Finally found you
12 Capítulo 12
Notas iniciais
― Eu preciso de só mais uns minutinhos, Marcel!
― Klaus está louco para ir pra casa Caroline, se enrolar ele mais uma vez, ele vai arrancar minha cabeça!
Elijah ainda não tinha chegado com o bolo, e era só isso que faltava. A sala inteira já estava completamente decorada com balões pretos e roxos, algumas bandejas com doces estavam espalhadas pelas mesas e uma grande faixa de “Feliz Aniversário Klaus!” estava pendurada na entrada. Rebekah e Hayley me ajudaram, e já estavam prontas para a festa. Klaus não tinha muitos amigos então convidei Camille e Davina. Hayley chamou um lobisomem chamado Jackson (Isso não deixou Elijah nada satisfeito), e essa era toda nossa festa.
― Por favor Marcel, eu preciso que...
Nesse mesmo instante Elijah entrou na sala com o bolo, eu bati palmas e sorri.
― Tudo bem, podem vir!
Peguei o bolo nas mãos de Elijah e pus no centro da mesa.
― Eles já estão vindo, então precisamos fazer silêncio, ou ele pode ouvir alguma coisa.
Apagamos as luzes e nos preparamos.
― Nem acredito que estou em uma festa surpresa para o Klaus...
― Shhh Davina, eles estão vindo!
Pude ouvir um carro se aproximando da entrada da casa, e sorri em expectativa. Era disso mesmo que ele precisava, coisas comuns e felizes entre amigos, para se sentir amado, e parte de uma família.
Eles desceram do carro e abriram a porta, Klaus veio andando e Marcel acendeu as luzes. Na mesma hora gritamos “Surpresa”, seguido do coro de parabéns para você. Klaus parecia chocado, olhava para nós como se nunca tivesse visto nenhum de nós antes. Marcel o abraçou pelos ombros sorrindo e o trouxe mais para frente.
― Feliz aniversário Klaus!
O abracei e dei um beijo na sua bochecha.
― Meu... aniversário?
― Claro, Elijah nos contou e preparamos uma festa! Não é incrível?
― É... é...
Elijah e Rebekah o abraçaram, mas o restante parecia meio assustado em fazê-lo.
― Vamos Klaus! É uma festa se anima!
Ele veio sem graça para o meio dos outros, e começamos a conversar. Era tão estranho ver como todos se olhavam desconfiados, era uma festa, pelo amor de Deus!
Tentei animar um pouco colocando uma música, e aos poucos eles se descontraíram um pouco e começaram a conversar. Klaus não saiu do meu lado por um instante e parecia completamente desconcertado com tantas pessoas ali, e dando atenção a ele.
Na hora de partir o bolo ele se recusou terminantemente a tirar a primeira fatia, e achei que era melhor não insistir muito, não queria acabar com o clima da festa. Quase ninguém comeu o bolo no fim das contas, mas foi muito divertido mesmo assim.
Nos despedimos de todos pouco depois, e me sentei no sofá com Klaus. Hayley e Elijah desceram as escadas pouco depois, seguidos de Rebekah. Eles olhavam para nós com sorrisos maliciosos.
― Bom nós vamos dar uma carona a Jackson para o Bayo, e vamos dormir por lá mesmo.
Elijah disse e deu uma piscadinha para nós.
― Dormir lá? Algum problema?
Klaus perguntou a eles desconfiado, Rebekah suspirou e revirou os olhos.
― Sim Nick, dormir lá. Porque nenhum de nós aqui quer ouvir a comemoração de vocês está bem? Vamos Elijah.
Ela se virou e saiu, Elijah e Hayley acenaram para nós e saíram também.
― Então... festa surpresa hein?
Ele se virou para mim.
― É seu aniversário Klaus, tínhamos que comemorar!
― E de onde você tirou que hoje é meu aniversário?
― Elijah me disse. Você não gostou?
― Gostei amor, foi... diferente me sentir assim. Comemorar aniversário é tão... humano.
― Convenções humanas triviais. Foi o que me disse uma vez, mas são momentos especiais, que devemos viver com pessoas importantes para nós.
