Finally found you
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Fiquei sentada na cama esperando ele sair do banho, estava tão imóvel que parecia uma estátua. Mil perguntas zuniam na minha cabeça, mas eu não tinha mais tempo e tinha que me decidir imediatamente.
Ele saiu do banheiro com a expressão totalmente fechada, nem olheu para mim e se dirigiu a porta, me levantei rápido e o puxei pelo braço.
― Espera aí, temos que conversar.
Ele puxou o braço com força e me encarou transbordando de raiva.
― Não, não temos que conversar. Você vai voltar para sua vidinha em Mystic Falls, eu vou seguir minha vida e ponto.
― Não é bem assim Klaus, nós podemos...
― Podemos o quê Caroline?
― Droga Klaus, você não está ajudando, nós estamos juntos agora podemos dar um jeito de... Podemos nos ver as vezes... e...
A incerteza na minha voz era palpável, mas eu não podia deixar que simplesmente acabasse assim. Ele riu sem um pingo de humor.
― Podemos? Eu posso ir a Mystic Falls te visitar, e ter um jantar agradável com a xerife? Ou podemos nos reunir com seus amigos para nos divertir, aposto que eles sentem muito minha falta, Tyler adoraria passar um tempo de qualidade comigo.
Sua voz estava carregada de sarcasmos, mas eu podia ver o quanto ele estava magoado com aquilo.
― Não estou dizendo que vai ser fácil Klaus, mas temos que dar um jeito, meus amigos não gostam de você, mas eles vão entender e me apoiar.
― Eu não posso deixar New Orleans Caroline.
Eu o abracei pela cintura já sentindo pontadas de desespero.
― Eu não estou te pedindo para fazer isso, mas é minha vida e...
Ele me empurrou e eu senti um nó na garganta.
― E você tem total liberdade para voltar a ela, eu já disse uma vez, e ainda sustento o que eu disse, seu lugar estará sempre guardado ao meu lado caso você o queira, você pode ser minha rainha se quiser, mas eu sou um vampiro não um humano tolo que vai ficar brincando de casinha em Mystic Falls e fazendo trabalhos de faculdade. Essa é sua escolha não minha.
― Você está... terminando comigo?
― Não. Estou dizendo para você fazer o que quiser. Se quer fazer faculdade e morar em Mystic Falls o resto da vida, é isso que deve fazer. Mas não conte comigo para isso.
As lágrimas corriam livremente por meu rosto agora, e ele estava inflexível. Era isso no final, eu não podia ter as duas coisas, ou eu iria ficar com ele, ou iria ter minha vida de adolescente e fazer faculdade. Ele me deu as costas e caminhou até a porta depois parou e falou sem virar.
― Adeus Caroline, espero que você seja feliz.
E saiu batendo a porta. Esperei até quase o meio dia que ele voltasse, mas não voltou. Quando tive certeza que não teria jeito, subi e arrumei minhas malas. Haylley me ajudou, mas não conversamos muito durante o processo, e eu fiquei feliz por isso, não estava com humor e nem com vontade de conversar e ela entendia. Incrível como nós nos entendíamos bem, ela não era um monstro no final das contas, só tomou um série de decisões erradas.
Meu vôo sairia as quatro horas da tarde. Eu me sentei na sala olhando o relógio, desejando mais que tudo que as horas passassem mais devagar e ele viesse se despedir de mim. Camille e Davina vieram, e ficaram comigo por um tempo, me prometeram que iriam me visitar, eu tentava sorrir mas o máximo que conseguia era não chorar.
Quando o relógio marcou três horas eu não pude mais esperar. Elijah me deu uma carona até o aeroporto, ainda tinha esperanças de que ele aparecesse, mas quando as portas do avião se fecharam meu coração parecia se afundar no peito. Pensei que iria chorar, mas as lágrimas não vieram, nada veio, me sentia gelada por dentro e por fora, como se meu coração tivesse ficado em New Orleans.
