Finally found you
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Meus músculos estavam quase em chamas. Matei dois lobos que estavam em cima de mim, e pus as mãos no chão enfiando os dedos na terra e respirando fundo. Nunca estive tão perto de perder o controle. Podia sentir o lobo cada vez mais perto. Só me transformei duas vezes desde que me liberei meu lado lobisomem, mas sabia reconhecer quando estava vindo. Ver Caroline sendo atacada daquele jeito libertou uma fúria em mim que estava sobre controle a anos.
O nome dela pareceu fazer meu coração apertar, e ergui os olhos me forçando a levantar.
Nunca foi tão difícil, e tão necessário controlar a besta que rugia dentro do meu peito. Mas ela precisava de mim. Mais lobos surgiram, notei Marcel ao meu lado.
― Vá até ela. Eu cuido deles.
Ele tocou meu braço e se virou para os lobos. Havia um milhão de coisas que eu queria dizer a ele nesse momento. Criei Marcel como um filho, brigamos muitas vezes e outras eu quase o matei, mas ele era meu companheiro de armas, como Elijah. E simplesmente o deixei ir sem dizer nada.
Fui em direção a Caroline e me ajoelhei ao seu lado já mordendo o pulso.
Ela estava gelada, a respiração era muito superficial e eu quase não podia ouvir seu coração batendo.
Coloquei meu pulso em sua boca.
― Vamos lá sweetheart, beba...
Minha voz soou entrecortada e suplicante.
Mas ela não estava bebendo.
Meu sangue escorria pelos lados da sua boca e sua pele estava cada vez mais pálida.
― Vamos lá Caroline, por favor, beba...
Levei meu braço e mordi diversas vezes fazendo o sangue pingar initerruptamente e pus em sua boca de novo.
Mas ela não reagiu continuava imóvel e cada vez mais fria.
O ar se prendeu em minha garganta. Senti meus olhos arderem e meu peito comprimir tão forte que tive que me curvar para suportar a dor.
Eu era a criatura mais forte do mundo. O híbrido original, que não podia ser morto. Mas isso não significava nada agora. Eu podia ver a vida escapando de seu corpo frágil, e não havia nada que eu pudesse fazer.
Eu já havia morrido com a estaca de carvalho branco, já tive meu corpo dissecado, e já havia sido torturado por meu pai. Mas nada se comparava a dor de vê-la morrendo em meus braços.
Abracei seu corpo frio e enterrei meu rosto em seus cabelos tentando sentir cheiro e gravá-lo a ferro em minha memória.
― Não Caroline! Por favor, eu amo você... Eu amo você! Não me deixe! Eu não posso ser melhor sem você!
Minhas palavras saiam entrecortadas por soluços. Eu podia ouvir ganidos dolorosos dos lobos, mas não conseguia levantar a cabeça para ver o que estava acontecendo.
― Klaus? Ela está...
A voz de Marcel soou distante, quase como se eu estivesse no fundo de um lago. Tudo que eu podia sentir era o corpo dela em meus braços.
Nada podia me alcançar agora. Nada. A não ser...
Afastei seu corpo de mim e olhei seu rosto. Ouvi um som abafado passando por seus lábios e sua testa se contraiu.
Meu coração batia tão rápido contra o peito, que acho que qualquer pessoa perto de mim poderia ouvir.
Seus olhos se abriram lentamente e seus lindos olhos azuis se fixaram em mim, depois me deu um pequeno sorriso cansado.
― Eu precisei estar morrendo para você dizer que me ama?
Sua voz era quase um sussurro. E eu estava tão feliz que mal conseguia encontra palavras para responder. Abracei-a com força, como se pudesse protege-la com meu próprio corpo.
― Temos que leva-la para dentro Klaus. Davina está aqui e vão fazer o ritual para recuperar o outro lado.
Marcel pós a mão em meu ombro. Levantei Caroline nos braços e fui em direção a casa. Ela parecia tão leve e frágil que tive medo de machuca-la.
Assim que pus os pés dentro de casa e os amigos dela a viram, correram para cima de nós.
― O que houve? Ela está bem?
Elena puxou sua mão e segurou.
― Ela vai ficar bem.
Respondi mais rispidamente do que eu gostaria e a carreguei para cima.
Marcel trouxe várias bolsas de sangue para nós. Coloquei-a gentilmente na cama, mas ela passou os braços em meu pescoço.
― Fique aqui comigo!
― Eu não vou a lugar nenhum.
Sentei na cama e a aninhei em meu colo.
― Como está Hanna? Eles conseguiram entrar na casa?
Perguntei olhando para todos. Eu precisava saber que ambas estavam bem e seguras. Rebekah estava na porta olhando preocupada para Caroline e me deu um sorriso tranquilizador.
― Hanna está ótima. Conseguiu dormir agora a pouco.
Suspirei aliviado e puxei uma bolsa de sangue dando a Caroline. Ele pegou da minha mão e bebeu, mas parecia fraca.
― Vou lá para baixo, ver do que as meninas precisam para o feitiço Klaus.
