Finding Each Other
18 Happily, even after
Notas iniciais
Anna, mto obrigada pela recomendação, fiquei assim: ^_ ^
Minhas lindas leitoras ... é só mulherada aqui né? lol Enfim, estamos nos aproximando a passos largos das emoções finais dessa fic. Espero que gostem deste capítulo e que a sua extensão mais alargada não encha demais o saco de vcs...
P.S. - Ah é vdd, sabem q esta fic tem como base os acontecimentos até ao 2x11, soooo sabem o Neal? JUST FORGET IT =P
Boa leitura! =)
“Daniel. Daniel, volta para mim.”
A voz encoberta pela dor vinda de Daniel soou em forma de eco na cabeça de Regina.
“Eu não posso…”
Como ela desejou voltar a ser amada novamente. No momento em que vira Daniel em Storybrooke pensara, pela primeira vez em anos, que uma nova oportunidade estava sendo dada a ela.
“Mas eu te amo.”
Conseguia ouvir o seu próprio desespero na sua voz à distância, preenchendo-lhe todo e qualquer recanto da sua mente. Uma súplica silenciosa se fazia sentir no seu coração dormente, enquanto olhava submersa para o coração de Emma em sua mão e logo de seguida para os olhos entreabertos, mas quase se fechando, de Emma Swan.
- Eu te amo. – a voz da loira, não mais que um murmúrio inaudível, confessara. Um sorriso meigo assombrava-lhe o rosto sem cor, enquanto o corpo dela se inclinava para o lado dando a sensação de tombar a qualquer momento.
“Então ame novamente.”
Regina arregalou os dois olhos castanhos, como o reflexo manifestado da realização a que chegara. Porque ela não vira antes? Porque ela não se dava uma nova oportunidade quando ela se mostrava diante de si? A oportunidade estava-se esvaindo por entres os seus dedos, à medida que o coração de Emma se comprimia mais e mais na sua mão fechada.
- Emma. – a morena de trajes distintos chamou pela mulher tombada diante dela e encontrando a coragem necessária para ser tomada pela vulnerabilidade que os seus próprios sentimentos despertavam dentro de si, ela se confessou. — Eu também te amo.
*** *** *** ***
- Se prepare Belle. – Mr.Gold estava diante de Belle, no quarto dos fundos da sua loja, sorrindo para a mulher com satisfação.
- Me preparar? – a mulher de olhos claros encarava-o com estranheza. – Que quer dizer? – Gold tomou as mãos de Belle nas suas e apenas disse, alargando ainda mais o sorriso.
- Vamos para casa.
*** *** *** ***
Emma abriu os olhos, ainda cansados e sonolentos do esforço para mantê-los abertos de segundos antes. A princípio apenas conseguiu ver manchas turvas, apenas meras formas, enquanto a sua visão se ajustava ao novo ambiente. Mas assim que conseguiu restabelecer por completo a sua capacidade visual, a imagem que viu, postada à sua frente, a fez abrir os olhos por completo e de forma permanentemente repentina. Podia ver cada contorno daquele rosto de tez morena, cada linha curva que rodeava as maçãs do rosto levemente rosado e que se prolongava na beleza daquele queixo firme e ousado. Os olhos castanhos, agora de um tom achocolatado e doce, fazendo equipa com o brilho cintilante daqueles dentes brancos e perfeitos que compunham um sorriso digno de ser pintado. Os cabelos castanhos, agora não tão curtos, parte deles entrelaçados numa trança acima da cabeça, enquanto os restantes, soltos, caíam pela clavícula bem torneada daqueles ombros delicados, mas firmes ao mesmo tempo. Emma, se não estivesse certa de estar acordada, diria que estava dormindo e sonhando. Mas assim que esse pensamento tomou conta de si, ela enrijeceu e pensou “Será que eu morri e fui para o céu?” Aquilo só podia ser uma miragem, ou então ela tinha ficado louca com o ataque que o seu pobre coração sofrera.
- Emma, Emma … — a mulher saída de um Conto de Fadas à sua frente parecia chamá-la. A morena estava balançando-a gentilmente pelos ombros, tentando trazê-la de volta à realidade. Era tão linda, parecia uma princesa, vestida com um vestido azul claro que deixava os seus ombros nus e ligeiramente descobertos. – Emma, está me ouvindo? Sou eu! — a loira arqueou a sobrancelha de forma confusa e delirante, enquanto a mulher à sua frente deixava de sorrir por alguns instantes para dirigir-se a ela. – Emma! Sou eu, Regina! – Emma arregalou os olhos e pela primeira vez deu-se ao trabalho de sair daquele transe em que estava e olhou à volta. Não estava mais na mansão, nem no cimo das escadas da casa da Mayor de Storybrooke. Não sabia muito bem onde estava, mas tudo era luz e espaçoso, parecia um enorme salão de festas, pertencente a um castelo antigo e encantado.
- Regina. – a loira finalmente havia conseguido falar assim que regressou com o olhar para a morena. E de forma insegura, perguntou. – O que aconteceu? Onde estamos?