***
Suspirei encarando a TV. Já não agüentava mais os programas chatos que passavam. Passei o dia inteiro me ocupando com o que podia, cada superfície da casa brilhava de tão limpas, as roupas no armário estavam organizadas por ordem de cor, o jantar estava pronto, mas como minha mãe só chegaria pela manhã, eu não estava com um pingo de vontade de jantar sozinha.
Faziam dois meses, 2 dias e 7 horas que eu cheguei em Mystic Falls. Bonnie e Elena foram me buscar no aeroporto e me trouxeram para casa, só que no dia seguinte não fui a festa. E nem voltei para a faculdade. O que antes era um sonho se realizando, agora parecia uma prisão, as paredes pareciam me sufocar, no primeiro dia em que tentei assistir uma aula, tive o que se pode chamar de ataque de pânico e cheguei perigosamente perto de matar um aluno enquanto me alimentava dele. Eu não conseguia ficar ali sentada, cada palavra que o professor dizia parecia doer no meu cérebro. Eu não queria estar aqui, não queria estudar para uma carreira que eu nem mesmo poderia seguir, eu estava morta e estava cansada de fingir que era só mais uma adolescente na faculdade.
Então voltei para casa. No começo minha mão ficou muito preocupada comigo, eu não queria comer, só me encharcar de sangue até ficar completamente entorpecida por ele. Depois veio a tristeza, em que eu chorava durante cada segundo dia. Em seguida o torpor, eu me sentava na sala e ficava encarando o vazio por horas e horas. Aos poucos fui recuperando a sanidade mais ainda me sentia vazia por dentro. E em nenhum momento durante esses dois meses Klaus tinha me ligado. Eu tentava me convencer que era melhor assim, mas cada nervo do meu corpo sentia sua falta, sentia saudade de New Orleans, mas eu era covarde demais para fazer alguma coisa, então me limitava a ficar em casa a maior parte do tempo e não pensar muito nele e em tudo que tinha deixado.
Ouvi a campainha tocando e levantei já irritada, mas isso passou no segundo que vi Bonnie e Elena sorrindo para mim, ao abrir a porta notei que elas não vieram sozinhas. Damon, Stefan, Matt e Jeremy estavam lá também e seguravam duas caixas de pizza e refrigerantes.
― Hey, pensei que estivessem na faculdade?
― E deixar você ficar se divertindo enfurnada em casa sozinha? Nem pensar!
Sorri para elas, e todos entraram.
― Eu podia estar fazendo uma coisa bem mais divertida agora loira, então seja legal e traga um garrafa de Uísque para nós.
― Eu não sou sua empregada Damon, e pode ir para casa se quiser, eu não ligo.
Falei para ele, mas estava muito feliz que meus amigos estivessem ali, bem mais feliz do que me sentia a dias.
Acabamos fazendo um piquenique improvisado na sala, todos estavam descontraídos e felizes, era bom ficar assim, eu me sentia normal para variar um pouco.
― Vamos jogar verdade ou desafio?
Bonnie sugeriu em dado momento, todos riram.
― Acho que entre nós aqui o único que não tem caveiras no armário é o ex-zagueiro Bonnie. Então é melhor deixar quieto. Acho que Strep-Poker seria bem mais divertido.
― Está com medo Damon?
Perguntei provocando, ele deu seu meio sorriso e deu de ombros.
― Vamos lá gente, eu começo!
Bonnie pegou uma garrafa vazia de cerveja e a girou no centro da mesa. A garrafa apontou para Matt, todos demos risadinhas.
― Verdade ou desafio?
― Verdade.
Matt respondeu na hora, acho que Damon tinha razão sobre ele não ter esqueletos no armário.
― Você ainda gosta da Rebekah?
Ele hesitou um pouco depois concordou com a cabeça. Me solidarizei um pouco com ele, Rebekah devia estar com Marcel agora. Pobre Matt sempre gostando das pessoas erradas. O próximo depois de Bonnie era Damon, ele fez um floreio com a garrafa e depois girou, acho que todos estavam rezando para não ser ele, Damon era meio que sem noção para perguntas.
