Finally found you

38 Capítulo 11 – Season 2


Notas iniciais
Hey pessoal! Capítulo novo. Bjs.

Hanna

Eu já assisti um milhão de filmes de super heróis e adorava todos. Eu costumava pensar na minha família como super heróis de um jeito estranho, mas heróis no fim das contas. Super poderes, super força, e salvando o dia Mas uma coisa estava totalmente errada nos filmes. Sempre que um herói tinha um poder ele já sabia o que fazer com eles, e como agir na hora que as coisas ficavam difíceis.

Mas nessa casa, eu tinha super poderes, mas não era definitivamente uma heroína. Eu não sabia nem um pouco o que fazer nessa situação. Todos estavam de pé e se entreolhavam sem saber o que fazer. Tinha Care estava deitada na cama com os bebês no colo e os matinha tão perto como se pudesse protegê-los com os próprios braços.

― Me dê sua mão Kol, agora.

Falou Davina e tio Kol imediatamente foi para perto dela e segurou suas mãos, ela começou falar palavras bem baixinho, mas era nítido que era magia. Sua testa se franziu e tio Kol estremeceu várias vezes.

Então ela finalmente abriu os olhos e olhou para nós.

― Eu fiz um feitiço de barreira, elas não podem entrar na casa.

Falou ela e todos soltamos um suspiro aliviados, mas pela sua expressão era óbvio que aquilo não seria o suficiente.

― Mas elas são fortes demais, o feitiço está conectado a força do Kol, só que se elas encontrarem uma brecha, elas vão conseguir passar.

― Não vão não, eu vou matá-las antes de chegarem sequer um pouco perto.

Meu pai falou e a raiva brilhava em seus e já ia saindo quando Kol segurou seu braço.

― Elas são poderosas demais Klaus e vão matar você.

― Não se eu matá-las primeiro.

Eu fiquei em pânico. Aquele momento que o medo do que poderia acontecer com sua família, e você não poderia fazer absolutamente nada.

― Você não irá sozinho irmão.

Falou meu tio Elijah e se juntou ao meu pai.

― E deixar toda a diversão para vocês homens? Vão sonhando...

Tia Rebekah falou e se juntou a ele e então Marcel e minha mãe se aproximaram também, prontos para lutar para nos proteger.

― Eu volto logo amor, para escolhermos nomes para nossos filhos.

Falou ele e veio para perto de nós beijando a testa de tia Care e dos bebês. Depois me olhou e eu corri para seus braços sentindo meus olhos cheios de lágrimas.

― Tenham cuidado.

Falei olhando para ele, depois para minha mãe que saiu do quarto na mesma hora. Eu entendia o que ela sentia. Aquilo tudo parecia uma despedida.

― Vamos ficar bem.

Comentou meu pai e se afastou de mim.

― Claro que vão, os heróis sempre sobrevivem.

Completei vendo-os sair. Meu pai parou na porta.

― Fique aqui Kol, o feitiço está ligado a você e precisa estar em segurança. ― Depois olhou para Davina e deu um pequeno sorriso, quase imperceptível. ― Cuide deles.

Falou meu pai olhando uma última vez para nós e saiu. Eu me abracei e olhei para eles. Kol precisava ficar aqui e Davina também. Mas eu não. Eu tinha que fazer alguma coisa.

― Vou ao banheiro.

Falei baixinho olhando para os meus pés e sai do quarto. Assim que estava fora de vista eu corri para o meu quarto e olhei pela janela. Não tinha ninguém. Não dava para me ver. Então eu saltei e assim que meus pés alcançaram o chão eu comecei a correr.

Minha família era forte. Mas não era o suficiente, aquelas bruxas poderiam machucá-los e eu não podia ficar parado esperando para ver quem voltaria daquela batalha. Eu precisava de reforços. Meu pai chamaria os vampiros, mas eu tinha que dar uma mão de um jeito diferente, ou melhor, patas.

Se os lobos ficassem ao nosso lado, isso nos daria uma grande vantagem e eu tinha que pelo menos tentar.