- Minha querida. – a morena rodeou o rosto da loira com ambas as mãos e com um sorriso doce nos lábios respondeu prontamente e sem rodeios. – Você está no seu Reino, na Terra Encantada. – Emma afastou-se da morena, não com brusquidão, mas com alguma surpresa e incompreensão toldando-lhe o raciocínio. Foi nesse momento que olhou para as suas próprias roupas e pode ver que não eram mais as roupas que vestia em Storybrooke. Se lhe perguntassem diria que a tinham preparado, das duas uma, ou para o Carnaval, ou para entrar em algum episódio da Xena, A Princesa Guerreira. Porque não era possível ela se vestir com uma indumentária daquelas em algum ponto da sua vida: uma espécie de armadura de cor castanha acobreada cobria-lhe o tronco, enquanto um tipo de saia também com aparência de arnês lhe cobria parte das coxas, deixando o resto das pernas tapadas com um tipo de calças justas que entravam para dentro de umas botas de cavaleiro de cano alto. Nos punhos podia ver ainda um género de umas mangas protetoras que lhe envolviam desde os pulsos até aos cotovelos. E como se toda essa fantasia não bastasse, ela ainda pode ver e sentir o peso de uma espada presa numa bainha que ela levava à cintura.
- Mas que porra é esta? — o olhar de surpresa da loira logo foi substituído por um de choque e horror. – Como é que isto foi acontecer? – Emma queria desesperadamente entender. Como é que ela passou de quase morta com o coração sendo-lhe arrancado do peito, e isso a fez levar a mão ao próprio peito, para estar ali super viva e consciente, pensava ela ainda se estaria, na Terra dos Contos de Fada? Regina vendo todas as dúvidas espelhadas nos olhos da loira, colocou a sua mão sobre a dela que se mantinha no peito, e tentou acalmá-la.
- Tenha calma Emma. Me perdoe. – e a morena fixou os olhos onde as mãos de ambas repousavam, sobre o peito da loira. — Eu quase … — e ela não pode continuar, porque doía demais. Emma depressa se tentou recompor ao perceber ao que Regina se referia. O semblante da loira se amenizou e ela pegou na mão da outra que jazia no seu peito postada sobre a sua, levando-a até junto dos lábios para logo beijá-la com devoção.
- Não importa, eu te perdoo. – e a loira se demorou com os lábios por cada nódulo daqueles mesmos dedos que momentos antes haviam tido ali o seu coração comprimido. – E eu te amo. – assim que aquelas palavras saíram da boca de Emma, a morena se viu sorrindo num dos sorrisos mais sinceros e felizes que alguma vez ela se havia lembrado de ter demonstrado. Ouvir a mulher de mechas loiras, a Salvadora, a mãe do filho de ambas, e a mulher que amava, dizer aquelas palavras sem que fossem ditas com o esforço provocado pela dor no peito ou pela falta de ar, era revigorante e maravilhoso. E era verdade.
- Eu também te amo. – ela teve de responder, porque ela tinha vontade de gritar aos quatro ventos como era maravilhoso amar, principalmente amar alguém tão valioso como Emma Swan. Aquela declaração só fez a loira compartilhar do mesmo sorriso de Regina e puxá-la para si para poder abraçá-la e beijá-la como se não houvesse amanhã.
Embora tudo parecesse estranho e confuso, sem explicação aparente, as duas mulheres não deixaram de se abraçar no meio do salão de festas. Emma foi a primeira a voltar a falar, mas sem se afastar dos braços da morena.
- Agora sério … — a loira riu, agora mais descontraída, olhando para a roupa de ambas e regressando com o olhar logo de seguida para os olhos de Regina. – Não que você não esteja linda, porque o contrário é impossível, mas… como isso foi acontecer? – as duas olhavam à volta procurando por respostas.
- Parece que nós voltámos querida. Você quebrou o resto da minha maldição. – a morena respondera casualmente como se não fosse nada de extraordinário aquilo.
- Mas só nós voltámos? Não vejo ninguém. – a loira deixou finalmente mais algum espaço entre os corpos das duas. – e como? – a morena encolheu os ombros, sem resposta. Antes que pudessem sequer se questionar sobre mais coisas, uma multidão de pessoas, melhor dizendo, uma multidão de seres encantados, invadiu o salão. Acompanhando a passos largos os Reais Princípes Regentes da corte – Snow White e Prince Charming — vinham logo atrás alguns membros também, supôs Emma, da corte.
- Afaste-se de Emma! – Prince Charming de espada em punho dirigia-se de forma ameaçadora para a mulher de vestido azul e pele morena. – Agora, Regina! – ele ordenou zangado, seguido por Snow logo atrás.
- Hey hey! Parem imediatamente! – Emma colocara-se à frente de Regina. – O que está dando em vocês? Não vêm que eu estou bem? – a loira falara, enquanto o pai não muito convencido olhava de forma desconfiada para Regina, atrás da filha. – Acalmem-se ok? Todos vocês! – Emma, assumindo a postura de uma líder, baixou com a mão a espada que Charming continuava apontando para Regina. – E ninguém toca nela!
