava de se calçar, e Emma se juntava ao trio com um sorriso nos lábios. Era bom ter uma família.
*** *** *** ***
Regina estacionou o carro a poucos metros de distância do apartamento de Mary Margaret. Bateu com a porta do Mercedes com mais força do que pretendia e em poucos passos, apressados, tocou à campainha dos Charming’s.
- Estão esperando alguém? – era a voz de David que perguntava. Os outros limitaram-se a abanar a cabeça como que dizendo que não. David então dirigiu-se para ir abrir a porta.
- Charming. – a voz de Regina; seca, fria e gélida, soou vinda da mulher que estava à porta como na forma de um cumprimento a contragosto. Henry reconhecendo a voz da mãe largou logo a torrada que tinha na mão e correu para a mulher. David apenas se afastou dando espaço para que o garoto pudesse abraçar a morena. Regina foi arrebatada por aquele abraço apertado vindo do seu filho. Foi tomada de surpresa pelo tamanho do carinho que parecia inundar todo o seu ser através daquele abraço. Sentiu-se sorrir tão sinceramente como há muito tempo não o fazia, pelo menos não em sua plena consciência. Perdeu a conta dos anos em que não sentia o seu filho assim, emanando amor e carinho em relação a ela. Mãe e filho se demoraram naquele abraço enquanto os restantes moradores daquela casa os olhavam sem deixar de ficar tocados.
Henry foi o primeiro a olhar para os olhos lacrimejantes da mulher, mas enquanto se desfazia do abraço fez questão de continuar a tocá-la com as mãos. Regina teve de admitir que temia olhar para o filho, tinha medo daquilo ser um sonho e de poder despertar a qualquer instante. Apreensiva, apertou as mãos do menino nas suas para se certificar que aquilo era real e sorriu abertamente para ele.
– Henry … tinha tanto medo que não me quisesses ver mais. – a morena sussurrou, tão baixo que quem estivesse mais longe não conseguiria escutar.
– Eu sei que não foste tu mãe! Eu sempre soube cá dentro. – o menino sorria tão feliz que não conseguia evitar de ir puxando a mulher para dentro de casa sem consentimento de mais ninguém. — Nós sabemos agora que foi Cora! Ela aprisionou Archie fazendo com que todos pensássemos que ele tinha morrido, mas Belle o descobriu e soltou-o. – Assim que Regina escutou o nome da mãe, ela teve de se sentar. Henry sentou-se com ela no sofá mantendo uma das suas mãos na dela. Os restantes Charming’s não conseguiam pensar em nada para dizer, diante, a melhor palavra para descrever aquilo, no mínimo, burlesca situação. Regina dando-se conta que ela e o menino não estavam sozinhos, olhou à volta e pode ver que tinha chegado numa má altura. A mesa do café estava colocada e percebia-se que aquela família, antes de ser interrompida, estava fazendo a primeira refeição do dia. Levantou-se bruscamente largando a mão do filho e os seus olhos caíram sobre a única pessoa de quem ela mais desejava estar longe. Bem, isso não era totalmente verdade, também não queria olhar para a cara de mocinha arrependida de Snow, mas naquele momento era a loira que merecia o seu ódio mais profundo.
– Peço desculpa pela intromissão. Vim em má hora, vejo. – desviou o olhar para o casal Charming ao falar.
- Não tem importância. Acho que todos lhe devemos um pedido de desculpas Regina. – foi a voz de Snow que soou primeiro. A morena de cabelo curto sorriu de forma educada para a que foi em tempos, a sua madrasta. Regina devolveu o sorriso da outra, mas foi um sorriso pequeno e curto que não lhe chegava aos olhos castanhos, que agora estavam de um tom bastante escuro, quase negros.
– Bem, eu vou indo. – a morena voltou a tocar o filho, desta vez no ombro e dirigiu o olhar para ele. – Vem me visitar depois, eu vou ficar muito feliz. – e sorriu para o menino carinhosamente. Henry agarrou-lhe novamente na mão e puxou-a com força, inquieto.
