Finding Each Other
19 Epilogue of sweetness
Notas iniciais
Aproveitem o capítulo, e um MUITO OBRIGAGA a todos vcs que me acompanharam e incentivaram a continuar escrevendo esta fic, capítulo após capítulo. Não seria nada sem vcs para me alegrar e dar alento nas minhas noites de inverno lololol
Ok, não pego mais no vosso pé =P
Enjoy! ;)
Emma, do alto de uma das janelas das torres, observava o grande pátio do castelo. A luz do dia já se tinha diluído pelo horizonte que começava a ser colorido por um tom mais baixo e escuro. Anoitecera na Terra Encantada. Tudo à sua volta se assemelhava a um Conto de Fadas, literalmente falando. E a beleza que envolvia a própria beldade de madeixas loiras, era definitivamente indiscutível. Beleza essa surpreendentemente louca e fantasiosa, mas ainda assim bela e incontestável.
A loira estava perdida em seus pensamentos, envolvida por todo aquele sonho, que não era sonho, que nem se trocara ainda para dormir. Continuava vestida com aquelas roupas de cavaleira ou Salvadora, ou algo do género, ela já não sabia que nome dar àquilo. Talvez rotular tudo tivesse deixado de ser necessário, mas não podia deixar de sentir que no início isso assustava. Mas não mais do que a possibilidade de perder a sua família. Só a ideia disso era apavorante. Embora de forma diferente e única de tudo que até então conhecera, ela podia sorrir, finalmente, por ter encontrado o seu lugar no mundo.
– Ainda acordada? – a voz cada vez mais familiar e doce que compunha o seu Final Feliz, soava vinda da porta. Emma virou-se, dando costas à janela, e encontrando o olhar da morena, ela sorriu.
– Sim … — ela respondeu em tom de voz baixo. Regina aproximou-se dela e tocou-lhe levemente no braço descoberto pela armadura. – Não estou com sono. – ela confessou, ainda sorrindo. A morena devolveu o sorriso e desceu a mão que tinha no braço da loira até à cintura desta, a deixando repousar no cabo da espada.
– É tudo muito estranho para você, não é? – Regina perguntou com uma maciez e delicadeza na voz capaz de derreter qualquer um. – Tudo isto aqui. – ela completou dirigindo o olhar para fora da janela, indicando o local em que estavam.
– Sim, é estranho. – a loira assentiu e suspirou, retornando com o olhar para a janela. A morena tornou a falar pelo ombro da loira.
– Está arrependida? – a pergunta fez Emma no espaço de um ápice virar-se para tornar a encarar a outra.
– Claro que não! – ela respondeu prontamente, isso nunca lhe passara pela cabeça por um minuto sequer. – Eu não me vejo mais sem você do meu lado. – ela assegurou com uma certeza que pulava para fora do seu olhar. Tomou as mãos da morena nas suas e complementou. – Você e Henry são tudo para mim.
– Não se está esquecendo de alguém? – a morena apertou as mãos da loira nas suas e sorriu de forma divertida ao ver o arquear de sobrancelha na cara da amada. – Snow White e Prince Charming? – ela perguntou com leve provocação na voz. Emma torceu o olhar e abanou a cabeça, agora também divertida.
– Sim, eles também. – e não havia dúvida naquilo, mas teve de acrescentar de forma quase debochada. – Meus Reais pais.
– Então … — a morena largou as mãos da loira e mudando totalmente de postura, deslizou com as mãos de forma insinuante até ao pescoço de Emma trazendo-a mais para junto de si. – Princesa. – ela proferiu com malícia exagerada, o que fez com que a loira revirasse os olhos, mas sem deixar que o sorriso abandonasse as suas feições. – Será que está pronta para receber a sua Rainha? – e a resposta aquela pergunta não veio por via de palavras.
Emma, com uma rapidez que nem ela se sabia capaz, desceu com as mãos até às coxas da morena, ainda cobertas pelo tecido fino e quase transparente da camisola de noite que a outra usava, e a levantou no ar, trazendo-a para junto do seu corpo. Regina soltou um gemido em surpresa, mas logo rodeou a cintura da loira com as pernas, encaixando-se nela.
– Eu nasci pronta para você. – a loira sussurrou no ouvido da morena, e mordeu a cartilagem da orelha delineadamente perfeita da mulher. Regina deixou-se morder, e para mostrar o quanto aquele gesto a estava agradando, ela levou uma mão à nuca da loira pressionando-a mais contra si.