- Por favor, alguém nos explica o que está acontecendo? – Snow interveio finalmente, tentando manobrar algum bom senso no meio daquela loucura. A mulher, antes de cabelo bem curto, tornara a ter os seus cabelos longos como antigamente. Ela dirigiu-se a Regina. – Regina, foi você a responsável por isto? – a morena abanara a cabeça negativamente.
- Eu não sei o que aconteceu. Me perdoem, eu … — Regina começava a tentar se justificar, mas logo foi cortada por Emma.
- Chega de pedir perdão. Você não deve mais nada a ninguém. – a loira assegurou olhando para a amada enquanto agarrava-a pela mão, sem qualquer intenção de esconder o gesto perante todos. – E agora – ela voltou-se para os outros. – temos de descobrir o que aconteceu sem tumulto. Parece que estamos de volta como todos queriam, não? – todos os outros entreolharam-se e acenaram com a cabeça satisfeitos, aquilo era uma verdade. Regina, discretamente tocou o braço de Emma, chamando-lhe novamente a atenção.
- E Henry? – a morena sussurrou apreensiva no ouvido da loira. Emma ficou tensa de repente, ela havia deixado o garoto com Ruby, pedindo para ela colocá-lo em segurança. Prestes a entrar em pânico, uma voz vinda lá de trás da multidão chamou a atenção de todos.
- Emma! – a voz de Henry soava abafada enquanto as pessoas faziam tenção de se afastar para dar passagem. – Mãe!! – o garoto chegava junto das mulheres, sendo logo seguido por Ruby. Emma e Regina correram para abraçar o filho com urgência.
- Olhem só que maneiro essas roupas! – o menino exclamou de forma efusiva assim que se desfez do abraço das mães. Parecia que todo mundo ali estava vestido a rigor, e Henry não era excepção, já que trajava uma fatiota de um real cavaleiro mirim. O comentário do garoto serviu para quebrar um pouco a tensão daquela situação, mas logo se restituiu o clima de dúvidas e incertezas.
- Oh meu Deus, e Cora? – Emma perguntara de repente temendo o pior. A loira sentira a mão suada de Regina na sua dando-lhe um leve aperto em tensão.
Um burburinho de perguntas e medos se iniciava pelo salão. Embora todos estivessem felizes por terem regressado não podiam deixar de ficar preocupados pela falta de um esclarecimento apropriado. Como era possível uma hora estarem vendo Emma Swan, a Salvadora, morrendo de forma agonizante, para depois todos estarem bem, ainda por cima rodeados pela presença também da Evil Queen, na Terra Encantada? Não fazia sentido algum. E se fosse um truque?
- Não se trata de truque algum. – uma voz sonora encheu o salão despertando a atenção de todos. Todos olharam à volta procurando a direção daquela voz. – Pelo menos não um mero truque sem propósitos maiores. – e a voz riu, de forma divertida.
- Essa voz … — a loira começara, olhando com o olhar apreensivo tanto para os pais como para Regina. A morena ao seu lado assentiu com a cabeça, e apertou-lhe mais a mão na sua.
- Rumpelstiltskin. – Regina falou olhando para os dois Charmings. – Sempre ele! – a ex-Mayor exclamava num misto de surpresa e rancor.
- Regina, minha querida. – a figura de Rumpelstiltskin surgia como por magia por trás de Regina, que por sua vez mantinha-se ao lado de Emma. As duas mulheres voltaram-se ao ouvi-lo novamente, desta vez, tão perto. – Eu prometo a você que desta vez não é nenhum truque. – o homem falara com olhar solene, encarando em especial o olhar de Regina. Todos ali olhavam para o homem em contemplação e se perguntando em primeiro lugar o porquê daquele homem não ter mais a aparência do Dark One. Em vez disso, o homem que se colocava perante todos naquela situação, trajava roupas modestas e simples, como se de um camponês se tratasse. O rosto dele era o mesmo de Storybrooke, sem qualquer marca ou olhos esbugalhados, não assinalando qualquer presença do Senhor das Trevas no seu corpo e alma. Apesar da humildade daquelas roupas que usava, o homem não tinha deixado de ostentar o seu porte digno e ilustre, enquanto uma capa cinza jazia sobre os seus ombros e a mesma bengala usada em Storybrooke, ornada com pequenos detalhes em ouro, o ajudava a manter a postura hirta e firme.
- Você não parece mais o … — Snow suspendera a contemplação silenciosa em que todos estavam inseridos.
- The Dark One? – Rumpel riu, interrompendo Snow. – Talvez porque eu tenha deixado de ser. Minha própria maldição também foi quebrada. – e nisso Gold, dirigiu-se à Salvadora. – Graças a você, Emma Swan. – e de um modo meio que encenado, ou pelo menos foi o que pareceu a Emma, tendo em conta as circunstâncias estranhas daquele ambiente, o homem inclinou levemente o seu tronco para a frente fazendo uma breve reverência.
