Finding Each Other
20 Last but not least
Notas iniciais
Sei que muitos gostariam de ler uma continuação. Há quem queira ver a Cora se redimir tb, há quem queira acompanhar o dia-a-dia de Emma e Regina, quem queira uma criança Swan Queen.... enfim, muitas possibilidades.
Nunca pensei que esta fic, meu xodó, meu amor primeiro, primogénita, etc etc se tornasse numa longa, nunca tive intenção de fazer tantos capítulos ou de desenvolver um grande enredo pq nc me achei capaz, por isso agradeço por tanta gente ter colocado nos favoritos, comentado, acompanhado, recomendado.....não tenho palavras pra expressar como isso me deixou feliz. E confesso que eu me apaixonei perdidamente por essa história, e tendo em conta tudo isso, eu vou ponderar, TALVEZ, em escrever uma sequela pra ela. Não quero prometer nada pra já, pq fico mto frustrada com promessas incumpridas, mas é uma possibilidade. =)
Enquanto isso, deixo-vos com o último, desta vez mesmo último, capítulo desta fic, que pra mim não ficou lá grande coisa, mas espero que mesmo assim abra portas pra uma possível continuação. =D
Obrigada! e perdoem a chata aqui! =P
Boa leitura!
Eu só precisava de terminar em algum número redondo. Sim, eu sei, sou louca e desnecessária, e talvez algo supersticiosa, mas confesso que terminar no número dezanove me estava causando aflição.
Regina e Emma também concordariam, se não estivessem neste momento enredadas por entre os lençóis de seda do palácio, uma na outra. Lençóis esses que certamente teriam de ser trocados, mas é aí que existe uma coisa maravilhosa e extremamente útil no mundo dos Contos de Fada: Magia.
A magia que quando é usada para o bem e da maneira certa é capaz de fazer maravilhas e reaver os sorrisos apagados nos rostos de todos aqueles que sofreram por causa dela.
E foi com base nisso e através dessa premissa, que toda a fauna e flora retornaram à Terra Encantada. Enquanto os dois corpos despidos, suados e embalados pelo sentimento mais poderoso do universo, se amavam, cada pedaço verdejante daquela terra florescia de novo e ganhava novo brilho. As duas mulheres, adentro quatro paredes, não se aperceberam, mas à medida que ia amanhecendo, todo o verde retornava ao solo. Todo animal e criatura retornava ao seu ambiente e função essencial. Tudo se regenerava. Assim como aqueles corpos se regeneravam vez atrás de vez, após caírem estourados na imensidão do colchão em que não se cansavam de se amar.
À medida que os lábios passeavam pelas curvas airosas daquele ser belo e divino, nova floresta adentrava por entre os vales das montanhas grandiosas daquela terra. A terra que era povoada pelo canto dos pássaros e pelas carícias da brisa amena e gentil. O mesmo sopro gentil que percorria por cada poro do corpo moreno e resplandecente da mulher, que agora, aceitava com vontade e com dedicação toda a carícia e afago com que aquele hálito vivo e quente a preenchiam. No êxtase, no arrebatamento, em que as flores floresciam novamente e as raízes vincavam-se à terra, húmida e fértil; também o seu centro emanava humidade, concebida pelo mesmo arrebatamento sem fim que era aquela forte, incontestável magia.
Os dedos caprichosos colavam-se e descolavam-se com a mesma vivacidade com que as criaturas aladas e esvoaçantes polinizavam as suas flores. Enquanto a Rainha deleitava-se no prazer que era aquele momento, as suas operárias trabalhavam arduamente para manter todo o bom funcionamento e harmonia da colmeia. Assim como aquela súbdita em particular, voluntária e espontânea, trabalhava com afinco e dedicação em torno do abrigo cálido e ardente que adentrava as coxas suaves e firmes da mulher de mechas castanhas. E era num desses instantes dentre tantos similares, que cada língua trabalhava com minúcia e agilidade, enquanto recolhia o néctar de cada flor, para logo se dedicar à seguinte. E tudo funcionava perfeitamente coordenado e de forma plena, proporcionado também pela brisa fresca do vento que recolhia na sua leveza e carícia, cada grão de pólen através dos campos floridos numa composição de anemofilia irrepreensível e perfeita.
Os cachos sedosos e dourados caíam em cascata sobre as duas colinas, agora, inclinadas em relevo contínuo sobre as outras duas que se ajuntavam, e formavam uma cordilheira deliciosamente bem contornada em formosura. Era assim, dessa forma, e em simultâneo, em que aqueles dois corpos pintavam através do suor e da saliva, entre beijos entrecortados em doçuras infinitas, que toda a geografia se redesenhava por aquela terra fora. Os vales, os rios, e as planícies airosas por onde os apaixonados trotavam a cavalo, ganhavam cor, brilho e algo de encantador, tão característico daquele mundo. Só delas. Mas devolvido a todos.