– Emma. – o nome soou como um gemido vindo da boca da morena. Isso só fez aumentar a vontade da loira que, com passos cuidadosos mas precisos, caminhou até à grandiosa cama de casal que estava colocada no centro do quarto. À medida que elas se aproximavam da cama, as duas mulheres se beijavam com ardor, na boca e em qualquer outro lugar que sentissem estar descoberto pelas roupas.
As pernas de Emma bateram no fundo da cama, mas com a reviravolta que a caminhada ensopada em lábios e em línguas provocou, era agora a loira a estar virada de costas para a cama, com a morena ainda em seu colo.
– Trancaste – a loira começou, entre beijos. – a porta – outro beijo – quando – puxou levemente o lábio inferior da morena com os dentes. – entraste?
Regina, nunca largando os lábios que a consumiam, abanou a cabeça e dobrou o corpo mais para a frente fazendo com que a loira se desequilibrasse caindo para trás com a morena nos braços, na cama.
– Está com medo de ser pega pelos pais é? – Regina perguntou rindo, em cima da loira, sentando em cima dela, impedindo-a de se levantar.
– Não me diga que é seu sonho ser flagrada por Snow White nessa situação? – Emma indicara a posição de ambas na cama, e acrescentou com aquilo que ela sabia que ia levar a outra à loucura. – Se preparando para comer a sua filha? – Regina abriu os olhos diante da insinuação e soltou uma gargalhada embebida em sensualidade.
– Ok. Não responda a isso. – Emma falara, se arrependendo no mesmo instante que vira o olhar de satisfação que preenchia as feições do rosto da morena. – Melhor, vamos esquecer que alguma vez eu disse isso. – a loira tentava tirar aquela imagem da cabeça. Uma coisa era Snow ter aceitado, forçosamente pela demonstração dos fatos, o amor entre Emma e Regina, outra bem diferente era ela presenciar a consumação desse amor. Não esquecendo o fato da mulher ser sua mãe. Emma arregalou os olhos de repente, deixando que um pensamento completamente perturbador tomasse conta de si.
– Emma. – a morena chamava, seu semblante se tornando sério ao ver o olhar estranho da loira. – Emma … acorda!
– Oh meu Deus!! – ela gritara aterrorizada. – Isso faz de você minha avó!!
– O quê? – a morena perguntara ofendida, mas não abandonando aquela posição em que mantinha a loira prensada contra o colchão. – Você me acha com cara de avó de alguém? – a loira parou um momento para admirar o corpo escultural da mulher à sua frente; primeiro detendo-se nos seios fartos que espreitavam pelo decote da camisola, e depois demorando-se nas coxas morenas e roliças que rodeavam as laterais da sua cintura. Definitivamente, nenhuma avó. Emma engoliu em seco e abanou a cabeça de forma negativa como que respondendo à pergunta. – Além disso, eu não sou nem nunca fui mãe de Snow, graças aos céus e a todas as criaturas aladas! – a morena exclamara com dramatismo. – Quanto mais ser sua avó! Que horror! – a morena revirava os olhos alarmada. – Que ótima forma de acabar com meu tesão, Miss Swan. – e a mulher de tez morena removeu as suas pernas e com isso todo o peso do seu corpo de cima do da loira.
– Oops. – a loira soltou, arrependida. E se sentou na borda da cama puxando a morena pela cintura. – Regina, me desculpe … Você sabe como eu sou idiota às vezes. – a loira fez olhinhos de cachorro pidão, tentando se desculpar.
– Sim, provavelmente é um mal genético. – Regina olhou para o alto, revirando os olhos. A loira deu um leve tapinha no quadril da morena.
– Também não precisa ofender toda a família! Olha o Henry! – Emma mostrou a língua à outra, caçoando dela.
– Bem, Henry teve uma educação inteligente e rigorosa a seu favor para combater isso. – a morena refutava, cheia de si. Mas nem por um momento, aquela pose deixava de evidenciar o tom divertido com que respondera desta vez.
– Sabe o que seria muito – a loira recomeçou, e fez uma pausa se aproximando mais da morena. – mas muito – a loira se levantara vagarosamente até o rosto da outra se postar ao mesmo nível que o seu. – mas muito mesmo – e beijou cuidadosamente o canto dos lábios de Regina enquanto as suas mãos desciam até aos quadris firmes e curvilíneos da silhueta divinal da morena. – Inteligente? – completou, passeando com a língua pelo pescoço da mulher.