- Graças a mim? – a loira estava tendo muita dificuldade em entender aquela barafunda toda. Como se não bastasse estarem todos ali vestidos como se tivessem saído de um baile de máscaras, ela ainda era tratada como se fosse uma personagem de um Conto de Fadas também. E com direito a veneração e tudo! Mas agora, era isso que ela era também… uma personagem, heroica, de um Conto de Fadas? Emma abanou a cabeça, tentando colocar as ideias em ordem.
- Eu passo a explicar. – Rumpel dirigiu-se a todos os outros naquele salão. – A todos vocês. – e enquanto caminhava pelo recinto de forma vagarosa, ele ia reestruturando o discurso que tinha em sua mente. – Era uma vez … — e a loira não pode evitar de revirar os olhos diante daquela expressão, mas não abriu a boca. Precisava de entender toda aquela história estranha e única que compunha a sua vida, e que pela primeira vez, ela ia deixar-se ser abarcada pela verdade de toda ela. – Um criança predestinada a vir a este mundo para trazer de volta todos os Finais Felizes. Até aí, nada de extraordinário. O que faz esta história única e encantadora é a forma que essa criança teria de usar para alcançar o seu destino. A criança predestinada seria concebida através do amor verdadeiro que interligava Snow White e Prince Charming. Ela seria o produto do amor verdadeiro, e utilizaria para atingir o seu fim a arma mais poderosa de todas: o Amor. – todos naquela sala se deixavam envolver por aquele conto e pela imagem da lenda viva que era Emma Swan. À excepção da própria Emma que não estava assim tão maravilhada com aquilo, e porque a um determinado ponto da explicação de Rumpel, sentira o corpo de Regina tenso ao seu lado.
- Isso é tudo muito bonito Rumpelstiltskin. – a morena ao lado da loira cuspira de forma ressentida. A loira pode ver que a outra estava com o canto dos olhos marejados de lágrimas e não pode deixar de apertá-la contra o seu corpo, solidária com a dor dela. Regina continuou, com a voz trémula. – Mas você está se esquecendo de toda a dor que provocou nessa história tão embebida pelo Amor de que fala.
- Eu sei Regina, eu vou chegar lá. – e o homem assentiu para a morena, como que dando a entender que ele compreendia e mais do que isso, que achava justo a revolta da mulher à sua frente. – Realmente, todo o bom conto que se preze tem de ter um vilão … — e todos ali se viraram para Regina, mas logo a reação foi suspensa por Rumpelstiltskin que continuou. – Mas os vilões, meus caros, não nascem. – e olhando bem fundo dentro dos olhos lacrimejantes de Regina, ele completou. – Eles se criam. – e não pode deixar de baixar o olhar que tinha dirigido para Regina segundos antes. – Portanto alguém, ou vários alguéns, teriam de ser responsáveis por trazer a essa história a Evil Queen, predestinada a lançar a Maldição das Trevas. – os olhos de Emma se arregalaram em surpresa e em choque. Ela imediatamente retornou o olhar para Regina e o seu coração doeu miseravelmente.
Ninguém estava capaz de interromper aquela história, todos ali estavam ansiosos por saber finalmente o final desse conto suspendido durante tantos anos pela maldição. Rumpel voltou à narrativa, circulando pelo recinto. – É aqui que os contos se cruzam, se tornando um só. Eu, Rumpelstiltskin, devido à minha própria cobardia deixei que o meu filho se perdesse numa terra sem magia. Foi daí que surgiu a ideia da criar uma maldição capaz de nos arrastar a todos para essa terra. Mas faltava uma peça neste meu jogo de xadrez: um bode expiatório. Alguém que eu pudesse usar para esse fim, para lançar a Maldição das Trevas.
- Regina? – era a voz de Snow White que soava vindo do salão, carregada de mágoa e dor. O seu olhar imediatamente cruzou o de Regina, e ela de alguma forma se sentiu inundada de uma compreensão e compaixão extrema para com a mulher que afastara a sua Emma do seu regaço, ainda no período de aleitamento. Regina também encarava Snow White, e entre as duas, começava a surgir silenciosamente um indício de uma almejada trégua.
- Sim, Snow White. – Gold continuara. – Como disse, neste conto, outros mais interferem, mas eu vou resumir os fatos que importam para o desfecho deste em questão. O bode expiatório, Regina, fora-me brindado através de um acordo passado que eu fiz com uma jovem moça. – os olhos de Regina piscaram, fazendo com que as lágrimas que estavam penduradas sobre eles, caíssem pelo seu rosto. Ela não podia acreditar naquilo. Sabia que sempre a haviam manipulado, mas a esse ponto? – E nisso, minha querida, eu sinceramente te devo um pedido de desculpas. – Rumpel parou mais uma vez encarando a morena que tremia de dor e raiva.
