Finally found you
41 Capítulo 14 – Season 2
Notas iniciais
Klaus
O silêncio acompanhou nossa caminhada de volta para casa, sendo interrompido apenas por alguns soluços as minhas costas que eu não sabia identificar de quem era e a inquietação do bebê em meus braços.
Ele estava assustado e talvez com fome, aprecei os passos cada vez mais querendo chegar em casa e sentir um pouco de conforto ante a presença das pessoas que eu amava.
Assim que passamos pela porta meus olhos a procuraram e soltei um suspiro de alívio, ao mesmo tempo que uma lágrima escorria por seu rosto ao ver meu filho em meus braços, então procurei Kol e meu coração se contraiu dolorosamente ao vê-lo sentando no chão com o rosto entre as mãos e banhado de lágrimas.
― Eu sinto muito irmão, não pude protegê-la.
Falei para Kol que se levantou e veio cambaleando até Elijah, assim que chegou perto seu peito estremeceu de pesar e ele a pegou dos braços de Elijah apertando-a contra o peito.
― O que podemos fazer?
Perguntou Hayley tocando seu braço, mas ele deu um aceno negativo com a cabeça e saiu com passos trôpegos pela porta com ela nos braços, fechei meus olhos e respirei fundo sentindo o pesar do meu irmão.
― Melhor irmos também, ele vai precisar de nós.
Falou Elijah colocando a mão no meu ombro e eu acenei vendo-os sair aos poucos.
Então meus olhos se voltaram de novo para Caroline.
― Eu posso ficar aqui pai?
Perguntou-me Hanna enxugando uma lágrima do rosto e eu acenei para ela sorrindo.
― Aqui é sua casa também.
Concordei e ela subiu para o quarto, sendo seguida por Stefan, Damon, Elena e Bonnie. Elas sorriam para Caroline quando passaram, mas entenderam que esse momento era muito importante para nós.
Então demos um passo na direção um do outro ao mesmo tempo, não podíamos nos abraçar pois estávamos ambos com nossos bebês nos braços, então encostamos nossas testas e fechamos os olhos.
― Vocês estão em casa.
Sussurrou ela e eu sorri ainda de olhos fechados.
― Eu disse que voltaria logo com nosso filho.
Então ela afastou um pouco a cabeça e me beijou, um simples roçar de lábios, mas que estava carregado de significado. Amor, felicidade, preocupação, dor.
― Melhor levarmos eles para cima.
Falei a ela que concordou então subimos para o quarto dos gêmeos, eu vesti o bebê e lhe dei uma mamadeira, enquanto Caroline nos observava de uma das cadeiras de balanço. Assim que terminei me juntei a ela na outra. Nossos olhares se dividiam entre nossos bebês que agora dormiam tranqüilos em nossos braços.
Seguros. Como deveria ter sido desde o começo.
― Não escolhemos os nomes.
Falou ela olhando para mim e eu concordei. Analisando seus rostos.
Então dei um beijo na cabecinha do bebê que estava em meu colo.
― James. Significa o vitorioso. Ele passou por um perigo nos seus primeiros dias de vida que muitos seres não conhecem durante toda a sua vida.
Conclui olhando para Caroline que me sorria em meio a algumas lágrimas que se acumulavam no canto de seus olhos.
― Ethan. ― Disse ela também beijando a cabecinha do nosso filho em seus braços. ― Significa o forte. Nosso pequeno foi nossa força durante esses dias e nos manteve no lugar para continuar.
Falou ela e eu sorri também.
James e Ethan. Pequenos milagres que eu não esperei ter, mas que me eram inestimáveis.
Antes de Hanna eu não cogitei ser pai, mas o fui mesmo assim e dei o melhor de mim. Agora parecia que meu coração tinha triplicado de tamanho e eu sabia que faria por meus filhos tudo que eu pudesse. Eu seria o melhor que eu pudesse. Pois aqueles fios de esperanças em meio a tanta escuridão mereciam isso de mim.