– Humm – a morena murmurou usufruindo daquelas carícias que acendiam lentamente o fogo entre as suas pernas. – O que seria inteligente? – ela conseguiu falar, sentindo todos os pelos do seu corpo se arrepiarem, à medida que as mãos de Emma apertavam mais os músculos do seu traseiro, fazendo com que os corpos das duas se colassem ainda mais um ao outro.
– Você retomar o que tinha em mente minutos antes. – Emma sussurrava com o hálito quente esbarrando no colo de Regina, com a língua perigosamente perto dos seios da outra. – Por favor? – ela pediu, voltando à boca da morena.
– Vou pensar no seu caso. – a morena respondera e fazendo um esforço sobrenatural ela se afastou da outra mulher. Emma ficou de queixo caído quando viu com o olhar aterrado a morena se afastando em direção à porta.
– Oh Regina, vá lá! – a loira falava com voz de criança a quem tinham roubado um doce. – Não seja má! – ela choramingou de forma infantil. Aquilo só fez a morena rir com vontade, enquanto lançava um olhar sedutor e provocante à outra mulher, especada ao pé da cama.
– Mas eu sou má. – e a mulher, com a destreza envolvente por cada movimento praticado, levou uma mão à chave inserida na fechadura da porta e a rodou com os dedos, trancando-a. – Mas sabe, minha querida. – e a morena avançou novamente em direção à loira, enquanto a sua camisola esvoaçava de forma sensual e erótica percorrendo cada milímetro do seu corpo. – Eu também posso ser muito boa quando eu quero. – ela chegou até junto da loira mais uma vez, e rodeou-lhe o pescoço com os braços. – Como você prefere? – perguntou humedecendo os lábios com a língua.
– Das duas formas. – a loira respondeu fitando os lábios da morena, mas logo subiu o olhar para os olhos castanhos escuros da outra. Regina encarou o olhar verde-escuro, já não tão esmeralda, da loira à sua frente.
Descendo uma das mãos até ao encaixe da bainha da espada que a loira ainda tinha à cintura, Regina afrouxou a amarra que mantinha a bainha presa juntamente com a espada, e deixou-a cair pesadamente no chão.
– Embora você fique super sensual com essa espada à cintura – a morena fez uma pausa estratégica, saboreando os efeitos que as suas palavras provocavam na loira. – Eu acho que vou preferir que você use outro tipo de arma comigo. – e aproveitando o estado de inebriamento da mulher à sua frente, ela a beijou na boca, com força.
A reação de Emma foi instantânea, assim que sentiu os lábios quentes da morena nos seus. Ela respondeu aquele beijo com a mesma força e intensidade com que Regina enterrava os dedos nas madeixas loiras da sua cabeça, não permitindo que os corpos de ambas se separassem. Era indiscutivelmente prazeroso sentir todo o desejo que latejava pelo corpo da morena, livre de qualquer incerteza ou reticências sobre o que estava acontecendo entre elas. Aquilo era real. Não haveria arrependimentos nem arremesso de culpas no final. Porque aquela era a vontade de ambas, consciente e convicta, da consumação de algo que não poderia mais ser adiado.
– Eu te quero. – Regina suspirava, entre beijos envolvidos em saliva, não conseguindo suprimir a vontade que nunca parecia se satisfazer. – Eu te quero demais. – confessou, com as maçãs do rosto enrubescentes do calor que cada toque da outra mulher ateava nela.
– Então me tome, porque eu já sou sua há muito tempo. – Emma respondera, tentando recuperar algum do fôlego roubado por aqueles beijos. As duas se olharam, olhos nos olhos, encarando-se com tal intensidade capaz de acender um simples fósforo, caso algum estivesse ali no meio de ambas. Não estava, de fato, mas não era preciso, porque os dois corpos já estavam pegando fogo, sem a necessidade de qualquer artifício entre eles.