- Você é um monstro! – Emma gritou revoltada com aquela descoberta.
- Calma Miss Swan. Um monstro talvez, sim. – o homem enfrentava com ar desafiador o olhar duro e gélido de Emma. – Mas não um monstro sem coração. Me permitam continuar. – os príncipes e todos os outros acenaram, dando indicação para que ele prosseguisse. – Eu fiz um acordo com a jovem Cora, que não é segredo para você – ele se dirigiu a Regina. – o quanto ambiciosa era e continuaria para sempre o sendo. A sua primogénita me pertenceria em troca de uma vida banhada pela riqueza. Pois bem, isso aconteceu, e quando a mim me conviesse eu iria levantar a minha parte do acordo. Regina cresceu, pura e inocente ainda assim, o que me surpreendeu bastante devido à educação que tivera. Ela se apaixonou como qualquer jovem moça. – Regina chorava agora sem reservas, enquanto Snow encarava toda aquela cena horrorizada. – E eu, conhecendo suficientemente bem o coração de Cora, sabia que a sua ambição desmedida jogaria a meu favor. Assim foi, ela matou o cavalariço quando Regina e ele se preparavam para fugir e viver o seu Final feliz.
- Maldito!! – Regina não aguentou mais e se jogou em cima de Rumpelstiltskin atacando-o com os punhos cerrados. Emma a agarrou por trás, a tentando afastar do homem que se recompunha no lugar. – Você sabia o que ia acontecer o tempo todo! Como foi capaz de permitir isso? Como? – e a morena desabava nos braços de Emma, que no entanto, partilhava da mesma dor e raiva que a amada.
- Você foi cruel! – desta vez Snow apontava, cheia de mágoa e arrependimentos passados, mas que eram incontestáveis e que não podiam ser desfeitos.
- Por favor se acalmem. Cruel ou não, tudo foi por um bem maior. – Rumpel levantava os braços tentando se justificar.
- Bem maior? Você apenas foi egoísta pensando em como resolver da maneira mais suja o erro que você próprio cometeu! – era agora Charming que falava com o tom de voz elevado e sem rédeas. Rumpel teve de dar um passo atrás, recuando perante aquela agressividade toda.
- Se vocês me deixassem terminar iria ajudar muito. – o homem falava, contido ainda assim, acrescentando. – Por favor. – a multidão murmurou entre si, mas Emma fez sinal para ele continuar. Agora teria de ir até ao fim. Rumpelstiltskin agradeceu educadamente a Emma e continuou. – O que aconteceu a seguir, deixando pelo caminho algumas peripécias, já todos sabem. A Maldição das Trevas foi lançada, mas não sem antes de uma última previsão minha. Emma, no seu vigésimo oitavo aniversário, iniciaria o percurso que a levaria ao seu destino. Meu objectivo uma vez em Storybrooke seria trazer a magia de volta àquele mundo. Isso só foi possível, mais uma vez, devido à Salvadora que me permitiu usar a magia guardada no ovo, dentro do dragão.
- Permitir? – Emma contestava agora chateada. – Roubada, você quis dizer? – Gold revirou os olhos, dando de ombros.
- Pormenores. – respondeu indiferente. – Continuando… assim que me vi com magia na cidade, pude modificar um pequeno detalhe acerca da regra da travessia pelos limites da cidade. – Nesse momento todos se entreolharam com pontos de interrogação imaginários sobre as cabeças. – Ou seja, segundo a regra, todos se esqueceriam das suas identidades pré-recuperadas se ultrapassassem os limites de Storybrooke. Mas o que acontece é que Regina seria a única a manter todas as suas memórias, afinal de contas nunca se esquecera de quem anteriormente era. Um só segundo. – e com isso voltou a encarar a morena profundamente nos olhos brilhantes. – E isso, minha querida, talvez tenha sido o pior castigo para você. Não esquecer. – Regina baixou o olhar entristecida. Aquilo era uma verdade, talvez se ela própria tivesse esquecido teria sido mais fácil, mas a voz novamente do homem a fez tornar a encará-lo. – Sendo assim, eu precisei modificar isso, pelo menos durante um curto período de tempo. – Emma e Regina se fitaram desta vez, as recordações daquela noite chuvosa e ventosa assaltando-lhes o pensamento.
- Como você sabia que … — a loira engasgou com as palavras, não podia completar a sua declaração assim na frente de todos daquela maneira. – Como você sabia que isso iria nos aproximar? – ela reformulou, indicando com um dedo a ela própria e de seguida a morena ao seu lado. Gold sorriu de forma calorosa, o que Emma não sabia até então ser possível.
- Eu confiei. – ele respondeu. – O Amor Verdadeiro é a magia mais poderosa de todas. – e o peso daquelas palavras se fazia sentir agora por cada um dos elementos postados naquele salão. Snow e Charming olharam-se, fitando logo de seguida os dedos entrelaçados de Emma e Regina à frente de ambos e de todos. – Eu tinha esperança que você a encontrasse novamente, Emma. – Rumpel dizia agora dirigindo-se à loira que tentava disfarçar, mas em vão, toda a admiração e surpresa estampada no seu rosto. – E que ao encontrá-la, você acreditasse. – ele completou sabiamente. E rindo de seguida, um riso leve e envolvido em tranquilidade, ele continuou. – E foi o que aconteceu, vocês estavam destinadas a se encontrar.