A garrafa parou na minha frente, dei um suspiro. Droga.
― Verdade ou desafio?
Ele me olhava em expectativa, e eu não daria o braço a torcer.
― Verdade.
Todos riram e esperaram.
― Porque você já não voltou para o Klaus?
As risadas pararam na hora e eu me encolhi por dentro, Damon era um idiota, mas agora ele tinha se superado.
― Isso não é da sua conta.
― Você escolheu verdade loira, então é da minha conta sim.
― Para com isso Damon, é para ser divertido, não constrangedor.
― Todos vocês querem saber Elena, só não tem coragem de perguntar. Todo mundo está vendo que ela não está feliz aqui, então porque...
― PORQUE Damon, eu não quero perder vocês, não quero que se afastem de mim por causa da pessoa que eu escolhi, está bem?
― Caroline! Não vamos nos afastar de você!
Meus olhos se encheram de lágrimas e mordi o lábio para controlar.
― E como vamos ficar próximas Elena morando a 10 horas de viagem uma da outra?
A sala estava em silêncio absoluto agora. Stefan se levantou e passou o braço pelos meus ombros.
― Sempre seremos seus amigos Care, mesmo se estivéssemos do outro lado do mundo, queremos que seja feliz. Independente de quem você escolher.
― Eu... eu...
Todos me abraçaram ao mesmo tempo, e me senti amada e querida por eles.
― Obrigada de verdade gente, mas eu ainda não sei o que fazer.
― Nós vamos te apoiar Care, sempre.
Bonnie me abraçou apertado e eu a abracei de volta.
Eles ficaram comigo por mais um tempo, depois foram embora. E eu me senti bem mais leve.
Fui tomar uma ducha e depois me encolhi nos lençóis. Pensei em Klaus, senti vontade de ligar para ele mas não sabia o que dizer, não sabia se ele ainda queria me ver. Tudo que eu sabia era que a iniciativa tinha que ser minha, que era eu que devia ir atrás dele dessa vez, mas e se eu fizesse isso e ele não me quisesse mais? Se ele dissesse que já me esqueceu? Eu não suportaria ser rejeitada por ele, meu coração não agüentaria saber que o homem que mais amei na vida não me queria mais. O sono foi chegando em mim as poucos e me empurrando para a inconsciência.
Senti seus braços me envolverem e sorri. Eu estava sonolenta, meu corpo estava tão leve que imaginei estar sonhando. Me virei para ele e beijei seu pescoço, apertando meus braços em volta dele.
― Hum... senti falta do seu cheiro sabia?
― Só do meu cheiro?
Klaus riu baixo e beijou meus cabelos várias vezes, sua voz estava abafa, minha cabeça não deveria mesmo conseguir reproduzir sua voz perfeitamente.
― Não, senti falta de tudo em você.
― Que bom, porque eu também senti muito sua falta.
― Shh, só me abrace, não quero acordar...
Ele me embalou em seus braços e me beijou delicadamente, eu passava a mão por seus cabelos e tentava aproveitar o máximo desse momento, senti meu corpo amolecendo cada vez mais até que minha mente apagou e não vi mais nada.
Acordei me sentindo relaxada e completamente descansada, me espreguicei um pouco na cama e levantei. O sonho voltou a minha mente e sorri, me sentia um pouco mais feliz hoje, pelo menos em meus sonhos eu podia estar com ele. Comecei a esticar a cama e puxei os lençóis, senti um cheiro diferente e trouxe mais para perto para sentir, inspirei profundamente e meus olhos se arregalaram, era o cheiro dele. Não tinha como eu estar imaginando isso, ele realmente esteve aqui. Ouvi alguém bater na porta da frente e disparei correndo para atender, já com o sorriso no rosto.