Regina baixou o olhar até ao peito ofegante da loira, que tentava se conter. A morena, com ar extremamente inserido no que se dispunha a fazer, desceu ambas as mãos até ao fundo da armadura que cobria o tronco da loira, e com alguma força e habilidade a puxou pela cabeça da outra, fazendo-a, de seguida, cair no chão juntando-se à espada. Uma camiseta preta de alças permanecia ainda no corpo da loira, obstruindo a visão que tanto a morena desejava ter. Emma observava atentamente os movimentos certeiros e perspicazes que Regina usava para libertar o corpo da loira daquelas vestimentas. A morena se baixou diante de Emma e fez-lhe sinal para que ela se sentasse na cama. Assim que ela se sentou, as mãos de Regina voltaram à tarefa que precisavam desesperadamente realizar. A morena descalçou as botas da loira com certa facilidade, e levantando-se, estendeu uma mão para a outra. Emma prontamente agarrou naquela mão e se levantou, aproveitando para roubar mais um beijo da boca da morena. Regina apenas permitiu que o beijo durasse alguns segundos, antes de sorrir de forma maliciosa e voltar a descer, postando-se de joelhos, diante de Emma. Com apenas um movimento das mãos, e de uma só vez, a morena conseguiu descer a saia da armadura juntamente com as calças que a loira usava, deixando-a apenas com a calcinha e a camiseta. Regina, desta vez, ao se levantar não pode resistir a deslizar com as mãos pelas pernas e coxas da loira à sua frente à medida que ia subindo, deixando-as por fim repousar no quadril da outra.
– Como você pode ser tão linda? – e Emma nunca se sentira tão amada como naquele momento. Aquela pergunta, feita de modo retórico, tinha a capacidade de a desfazer nos braços da morena. Regina olhava para ela com uma adoração como se a loira fosse a coisa mais preciosa do mundo. Havia desejo no olhar castanho, quase negro da excitação, mas a ternura e o amor que ela viu espelhados em simultâneo naquele mesmo olhar a faziam querer se perder para apenas voltar a ser encontrada pela mulher quente, linda e maravilhosa à sua frente.
Regina tinha levado uma das mãos até ao rosto de Emma, e enquanto vigiava com o olhar de forma atenta as feições dela, com os dedos contornava cada linha e cada curva dos traços que compunham aquele rosto que para a morena era o mais lindo de todos. Um dedo chegou perto dos lábios da mulher de mechas loiras, e o contornou muito vagarosamente, era como se a responsável por aquele toque quisesse decorar cada traço e textura daquele semblante cheio de luz. Emma aproveitou o gesto para abocanhar aquele dedo com a boca, pois não estava capaz de se manter imóvel durante mais tempo com aquela tortura. Tomou o dedo inteiro em sua boca e o chupou cheia de vontade, enquanto as suas mãos rodeavam a cintura da morena a puxando mais e mais para si. Deixou-se cair para trás, levando o corpo moreno da amada consigo para a cama. Regina logo se deixou instalar novamente naquela posição, e retirando o dedo repleto de saliva da boca da loira, logo o substituiu pela sua boca. Beijaram-se, morderam-se, lamberam-se, chuparam-se. Voltaram a beijar-se. As duas línguas duelavam entre si, percorrendo todo e qualquer recanto das bocas quentes e húmidas das duas mulheres.
Regina sentia o seu corpo incendiar devido ao corpo em brasa por baixo do seu. Enquanto colocava uma das suas pernas entre as de Emma, com uma mão livre percorria toda a coxa atlética e macia da loira em movimentos circulares. Apertava e a trazia mais contra si, ao mesmo tempo devorando-lhe a boca na sua, numa espécie de exercício desafiante de coordenação. Como ela se viu tão coordenada naqueles movimentos, era como montar um cavalo em fúria. Emma apertava os seus quadris sem misericórdia, e Regina se viu tendo alguma dificuldade em domar tamanha beldade que se debatia contra ela até à exaustão. A morena pegou em ambas as mãos, que estavam amassando e adelgaçando o seu traseiro, e as trouxe até ao cimo da cabeça da loira, obrigando-a a ficar imóvel. Elas se encararam com violência.
– Minha vez, querida. – a morena disse de forma autoritária, sorrindo maliciosamente para a cara contraída em prazer da loira. Emma tentou sorrir de forma afectuosa, mas naquele momento ela apenas estava atordoada e consumida pelo desejo irracional de ter aquele corpo no dela, para sempre. – Você não vai se arrepender. – Regina acrescentou mordiscando-lhe ao de leve a garganta. – Eu prometo. – e ela voltou ao ataque, e ao controlo da beleza de mechas loiras.