Eu e Caroline ficamos muito tempo com nossos bebês no colo contemplando seu sono, mas depois resolvemos colocá-los no berço. Assim que o fizemos, fomos no berço do outro dar um beijo de boa noite e ainda assim ficamos sorrindo olhando para eles.
Então Caroline esticou a mão e segurou a minha, senti uma descarga de adrenalina subir por meu corpo e a puxei para meus braços aperto-a junto a mim o mais forte que consegui, ela segurou minha nuca e puxou meu rosto para o dela então eu a beijei, sugando seus lábios com vontade, querendo sentir o calor do seu corpo, depois de tantas noites de angústia que passamos, eu queria apenas abraçar e beijar minha mulher por horas e horas.
Hanna
Pulei a janela do meu quarto o mais silenciosamente que consegui. A casa estava silenciosa e todos pareciam estar dormindo. Então eu disparei para a cabana, sentindo meu desejo de ver Zac me impulsionar para frente fazendo-me correr cada vez mais rápido.
Quando cheguei empurrei a porta e vi que o fogo já tinha quase se apagado e Zac tremia violentamente enrolando no chão.
― Sinto muito!
Falei correndo para pegar lenha e reacender o fogo, depois voltei para ele e o abracei por cima das cobertas tentando aquecê-lo. Zac estava pálido e seu suor gelado fazia o cabelo grudar no rosto.
― Eu ficaria feliz em te ver se conseguisse abrir os olhos.
Falou ele muito baixo e com a voz quebradiça.
E aquilo me deixou ainda mais assustada. Se não desse certo eu não teria tempo de tentar outra coisa.
― Zac, eu descobri algo, que pode fazer você melhorar.
Falei enquanto os tremores do corpo dele diminuíam, então eu o fiz erguer a cabeça com dificuldade e mordi meu pulso colocando-o na frente de seu rosto.
― Beba.
Falei a ele, então suas pálpebras tremularam um pouco e se abriram.
― Isso não vai funcionar Hanna, seu sangue só pode curar humanos.
Falou ele fechando novamente os olhos, até aquele pequeno esforço parecia ter exaurido cada grama de força que ele ainda tinha.
― Não Zac, sangue de híbrido pode curar você, curar a ferida de lobisomem. Só... tente. Por favor...
As palavras saíram um pouco desesperadas e não pude evitar de uma lágrima escorrer por meu rosto. Por três dias eu vi Zac piorar a cada dia, e o medo de perdê-lo estava me consumindo. Eu não podia perdê-lo. Então coloquei o pulso sem sua boca.
― Beba Zac, não posso viver sem você.
Supliquei a ele, então ele abriu seus olhos novamente me olhando por alguns segundo que pareceram se arrastar, então ele movimentou o lábio em meu pulso e tomou um gole fraco. Eu não sabia o quanto seria suficiente mas disposta a tentar qualquer coisa.
― Mais. Você está muito fraco.
Falei então ele puxou um gole mais longo dessa vez e piscou algumas vezes então sua mão segurou meu pulso e apertou mais perto da boca enquanto ele sugava novamente.
A melhora era visível. Seu rosto está recuperando a cor e ele já não respirava com dificuldade. A alegria irrompeu em mim e eu sorri por entre as lágrimas, então ele soltou meu pulso e se sentou. Algo que ele já não conseguia fazer.
― Como você se sente?
Perguntei e então ele me olhou de novo e nesse segundo vi seus olhos escurecerem um pouco, alguns veias se tornaram visíveis ao redor dos seus olhos e eu via as presas aparecendo por entre seus dentes.
― Eu... não sei.
Eu já tinha visto aquilo. No meu pai. Em mim mesma. Zac era um híbrido.
Eu levei a mão a boca. Ele morreu com meu sangue no organismo, e esteve em transição, mas ele precisava do meu sangue para completá-la. A resposta esteve ali o tempo todo e nenhum de nós a viu.