Mas quando cheguei na porta, era Tyler.
Abri a porta sem jeito e ele entrou sem esperar convite, e ficou parado no meio da sala me encarado.
― Oi.
Ele não respondeu e eu troquei o peso de uma perna para outra desconfortável com seu olhar feroz.
― Soube que você voltou a cidade, depois de ir correndo atrás do Klaus.
― Tyler, eu... Não é bem assim, eu estava de férias e...
― E o que? Não pode esperar um segundo antes de se atirar nos braços de um assassino?
Ele foi se aproximando de mim enquanto falava e eu recuei um pouco.
― Você não tem mais nada com a minha vida está bem?
― Ele te chutou de volta para cá não foi? Depois que se cansou de você? Você é patética!
― Cala a boca!
Ele transbordava ira, eu nunca o tinha visto desse jeito, não parecia ter mais nem uma gota do cara porque eu me apaixonei.
― Eu te amava Care, mas isso não foi o suficiente, você queria mais, queria ser a vagabunda dele. Quanto tempo ia demorar até ele te matar me diz? Até ele achar um brinquedo novo, ou até você não dar a ele o prazer que ele queria?
Dei um tapa forte em seu rosto, ele virou o rosto num segundo, quando olhou para mim de novo seus olhos brilhavam em amarelo e eu vi suas presas despontarem.
― Nunca mais faça isso.
Ele puxou meu braço e enterrou suas presas em meu pulso. Soltei um grito com a dor que percorreu meu braço e o puxei de volta. Recuei vários passos até sentir a parede contra minhas costas. Ele se aproximou de mim e me encolhi mais ainda.
― Sabe Caroline, dizem que ódio e amor são separados por uma linha tênue, eu sempre achei isso bobagem. Até ver tudo que eu sentia por você se transformar no mais puro ódio que alguém é capaz de sentir. Vamos ver se seu amante consegue chegar aqui até meu veneno acabar com sua vida.
Ele me puxou pelos ombros, eu tentei empurrá-lo, mas não era páreo para a força de um híbrido. Ele mordeu meu pescoço com força depois meu ombro, pude sentir o gosto do veneno na minha boca. Ele estava espalhando o veneno, para que me matasse mais rápido. Depois me jogou no chão e saiu batendo a porta.
Eu olhei para os lados, sentindo a dor nos lugares que ele mordeu, o veneno estava se espalhando, eu podia sentir, logo a realidade iria se misturar com as alucinações e eu não conseguiria fazer nada. Me arrastei até o quarto e peguei meu celular. O número de Elena estava na discagem rápida, e fiz a ligação. Ela atendeu no segundo toque.
― Elena! Me ajude por favor! Tyler.. mordeu...
Senti as palavras sufocarem em minha garganta.
― Caroline onde você está? Estamos indo.
― Em casa. Rápido por favor.
Me encolhi na cama enquanto esperava elas chegarem, pareceu quase uma eternidade até ouvir Elena e Damon irromperem pela porta.
― Oh meus Deus Caroline, o que houve?
― Nossa Barbie, isto está feio...
Minha respiração estava difícil.
― Tyler me mordeu...
Damon examinou meus ferimentos.
― Ligue para o Klaus Elena, está se espalhando muito rápido.
Stefan e Bonnie chegaram segundos depois e ficaram na cama segurando minhas mãos. Vi Elena pegar meu celular e discar para ele.
― Klaus.
― Elena, a que devo o prazer?
― Caroline está em perigo Klaus, você precisa vir agora.
― Onde ela está?
A voz dele ficou tensa e quase pude ouvir ele cerrar os dentes.
― Em casa.
Ouvi a linha desligar do outro lado, e Damon puxou Elena para um canto.
― Detesto dizer isso, mas ele não vai chegar a tempo Elena, está se espalhando rápido demais. New Orleans não é exatamente ali na esquina.
― Porque o Tyler faria isso Damon? Ele a ama!
A voz de Elena falhou quando ela disse isso.