Assim que Emma pareceu assentir, ainda meio contrariada, Regina soltou as mãos da loira e desceu-as até aos seios redondos e excitados que estavam ali pedindo para serem tocados. Ainda através da camiseta preta, a morena pode perceber o que o seu toque havia provocado através da reação que os mamilos da outra mulher tiveram. Aqueles mamilos se insinuavam para ela, à sua frente, erectos e firmes sobre o tecido da peça de roupa. Regina os abocanhou mesmo sobre a roupa da loira, e assim que ouviu um gemido mesclado em choro, ela deslizou uma das mãos para um deles para o beliscar. O toque era possessivo e preciso, através da camiseta que se percebia ser a única barreira que cobria o tronco da loira. Sem uma peça intima ali para dificultar ainda mais o acesso. A morena deslizou uma mão por baixo da camiseta e pode tocar enfim a pele de um mamilo arrebitado e duro esperando por ela. Emma jogou a cabeça para trás e postou as mãos sobre a cabeça de Regina, tentando mantê-la ali por mais algum tempo.
Enquanto beijava a barriga da loira, Regina ia subindo com a camiseta até esta chegar no pescoço da outra e ver a sua passagem freada. Isso fez com que a morena retirasse um pouco do peso do seu corpo de cima de Emma, e esta percebendo a intenção e desejando aquilo mais do que qualquer outra coisa, a ajudou a se livrar da peça levantando um pouco o tronco. Regina demorou-se alguns segundos apreciando aquela visão. Os seios fartos, rosados e ansiosos, a desafiando com uma coragem surpreendente, revelaram-se diante de si. A morena se jogou novamente para cima da loira e lambeu uma das aréolas em volta do mamilo. Com a língua contornou delicadamente e saboreou a textura daquela zona rugosa, enquanto no milésimo de segundo seguinte mordia o mamilo endurecido e levemente inchado.
– Regina. – a loira soluçava, vincando as unhas nas costas da morena sobre a camisola fina. – Por favor. – a loira mordeu a língua, mas era tarde, já a súplica desesperada tinha saído da sua boca.
A morena retornou o olhar para a face brilhante, pingada em gotas quase despercebidas de suor se formando, e parou todas as ações, de forma imediata, que estava administrando pelo corpo de Emma. A visão com que Regina se deparara era de cortar o fôlego: as mechas loiras espalhadas pelo rosto da mulher, toda descabelada, tão singelamente bela e perfeita no êxtase do prazer. Os olhos fechados com força e os lábios contorcidos numa linha tensa, contornados pelos músculos faciais estirados pela força que a loira fazia tentando se conter.
Ao ver que a morena tinha parado, Emma abriu os olhos repentinamente procurando a razão daquilo ter acontecido. O seu coração temeu algo de ruim.
– Eerr … Regina. – a loira gaguejou ruborizada. – Eu quando disse “por favor” não era com intenção que parasse. Pelo contrário. – a loira tentou sorrir sem graça. O olhar da morena estava queimando nela.
– Sim, eu sei. – Regina respondeu subindo com a cabeça até ao nível dos olhos de Emma. – Eu só … — ela ficou sem palavras, sem saber como explicar aquilo que a abarcava de uma maneira avassaladora. Não soube como explicar aquele sentimento, aquele deslumbramento mágico e único por perceber que era ela a responsável por provocar todas aquelas reações na mulher à sua frente. Vendo que a preocupação começava a tomar conta do olhar da loira, Regina sorriu e abanou a cabeça. – É só que você é linda demais que me tira o fôlego. – a morena respondeu, depositando um beijo carinhoso nos lábios de Emma. – E eu te amo. – ela acrescentou não dando tempo para Emma reagir, logo avançando novamente na boca da outra.
Regina permitiu que a loira desta vez tratasse de tirá-la daquela camisola, que além da calcinha azul-violeta que ela usava por baixo, nada mais a cobria. Quando os dois corpos se tocaram e se roçaram, pela primeira vez naquela noite, despidos e com o vestígio do suor os colando cada vez mais um no outro, as duas mulheres estremeceram. Seios contra seios, barriga contra barriga e uma sensação deliciosa por debaixo do ventre, as assaltou, e porque não também, as abalou.
Regina levantou a coxa nua contra ao centro pulsante da loira. Emma gemeu no ouvido de Regina e suplicou por mais, sem considerar mais qualquer vergonha ou orgulho. Precisava de sentir aquela mulher em si. Só assim aquela sensação de ardor, misturada com quentura latejante entre as suas pernas, se poderia dissipar. Ou arder, mais ainda.