Os pequenos habitantes saíam das suas tocas à medida que os primeiros raios de sol inundavam o horizonte de coloração quente. Os dois corpos amanheciam, lentamente, juntos. Aquela terra, a que fora devolvida a sua vitalidade original e profunda, iniciava a sua vénia em agradecimento àquelas duas mulheres, deitadas sobre a cama. A magia era sentida por cada recanto do Reino, e cada alma ou criatura era tocada pela beleza que regressava às suas vidas, repleta de júbilo e alegria.
E quanto mais elas se amavam, mais poderoso e eletrizante era o poder de regeneração de que o ambiente ao redor servia de alvo. Os primeiros raios, em reverência, tocaram em pernas enroladas entre si, anestesiadas pelo colmatar de emoções experienciado durante toda a noite e madrugada e amanhecer. Sem descanso ou intervalo entre estes três.
A carícia quente do sol amansava um dos corpos que se deixava cair pela milésima vez consecutiva em cima do outro. Braços longos e oferecendo conforto abraçaram o corpo que estava por cima, enquanto lábios molhados deleitavam-se com o sabor salgado da pele, que agora, começava a ser banhada pelos primeiros raios de sol da manhã.
Os ventres, prensados um contra o outro, pulsavam entre si, tentando diluir, depois de descomprimidos, as ondas que ecoavam pelos dois centros mesclados também um no outro. Novamente.
Uma mão esperta e avisada não pode deixar de percorrer todo o segmento de curva daquele corpo postado por debaixo do seu. Desde da curvatura do seio esquerdo, passeando pela linha lateral da cintura que voltava a subir em arco até à anca. Chegando aí, não pode deixar de circular o quadril que abrigava nos seus recantos mais íntimos a zona erógena daquela mulher, que para aquela mão se transformava em novo ponto de partida para nova estimulação do prazer carnal, e do seu próprio corpo, através do corpo moreno por debaixo do seu.
– Emma, você não vai parar nunca é? – o rosto de Regina era a encarnação da própria felicidade, e da satisfação que nunca é satisfeita, porque não havia meio de negar nada a outra mulher. Então, embora a sua pergunta revelasse um tom repreensivo, os movimentos dos seus quadris falavam o contrário.
– Eu não consigo parar. Você é meu vício. – a loira a pegara com os lábios nos seus, e enquanto isso, ela murmurava por entre beijos. – Minha doce maldição.
– Hmm. Não diga – a morena respondia enquanto se tentava desviar daqueles beijos que a impediam de falar. – isso – uma língua adentrou a sua cavidade bocal sem piedade. Ela batalhou contra aquelas investidas, e mordeu-lhe levemente o lábio. – nem a brincar. – conseguiu concluir finalmente.
– Não, você é meu presente. – Emma sorriu calorosamente para a morena. – Meu futuro. – ela acrescentou com um roçar de nariz, em jeito de beijinho de esquimó. – Minha bênção e meu tudo. – e os lábios, assim como dois polos de forças opostas se atraem, voltaram a unir-se como íman fechando-se um sobre o outro.
A luz do amanhecer rompeu forte e grandiosa pelo aposento real, finalmente preenchendo por completo o quarto com o brilho de um novo dia. Da mesma forma que o ventre materno daquela terra, agora fértil e vigoroso, abrigava e preenchia cada pedaço de solo e mar da Terra Encantada, outro lugar íntimo e precioso se ajustava à sua nova função.
A reabilitação estava concluída, e com isso, se havia atingido a tão almejada redenção naquele quarto. E como derradeira consequência disso, algo extraordinário acontecia. Através do ouvido esquerdo que a mulher de mechas loiras agora descansava sobre o abdómen macio e quente da morena, pode-se sentir um leve, fraco, e delicado palpitar.
Emma levantou o olhar para poder olhar para Regina novamente, e a morena apenas sorriu, levando uma mão aos caracóis loiros da mulher sobre si para afagá-los. Um misto de agitação, confusão e ansiedade estava espelhado no rosto da loira. Ela ergueu uma sobrancelha em dúvida, mas antes que pudesse abrir a boca, a outra se antecipou.
– Sim, eu também estou sentindo. – ela apenas respondeu, e levou a outra mão até ao seu próprio abdómen, deixando-a descansar junto ao ouvido da loira.
Emma não estava certa de compreender o que acabava de acontecer ali, mas o olhar enternecido no rosto da morena e a sensação de paz e renascimento que jazia sobre elas, a fez sorrir maravilhada.
O produto de algo formidável se criava, outra vez. Fora concebido durante aquele recomeço esplendoroso em que as duas mulheres se amaram até perder a conta das vezes. Durante todo o processo de recuperação e cura daquela terra, elas as duas haviam produzido a magia mais poderosa de todas, o Amor. E com isso, concebido e gerado a criança predestinada a manter todos os Finais Felizes, geração atrás de geração, num ciclo que apenas se abre e se volta a fechar em torno de si mesmo.
Notas finais
Até à próxima!!!
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