- Mas, mas … — Regina gaguejava sem entender. Lembrara-se prontamente de Daniel, e não fazia sentido. – E Daniel? – ela conseguira colocar para fora.
- Daniel cumpriu o seu papel, querida. – Rumpel falava agora meigamente, como se a sua voz se tivesse tornado numa leve carícia. – Estava escrito assim, não por mim, mas por algo maior do que todos nós. – ao ver as caras de dúvida e confusão espalhadas pela sala, ele clarificou. – O Amor. Há algo maior do que isso? Regina, você precisa compreender e aceitar que Daniel não era o seu verdadeiro amor. – a morena arregalou os olhos boquiaberta. Gol sorriu. – Ele te amou sim, e você o amou de verdade. Porque o Amor está espalhado por todo e qualquer recanto e é capaz de tomar a forma que Ele quiser. Mas o seu Amor Verdadeiro, a metade do coração que te faltava, a sua luz capaz de resgatar-te do meio da escuridão, está aqui. Ao seu lado. – As duas mulheres se olharam, ambas com os olhos marejados de água. A emoção que aquelas palavras haviam provocado por todo o ambiente do salão era a consequência final da magia mais poderosa de todas, sim, o Amor. Algo tão forte, tão profundo e verdadeiro, omnisciente e presente e que pode tudo, capaz de recuperar e reconstruir aquilo que fora quebrado um dia.
- Emma é o amor verdadeiro de Regina? – a voz de Snow, não mais que um sussurro trémulo se fez ouvir. A morena não podia acreditar na confirmação do que ouvira. Era aterrador, mas simultaneamente, era lindo e maravilhoso. E visto por um determinado ponto de vista, irónico até. Porque afinal, Snow White, de uma forma ou de outra, havia sido a responsável por devolver o Final Feliz a Regina, através de Emma. O Final Feliz que ela durante toda a sua vida, depois daquele incidente nos estábulos, pensara ter roubado à mulher de tez morena ao lado da sua filha, afinal havia sido um mero engano e percalço na vida de ambas. O pensamento, embora fosse envolvido por um certo alívio, não evitou que Snow também não pudesse deixar de sentir um resto de mágoa pela forma como os eventos do passado se haviam revelado tão trágicos.
- Sim, foi isso que eu disse. – Gold assegurava sem a menor réstia de dúvida. – Porque vocês acham que apenas Regina pode arrancar daquele jeito o coração de Emma do peito? – todos se entreolharam, esperando que alguém tomasse a palavra.
- Por eu ser o seu amor verdadeiro? – uma quase insegura Regina verbalizava em voz alta. Rumpel aproximou-se um pouco das duas mulheres antes de responder.
- Por serem o amor verdadeiro uma da outra, sim. – ele fez uma pausa, dando a impressão de estar refletindo. – Sabem … não é necessário retirar algo de alguém que de certa forma já nos pertence. Nem mesmo um coração. – os olhos dele moviam-se entre uma e a outra mulher. – Da mesma forma que não podemos obrigar alguém a amar uma pessoa, também não se pode obrigar alguém a devolver um coração que já fora presenteado de livre e espontânea vontade. E o coração de Emma só fora arrancado pela mão de Regina porque ele já lhe pertencia. Tão simples quanto isso. – o homem finalizou como se estivesse explicando o óbvio.
Os Charmings atordoados com aquelas revelações, apenas olhavam para a filha que não largara nem por um só segundo a mão de Regina. Sim, realmente era óbvio demais olhando para aquela imagem. David, no entanto foi o primeiro a restabelecer-se para se concentrar em algo mais.
- Sendo assim, foi esse o seu plano este tempo todo? – o príncipe perguntara, ainda levemente confuso. – Fazer com que a gente regressasse? Mas, o que isso tem a ver com o seu filho se tudo começou por essa razão? – realmente estava difícil de entender aquilo. Para quê se dar ao trabalho de os arrastar para Storybrooke para depois os voltar a trazer de volta para a Terra Encantada?