A morena enlouquecia com cada palavra, cada delírio e cada súplica que saía dos lábios da outra mulher indo ao encontro do seu ouvido. Não se conteve e desceu com uma das mãos até ao sexo de Emma, e entrou com a mão, através da abertura da calcinha, massajando suavemente o monte de vênus revestido com a pequena pilosidade característica daquela zona. Emma depressa juntou a sua mão à de Regina, exigindo que a mão da outra fosse mais fundo, onde era mais necessária. A morena rodeou-lhe os lábios da boca famintos e sugou-os nos seus, tentando distrair a loira daquela insistência. Emma estava ficando frustrada, podia perceber, mas iria valer a pena, afinal de contas ela havia feito uma promessa à amada. Regina desceu com a cabeça até ao ventre da outra e com um puxão controlado removeu a calcinha da loira, deixando-a livre e aberta para ela. Antes que Emma pudesse sequer pensar em tomar alguma atitude, já a morena se havia voltado a colocar sobre ela. Ao sentir o sexo da morena no seu, sem qualquer tecido os separando, ela arregalou os olhos surpresos. Como a outra havia sido tão rápida?
– Oh, isso é tao bom. – a loira sussurrava, olhando de frente e bem fundo nos olhos escuros que estavam diante dos seus. – Tão bom. – ela voltou a confirmar enquanto as duas se mexiam, se roçando uma na outra.
– É não é? – Regina se juntou a ela, provocando propositadamente. Emma assentiu com dificuldade com a cabeça, enquanto com as mãos, levadas ao traseiro da morena, pressionava mais o sexo da outra contra o seu. – É bom demais, Emma. – a voz de Regina soou trémula, desta vez. Estava perdendo o controlo. A loira beijou mais uma vez a boca molhada de Regina e levando uma das mãos ao rosto da outra, entrelaçou os dedos nas mechas castanhas dos cabelos da morena, agora mais longas em comprimento do que dantes.
Sem deixarem de se beijar, as duas foram encontrando um ritmo certo para elas poderem usufruir convenientemente das sensações estimuladas pela fricção provocada pelos corpos das duas. Uma mão desceu até ao centro, e não suportando mais, entrou na entrada cavernosa da vagina de Emma, com dois dedos. A loira se movimentou contra aquela mão esperta e destra que entrava dentro de si e saía numa sincronia perfeita. Ela soltou um gemido, dor ou prazer, ela não sabia. Apenas pode sentir os dentes afiados da morena cravarem na pele da sua omoplata direita, perto do início da curvatura do seio, enquanto os dois dedos empurravam-se para cada vez mais dentro de si.
– Mais força. – a loira gemia no ouvido da morena, tentando abrir mais as pernas para possibilitar uma penetração mais profunda. – Regina. – o nome da morena era seguido e antecedido a cada novo gemido e súplica pela desejada redenção. Regina não conseguia mais pensar direito, se sentia escorrer na própria humidade que esvaía de dentro do seu centro. E ao sentir a mão que tinha dentro de Emma, vindo e indo, de forma livre e encharcada pela enorme lubrificação que emanava da vagina da loira, ela podia jurar que ia explodir a qualquer instante.
A loira, em algum momento deve ter percebido a força que a morena estava fazendo para se conter e para apenas se concentrar nela, porque no mesmo instante que sentiu a morena suprimir um gemido gutural vindo diretamente da garganta, ela levou a mão ao sexo de Regina e a penetrou também.
– Emma … — Regina não sabia se a intenção dela era chamar pela loira, suplicar ou simplesmente saborear aquele nome tão deliciosamente doce nos seus lábios. A verdade é que os dois dedos de Emma, pelo menos pareciam-lhe dois, em conjunto com os seus dentro da outra mulher estavam-na matando. No melhor dos sentidos possíveis e inimagináveis. Os sons ensopados em erotismo que provinham dos sexos de ambas, estavam toldando-lhe qualquer resto de raciocínio que alguma vez Regina pensara ter. Os olhares das duas mergulharam nos olhos uma da outra.
– Eu quero – Emma tentava falar, enquanto acrescentava mais um dedo dentro da vagina da morena, fazendo-a comprimir-se em mais tensão. – juntas. – ela apenas conseguiu desenrolar. Regina assentiu dando a indicação que entendera ao que a outra se referia.
– Eu também – a morena salivava com as palavras escorregando, incoerentes da sua boca. – quero. – ela completou com dificuldade, beijando a boca mais uma vez inchada e vermelha da loira.