― Ele a amava, mas ser rejeitado e trocado não é nada bom para a cabeça de ninguém Elena, e além disso ele nunca foi confiável mesmo...
Comecei a tossir, minha garganta estava ardendo e pude sentir gosto de sangue na boca.
― Não...
Bonnie apoiava minhas contas e ficava repetindo que eu ficar bem, mas todos me olhavam como se já pudessem ver meu cadáver.
A porta da frente se abriu com estrondo e eu pude ver Klaus entrando correndo no quarto, o alívio me inundou e eu tentei sorrir, mas me sentia exausta.
Ele me puxou dos braços de Bonnie e me colocou no colo, depois mordeu o próprio pulso e ofereceu a mim, eu bebi seu sangue e senti a força fluir por meu corpo e curando as feridas. Afastei os lábios de seu pulso e olhei para ele, seus olhos eram um misto de alívio e raiva, mas eu estava feliz demais em vê-lo, beijei seus lábios com força e abracei seus ombros, ele correspondia com cautela como se estivesse tentado controlar.
― Isso é nojento.
Resmungou Damon, e só então me lembrei de todos que estavam lá, e me afastei um pouco dele sem graça.
― Tragam um pouco de sangue humano para ela.
Klaus falou para eles e me colocou na cama.
― Descanse um pouco, amor.
E se levantou da cama, eu levantei junto e puxei pelo braço.
― Para onde você vai?
Seus rosto agora era uma mascará de raiva, e eu sabia muito bem onde ele ia. Ia atrás de Tyler.
― Você não pode fazer isso, por favor.
― Você está me implorando pela vida dele? Pela vida de alguém que quase te matou? Se eu não estivesse em Mystic Falls você iria morrer!
― Mas eu não morri, você me salvou. Por favor Klaus, ele era meu amigo, eu não quero que você o mate.
Ele me avaliou por alguns segundos, depois chegou mais perto.
― Eu não vou atrás dele hoje, mas você pode ter certeza que no segundo em que Tyler Locwood cruzar meu caminho de novo, eu vou arrancar o coração dele sem pensar duas vezes.
Ele deu alguns passos para a saída, mas eu o alcancei.
― Para onde você vai?
― Voltar para New Orleans.
Ele não me olhava nos olhos enquanto falava e eu sabia que precisava dar uma resposta para nós dois agora, ou esse seria o fim.
Olhei para Elena e Stefan e eles sorriram para mim.
― Pode me dar um tempo para fazer as malas?
Agora ele olhou para mim, seus olhos expressavam alegria e confusão.
― Malas?
― A não ser que você queira comprar tudo novo para mim quando chegarmos lá.
Sorri para ele, que parecia se conter para não sorrir de volta.
― Você vai comigo?
― Nossa, híbridos originais podem ser bem burros as vezes... E sim, eu vou com você. A não ser que meu lugar ao seu lado já esteja ocupado.
Ele me puxou pela cintura e me beijou apaixonadamente.
― Seu lugar a meu lado sempre estará a sua espera.
― Ótimo. Porque é aí que sempre estarei.
Partimos naquela mesma tarde para New Orleans, Elena e Bonnie prometeram me visitar nas férias de verão e eu prometi vir vê-las assim que eu pudesse.
O Vôo foi tranqüilo, mas estávamos ansiosos para chegar logo para ficarmos um tempo a sós. O táxi estacionou na frente da mansão e saltamos.
― Você pretendia me contar que estava em Mystic Falls ou não?
Ele sorriu e pegou minha mão.
― Eu...
Um grito vindo da casa cortou o ar e nós congelamos. Olhei para ele depois disparamos para casa, em direção ao grito que vinha do primeiro andar.
Ao chegarmos vi Haylley deitada na cama como as mãos na barriga e o rosto contraído com a dor. Elijah veio até nos quando entramos, seu rosto estava vincado de preocupação.
― O bebê está nascendo.
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