Finally found you

37 Capítulo 10 – Season 2


Notas iniciais
Hey gente Capítulo novo, desculpem pelo atraso colossal, mas tive uns probleminhas pessoas por isso estava sem condições de escrever. Mas tá tudo pronto agora, espero que gostem. Bjos.

Caroline

A casa estava absolutamente silenciosa. Mas eu podia ouvi-los do lado de fora. Vampiros. Todos a mando de Klaus cuidando para que ninguém chegasse perto de mim. Mas eu não me sentia segura. E principalmente. Não sentia que meus bebês estavam seguros. E essa sensação crescia a medida que eles cresciam dentro de mim. Cada dia estava chegando mais perto, e eu queria isso, queria ver seus rostinhos, ver se eram mais parecidos comigo ou com Klaus. Mas ao mesmo tempo temia o risco que eles correriam assim que saíssem de mim.

Quando vivemos e somos o sobrenatural, sempre há algo a espreita. Coisas incrivelmente boas, ou coisas tão ruins que mal pensávamos sobre elas até que estivessem bem perto de nós.

Klaus e Elijah estavam tentando localizar a bruxa. Mas ela parecia um vento agourento, sentíamos sua frieza, mas não podemos vê-los. Ela estava em New Orleans, mas nunca chegamos nem perto de encontra-la.

Klaus achava que se a encontrássemos e a matássemos antes dos bebês nascerem, acabaríamos com o risco, mas isso também não aconteceu.

Eu queria saber mais sobre o que estava acontecendo, mas todos pareciam determinados a me manter de fora. Diziam que eu deveria me concentrar nos bebês que eles cuidariam do resto. Mas como alguém consegue se preocupar apenas com uma parte da família? Sabendo que os demais poderiam estar correndo perigo agora mesmo?

A resposta é simples: não é possível. E todos os meus dias pareciam ser uma espera sem fim para saber onde eles estavam e quando chegariam.

Acho que já passava da meia noite quando senti alguém me pegar no colo. Eu adormeci no sofá esperando Klaus chegar, e agora senti seu cheiro em meio a nuvem de sono.

― Klaus?

Perguntei enquanto ele subia as escadas.

― Sou eu, amor. Vou te levar para cama.

Pouco depois ele me deitou gentilmente, mas eu segurei seus braços.

― Fique aqui comigo, por favor.

Pedi, não querendo admitir nem para mim mesmo o quanto a distância entre nós estava minando minhas forças. Klaus estava totalmente focado em eliminar aquela ameaça, e eu não deveria exigir que ele ficasse comigo. Mas eu sentia demais sua falta, e em momentos como agora eu simplesmente não conseguia aguentar.

Ele não respondeu, apenas se deitou e me abraçou com a palma da mão na minha barriga.

E então, como se sentindo que o pai deles estava ali, os bebês começaram a mexer. Ele soltou um suspiro maravilhado e acariciou bem devagar minha barriga.

Era uma sensação incrível. Estar aqui, com meu marido, sentindo nossos filhos mexendo dentro do meu ventre. Algo que nunca achei que teria, mas que era absolutamente necessário. Senti uma lágrima escorrer por meu rosto, então Klaus a secou com a ponta dos dedos.

― Não chore. Vai ficar tudo bem. Eu prometo.

Eu concordei com a cabeça, mas não falei nada. Porque eu mesma não sentia que as coisas ficariam bem.

― Me fale sobre ela.

Falei baixinho, mas para ter algo diferente em que pensar do que qualquer outra coisa. Ele ficou em silêncio por bastante tempo, tanto que pensei que ele não responderia.

― Eu a conheci a quinhentos anos, mais precisamente, na época que Katerina fugiu de mim e se transformou em vampira. Eu pensei que nunca encontraria outra duplicata, então tinha que arrumar um jeito de quebrar a maldição sem ela.

Ele parou de falou por um tempo e ajeitou meu cabelo atrás da orelha.

― A violência sempre marcou minha vida, e nesse período em especial, eu estava volátil e totalmente fora de controle. Então busquei em todos os confins da terra, os clãs mais poderosos de bruxas que existiam. Foi assim que eu encontrei Lucy. E o clã das sete irmãs.

― Sete irmãs?

― Sete bruxas nasciam no clã a cada século. Elas eram poderosas, pois canalizavam a força de cada membro, mesmo aqueles que não tinham o dom da magia. Então, quando elas completavam dezoito anos, o clã consagrava seus poderes, e a mais poderosa, das sete, lideraria o clã e teria poderes incríveis.

― Você achou que elas te ajudariam?

― Não. Eu pensei em ameaçar na verdade, mas sabia que minha chance seria muito melhor se esperasse que o clã as consagrassem, quanto mais poder melhor.