– Não! É perigoso ficares sozinha! E se a tua mãe te encontra? Ela pode fazer-te mal! – o menino olhava à sua volta procurando ajuda através de alguma intervenção das restantes pessoas. Como não via nenhum sinal aparente de ajuda, virou-se para a sua outra mãe com frenesi. – Emma! Diz alguma coisa! Ela não pode ficar sozinha agora! – os olhares das duas mulheres cruzaram-se. Emma sentiu a sua face ruborizar até às orelhas e Regina estreitou os olhos com um sorriso predador, mas gélido até à alma. Como é que a morena conseguia fazer isso, Emma perguntava-se, mas logo se deu conta que o que havia acontecido entre elas não tinha tido nenhum significado para a outra. Por isso a frieza, Emma tinha sido apenas um nada para ela. Não podia se enganar pensando o contrário jamais. A loira tentou raciocinar sobre algo que dizer, mas foi cortada assim que se preparava para abrir a boca.
– Miss Swan, eu agradeço a preocupação, mas esta não é necessária. – fez uma pausa e fechou o sorriso até que os seus lábios figurassem uma linha de tão apertados que estavam, e concluiu – Nem bem-vinda, de fato. – Henry logo interveio para contestar, mas Regina virou-se para o filho, baixou-se até ficar da altura do menino e agarrando-lhe nas mãos tranquilizou-o. – Querido, não se preocupe comigo, eu sei tomar conta de mim. Além disso, Cora é problema meu, eu lidarei com ela. – Henry não pareceu muito convencido, mas antes de voltar a contestar, Regina disse-lhe de forma meiga. – Mas o meu convite mantém-se, ouviu? – segurou no queixo do menino com uma mão de forma gentil fazendo-o olhar bem para ela. – Espero a sua visita na mansão. – e com um olhar desafiador para Emma, ela continuou – O seu quarto continua lá do jeito que você deixou, apenas esperando por você. – Emma fez uma carranca como quem não estava gostando da insinuação e a morena regressou com o olhar para o filho. – Por isso quando quiser, é só aparecer. – e aproximou-se do rosto da criança para lhe dar um beijo na face. – Até logo Henry. – e levantou-se, pediu licença educadamente ao trio, mas apenas olhando para Snow e Charming, e dirigindo-se para a porta, saiu.
Assim que a porta bateu, Snow aproximou-se da filha, e discretamente, enquanto os dois homens da casa voltavam para a mesa para terminar o café, perguntou – O que foi aquilo?
- Aquilo o quê? – Emma, não sabia ao certo ao que Snow se referia, se à exigência mascarada de pedido de Regina ao falar do quarto de Henry, se aos modos ainda mais ríspidos do que o normal da morena para ela.
- Primeiro, ela parece que passou a odiar-te mais a ti do que a mim, e depois aquela indireta do quarto de Henry para fazer-nos concordar em deixá-lo com ela. – Snow puxou Emma pelo braço e baixou mais o tom de voz – Emma diz me a verdade, o que realmente aconteceu entre vocês? Chegaste aqui esta manhã estranha, evitando dar grandes explicações, e agora Regina chega aqui e tu nem uma palavra deste? – a loira retirou o braço que Snow segurava e falou afastando-se dela, dando um passo em direção à mesa onde estavam David e Henry.
– Que viagem Mary Margaret! Não aconteceu nada demais, só o fato dela estar zangada comigo por não ter acreditado nela e agora quer me cobrar. Eu hein, você a conhece melhor do que eu e eu é que hei-de saber o que vai naquela cabeça transtornada? – a loira deu de ombros e voltou-se para a mesa como se Snow fosse tola. E a morena ficou sem poder fazer mais nada; e ela que pensava que Emma é que conhecesse Regina bem, palavras da loira há poucos dias, ela recordou-se. Talvez estivesse mesmo imaginando coisas, decidiu deixar para lá, antes que passasse por paranoica.
Notas finais
Até breve! =D
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