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11 Capítulo 11
Notas iniciais
POV’S Caroline
Na manhã seguinte terminei de arrumar minhas malas enquanto Klaus me observava deitado na cama e mexendo em meu celular. Sentia-me tão feliz por ele estar aqui, empurrei para o lado todas as minhas dúvidas sobre nossa relação e sobre o bebê e Hayley, e só aproveitei o momento.
Joguei-me na cama e tomei meu celular da mão dele.
― Nunca ouviu falar que é falta de educação fuçar o celular de uma dama?
― Nada pode ser tão instrutivo para um homem quanto isso...
Ele deu uma risada descontraída e esse som me fez sentir tão bem por dentro, podia ser o maior clichê do mundo mais ele parecia outra pessoa, nada do híbrido/original/super do mal, éramos só Klaus e Caroline curtindo a companhia um do outro. A não ser por... Senti meu rosto esquentar quando pensei sobre isso. Ele me mordeu durante o sexo, duas vezes (não que eu estivesse contando), e tinha sido muito bom, mas isso ainda me confundia, eu sempre associei a mordida de vampiro a dor, meu relacionamento estranho com Damon era a origem dos meus medos, só que agora com Klaus, eu experimenta sensações tão novas e estranhas, mas ao mesmo tempo muito boas.
― Então... Você já teve muitas namoradas... Vampiras?
Ele mexeu em meu braço.
― Com medo da competição amor?
― Não, só pensando sobre...
Não sabia como tocar no assunto, e era uma coisa totalmente incomum, Caroline Forbes sem palavras?
― Sobre...?
Limpei a garganta.
― Você já mordeu outras vampiras durante o sexo antes?
Ele ergueu as sombra celhas para mim.
― Você quer falar mesmo sobre o que eu já fiz ou não com outras mulheres?
― Não só pensando sobre como... sei lá, de onde você tirou isso?
― Foi ruim?
― Não, é que eu nunca tinha feito isso antes... Quer dizer, não voluntariamente pelo menos.
― É instintivo, amor. Nosso corpo reage assim com emoções tão... intensas.
― Eu nunca senti isso antes...
― É porque você se reprime demais, devia deixar seus instintos livres, e aproveitar tudo que sua condição de vampira tem a oferecer.
― Eu tenho medo, do que eu poderia fazer ou quem eu poderia me tornar...
― Você é incrível, e nada pode mudar isso em você Caroline.
Sorri um pouco e me levantei.
― É melhor irmos logo.
Ele levantou e pegou minha mala.Fiz o check-out no hotel e pegamos um táxi até sua casa.
Assim que entramos vi Marcel e Rebekah no sofá, eles se separam imediatamente quando chegamos, Hayley estava sentada numa poltrona e sorriu ironicamente.
― Olha só, a rainha do drama voltou!
― Eu vou ignorar isto por causa do seu estado de gravidez.
― Que bom para você.
Marcel se levantou sem graça e foi até Klaus.
― Podemos conversar?
Klaus se limitou a assentir e notei que ele não tinha gostado de vê-los juntos. Ele levou minhas malas para cima, e eu sentei no sofá. Depois entraram em uma porta do que pareceu ser um escritório.
Eu me vi olhando de Hayley para Rebekah sem saber o que dizer ou como começar uma conversa com elas.
― Então você e Klaus fizeram as pazes, não é? Já estava mais do que na hora, não se podia dizer uma palavra nessa casa que ele surtava.
― Ele mentiu para mim, e você ajudou diga-se de passagem, mas agora está tudo bem.
Falei olhando enfaticamente para Hayley, mesmo ele tendo me assegurado que não havia mais nada entre eles, eu não confiava nela, ela teve uma queda por Tyler e agora estava grávida do Klaus, me parecia um péssimo precedente.
― Ao que parece vamos dividir o mesmo teto querida, então vamos tentar não enfiar as garras uma na outra, ok?
― Posso tentar.
Demos um meio sorriso incerto para outra e eu relaxei um pouco, acho que nossa convivência não seria tão ruim assim.
POV’S Klaus
Caminhei de um lado para outro no escritório enquanto Marcel observava meus passos.
― O que elas querem afinal?
― Eu não sei bem o que houve para fazer Genevieve mudar de uma ora para outra, mas elas querem reduzir o território dos lobos, diminuir a quantidade de vampiros que têm anéis do sol, e serem consultadas para qualquer decisão importante a respeito da cidade.