- Meu filho Baelfire, como disse, se perdeu por um mundo sem magia. Ali a Fada Azul sabe bem do que falo, porque ela teve a sua parte de culpa nisso. – Gold respondeu, com um leve rancor em sua voz, fazendo sinal para um ser de pequenas proporções que sobrevoava o salão. Emma arregalou os olhos ao ver que a Madre Superiora era mesmo uma Fada, e teve de rir daquilo. Rumpel encarou por alguns segundos a esvoaçante criatura até tornar a falar. – Acontece que há pouco tempo eu descobri que esse tal mundo sem magia não abrangia o tal mundo onde estava inserido Storybrooke. Ou seja, apenas me restava recorrer à outra parte da minha maldição. – ao ouvirem aquilo o burburinho aumentou. Rumpelstiltskin levantou uma mão fazendo sinal para o escutarem, e o burburinho logo diminuiu. – Eu teria de acelerar o processo entre a descoberta do amor entre a Salvadora e Regina. Eu sabia que só assim poderíamos regressar, pelo menos eu queria acreditar nisso, e talvez assim todos os personagens dos Contos de Fada pudessem ser resgatados de onde quer que eles estivessem. Incluindo o meu filho. – o homem suspirou meio desanimado.
- E resultou? Porque não o vejo aqui. – David perguntou impaciente.
- Ainda não sei, mas espero descobrir. – Rumpel respondera retornando o olhar para Snow White e Prince Charming.
- Mas espera lá Gold. – era a voz de Emma que tentava entender aquela embrulhada, agora mais do que nunca. Não era possível que todos tivessem sido uns joguetes nas mãos de Gold, era? – Não teria sido mais fácil nada dessa droga de maldição acontecer, não teres feito de Regina uma mártir, e nem de mim uma Salvadora e …
- Miss Swan, as coisas aconteceram como tinham de acontecer. – Rumpel respondeu imediatamente, cortando a voz de indignação da loira. – Se não tivesse existido maldição, você e Regina nunca se teriam encontrado. Você não seria a Salvadora, mas também não encontraria o seu verdadeiro amor, pois ele estaria perdido em algum lugar, sem nunca sequer ter conhecido Snow White. – Regina e Snow se entreolharam cúmplices. – Além disso, o tempo precisou ser parado para que tudo ocorresse como previsto. Daí a maldição numa terra em que você, Emma, cresceu e se tornou adulta. – a loira abanava a cabeça completamente transtornada.
- E porquê você não fez isso mais cedo? Assim que cheguei em Storybrooke, sendo levada por Henry … — Emma se calara de repente, atónica. Claro, tudo fazia sentido, fora Gold. – Foi você que fez com que a vossa Evil Queen adotasse Henry! – Regina juntou-se a Emma na indignação. Ambas olharam para o menino que ouvia toda a história atentamente, e completamente consumido por aquele conto encantador em que todos eram testemunhas, e em simultâneo, autores, intervenientes e arguidos.
- Sim, obviamente isso também não foi por acaso. – Rumpelstiltskin assentiu. – Eu tratei para que tudo ocorresse de forma a originar o vosso encontro. Mas claro que o encontro não bastava, vocês precisavam abrir os olhos, e o coração. Henry foi o elo perfeito. – e nisso o homem piscou o olho ao garoto que sorria de forma divertida com tudo aquilo.
- Tudo bem Rumpelstiltskin, mas porque você perdeu tempo tentando buscar o seu filho naquele lugar se simplesmente podia ter acionado o plano presente? Nos trazer a todos para a nossa terra através do poder do amor entre Emma e Regina? – Snow perguntara repentinamente, sem deixar de corar levemente com a última pergunta. Ainda era muito estranho lidar com o fato de Regina, sua ex-madrasta, ser o verdadeiro amor de Emma.
- Porque, minha cara Snow, eu sei que estar numa terra sem magia era o desejo de Bae. – e Rumpelstiltskin aí teve de baixar o olhar envergonhado. Tudo aquilo tinha começado porque simplesmente Baelfire havia querido levá-lo para algum lugar onde ambos estivessem livres do poder que o Dark One exercia sobre o pai. Gold tornou a levantar o olhar para poder continuar. – Eu tentei achá-lo assim que recuperei minha magia, mas depois como fora tudo em vão, apenas me restava lançar minha última cartada. – todos ali recomeçaram a atacá-lo verbalmente, mas Rumpel ainda não tendo terminado, logo se forçou a ser escutado. – Por favor, me ouçam. Fiz tudo por Baelfire, e sei bem que isso pode não justificar os meios que usei para atingir o meu fim, mas não fui completamente alheio à dor que foi semeada. Eu sofri. – Gold estufou o peito e com um olhar dolorido, encarou a própria ex-Evil Queen. – Regina sofreu. – a mulher de tez morena retribuiu o mesmo olhar cheio de dor. Gold voltou o olhar, desta vez para Emma, e continuou. — Emma sofreu. – e a loira assentiu também magoada. – Todos nós sofremos. E todos nós cometemos erros. – ele agora se dirigia para o resto da multidão, atrás dos Charmings. – Eu apenas quis tentar recompor de alguma forma. E se ia dar certo ou não? – ele fez uma pausa antes de continuar. – Eu não sabia. Mas eu tinha fé e principalmente, a coragem para acreditar que me falhara no passado. – ele parecia ter terminado, pois parecia ter deixado escapar o ar que tinha contido. Apoiado na sua bengala, ele fez tenção de se afastar e foi caminhando para a saída do salão.