Ergui meus olhos para ele, e acenei.
― Obrigada por estar aqui Marcel.
― E onde mais eu estaria?
Ele deu um sorriso para nós e saiu. Notei os olhos de Rebekah o seguindo quando ele passou. E no fundo senti um pouco de remorso por ter impedido tanto eles dois de ficarem juntos.
― Talvez você devia ajuda-lo Bekah.
Ela olhou para mim como se tentasse entender o que eu queria dizer, e por fim sorriu e o seguiu.
Caroline bebeu mais duas bolsas de sangue e notei que seu efeito era imediato. Seu rosto ia voltando a cor normal e ela parecia se fortalecer e precisar menos se apoiar em mim.
Elena estava sentada ao nosso lado e olhava para ela com o semblante preocupado.
― Ela vai ficar bem. Vou cuidar dela.
Elena olhou para mim quando eu disse isso. E pela primeira vez eu não vi raiva ou ressentimento em seus olhos. Ela parecia quase aliviada.
― Eu sei que vai.
Ela me deu um pequeno sorriso e se levantou.
― Vamos ver a Bonnie. As meninas vão fazer o feitiço.
Todos saíram do quarto e finalmente ficamos sozinhos.
Acariciei lentamente seus cabelos, ela estava tão calada que pensei que já estivesse dormindo.
― Bom... Ninguém pode dizer que nossa vida não tem emoção.
Ela falou baixo e com um sorriso na voz.
― Mas pelo lado bom, você disse que me amava, o que valeu eu quase ter morrido por causa daqueles lobos.
Estremeci um pouco com a lembrança e ergui seu rosto devagar dando um beijo leve em seus lábios.
― Eu amo você.
Seu sorriso foi brilhante agora. Quase como se eu tivesse dado o melhor presente do mundo. Eu me senti estranho com isso. O amor de uma pessoa que mal sabia o que significava isso não devia ser o bastante para ninguém, muito menos para ela.
― Mas o amor de um vilão não é nada Caroline.
Ele se sentou no meu colo e pois as mãos dos lados do meu rosto.
― O amor de um vilão é muito Klaus. Porque é raro. E é tudo que eu quero e preciso.
Depois me beijou. Seus lábios estavam macios e tinham gosto de sangue, mas isso só fez seu beijo ficar ainda mais doce. Entrelacei os dedos em seus cabelos e aprofundei o beijo, passando a língua por seus lábios. E puxando-a pela cintura colando seu corpo no meu. Pude sentir meu corpo inteiro reagir a ela, meu corpo inteiro se arrepiou e afastei meu rosto respirando.
― Tudo bem?
Ele perguntou beijando meu rosto.
― Tudo, só acho que devemos parar por aqui.
Ela deu uma risadinha e se movimentou no meu colo me fazendo serrar os dentes.
― Caroline!
Ela jogou a cabeça para trás e quase gargalhou, ao mesmo tempo que Stefan entrou no quarto sorrindo, e parou quando viu eu me ajeitando e me afastando um pouco dela.
― Ah... As meninas fizeram o feitiço, Bonnie está lá embaixo e... Está tudo bem.
Caroline fez menção de se levantar mas a puxei de volta. Minhas roupas estavam rasgadas e minha ereção estava visível o suficiente para não deixar muito para imaginação do Stefan.
― Vou deixar vocês descansarem um pouco.
Stefan saiu e bateu a porta e ela finalmente se levantou.
― Vou lá embaixo dar uma olhada na Bonnie e já volto.
Ela me deu um selinho e se levantou.
Levantei da cama e fui até o quarto de Hanna. A porta estava entreaberta e Hayley estava sentada numa poltrona perto do berço. Elijah estava olhando para fora pela janela e ambos se levantaram quando me viram.
― Oh meu Deus! Você está bem?
Dei de ombros e me aproximei do berço. Hanna estava dormindo, sua respiração era regular e seu rosto estava levemente avermelhado. Senti meu coração se aquecer ao ver minha filha ali, tranquila e segura.
― Você está bem?
Me virei para os dois que estavam lado a lado.
― Porque eu não estaria?
― Você está coberto de sangue!
Olhei para baixo e vi que ela estava certa. Dei de ombros.
― A maioria não é meu.
Elijah deu um sorriso aliviado.
― Que bom que você está bem irmão.
Bati em seu ombro e saiu do quarto para tomar um banho e tirar todo aquele sangue para parecer menos macabro.
Entrei no quarto e fui direto para o chuveiro. Joguei as roupas rasgadas no canto e liguei a ducha deixando a água escorrer por meu corpo.
Ouvi a porta bater alguns minutos depois e Caroline entrou no banheiro. Olhei para ela sorrindo e ela começou a tirar a camiseta pelo pescoço. Meus olhos percorreram seu corpo, e ela sorriu.
― Bonnie está bem. Todos estão bem.
Quando ela terminou de tirar a roupa, abriu a porta do box e se juntou a mim no chuveiro. Meu pênis já estava totalmente ereto e minha respiração era ofegante e superficial. Ela pegou o sabonete em liquido e derramou uma quantidade generosa nas mãos.