Cheguei no Bayou e parei no lugar onde eu e Zac costumávamos treinar. Eu não tinha pensado muito bem como encontrá-los, Zac nunca tinha me dito onde era ou poderia ser sua casa. Viu só o que eu falei sobre heróis? Os planos deles sempre acabavam dando certo. E aqui estava eu no meio da floresta sem saber nem por onde começar a procurar.

― Não deveria estar aqui.

Falou uma voz atrás de mim me assustando, mas então quando vi Zac, senti um alívio tão grande que corri até ele e o abracei pela cintura.

Só que ele não me abraçou de volta. Isso foi horrível, mas... foi culpa minha. Desde que nos beijamos eu não sabia como deveria me comportar perto dele. Então não fui para nossos treinos e não entrei em contato com ele de jeito nenhum. Era uma baita covardia, mas com minha nula experiência com garotos, e sem poder falar com ninguém sobre ele, eu estava completamente perdida.

Então, ele não me abraçou de volta. Mas pelo menos não me empurrou e isso era uma pequena vitória. Mas aquela situação de abraçar alguém e esse alguém não te abraçar de volta fica constrangedora em cinco segundos, então eu o soltei.

― Você não deveria estar aqui Hanna.

Falou ele novamente. Ele estava vestido de preto como sempre e a escuridão tornava seus olhos um pouco difíceis de ver. Mas eu poderia traduzir facilmente sua hostilidade: ele estava muito bravo comigo.

― Eu preciso de você.

Falei, sendo a única coisa que conseguia pensar, e provavelmente a mais verdadeira.

― Vocês sempre precisam de alguma coisa. Mas eu não estou disposto a fazer nada por você. Então, caia fora enquanto ainda tem tempo para isso.

Ele já ia me dando as costas mas eu segurei seu braço.

― Por favor Zac. Minha família está em perigo, aquelas bruxas podem matar meus irmãos. Eu preciso da sua ajuda.

Ele parou mas demorou um pouco para se virar, mas finalmente o fez. Seu rosto está rígido e ele tentava conter as emoções que fervilhavam dentro dele.

― As bruxas devem ter uma boa razão para isso.

― Eu sei que você odeia vampiros Zac, mas eu não matei seu pai, e nunca machucaria você. E sou eu quem está de pedindo isso, por favor. Me ajuda, fale com seus amigos lobos. Precisamos tentar salvar minha família.

Ele franziu a testa.

― Você acha mesmo que os lobos ajudariam uma Mikaelson? Eles odeiam vocês, se te encontrarem aqui te matam sem pestanejar. Eu fui o único burro o suficiente para me apaixonar por uma híbrida Mikaelson ainda por cima.

Falou ele revirando os olhos. E então eu senti meu coração disparar no peito, aquela sensação de felicidade me dominou completamente e por um segundo eu esqueci todo resto.

Aqui estava eu, com o garoto mais grosso e insensível da terra e eu mal podia respirar sabendo que ele se apaixonou por mim.

― Agora Hanna, seja esperta uma vez na sua vida, e vá embora daqui.

E a felicidade dura bem pouco mesmo.

― Espera um pouco. Você está me mandando embora? Você acabou de dizer que está apaixonado por mim tudo que você tem a me falar é “cai fora”?

― Estar apaixonado por você e querer... qualquer outra coisa com você são coisas bem diferentes.

― Você é um grande mentiroso!

― Jura?

Perguntou ele de um jeito debochado e eu me perguntei enquanto me aproximava dele porque eu tinha que gostar justo desse garoto. Mas eu podia provar meu ponto com certeza. Então fiquei na ponta dos pés e o beijei. E como aconteceu da outra vez os instintos me guiaram e eu segui o contorno da sua boca sentindo seu gosto e sua boca quente na minha, ele me abraçou pela cintura e me apertou contra seu peito retribuindo o beijo e mordendo meu lábio inferior. Eu suspirei e me afastei um pouco, mas permanecendo em seus braços.

― Essa é a sua forma de mostrar que “não quer qualquer outra coisa comigo”?

Ele revirou os olhos de novo mas continuou me abraçando.

― Isso é um grande erro.

Comentou ele.

― Existem muitos erros bons na vida Zac, precisamos cometê-los as vezes, mesmo que não faça nenhum sentido.