- Você ainda quer sair de herói? – a voz de Regina, extremamente machucada disparou em direção às costas do homem que caminhava para longe. Ele se virou.
- Herói? – ele questionou de forma retórica. – Eu não sou herói, vocês sim. – e ele parecia olhar para ninguém em específico. – Vocês que suportaram todos os golpes, todas as jogadas desse jogo de xadrez, vocês são os heróis. Eu apenas tomei partido disso, mas foi tudo obra vossa. – e com isso, ele piscou o olho desta vez para Emma, e saiu sem mais explicações.
- Que porra aconteceu aqui? – assim que a loira desabafou para o ar, Regina deu-lhe uma cotovelada fazendo sinal para Henry.
- Olha os seus modos perto do nosso filho, Miss Swan. – e a morena repreendeu, mas com um leve brilho de divertimento no olhar. A loira se desculpou, mas logo voltou a sua atenção para o resto das pessoas.
- O que aconteceu, Emma, é que o nosso Final Feliz chegou. – Snow respondera sorrindo com um ar de leveza que ela nunca havia visto. Ela abanou a cabeça, mas não pode deixar de sorrir também. Pelo menos os seus pais pareciam aceitar agora o seu amor por Regina. Menos mal. – E sua mãe, Regina? – Snow perguntara, lembrando-se que ainda não haviam se lembrado de retornar aquele assunto.
- Acho que ela está no lugar de onde nunca deveria ter saído. – Regina respondera, de forma cansada, e com isso apontou para um espelho numa das paredes do salão em que acabara de reparar. – Aquele espelho parece o mesmo portal pelo qual a enviei a Wonderland. – ela completou de forma triste. – Só tem um sentido, portanto ela está presa novamente. – Emma colocara uma mão sobre o ombro da mulher em forma de consolo. Cora era uma Diaba, mas de qualquer forma, continuaria para sempre a ser mãe de Regina. E isso era triste.
*** *** *** ***
Rumpel preparava-se para entrar no castelo, em tempos partilhado com Belle, enquanto esta ainda se mantinha como sua empregada. Caminhou pelos longos corredores do castelo, até ouvir sons de vozes vindas de uma das divisões.
- Calma, seu pai de certeza que também conseguiu fazer a viagem. – a voz da mulher de olhos claros e pele morena soava vinda daquele local. Parecia estar conversando com alguém. – Ele me disse para me preparar que estávamos indo para casa, portanto ele deve estar chegando também.
- Não vejo a hora disso acontecer. – uma voz de homem, grave e meio rouca, respondia à mulher.
Rumpelstiltskin, aproximou-se da entrada daquela sala e dando um passo em frente, ele entrou.
- Bae? – ele chamou, com a voz tremida. Um misto de expectativa e receio se apoderavam dele. Assim que falou, as duas figuras que antes ouvira falando viraram-se para ele. Belle, junto à lareira, estava sentada no chão com um livro em seu colo. Estava mais linda do que nunca. E o homem, de frente para ela, estava sentado numa das cadeiras da sala.
- Pai? – ele olhou para Rumpel, de forma insegura. – É você mesmo! – e como um garoto que acabara de receber um presente, ele correu para abraçar o pai. Rumpelstiltskin o tomou nos braços com a saudade de uma vida, e o apertou contra si mesmo, temendo que ele pudesse voltar a sumir novamente. Era um homem adulto já, mais alto do que ele, de envergadura robusta e forte.
- Deixe-me olhar para você! – Rumpel exclamou, envolvido por uma sensação de plenitude extrema. O seu menino estava um homem bonito e moreno, mas o brilho que emanava dos olhos castanhos era o mesmo de há anos atrás. – Me perdoa Bae, por favor, me perdoa! – o pai suplicou ao filho com uma necessidade fora do comum. Baelfire, segurando o pai pelos braços, olhou-o nos olhos e sorriu.
- Claro que te perdoo. – Bae respondera emocionado. – Meu pai.
Belle observava aquela cena enternecida, não querendo se intrometer num momento único, e só daqueles dois. Depressa isso mudou, porque Rumpelstiltskin lhe fez sinal para ela se aproximar. Ela sorriu e levantou-se, dirigindo-se aos dois.
- Estou vendo que já conheceu Belle. – Rumpel falara, enquanto Baelfire afirmava com a cabeça e sorria mais ainda. O filho envolveu Belle num pequeno e tímido abraço e a trouxe para junto deles.
- Sim, acabei de conhecer. Ainda bem que alguém mais viu a pessoa que eu conheci um dia em você. – Ele virara-se para Belle em forma de agradecimento, para logo de seguida voltar-se para o pai. – Finalmente, eu tenho o meu pai de volta. – e voltou a abraçar Rumpelstiltskin, enquanto Belle colocava uma mão sobre o braço do seu amor verdadeiro. E naquela mão, a direita, onde antes assentava no dedo anelar um anel em forma de adaga, reluzia agora o desenho ornamentado de uma rosa, vermelha como o sangue, e bela como o amor que tudo cura e enfeita.
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