― Precisamos tirar todo esse sangue de você não acha?
Ela esfregou as mãos uma na outra para fazer espuma depois começou a ensaboar meu peito, muito devagar, me provocando. Seus olhos tinham uma malícia que me deixava louco tentei tocar nela mais ela se afastou.
― Tem que ficar quieto, e deixar eu limpar você.
Deixei as mãos caírem ao lado do corpo. Ela começou a esfregar meus braços e pescoço. Eu sentia minha ereção puxar quase dolorosamente. Depois ela começou a descer a mão por minha cintura, suas mãos envolveram meu pênis e pressionaram, um gemido escapou por meus lábios.
Ela aproximou os lábios dos meus e mordeu devagar.
― Preciso limpar ele também.
Suas mãos começaram a subir e descer em mim. Apreciei seu corpo devagar, suas curvas delicadas, os quadris redondos e expostos, os seios empinados e perfeitos. Me inclinei para ele e dei uma pequena mordida em seu mamilo, ela arqueou as costas e me apertou com mais força. Suguei seu mamilo, enquanto minha mão se ergueu e acariciei lentamente o outro.
Ela me masturbava rápido agora e meu corpo se inclinou para ela. Levantei o rosto e procurei seus lábios e a beijei com ferocidade e desejo e correspondia igualmente envolvida pelo desejo e a empurrei contra a parede, ela soltou meu pênis e me agarrou pelos ombros envolvendo suas pernas em minha cintura.
Posicionei meu pênis em sua abertura quente e a penetrei com um único movimento rápido e fundo. Ela tombou a cabeça para trás e gemeu. Colei sua boca na minha para abafar o barulho. Eu nunca tinha sido possessivo antes, mas não gostava nada da ideia de outros homens ouvindo minha mulher gemer.
― Você se encaixa tão bem em mim. Como se seu corpo tivesse sido feito para mim...
Meu desejo por ela era tão intenso que eu não conseguia pensar em nada, a não ser estar mais fundo nela e me perder em suas curvas.
Aumentei o ritmo ouvindo nossos corpos se chorarem, e senti ela se contrair em volta de mim, seu corpo estremecia violentamente, ela se inclinou para mim e cravou os dentes no meu ombro. Enterrei o rosto em seu pescoço para abafar os gemidos, senti seu corpo ficar tenso e depois relaxar em meus braços em quanto ela se perdia nas ondas de seu clímax. E então comecei a buscar aquilo que eu precisava, mais forte e mais rápido, quase desesperadamente. O clímax começou a rasgar através do meu corpo, puxei suas pernas para mim. Fechei os olhos e deixei que a onda me tomasse. Minhas últimas estocadas foram profundas e fortes, e eu me derramei dentro dela.
Ficamos abraçados por algum tempo. Ela acariciava meus cabelos, e eu beijava seu ombro e pescoço. Depois a coloquei de pé e a puxei para baixo do chuveiro eu ainda estava coberto de espuma e ela precisava tomar um banho e tirar o resto de sangue do corpo.
Algum tempo depois saímos do chuveiro, e nos secamos juntos. Ela passava a toalha por meu corpo, enquanto eu secava seu cabelo. Aquilo parecia tão trivial e simples, mas era tudo que eu precisava depois do que houve hoje.
Sorri para ela e beijei seus lábios.
― Será que eles ouviram?
Ela me perguntou enquanto vestia uma calça.
― Será que alguém não ouviu?
Provoquei terminando de vestir a camisa. Ela bateu seu cotovelo em minhas costelas e eu sorri.
― Vamos descer.
Entrelacei os dedos nos delas e descemos.
Quase todos já estavam nos quartos. Só Kol e Damon ainda estavam lá embaixo bebendo Wisque.
Me servi de uma dose e nos sentamos no sofá.
― E então, porque vocês não estão descansando?
Kol reviram os olhos e Damon deu uma risada irônica.
― Porque o barulho te vocês dois se pegando no chuveiro fica menos acentuado aqui embaixo.
Caroline jogou uma almofada nele, mas ele aparou no ar e jogou de lado. Kol parecia pensativo, o que era no mínimo surpreendente. Kol raramente se preocupava ou pensava muito em alguma coisa.
― Está tudo bem Kol?
Ele demorou um pouco para me olhar nos olhos.
― Depois de uma noite tão divertida, acho que já chega para mim.
Depois colocou o copo de Wisque na mesa e se levantou. Dei de ombros. Se ele quisesse falar, falaria.
Abracei os ombros de Caroline e beijei sua cabeça.
― Tudo bem. Meloso demais para mim. Vou subir.
Ele começou a sair depois olhou por cima do ombro.
― Que bom que você não virou um brinquedo de morder para os lobos loirinha.
Depois subiu as escadas.
― Só para você saber, isso é o jeito do vilão dizer que está feliz que você está bem.
Ela deu um beijo em minha bochecha, e sorriu. Parecia que finalmente aquele dia terrível tinha acabado e a mulher estava feliz e segura em meus braços.
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