― E os humanos?
― Eles ainda estão em cima do muro, mas tendem a escolher o lado vencedor.
― E sua amiguinha Davina, ela também está fazendo exigências agora?
― Davina é uma das garotas da colheita Klaus, e ela vai apoiar os dela. Elas estão muito poderosas agora, uma aliança com elas melhoraria os ânimos e nos fortaleceria, se os vampiros e os lobos acharem que nossas forças estão ruindo, podem achar que podem tentar tomar a cidade e a última coisa que queremos é uma guerra. Você deveria conversar com Genevieve, poderia melhorar seu humor.
Sorri sem querer ao lembrar do motivo específico da mudança de humor de Genevieve. Os laços estavam frágeis na cidade, e como um castelo de cartas, poderia ruir a menor brisa. As bruxas estavam do nosso lado, alguns vampiros também, só que uma parte dos vampiros se sentia ameaçada pela presença dos originais e ficariam contra qualquer coisa para nos afastar. Além disso os lobisomens eram uma força a se considerar, já que faziam parte da família de Hayley e estávamos tentando evitar ao máximo matá-los. Era quase possível sentir a tensão nas ruas, cada um estava confinando por uma fronteira imaginária e um simples passo fora seria o caos. A vantagem das bruxas ao nosso lado era apaziguar os ânimos, fazer com que temessem um confronto direto, mas minha... digamos indiscrição com Genevieve ontem, custou sua lealdade e isso traria mais problemas do que eu queria considerar agora.
― Provavelmente eu ir falar com Genevieve agora vai piorar e muito a situação.
― Se demos mais poder as bruxas Klaus isso iria inflamar os ânimos de todos, eles se sentiriam encurralados.
― Você acha que eu já não pensei nisso Marcel, acha que não penso no que está acontecendo?
― Temos que tomar uma posição, ou vão pensar que somos fracos.
― Onde está Elijah?
― Em reunião com os humanos, vai nos encontrar aqui em breve.
― Aqui não, vamos para sua casa, não quero envolver Caroline nisso, ela já sofreu o suficiente por uma guerra que não é dela.
Joguei-me na poltrona e suspirei frustrado, tinha planos de passar o dia inteiro com Caroline, mas agora eu teria que resolver um problema que eu mesmo causei.
― Vamos, ligaremos para Elijah no caminho.
Antes de chegarmos na porta puxei Marcel pelo ombro e o fiz parar.
― Eu ignorei a cena na sala porque estou de excelente humor hoje, mas se continuar sua brincadeira com minha irmã e Camille, isso vai custar sua vida, fui claro?
― Não tenho mais nada com Camille Klaus, somos apenas amigos.
Aproximei meu rosto do dele, aquilo me deixava com raiva por várias razões. Primeiro que foi esse amor tolo com Rebekah que custou minha cidade anos atrás, me fazendo fugir de Michael como um covarde. Segundo que Camille era uma boa pessoa, ela já tinha perdido o irmão e o tio, não merecia sofrer mais, e ela era importante para mim, mesmo que eu não a quisesse como mulher, pelo menos não mais, eu queria protegê-la.
― Fui claro?
Praticamente rosnei a pergunta para Marcel, ele contraiu os lábios e concordou.
Caminhamos para sala, disse a Marcel que me esperasse no carro e me sentei ao lado de Caroline pegando sua mão.
― Infelizmente, vou precisar sair e resolver uns problemas, talvez demore um pouco, então você pode fazer o que quiser hoje.
Ela pareceu um pouco chateada com isso mais concordou.
― Acho que vou fazer compras, preciso comprar vários presentes ainda, e além do mais achei umas lojinhas incríveis por aqui.
― Ótimo, divirta-se.
Dei um beijo nela e me levantei. Ser rei custava um pouco mais do que eu queria admitir.
POV’S Caroline
Depois da saída estranha de Klaus peguei minha bolsa e sai para fazer compras. Ele parecia tenso e preocupado, eu não tinha ouvido a conversa com Marcel, mais pareceu bastante importante. Queria perguntar para ele o que ouve ou se eu poderia ajudar, mas imaginei que não seria de ajuda nenhuma, eu mal compreendia como aquela cidade funcionava e tinha um pouco de medo de descobrir.