― Lucy era uma delas então?

― Lucy era a mais poderosa delas, e quando houve o ritual, ela se tornou a regente do clã. Então eu a seduzi e a convenci a me ajudar. Ela achou que conseguiria quebrar a ligação com a duplicata, mas precisaria usar o poder de todas as irmãs bruxas. Porque a ancora da ligação, era a bruxa original, e ela estava extraindo poder das bruxas Bennet, tornando a conexão quase inquebrável.

― Uma bruxa não consegue canalizar tanto poder, iria mata-la.

― Na época, eu não sabia disso e nem Lucy. Mas acho que mesmo que soubesse, não me importaria. Eu não me importava com nada, eram só pessoas que eu poderia usar.

Seus olhos ficaram duros e eu só podia imaginar o quanto deveria ser difícil, vislumbrar tanta dor e ódio no seu passado, comparado a tudo que ele podia ter agora.

― Mas o clã não concordava com o envolvimento dela com um vampiro, e ameaçaram bani-la. Mas Luci era muito mais poderosa do que ele poderiam imaginar, então ela canalizou toda a magia do clã, impedindo que eles fizessem qualquer coisa contra ela.

― Como assim impedindo? Para canalizar magia não é preciso que as bruxas estejam com seus poderes?

― Ele retirou toda a magia do clã e fugiu comigo. Mas tanto poder assim dentro de uma bruxa a estava enlouquecendo. E a consumindo por dentro. Então ela tentou quebrar a ligação, e o poder foi demais para ela, eu pensei que ela tinha morrido, e a maldição continuava intacta.

Seus olhos pareciam perdidos em memórias.

― Poucas vezes durante a minha vida eu senti tanto a fúria me consumir como naquela noite. Eu dizimei um vilarejo inteiro em poucos minutos, e depois queimei tudo que sobrou de pé.

Eu estava em choque. Tanta maldade e dor. Durante tanto tempo, amargurando sua alma. E mesmo assim, depois de tudo. Ele ainda foi capaz de sentir.

― A magia deve ter poupado a vida dela. E agora ela quer vingança.

Concluiu ele, finalmente voltando a me olhar.

― Ela está atrás de nós, mas não vamos deixar acontecer.

Ele balançou negativamente a cabeça.

― Ela não está atrás de nós. Está atrás de mim, ela veio até aqui por minha causa. E eu vou dar um jeito de encontra-la, e garantir que não sobre nada para ser poupado.

Falou ele, e então se levantou. Eu me sentei na cama.

― Para onde você vai?

― Não posso esperar ela vir até nós, temos que encontra-la.

Falou ele vestindo o casaco, então eu me levantei.

― Você já está nisso a dias Klaus, descanse um pouco, fiquem um pouco em casa.

Ele se virou para mim e me encarou.

― Eu só vou descansar quando ela estiver morta.

― Pare com isso! Não percebe que é por isso que ela está aqui? Morte sempre atraí morte Klaus. Não podemos resolver tudo assim.

Ele se aproximou de mim e sua expressão estava furiosa, mas eu podia ver que no fundo ele estava preocupado e com medo que nos machucassem.

― Ela vem até aqui, ameaça minha mulher e meus filhos, e você acha que eu não vou responder a altura?

― Não é isso, eu só estou pedindo que você vá com calma. Você acha que eu vou me sentir melhor se você se machucar?

Sua expressão se atenuou um pouco, mas ele não cedeu.

Eu queria tocar seu rosto e lhe transmitir um pouco de calma, então dei um passo em sua direção, mas uma dor aguda no meu ventre me fez ofegar e parar no lugar.

― Caroline? O que foi?

Levei a mão a barriga sentindo pontadas de pânico.

― Uma contração.

Murmurei indo para a cama e me sentei. Klaus veio até mim e se ajoelhou na minha frente.

― Contração?

Perguntou ele e vi seus olhos se arregalarem sob a perspectiva do que aquilo poderia significar.

― Deve ser um alarme falso.

Falei tentando acalmar nós dois com essas palavras, mas não estava funcionando muito bem. Os bebês estavam grandes demais, para minha barriga. E logo não haveria mais espaço, só que eu esperava muito que esse momento não fosse hoje. Ainda era cedo demais. Não estávamos prontos.

Segurei a barriga desejando muito que as contrações não viessem mais.

― Não podemos ficar aqui. Vamos para a mansão.

Falou Klaus fazendo menção de me pegar no colo.

― Porque? Eu estou bem.

― Porque lá tem mais pessoas para proteger você.

― Isso é bobagem, os bebês não vão nascer ainda.

Levantei pensando que caminhar um pouco pelo quarto sempre me acalmava, e na atual situação, eu precisava muito me acalmar.