Mas ele estava bem.
Constatei arrancando sua camisa para ver se o ferimento tinha sumido. E não havia mais nada lá. Apenas seu abdômen liso e sem sequer uma cicatriz.
Então eu avancei para cima dele e o abracei com força e beijei seu rosto.
― Você está bem, você está bem...
Eu podia cantar aquilo e ele me abraçava de volta sorrindo.
― Somos oficialmente o casal mais estranho que conheço.
Resmungou ele ao meu ouvido e ouvir sua voz normal de novo me encheu ainda mais de alegria.
― Você é o cara mais estranho que eu conheço. Mas amo você mesmo assim.
Falei segurando seu rosto.
― E eu amo você Hanna. Mais do que eu entendo.
Ele me beijou e eu senti que poderia flutuar de alegria ao senti-lo em meus braços. Os lábios de Zac eram quentes e exigentes, mas se movimentavam devagar de encontro aos meus. Eu senti de novo um calor se espalhar pelo meu corpo, desde a ponta dos pés até a raiz dos cabelos. Eu sentia que Zac invadia cada pedacinho do meu corpo e apagava cada pensamento, deixando-me apenas com seu corpo e a sensação dele contra mim.
Ele abraçou minha cintura e me puxou para mais perto, nosso beijo foi se tornando mais intenso, nossa bocas pareciam querer mais, querer sentir mais um do outro. Então ele me empurrou e eu não resisti sentindo seu corpo quente se estender sobre mim.
E eu desejava aquilo, desejava mais contanto, Zac pareceu ler meus pensamentos pois suas mãos quentes me suspenderam um pouco a camiseta e ele tocou a pele nua da minha barriga, aquilo fez meu corpo inteiro se arrepiar e eu puxei seu rosto, aprofundando minha boca na dele sentindo sua língua tocar a minha me intoxicando com seu gosto.
Então ele se ergueu um pouco e puxou a blusa por minha cabeça, eu pensei que sentiria vergonha numa situação assim. Mas eu não senti. Seus olhos estavam cheios de amor e admiração e eu me senti única e perfeita a seus olhos.
Então ele voltou a me beijar e subiu a mão por meu estômago até chegar a meus seios. Seu toque foi gentil, apenas o contato de sua palma na minha pele, mas isso me fez arder ainda mais e eu afastei um pouco para respirar.
Então ele começou a beijar meu pescoço e baixou a alça do sutiã enquanto espalhava beijos por minha pele, eu mordi o lábio e um suspiro maravilhado escapou por meus lábios, então Zac desabotoou meu sutiã e passou a beijar meus seios. Bem de leve, mal os tocando. Mas a sensação era abrasadora.
Zac ergueu um pouco a cabeça e eu vi a ternura sendo substituída por desejo em seus olhos.
― Se quiser parar é só pedir Hanna. A qualquer momento.
Disse ele ao que eu acenei concordando. Mas eu estava muito longe de querer parar.
― Não pare, por favor.
Eu pensei ter ouvido um gemido no fundo de sua garganta, quando ele desceu as mãos por minhas pernas tirando a calça, depois a calcinha. Então eu estava completamente nua sob seu olhar. E novamente eu não me envergonhei, os olhos de Zac queimavam nos meus e eu não pensava em mais nada que não fosse nós dois e aquele momento.
A luz da lareira lançava sombras sobre ele enquanto ele desabotoava a calça e voltava para me abraçar e beijar meu pescoço.
Eu segurei seus ombros e acariciei seus cabelos, mas não tinha idéia do que fazer.
Só que ele não me deixou pensar por muito tempo, pois voltou a me beijar, roçando seus dentes no meu lábio inferior e eu ofeguei enquanto ele continuava a acariciar meu corpo bem devagar, sem pressa. Acontece que eu tinha pressa. Eu queria sentir ainda mais de Zac.