Vaguei por algumas lojas só que comprei poucas coisas estava meio preocupada e meio nervosa, não sabia bem a origem desses sentimentos mas não podia simplesmente fingir que não estavam ali.
Entrei em uma lanchonete para comer alguma coisa e vi Camille sentada com uma garota que parecia ter 17 anos. Ela acenou para mim quando entrei e fez sinal para me juntar a elas, sorri de volta e fui em direção a elas.
― Como está Caroline? Está é Davina, Davina Caroline.
― Oi.
Ela deu um pequeno sorriso para mim e eu retribuí.
― Oi.
― Não nos vimos mais depois do museu, pensei em te ligar.
― Desculpe, meus dias foram um pouco corridos depois daquele dia, mas acho que podemos marcar alguma coisa agora.
― Seria ótimo.
Sorrimos uma para outra, e ficamos conversando sobre vários assuntos durante o lanche, Davina era meio tímida mas a medida que conversávamos ela ia se soltando e sorrindo conosco.
Quando levantamos para sair, eu me despedi e pedi o número das duas, eu com certeza gostaria de amigas aqui além de Rebekah e Hayley. Peguei um táxi para ir para casa, encontrado-a totalmente em silêncio, Klaus não tinha voltado ainda.
― Olá?
― Aqui!
Ouvi Hayley responder da cozinha e me dirigi até lá. Encontrei ela, sentada na mesa da cozinha com uma coisa que parecia ser um sanduíche de pasta de amendoim, peito do peru e picles, e com tantas camadas de recheio que parecia ter uns 30 cm.
― Argh... o que é isso?
― Fiquei com fome, quer um pedaço?
― Isso é comestível?
Sentei no balcão na frente dela e ela sorriu dando uma enorme mordida na coisa.
― Claro que é, está uma delícia!
― E eu que pensei que já tinha visto coisas estranhas o suficiente nessa vida.
― Não seja boba, é muito bom. Só falta uma cerveja bem gelada para acompanhar, mas Elijah não quer que eu beba nada alcoólico por causa do bebê.
Disse ela revirando os olhos.
― Acho que o bebê deve estar se revirando agora com isso que você está comendo.
― Ela está adorando na verdade.
― Ela? É uma menina?
Não tinha muitas informações sobre o bebê, e mesmo não gostando dela, não podia deixar de sorrir ao pensar numa garotinha com olhos exatamente igual aos do pai.
― Não tenho certeza, mas acho que sim, com toda essa confusão entre clãs, eu não posso exatamente ir ao hospital fazer uma ultrasonografia.
― Confusão entre clãs?
― É você sabe, lobisomens, bruxas, vampiros...
― Na verdade, não sei, ninguém me disse nada sobre isso.
― Bem típico do Klaus, achar que pode resolver tudo...
― É claro que pode, ele tem uma mente brilhante para ajudar.
Nos viramos e vimos Elijah entrar sorrindo e olhando para Hayley, era quase impossível não notar olhar apaixonado dele, e ela retribuía do mesmo jeito. Desviei os olhos sem graça, parecia meio invasivo dividir esse momento com eles.
Ela pigarreou e olho para mim parecendo notar minha presença. Elijah fez o mesmo e olhou para o sanduíche com cara de nojo.
― Isso é pasta de amendoim com picles?
Perguntou incrédulo.
― É sim e por falar nisso, que dia é hoje? Precisamos fazer compras para a casa.
― Hoje é dia 14.
Parou um pouco como se lembrasse de alguma coisa e depois sorriu para ele mesmo.
― O que foi?
― Nada é só que... hoje é aniversário de Niklaus.
― Sério? Tipo o dia que ele virou vampiro, ou o dia que ele nasceu?
Perguntei a Elijah.
― O dia que ele nasceu, mas imagino que nem ele mesmo se lembre disso. Não tínhamos hábitos de comemorar aniversários quando éramos humanos, e depois do transformação tudo se perdeu ainda mais.
Me levantei da cadeira dando pulinhos de animação.
― O que foi?
Hayley perguntou meio sorrindo.
― Já sei o que vamos fazer hoje.
― E o que “nós” vamos fazer hoje?
Perguntou Elijah, desconfiado.
― Vamos fazer uma festa surpresa para o Klaus.
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