Finally found you
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Bonnie estava sentada entre mim e Elena. Parecia extremamente cansada. O restante de nós estavam apenas nós entreolhando num silêncio opressor. Cada um considerando o peso do que estava por vir. Kol tinha sumido algum tempo atrás sem dizer para onde ia, mas éramos vampiros. Tínhamos uma ideia muito boa do que ele iria fazer.
Damon se levantou depois de um tempo.
― Detesto ser o portador de noticias ruins. Mas o que vamos fazer? Não preciso ser um gênio para saber que milhares de seres sobrenaturais voltando dos mortos não é nada bom.
― E o que nós podemos fazer? ― Stefan mexia as mãos nervosamente ― Se o outro lado está desmoronando, não podemos concertar, já que a bruxa que o fez está morta.
Klaus olhava pela janela a um canto, sua expressão estava carregada. Não tinha nem olhado para mim desde que chegou. Podia ver seu maxilar contraído, ele não ficava a vontade conosco. Depois se virou e veio até nós com os punhos serrados.
― Por mais que você não queiram ouvir isso, têm um jeito de parar.
Bonnie apertou minha mão com força e seus lábios formaram uma linha fina.
― O que mantêm o outro lado inteiro é ancora. Se não tiver mais ancora...
― ... O outro lado desaparece.
Damon completou o que ele disse. Mentes malignas pensam juntas afinal.
― Nem pensar!
Eu e Elena gritamos quase ao mesmo tempo. Elena os encarava com a testa vincada, seus lábios quase tremiam.
― Isso não é uma opção ninguém vai machucar Bonnie.
― Vocês queriam uma solução ― Klaus deu de ombros e voltou para o canto ― E agora têm uma.
Stefan se levantou e ficou protetoramente em nossa frente.
Me sentia gelada por dentro. Estava preocupada com Bonnie, e com tudo que poderia acontecer. E ver Klaus tão frio e mal, era como ter garras bem afiadas pressionando meu coração.
Ouvimos a porta da frente se abrir e Marcel e Kol entarram. Os olhos de Rebekah se iluminaram automaticamente.
― Vocês parecem meios tensos.
Kol se jogou em uma poltrona e Marcel se juntou a Klaus sem dizer nada.
― Isso é o motivo pelo qual eu sempre detestei reuniões de família!
Kol parecia tão feliz e relaxado, como se nada estivesse acontecendo. Mas quando se está morto e consegue voltar a vida, com certeza isso melhora seu humor.
― Estamos tentando decidir o que fazer sobre esse... problema.
Klaus finalmente olhou para mim. Seu rosto estava duro, mas os olhos pareciam com muita raiva, e extremamente magoados. Ele estava tentando mudar, eu sentia isso. E por mais que matar pessoas fosse horrível eu provavelmente tinha sido muito dura com ele. Tentei dizer alguma coisa, mas minha boca estava seca, senti as lágrimas encherem meus olhos.
Ninguém falava nada. Até os sons de nossas respiração era superficial e baixa. Seria possível ouvir o barulho de um alfinete caindo no chão. Até no jardim da casa. O vento não soprava, parecia o ar dentro de uma garrafa. A calmaria antes da tempestade.
No inicio o barulho era distante, e nem nos importamos em saber do que se tratava. Mas em apenas alguns segundos podíamos ouvir passos pesados ao redor da casa, todos erguemos a cabeça ao mesmo tempo. Vários rosnados irromperam de muitas direções. Klaus e Marcel se entreolharam alarmados.
― Eles estão aqui.
A voz de Marcel soou tão baixa quase um murmurou, e mesmo assim teve o poder de enviar arrepios por todo meu corpo. Não sabia exatamente quem eram eles, mas tinha certeza que não eram amigos.
Klaus veio em minha direção e me puxou do sofá.
― Mas não é lua cheia. Como é possível?
Marcel olhou pela janela um tempo.
― Bruxas.
― Por onde quer que vá, sempre fazendo amigos não é irmão?
O sorriso de Kol tinha sumido do seu rosto.
― Suba Rebekah. Fique com Elijah e Hannah lá em cima.
Rebekah correu pelas escadas, seus olhos estavam arregalados e muito assustados.
Os rosnaram aumentaram e ficaram cada vez mais próximos. Senti um aperto no peito olhando cada rosto amigo na sala. Podia sentir que o que estava vindo queria nosso sangue, e eu não podia suportar a ideia de nenhuma das pessoas que eu amava se machucasse.