Então ele beijou minhas testa e olhou nos meus olhos.

― Então, em que confusão sua família se meteu agora?

Perguntou e eu já responder quando ouvi passos, perto demais. Muitos garotos nos rodearam num piscar de olhos. Eu normalmente os perceberia de longe. Mas eu estava com Zac e não notei mais nada.

Zac se retesou em meus braços e me puxou ainda mais para seus braços, só que dessa vez de forma protetora.

― Uma Mikaelson Zac? Sério? Você está transando com uma híbrida esquisita que ainda por cima é filha de Klaus Mikaelson.

― Cala essa boca Ash!

Um dos garotos estava nos rodeando e seus olhos eram puro ódio e maldade.

― Seu pai se envergonharia de você.

Continuou ele.

― Mandei calar a boca Ash!

Zac rosnou para o garoto e eu não sabia como reagir.

― É sério, o que o seu pai pensaria ao saber que você está caidinho por essa garota? Ah não, espere. Ele não vai pensar nada, porque o pai dela o matou, junto com os nossos também!

Então o garoto arrancou Zac de meus braços e o lançou no chão.

Outros dois garotos do tamanho de armários seguraram meus braços.

― Fiquem longe dela!

Gritou Zac mas o cara que estava falando deu um chute eu seu peito o jogando para trás tossindo. Tentei me soltar e ir até eles, mas outro cara me prendeu no lugar.

― Eu podia matar ela agora mesmo, mas o papaizinho dela vai nos matar, então acho que vamos matar você enquanto ela olha. E toda lembrança que ela terá de você é o quanto arrebentamos sua cara.

Rugiu o garoto e quase todos eles partiram para cima de Zac. Era como se tudo estivesse em câmera lenta. Seus gemidos de dor, um cheiro de sangue no ar. O sentimento de que eu o perderia.

Mas então tudo começou a ficar rápido. Senti meu rosto queimando e puxei meus braços com toda a força que consegui, então uma coisa bem mais forte que eu me dominou. O instinto de proteger o garoto que eu amava.

A fúria explodiu dentro de mim e eu me soltei dos garotos que estavam segurando meus braços. Eu já tinha ouvido falar de surtos de adrenalina, mas nunca tinha sentido isso, e com a força de híbrida correndo em minhas veias foi ainda mais intenso. Tudo se tornou um grande borrão e eu só conseguia pensar em eliminar as ameaças e atacar tudo que estivesse em minha frente.

E muito rápido tudo tinha acabado, não sei se alguns deles tinha fugido, mas o cheiro de sangue era ainda mais forte no ar, muitos estavam caídos no chão. Eu pisquei tentando recobrar a razão ou qualquer outra coisa. E então vi Zac no chão, ele estava tossindo e cuspia sangue. Eu corri até ele e me ajoelhei ao seu lado.

― Zac! Você vai ficar bem, não se preocupe.

Falei mordendo meu pulso e enfiando na boca dele, seus olhos se arregalaram ligeiramente mas eu senti ele bebendo. Nossos olhos estavam grudados uns nos outros. Eu sabia que tinha feito uma coisa terrível, e que minha família estava em perigo também, mas naqueles preciosos segundos eu fiquei feliz porque sabia que ele ficaria bem.

Então senti uma dor lacerando meu peito, pensei em gritar, mas eu sentia que meu corpo estava se paralisando, um calor se espalhou a partir do meu coração e então eu apaguei.

***

― Hanna! Acorda! Por favor Hanna, acorda! Você não pode morrer, você não é uma garotinha fracote lembra? Acorde!

Meu corpo estava leve, mas eu sentia que alguém estava me abraçando. Eu sentia um formigamento estranho que ia subindo pelos meus braços e pernas, mas ia me fazendo senti-los novamente a medida que faltava.

Aquela voz estava distante, como se eu tentasse ouvir algo dentro da água. Os sons eram difíceis de distinguir mas definitivamente estavam lá.

― Eu não vou sair daqui, não até você acordar ouviu bem?

A voz soou mais nítida dessa vez e eu reconheci a voz de Zac. Então tudo pareceu finalmente voltar de uma única vez e eu abri os olhos.