Se comiam em beijos demorados, e demasiadamente curtos por vezes, voltando a necessidade de os consumir demoradamente de novo. Regina apoiava o braço livre sobre o colchão, tentando evitar que todo o peso do seu corpo asfixiasse Emma, enquanto mantinha um movimento coordenado ao do corpo da mulher por de baixo do seu. Emma afagava os cabelos da morena, na realidade sem os afagar, mas sim os agarrando possessivamente, tentando os manter fora do angulo que a impedisse de observar o rosto suado e belo da morena sobre si. Precisava ver aquela imagem quando chegasse o momento. Precisava decorar cada pedaço de êxtase que passeasse e preenchesse aquele rosto no momento certeiro.
– Agora. – as duas desabafaram em uníssono, e os olhos de ambas fincaram uns nos outros de uma maneira que chegava a queimar.
O que aconteceu a seguir foi que as duas mulheres se viram de olhos bem abertos e surpresos tentando manobrar cada onda de prazer que cavalgava por entre os seus corpos estourados. O movimento era contínuo, enquanto a sensação do orgasmo explosivo que acabavam de experienciar percorria poderosamente por cada parte dos seus corpos. Fora tudo tão intenso que as duas mulheres chegaram a questionar se o orgasmo sentido era mesmo o delas, em forma individual, ou o das duas, condensado e abrangendo os dois corpos num só, através da mesma experiência.
– Isso foi … — a loira começava, sem saber muito bem o que dizer.
– Incrível. – Regina completou rindo, de forma leve e divertida.
– Sim. Incrível. – Emma confirmou, rindo também, igual a uma criança boba.
Emma fez tenção de retirar a mão que tinha ainda dentro de Regina, mas a morena a parou.
– Espera. – ela falou séria, mas sem nenhuma preocupação assombrando-lhe as feições. – Quero te sentir até não dar mais. – a loira sorriu ainda mais para ela e depositou um selinho no nariz da mulher morena. E ficaram assim por mais alguns segundos, uma na outra, até que não desse mais.
*** *** *** ***
– Regina está neste momento com Emma no quarto não está? – uma Snow perturbada perguntara, no quarto em que dormia com o marido.
– O quê Snow? – um Charming sonolento e meio dormindo perguntava, encarando a mulher entre os travesseiros. – Quê que você está para aí pensando? Venha mas é dormir. – o homem a puxara para o travesseiro, a abraçando.
– Espero que elas não façam demasiado barulho. O menino está no quarto ao lado. – a morena falara de forma receosa. Iria ser difícil se habitar aquilo. Amor Verdadeiro ou não, houve um dia em que a morena havia desejado chamar Regina por mãe. Abanou a cabeça desconsolada.
– Snoooww, eu te estou ouvindo pensar daqui. – David suspirava, meio sério meio brincando. Agora que o seu sono tinha sido despertado, não havia como pensar em tornar a dormir. – Que tal a gente fazer o que elas provavelmente estarão fazendo? – Snow fez uma careta nauseada, sem conseguir responder. David riu divertido e puxou a mulher para debaixo dos lençóis. – Eu te faço pensar noutra coisa num instante. – pausou, pensando melhor. – Ou melhor, eu faço você não pensar em nada simplesmente. – e beijou a esposa com vontade.
*** *** *** ***
– Sabe … — uma loira pré-restabelecida começava, entre os lençóis, enrolada na morena. – Você até que aparenta ser mais nova com os cabelos compridos desse jeito. – assim que completara a insinuação de forma brincalhona, sentiu um beliscão na barriga. – Aii! Para que é que foi isso?
– Para aprender a calar a boca quando ela deixa de ser necessária para falar. – Regina repreendia num misto de brincadeira e seriedade. – A sua boca faz outras coisas bem melhores do que isso. Venha cá. – e puxou a loira para cima de si, possessiva, mas nem tanto. – Eu quero ver você usar essa boca linda agora. – aquilo fez Emma escancarar a boca num largo sorriso e mergulhar para baixo dos lençóis.
– Sim Madam! – a resposta, abafada pelos lençóis, mas também pelo sítio onde aquela boca tinha ido, fez Regina soltar uma gargalhada divertida.
E era o final perfeito, mas era ainda mais e melhor; aquele era o princípio mais do que perfeito do Final Feliz da Salvadora e da ex-Evil Queen. Para Sempre.
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