― Podemos enfrentá-los.
Marcel estava ao lado de Klaus. Ombro a ombro, seu corpo estava tensionado e pronto para batalha. Vi Damon e Stefan trocarem olhares nervosos e depois olharam para Elena ao mesmo tempo, com os mesmo olhares preocupados.
― Vocês não podem. Não vão se curar a tempo, eles podem estraçalhar vocês...
Kol sacudiu os braços e levantou da cadeira.
― Eu pego os da esquerda e você os da direita?
Os lábios de Klaus se mexeram um pouco tentando formar um sorriso mas sem sucesso.
― Você vai ficar com uma tarefa bem mais divertida Kol. Ficar aqui e garantir que nada chegue perto da Caroline. Eu vou lá para fora.
Suas palavras antigiram minha consciência aos poucos, enquanto tentava processar tudo que estava por vir. O alvo deles era Klaus e muito provavelmente Hanna. Dois originais estavam lá tomando conta dela e isso tirou um pouco do peso no meu peito. Era improvável que qualquer coisa passasse por Elijah e Rebekah.
Os lobisomens tinham vantagem sobre nós pois sua mordida era letal, logo não podíamos enfrentá-los numa luta direta. A não ser os vampiros originais. Kol iria ficar para me proteger, e Klaus... iria lutar sozinho.
― Não!
O grito escapou por entre meus lábios e me atirei contra ele passando meus braços ao redor dele e enterrando a cabeça em seu peito.
― Você não pode ir lá sozinho, é perigoso demais.
Ele respirou varias vezes até que finalmente passou a mão por meus cabelos e beijou minha testa.
― Bom... Eu sou um pouco difícil de matar, amor.
Balancei a cabeça freneticamente. De todos nós, era ele que eles mais queriam, e não iam medir esforços para conseguir destruí-lo.
― Não vá... Por favor. Leve Kol com você, posso cuidar de mim.
― Não posso deixar que se machuque amor.
Ele tentou afastar meus braços, mas eu resisti e forcei meus braços mais ainda.
― Marcel.
Ele falou baixo, e senti os braços de Marcel apertarem meus braços na altura dos ombros e me puxarem com toda força para trás, lutei com ele e várias lágrimas escaparam por meu rosto.
E num instante ele tinha ido. Pude ouvir o barulho quase no segundo em que ele saiu, vários corpos se chocando, os rosnados ainda mais altos. Tentei me desvencilhar dos braços de Marcel, mas eles pareciam com barras de ferro.
Olhei em volta para todos os rostos, com feições diferentes mas todas representavam medo e determinação.
A luta lá fora continuava. E agora um cheiro de sangue se espalhava pela sala de forma macabra e doentia. Meu corpo inteiro tremia, não era frio, era como se um pedaço do meu coração estivesse do lado de fora do corpo.
Bonnie caiu de joelho no chão e vi seus olhos revirarem nas orbitas, e caiu molemente, tentei ir até ela mas Marcel me puxou para trás.
Varias sombras se ergueram do corpo de Bonnie. Nos afastamos quase ao mesmo tempo.
As sombras tomaram forma e em pouco tempo eram pessoas estranhas nos encarando. Eles rosnaram para nós e se jogaram para frente. No instante em que o primeiro osso se quebrou percebi o que estava acontecendo, eles estavam se transformando.
Kol, Damon e Stefan avançaram quase no mesmo instante e quebraram os pescoços deles antes que eles terminassem de se transformar.
Minha respiração saia rápida da garganta, olhei Bonnie no chão, e ouvi os baralho de luta lá fora. Me senti impotente para defende-los.
Outras sombras surgiram em volta de Bonnie e eles recuaram.
― O que está acontecendo?
Stefan olhou para Elena por cima do ombro.
― O outro lado esta desmoronando. Eles não vão ficar lá.
A verdade caiu sobre nós como um manto negro e escuro que nos cobriu de desespero. Não importava quantas vezes os matássemos, nem quantas vezes Klaus os matassem. O outro lado tinha se desfeito, eles sempre voltariam.
― Como paramos?
Damon ficou bem na frente de Elena e perguntou a ninguém em especial.
Ouvi Marcel falar algo e tive que me esforçar para ouvir.
― Davina.
Fale com o autor