Só que quando estava dando a segunda volta pelo quarto, senti outra forte contração no meu ventre e um liquido viscoso escorreu por minhas pernas.

Olhei para Klaus em pânico e ele veio para perto de mim no mesmo segundo.

― Temos que ir.

Falou em tom de urgência e eu não objetei mais, apenas acenei com a cabeça e ele me guiou para baixo.

Então entramos no carro e Klaus foi o mais rápido possível para a mansão. Tentei não demonstrar quando as contrações vinham, para não deixa-lo ainda mais nervoso. Mas eu mesma estava apavorada.

Chegamos a mansão pouco depois e ele me ergueu no colo me levando para dentro.

― Elijah!

Gritou Klaus assim que passamos pela porta, ele subiu as escadas e me levou para o nosso antigo quarto, ao mesmo tempo que Elijah e Hayley chegavam a porta.

― Ela está entrando em trabalho de parto.

Falou ele para o irmão e suas expressões ficaram bem mais sérias.

― Vou buscar Kol e Davina.

Falou Elijah desaparecendo, e Hayley entrou no quarto, seguida por Hanna, que parecia determinada mas ao mesmo tempo feliz.

Ela veio para o meu lado e segurou minha mão.

― Hora de fazer meus irmãos nascerem?

Perguntou ela sorrindo e eu me senti um pouco mais calma vendo-a ali perto.

Klaus pegou o telefone e ligou para Marcel e Rebekah.

Outra contração ainda mais forte me sacudiu e eu não pude evitar de gemer de dor, os olhos de Klaus voaram para mim e ele veio para meu lado segurando minha outra mão.

Todos nós parecíamos desesperados e incertos, sem saber como fazer isso ou o que faríamos quando os bebês nascessem.

― Está na hora, temos que preparar você.

Falou Hayley e me ajudou a tirar a calcinha e colou um lençol sobre minhas pernas.

Eu fechei os olhos tentando controlar a respiração, tentando focar em meus filhos. Mas estava assustada. Queria minha família aqui também.

― Klaus?

Chamei e ele chegou mais perto de mim.

― Sim?

― Eu preciso delas Klaus, pensei que conseguiria fazer isso, mas eu quero muitos elas aqui. Elena, Bonnie, Stefan... Minha mãe.

Uma lágrima escorreu por meu rosto ao lembrar de meus amigos que eu provavelmente estava colocando em perigo. Mas eu precisava deles também.

Klaus debruçou sobre mim e beijou minha testa.

― Não se preocupe. Eles estarão aqui.

Então saiu do quarto, outra contração ainda mais forte, sacudiu meu corpo e Hanna apertou com força minha mão.

― Eles vão ficar bem tia Care, e vão ser lindos, especialmente se puxarem a irmã.

Então Klaus voltou para o quarto e Hayley se posicionou entre as minhas pernas.

― Quando as contrações vierem você precisa empurrar, o mais forte que conseguir.

Falou ela, mas a dor me fazia ficar confusa, eu não sabia bem como fazer isso. Mas tinha que deixar meus instintos guiarem meu corpo. Então quando a contração veio eu serrei meus dentes e empurrei o máximo que consegui.

― Você está indo bem Caroline!

Falou Hayley, mas achava que devia estar fazendo algo errado, pois a dor só se intensificava e eu não conseguia fazer força o suficiente. Mas então quando a próxima contração veio, senti um peso no meu ventre e fiz o máximo de força possível empurrando para fora, e quando consegui respirar, ouvi um choro de bebê.

Levantei a cabeça para ver Hayley tirando um dos bebês de dentro de mim, e já ia pedir para vê-lo quando outra contração me sacudiu. A dor pareceu ainda mais forte dessa vez, eu cheguei a pensar que não conseguiria, um grito passou por minha garganta e fiz muita força para conseguir, e então ouvi outro choro. Fazendo eco ao primeiro. Eu desabei na cama me sentindo exausta.

― São meninos.

Falou Hayley e então eu ergui a cabeça querendo vê-los. Em algum momento todos os Mikaelson voltaram e estavam todos em volta da cama, quando Hayley me deu um dos bebês, e depois o outro.

Seus rostinhos estavam cobertos de sangue e eram minúsculos. Mas eram a coisa mais bonita que eu já vi em toda minha vida. Meus olhos se encheram e lágrimas e eu levantei o rosto para Klaus.

― São nossos bebês.

Falei vendo lágrimas já escorrendo por seu rosto também.

― Nossos bebês.

Concordou ele sorrindo para mim.

O nascimento dos meus filhos foi o momento mais emocionante da minha vida. Mas se tornou também o mais aterrorizante.

― Fes Matos, Hantero Aseri Gratas, Disasustos Vom, Mas Pro Jeta Sutei! Vitamas Veras! Fes Matos Tribum, