Finally found you
40 Capítulo 13 – Season 2
Notas iniciais
Caroline
Os braços das minhas amigas estavam em volta de mim, me passando força e tentando me acalmar, e eu estava tentando fazer isso, mas não conseguia, novas ondas de lágrimas faziam meu peito estremecer desesperadamente. Elena e Bonnie não diziam nada, apenas ficavam lá e me deixavam chorar.
Eu estava no quarto dos gêmeos, como estive nos últimos dois dias. Dois dias. Dois dias de medo e angustia, as conversas eram sussurradas pelos cantos da casa, o medo se insinuava até nós. E cada segundo parecia passar rápido demais, e trazer uma sentença terrível para todos nós.
A lua cheia seria hoje a noite. E se não a encontrássemos até lá, meu filho morreria. Mais soluços irromperam em meu peito ao pensar nisso. Era tudo terrível demais para que eu conseguisse lidar.
Antes de eu ser mãe eu pensei que poderia ser forte até nas piores circunstâncias. Mas eu não conseguia ser forte se era a vida dos meus filhos que estavam em jogo.
Hanna entrou no quarto com o bebê no colo. Ela o tinha levado para dar mamadeira, e ante meu estado de total desespero todos achavam que eu não podia fazer isso.
Me soltei das garotas e enxuguei o rosto indo até ela.
― Dê ele para mim Hanna.
Pedi com a voz rouca e ela o entregou, ele estava acordado, me olhou quando eu o segurei, então eu beijei sua testa sentindo seu cheirinho de bebê colocar um pouco de calma no caos que eu estava sentindo.
Elena e Bonnie sorriram um pouco ao ver um pouco de estabilidade em mim, enquanto eu embalava lentamente meu pequeno sabendo que ele dormiria logo. Sorri olhando para seu rosto. Apesar de se parecer comigo fisicamente, ele era o bebê mais calmo que eu já vi, ele gostava de observar tudo a sua volta e brincar com seus dedinhos quando se sentia seguro, e raramente chorava, a menos que estivesse com muita fome, o que quase nunca acontecia, pois ele estava sempre no colo de algum de nós.
― Nós sequer escolhemos seu nome...
Murmurei e Elena já ia abrir a boca para falar quando ouvimos uma agitação no andar de baixo. Eu o abracei mais forte e desci, com Elena e Bonnie bem atrás de mim.
Assim que chegamos a sala de estar vi Davina ajoelhada no chão com a mão na cabeça, Kol tentava segurar seus braços e todos estavam a sua volta.
― Tem certeza?
Perguntou Kol segurando seu rosto.
― Absoluta. Tem poder demais, ela o deixou oculto por todo esse tempo, mas quanto mais a hora chega mas poder ela concentra, e isso deixa uma marca.
Então Kol ajudou ela a se levantar com dificuldade, eu olhei para Klaus tentando entender o que significava. Seus olhos brilhavam com satisfação e uma determinação feroz.
― Encontramos.
Falou ele e a esperança queimou em meu peito.
― O que vamos fazer? Como chegar até ela?
Perguntou Elijah para Klaus.
― Vamos precisar de tudo que tivermos, todos nós.
― Não é arriscado irmos juntos? Ela não perceberia?
Perguntei me aproximando dele.
― Ela vai perceber nossa aproximação estando nós juntos ou separados, mas a chance de nos protegermos vai ser maior se tivermos juntos.
Falou Klaus olhando para mim.
― Eu poderia tentar ocultar vocês, mas acredito ser inútil. Ela é muito mais forte que eu e perceberia.
Klaus se virou para Davina.
― Preciso que empenhe suas forças em enfraquecê-la Davina, não em nos esconder. Se ela estiver fraca, eu mesmo vou arrancar o coração dela do peito.
Conclui Klaus com a ferocidade e raiva nítida em som tom de voz.
― Temos que ir imediatamente. Não podemos arriscar que ela sequer pense em começar o ritual.
Todos demos um passo a frente ao mesmo tempo, mas Klaus se virou para mim.
― Você não.
Franzi a testa para ele.
― Como assim eu não? Eu preciso ir, tenho que ajudar a salvá-lo.
Klaus veio até mim e segurou meus braços me olhando nos olhos.
― Você precisa ficar aqui e proteger nosso filho, não podemos arriscar que ela tente pegá-lo se recuperarmos o outro.
Uma batalha intensa começou dentro de mim, o desejo de proteger meu filho e de salvar o outro.
― Ela não pode ficar aqui sozinha Klaus.
Falou Davina e seus olhos estavam fixos em Kol que começou a balançar freneticamente a cabeça.
― Eu não vou deixar você ir sozinha.
Falou ele, mas ela se aproximou e o abraçou pela cintura.
― Eu não vou estar sozinha, e vou estar ligada a você, assim nós dois saberemos se algo der errado.
Kol a abraçou apertado e beijou sua testa.
― Nem ouse pensar me deixar ouviu?
Falou ele e Davina sorriu beijando seu rosto.
― Não vou. Se não quem tomara conta de você?
Perguntou sorrindo e a tensão daquele momento tomou conta de todos nós. Iríamos enfrentar um poder muito superior ao nosso, e muitos daqueles rostos poderiam não voltar daquela batalha.
― Tome conta deles Kol.
Falou Klaus olhando para Kol que deu um aceno de cabeça e olhou para nós.
― Nós vemos em breve Care.
Falou Elena passando por mim e se encaminhando pela porta, todos sorriram e acenaram para mim, exceto Klaus. Ele encarava a porta de costa para nós, depois fez menção de sair.
― Klaus! Espere!
Chamei indo até ele.
― Não. Eu não vou me despedir. Eu vou voltar para casa com nosso filho.
Falou ele resoluto mas em meu interior, eu temia por tudo que poderia acontecer la fora, e tudo que eu podia perder. Então eu fui até ele e parei na minha frente.
― Eu amo você e...
Comecei sentindo o nó na garganta mas ele colocou um dedo nos meus lábios.
― Eu não consigo fazer isso. É doloroso demais, por favor. Eu volto logo.
Falou ele e então saiu me deixando a sós no aposento com Kol. Nós nos entreolhamos, sabendo que não estaríamos lá, mas já sentindo o peso da batalha.
Klaus
Era de se esperar que um vampiro que viveu por séculos estivesse acostumado a se despedir de pessoas e épocas. Mas eu não estava, e sabia que nunca estaria pronto para perdê-los.
E estava determinado a lutar até a última batida do meu coração pela vida da minha família. Sentia a fúria queimar em meu peito e o desejo de ver o sangue daquela bruxa maldita escorrer por meus dedos tão intensamente que eu praticamente via vermelho. Mas então um emaranhado de cabelos louros na minha frente me chamou atenção.
― Hanna? Onde você pensa que vai?
Perguntei fazendo-a parar de andar.
― Como assim onde eu vou? Vamos salvar meu irmão não lembra?
― Lembro que nós vamos, mas você vai ficar aqui!
Minha voz já soava mais alta. E o medo de perder minha família queimou em mim novamente.
Eu nunca estaria pronto para ver Hanna se arriscar de novo. A lembrança de vê-la lutando contra aquelas bruxas, ver seu sangue escorrendo e sua expressão de dor estava fresca demais em minha cabeça, para que eu sequer cogitasse a possibilidade de ver isso de novo.
Eu não me lembrava de querer proteger muitas coisas ao longo dos séculos. Mas hoje existiam pessoas demais na minha vida sem as quais eu não poderia viver.
― Sim eu vou. Já sou grandinha o suficiente e posso ajudar.
Falou ela teimosamente. Porque será que ela tinha que puxar meu temperamento?
― Vais nos ajudar saber que você está segura, ou você acha que vai ser fácil para nós lutar e tentar proteger você ao mesmo tempo?
― Eu não preciso de proteção, sou híbrida como você.
― A menos de um ano! Não é forte o suficiente.
― Sou sim!
Teimou ela e cruzou os braços na frente do peito me encarando com os dentes serrados e eu fazendo a mesma coisa.
― Você não vai Hanna.
― Vou sim. Vou lutar com vocês e proteger minha família, e se você me obrigar a ficar, eu fujo e sigo você assim que possível. Então vocês não têm opção.
Concluiu ela e eu olhei para Hayley buscando um apoio aqui. Ela se aproximou de nós, e para me enfurecer ainda mais ficou do lado de Hanna.
― Ela não é uma criança Klaus. E quer ajudar, mesmo que seja difícil pensar que ela está em perigo, não vai adiantar escondermos ela do mundo. Ela vai correr seus próprios perigos e é melhor que saiba como se defender.
Eu abri a boca e fechei algumas vezes tentando pensar em alguma coisa para dizer aquela traidora. Ela deveria me apoiar! E estava encorajando Hanna?
― E se... acontecer alguma coisa?
Perguntei feito um idiota. Mas sem saber mais o que dizer, apenas sentindo a preocupação crescente de que aquilo poderia ser o fim de tudo porque eu lutei e amava.
― Não vai. Eu sou uma Mikaelson, sou durona.
Concluiu Hanna sorrindo e então veio até mim e me abraçou. Eu envolvi meus braços nela e a apertei contra mim. Mesmo sabendo que Hanna já não era mais uma garotinha precisando de mim, eu não conseguia deixar de sentir que ela seria sempre minha garotinha, e que eu a defenderia de tudo e de todos.
― Eu amo você pai.
Falou ela em meus braços e eu apertei ainda mais forte.
― Temos que ir.
Falou ela se afastando e continuamos nossa caminhada.
Estávamos em silêncio, não havia nada que pudéssemos dizer. Meus irmãos estavam ao meu lado e Hanna ia um pouco a frente com Hayley. Damon e Stefan também estavam aqui e caminhavam com Elena entre eles e Bonnie um pouco a frente.
Eles não se importavam comigo, mas lutariam por Caroline com unhas e dentes. Isso era bom. Pessoas que cuidariam dela caso eu... não pudesse mais algum dia.
Pensei aquilo mesmo sem querer.
Mas a volta de Lucy trouxe a tona coisas que eu já não pensava a um bom tempo. Inimigos. Que queriam me ver morto, e usariam qualquer coisa para conseguir isso. Seres que eu sequer sabiam que tramavam contra mim, mas que poderiam estar a espreita a qualquer segundo.
Respirei fundo. Eu lutaria cada vez com mais vontade, por mim e pelas pessoas que eu amava, mas ao mesmo tempo, pensava sobre o momento em que a luta não fosse o suficiente. Existia um certo conforto desesperado em saber que eu não os deixaria sozinhos.
Meus pensamentos foram interrompidos por uma névoa de frio que tomava o ambiente. Mas não era um frio comum, até porque vampiros mal o sentiam. Era um frio funesto que impregnava e pesava o ar. Quase como a morte.
― A magia dela está em todo lugar, ela com certeza sabe que estamos aqui.
Comentou Davina, mas eu continuei a andar. Parando quando a vi.
O lugar parecia um altar com pedras velhas, todas desenhadas com símbolos de magia negra. Uma cabana ao fundo estava com a luz acesa e era perceptível a presença de outra pessoa lá, nos olhando por uma janela de vidro embaçado.
― Eu sabia que você viria querido, senti saudades.
Desdenhou ela sorrindo, em pé no meio das pedras com uma pequena faca preta nas mãos. Os cabelos negros contra a pele pálida era um contraste visível e assustador. Eu não a vi na noite da batalha e agora sua aparência era horripilante. Sua pele estava esticada sobre os ossos, parecia magra e doente, até seus olhos estavam negros e vazios. Lucy fora uma jovem bonita e encantadora séculos atrás, mas agora parecia apenas o cadáver do que tinha sido.
― Eu não senti a sua. Na verdade nem me lembrava de você. A propósito você está horrível.
Comentei forçando um meio sorriso, mas na verdade queria que ela falasse mais. Que ela se distraísse para que chegássemos mais perto.
― Encantador como sempre, você dizia palavras bem diferentes quando estávamos juntos Niklaus.
Sorriu ela para mim e piscou de lado como se fosse uma piada íntima. E eu senti um arrepio de repulsa ao lembrar de tocar aquela mulher.
― Eu mal me lembro disso também... Deve ter sido horrível.
Respondi e vi pelo canto do olho Elijah dar um passo para o lado o mais discretamente possível.
― Mentiroso, mentiroso... Pensei que você tentaria ser um cavalheiro, para tentar me fazer parar.
― Eu não sou um cavalheiro, e você sabe disso.
Falei olhando novamente para a cabana as suas costas.
― Oh, eu sei disso. Afinal não foi a poucos metros daqui que você me deixou morrendo e sumiu?
Falou ela colocando a mão no queixo como se pensasse.
― Ah, foi sim. Então uma velha bruxa me arrastou para cá para me consagrar, mas meu ódio por você foi tão grande que meus poderes me curaram e eu acordei. E veja só, como ela tentou me consagrar, aqui eu tenho uma conexão ainda maior com meus poderes, e posso arrancar a cabeça de vocês sem mover um músculo.
Ela olhou para todos que aqui estavam e seus olhos pararam em Davina.
― Os ancestrais sentem nojo de você. Se deitando todas as noites com um vampiro. Eles não vão te ajudar sabia disso?
Davina travou os dentes e me deu um breve olhar, e eu sabia que o momento tinha chegado.
― Eu não preciso do poder deles para acabar com você.
Então ela se inclinou para frente e começou a murmurar um feitiço baixo, mas o poder ondulou a sua volta e Lucy arquejou se dobrando para frente.
― Leon! Traga o bebê!
Berrou ela olhando para nós com o ódio brilhando em seus olhos mortos.
Então um homem surgiu da cabana com o bebê agitado em seus braços, todos nós avançamos ao mesmo tempo, mas foi como se batêssemos em uma barreira invisível.
― O que é isso?
Gritei para ela, enquanto o homem colocava o bebê em uma pedra de frente para Lucy.
― Você precisa da lua cheia!
Gritei desesperado. Vendo olhar a faca, depois estudar o bebê a sua frente, com um prazer cruel ao ver seu choro assustado.
― Eu não te contei essa parte? Seu filho é um bruxo também, posso ligar a magia aos ancestrais, sem precisar da lua cheia.
Falou ela rindo para nós, eu tentei avançar novamente mas a barreira me impediu novamente me jogando para trás.
Me levantei com raiva e vi Davina parada na minha frente.
― É forte demais para ela, quando ela começar a ligação vou usar meus poderes para interromper e então você tem que matá-la. Imediatamente.
― Klaus!
Chamou Stefan e então ouvi rosnados surgirem de toda parte. Sombras de lobos transformados em plena luz do dia nos cercavam por todos os lados.
― Escute!
Berrou Davina puxando meu braço.
― Ela vai ficar fraca por segundos, e você não pode hesitar, mate-a imediatamente.
Acenei com a cabeça, vendo todos se prepararem para a luta.
― Diga ao Kol que eu o amo.
Conclui ela e vi tristeza misturada a determinação em seus olhos, e quando pensei em perguntar o que era os rosnados se intensificaram por todos os lados. Os lobos estavam atacando.
Então Davina fechou os olhos e começou a murmurar o feitiço, olhei para Lucy e ela estava com os olhos fixos no bebê murmurando palavras que faziam as sombras tremularem ao redor do seu corpo.
Eu queria lutar, queria ajudar a destruir todos aqueles lobos, mas se eu me desviasse por um segundo sequer ela conseguiria matar meu filho.
― Davina, me diga quando.
Olhei para ela e vi sangue escorrendo por seu nariz, ela abriu os olhos rapidamente para mim.
― Você saberá quando.
Falou ela e eu dei alguns passos vacilantes em direção a eles, então ouvi um grito as minhas costas, no mesmo instante que vi Lucy erguer a faca em direção ao meu filho, mas então um grito estrangulado passou por sua garganta fazendo todo seu corpo estremecer, então eu avancei para ela sem evitar, e num segundo senti minha mão perfurar seu peito e se fechar sobre seu coração.
A faca caiu de lado e ela me olhou com olhos chocados e desesperados.
― Mas o quê...!?
A palavra engasgou em sua garganta junto com um jorro de sangue.
― Isso é minha mão se fechando em seu coração.
Falei flexionando um pouco os dedos.
― E isso é a dor de não ter sangue bobeando pelo seu corpo maldito.
Me aproximei um pouco de seu rosto.
― E meu rosto vai ser a última coisa que vai ver antes que eu o arranque.
E num segundo eu o arranquei de vez, vendo seu corpo tombar para o lado e olhei seu coração sangrento em minha palma, então joguei o coração sobre sue corpo.
― Apodreça no inferno Bruxa.
Rosnei as palavras para ela então me virei para pegar meu filho que estava enrolado apenas com o lençol em que o colocamos quando nasceu. Eu o apertei em meus braços e ergui os olhos para ver os olobos correrem e sumirem na floresta, fugindo quando viram a queda da bruxa.
Corri meus olhos por todos que vieram até ali comigo, alguns estavam com as roupas manchadas e rasgadas e se levantavam, mas todos pareciam milagrosamente vivos. Procurei Davina no meio deles, mas não a vi, então meus olhos se voltaram para o ponto que ela estava antes que eu atacasse e foi quando a vi.
Caída no chão, imóvel e com os olhos vazios encarando o céu.
Hanna cambaleou até ela e tocou seu rosto, depois levou a mão a boca para abafar um grito.
Eu me ergui e me aproximei ajoelhando na sua frente.
― Ela está morta.
Falei olhando Hanna que sacudia a cabeça em negativa. Todos vieram até nós e olharam para Davina com pesar e tristeza. Ela morreu para salvar meu filho. Eu não poderia demonstrar o quanto eu estava grato por isso, e também não podia dizer o quanto sua morte me entristecia.
― Klaus, ela foi mordida.
Falou alguém do meu lado e eu me virei para ver Damon segurando Elena pela cintura, seu braço mostrava um terrível cicatriz de mordida de lobo. Então eu me levantei olhando uma última vez para Davina e estendi o braço para Elena, ela deu um passo a frente e se alimentou de mim rapidamente depois se afastou.
― Sangue de híbrido cura ferimentos de lobo?
Perguntou Hanna ainda com a voz embargada olhando para mim.
― Sim.
Respondi curtamente e vi um fio de esperança brilhar em seus olhos, substituindo imediatamente pela tristeza ao olhar Davina.
― Vamos.
Falei para eles.
― Trangam-na para casa.
Olhei novamente para Davina e vi Elijah se abaixar e pegar seu corpo do chão.
O bebê ainda estava inquieto em meus braços, mas ele estava seguro ali.
O alívio e a felicidade de vê-lo bem era ofuscado apenas pela tristeza de ter perdido alguém que se tornou parte de nós e nos defendeu até o último segundo.
Mesmo assim caminhei para casa aninhando meu filho nos braços e ansiando por ver o rosto da minha mulher para tentar tirar toda a dor e o pesar.
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