― Zac, você está bem?

Falei olhando seus olhos inclinados sobre mim marejados de lágrimas. Então uma delas escorreu por seu rosto e ele sorriu aliviado.

― Bem? Você me fez segurar uma híbrida semi morta e bem suja de sangue e quer saber se estou bem? Só pode ser brincadeira...

Resmungou ele mas me apertou em seus braços e eu o abracei de volta. Ele estava bem e estava na hora de cuidarmos de outras coisas. Eu me sentei e olhei em volta. Então uma brusca onda de náuseas me atingiu quando olhei em volta vendo todos aqueles garotos que provavelmente estavam mortos. E eu os matei.

Eu abracei Zac novamente e enfiei a cabeça em seu ombro.

― Eu os matei não foi?

Falei no meio de um soluço, ele me apertou em seus braços mas não disse nada. Mas então me lembrei de novo dos meus irmãos e fiquei de pé.

― Preciso ir, tenho que ajudar minha família.

Falei a Zac que entrelaçou os dedos nos meus.

― Eu não vou deixar você ir sozinha Hanna, mas seu pai não vai gostar de me ver lá.

― Você é um lobisomem, tenho certeza que existem mais lobisomens que...

Um olhar estranho cruzou o rosto de Zac quando eu disse a palavra “lobisomem”, e eu parei de falar e enruguei a testa.

― Zac?

Ele olhou por cima da minha cabeça e travou o maxilar.

― Eu não sei bem o que eu sou agora, mas definitivamente não sou um lobo.

Falou ele ainda sem me olhar.

― Como assim?

― Ash enfiou uma estaca em seu peito e depois ele... me matou.

Aquelas palavras não fizeram o menor sentindo para mim. Ele estava ali na minha frente, estava bem. Como assim o mataram?

― Mas você está bem, eu curei você.

― Isso mesmo, e quando eles me mataram, seu sangue estava em meu organismo. E quando eu acordei eu estava... diferente.

― Você virou um vampiro?

― Eu era um lobisomem Hanna, lobisomens não virão vampiros.

É claro que não. Lobisomens só poderia se transformar se bebessem o sangue... de um híbrido. E foi isso que eu fiz, eu tentei curá-lo com meu sangue, e agora ele talvez fosse como eu.

― Você é um híbrido.

Falei aquelas palavras tentando fazê-las fazer um pouco mais de sentindo na minha cabeça.

― Eu não sei, mas temos que voltar para sua casa e ver o que está acontecendo. Depois resolvemos essa coisa de ser ou não um... híbrido.

Ele falou aquilo tão rápido como se não quisesse dizer. Como se não quisesse sequer pensar sobre isso. E eu sabia bem porquê. Em New Orleans, para um lobisomem, virar híbrido não era bom, era a pior coisa que podia acontecer, eles se orgulhavam do que eram e detestavam vampiros. E eu não sabia o que realmente tinha acontecido com Zac, e tinha medo de que seu eu descobrisse ele ficasse com raiva de mim, ou até pior. Me odiasse.

― Tem razão, vamos.

Então eu segurei em sua mão e nós dois disparamos de volta para a mansão. Nenhum de nós falou qualquer coisa no caminho, estávamos pensando, no que fazer, no que significava, e como ele ficaria depois de tudo.

Mas todas essas dúvidas desapareceram assim que chegamos a mansão. A cena que se desenrolou a minha frente era assustadoramente terrível.

Toda a minha família estava lá. Lutando, defendendo nossa casa como heróis. Mas pela primeira vez desde que eu consigo lembrar eu os vi sangrando. Seus rostos demonstravam determinação, mas também demonstravam dor. Havia bruxas, lobisomens e até vampiros atacando incansavelmente. Para cada um que eles derrubavam, surgiam mais cinco. E um medo congelante apertou meus estomago. Medo de ver a dor e o cansaço em seus rostos, medo de ver seu sangue escorrendo deles, medo de nunca mais ver minha família.

Então sem sequer pensar no que eu faria eu fui a luta, me juntei a eles para defendê-los ou para que pudéssemos morrer juntos.