Seus olhos verdes estavam bem próximos dos meus e eu pude ver o quão realmente feliz ele estava com isso, mesmo parecendo uma bobagem, ele se sentia querido com isso, e era esse meu objetivo.
― Pode ter certeza que jamais vou esquecer esse momento.
Ele colou seus lábios nos meus e me beijou profundamente, depois se afastou um pouco e se levantou me puxando junto.
― Quero te mostrar uma coisa.
Ele me guiou pela sala e abriu uma porta quase no fim do corredor. Entramos e notei ser uma espécie de estúdio, tinham prateleiras com livros, uma lareira enorme estava na parede em frente a sofás macios e um grande piano de calda. Várias pinturas cobriam as paredes e uma bancada com uma variedade enorme de tinta e vários pincéis de vários tamanhos e formatos.
― É meu ateliê, ou meu refúgio as vezes...
Caminhei pela sala e passei os dedos pelo tampo do piano.
― Você toca piano?
O tom de surpresa da minha voz era palpável. E ele caminhou até mim.
― Eu estou me esforçando para não me ofender com seu tom de surpresa querida.
― Desculpa, mas nunca imaginei você tocando piano.
― Eu sou um amante das artes Caroline, música, pintura, tudo que é belo me atrai.
― Isso com certeza é um elogio.
Ele acariciou meu braço.
― Isso aqui também sou eu Caroline, debaixo de tudo mais que você já viu, existe isso aqui também. Por isso eu queria te mostrar, quero que você me veja completamente e não apenas o que quero mostrar aos outros.
Seus olhos estavam calorosos e sinceros. E naquele momento meu coração se aqueceu de uma forma que pude sentir em cada nervo do meu corpo que eu estava apaixonada por ele, mesmo contra a lógica, contra tudo que eu acreditava, eu o amava e queria fazê-lo feliz e ser feliz ao lado dele.
― Toque algo para mim.
Ele sorriu e sentou na cadeira do piano, e começou a tocar uma melodia ritmada e leve, seus dedos longos percorriam o piano com destreza e a música preenchia a sala de forma intensa. Ele parecia concentrado e movia a cabeça ao ritmo da música, parecia tão concentrado e dedicado e... incrivelmente sexy. Ouvi ele tocar mais um pouco, mas me sentia cada vez mais atraída, queria colar meus lábios nos dele e me deixar levar por cada segundo. Cheguei perto dele, ele parou de tocar e estendeu os braços para mim, eu sentei em seu colo com uma perna de cada lado e de frente para ele, ele apertou minha cintura e me beijou. Pude sentir pelo tecido do calça sua excitação evidente e me movimentei de encontro ele, depois desabotoei o botão da sua calça deixando-o livre, ele puxou meu vestido para cima e rasgou minha calcinha sem a menor cerimônia eu sorri, e aproximei meus lábios de seu ouvido.
― Continue tocando.
Sussurrei para ele e ele tirou as mãos da minha cintura e levou ao piano recomeçando a música. Mesmo comigo em seu colo e com nossa proximidade ele conseguia tocar a música perfeitamente, sorri para mim mesma. “Vou encarar isso como um desafio”
Me pressionei contra ele, e senti seu membro em mim, ele errou uma nota. Dei vários beijos por seu pescoço, e mordisquei o lóbulo da sua orelha, ele errou outra.
― Adoro sentir você assim tão perto... Sentir seus lábios, seu corpo no meu...
Dessa vez ele respirou várias vezes e errou mais de uma nota. Colei nossos lábios e o beijei com paixão, aproximei mais nossos corpos e encaixei meu corpo no dele, sentido me preencher aos poucos, quando senti que ele estava dentro de mim eu ouvi ele puxar o ar entres os dentes com força e parou de tocar me puxando contra ele. Eu me afastei dele e me levantei um pouco do seu colo.
― Continue tocando Klaus.
Ele me olhava com paixão, o desejo ardia em seus olhos, mas ele continuou tocando, me apertei contra ele de novo, quando o senti totalmente dentro de mim, ele gemeu de novo e comecei a me movimentar contra ele, o som do piano ao fundo agora era caótico, ele apertava as teclas a esmo enquanto absorvia o prazer desse momento.