― Zac, eu quero você...
Falei em seu ouvido, então ele ergueu o olhar e beijou o canto da minha boca.
― Tem certeza?
Perguntou ele e eu me agarrei em seus ombros.
― Tenho certeza de você Zac, e isso é tudo que importa.
Falei então ele me beijou e senti suas pernas afastarem um pouco as minhas, e ele aproximar seu membro rígido de mim e penetrar um pouco. Senti um leve incomodo, mas eu não queria parar, então me movi discretamente em sua direção, então ele separou os lábios de mim e me olhou nos olhos.
― Se estiver doendo você me diz tudo bem?
Eu apenas concordei pois duvidei da minha capacidade de falar, então ele ganhou um pouco mais de espaço dentro de mim, a ardência se intensificou um pouco e eu fechei os olhos.
― Tudo bem?
Perguntou ele tocando meu rosto.
― Sim, continue, por favor.
Eu praticamente implorei então Zac empurrou o quadril em minha direção e eu o senti completamente dentro de mim, uma pontada de dor me fez estremecer. Mas a sensação de ser preenchida por ele era esplêndida. Ele parou os movimentos e respirava pesadamente em meu ombro. Estava com medo de me machucar. Então eu me movimentei um pouco contra ele, Zac gemeu e me acompanhou.
― Hanna... É bom demais... Você é perfeita.
Gemia ele em meu ouvido enquanto nós dois encontrávamos nosso ritmo, ele ergueu minhas mãos para cima da cabeça e entrelaçou nossos dedos.
― Minha Hanna.
Disse ele mordendo o lóbulo da minha orelha, e eu já não sentia mais dor. Apenas a sensação de união ao tê-lo dentro de mim. O calor de seu corpo colado ao meu, o som de seus batimentos misturados aos meus.
Eu estava conectada a Zac, meu coração e agora meu corpo. Eu queria ele, queria aquele momento. Todos os outros pareciam perder a importância ante a magnitude de estar tão singularmente unida a alguém.
Eu beijava seu pescoço e ombro sentindo um prazer intenso se formar em meu ventre, e eu me movimentava cada vez mais rápido buscando aquilo.
Então Zac puxou meu lábio inferior e senti seus dentes roçarem lentamente. Foi o que bastou para que eu explodisse num êxtase tão profundo e esplêndido que parecia que iria me partir ao meio. Os movimentos de Zac se intensificaram e num último movimento ele estremeceu violentamente contra mim gemendo também.
― Eu te amo, te amo, te amo...
Repetia ele enquanto eu o abraçava sentindo a conexão entre nós pulsar com aquele ato único.
Eu fechei meus olhos ainda nos braços de Zac sentindo-me exausta. O dia tinha sido um turbilhão de emoções. Salvar meu irmão, lutar com os lobos, perder Davina, curar Zac... Agora eu me sentia exausta, física e emocionalmente, tudo que eu desejava era me encolher em seus braços e dormir até o cansaço desaparecer.
Zac puxou o cobertor sobre nós e me abraçou.
― Eu devia ir para casa...
Falei, mas sem mover um músculo sequer para fazê-lo.
― Sim, devia mesmo.
Concordou Zac mas me apertou ainda mais em seus braços. Eu ia dizer alguma coisa a ele, mas não conseguia lembrar, por fim o cansaço me venceu e eu adormeci sentindo o calor do seu corpo me aquecer.
***
As nuvens de sono iam se dissipando aos poucos e eu sentia que tinha que acordar, mas não tinha nem um pouco de vontade de fazê-lo.
― Hanna!
A voz soou distante, porém familiar, e ela fez o sono dissipar um pouco e eu abri os olhos.
Zac ainda adormecido me abraçava e eu não sabia de onde tinha ouvido a voz.
Foi quando ouvi a madeira da varanda ranger e alguns passos em direção a porta.
A voz não tinha estado tão longe assim no fim das contas.
Fale com o autor