Eu me sentia preenchida e completa, meu corpo pertencia a ele, era como se tudo que já fiz antes com qualquer outro estivesse me preparando para esse momento, para senti-lo dentro de mim, cada movimento que fazia contra mim era como se ele tatuasse seu nome em mim, me marcando como dele. Eu jamais me senti assim, eu sabia que depois dele eu nunca desejaria outro homem do mesmo jeito. E a cada beijo, cada vez que eu o ouvia gemer por mim, eu sentia como se fosse a única, como se meu corpo fosse o único capaz de fazê-lo sentir assim.
Meu corpo estava no limite eu podia sentir que estava me contraindo por dentro, seus lábios estavam famintos sobre os meus e sua língua me provocava até me levar a loucura.
― Caroline... amor...
Vê-lo sussurrar meu nome assim, quase com devoção fez meu corpo explodir em êxtase, me pressionei com força contra ele, absorvendo o prazer implacável que dominava meu corpo, ouvi suas mãos descerem com força sobre o piano enquanto ele chegava ao ápice com força total. Abracei seus ombros e descansei a cabeça em seu ombro, ele me puxou contra ele e me abraçou também.
― Adoro aniversários.
Murmurou ele e eu sorri. Depois nos levantamos e fomos para o quarto, tomamos uma ducha rápida e voltamos para a cama. Ele se aconchegou em mim e beijou minha cabeça. Ficamos conversando um pouco até que meus olhos começaram a ficar pesados, ele riu comigo e bocejou, depois só me lembro de senti-lo acariciar meus cabelos até eu pegar no sono.
Na manhã seguinte quando acordei ele ainda estava dormindo, eu o observei por alguns minutos, depois comecei a beijar seu peito e pescoço, ele acordou e me olhou por entre os olhos semicerrados.
― Eu com certeza posso acordar assim todos os dias.
***
E acordamos assim todos os dias das semanas seguintes, dormíamos abraçados e acordávamos abraçados também, eu me sentia tão feliz que nada mais importava. Eu, Hayley e Rebekah conseguíamos conviver juntas sem destruir a casa. Consegui sair várias vezes com Davina e Camille, e já adorava as duas. Klaus estava comigo sempre que podia, mais seu celular tocava o tempo inteiro, parecia haver alguma coisa acontecendo na cidade, mas ele se recusava a me contar, e eu tentava não insistir muito, porque quando nós dois nos irritávamos, uma bomba termonuclear era pouco.
Acordei naquela manhã com o toque insistente do meu celular, resmunguei contra pessoas que acordavam cedo e atendi.
― Alô?
― Caroline? Bom dia!
― Oi Elena, é meio cedo para as ligações diárias não?
― Não é isso, sua boba, só quero saber quando você vem.
Me sentei na cama já desperta.
― Quando eu vou? Para onde?
― Caroline a faculdade começa daqui a três dias! E amanhã vão dar uma festinha de fraternidade, então pensei que você devia vir sabe, para passarmos um tempinho juntas e nos divertir um pouco.
Meu cérebro congelou. Eu mal me lembrava da faculdade, e agora ela já estava batendo na minha porta. Meu plano original era passar as férias aqui e depois voltar para minha vida. Mas o que eu faria agora? Voltar para casa, para minha vida? Deixar Klaus?
― Caroline? A festa...
Não sabia como responder, nem o que responder.
― A claro, a festa, eu hum... vou chegar a tempo.
― Ótimo, me manda uma mensagem com o horário do vôo que eu e Bonnie vamos buscar você. Beijos.
― Tchau.
Desliguei meu telefone e fiquei olhando para frente sem saber o que iria fazer, notei Klaus se mexer ao meu lado e me virei para ele. Sua expressão estava ilegível, mas notei que seus olhos estavam muito irritados, ele se levantou da cama, sem me dar um beijo, e eu sabia que tinha ouvido a conversa com Elena.
― Klaus?
― Vou tomar banho.
Respondeu ele rispidamente e bateu a porta. O que eu faria agora?
Fale com o autor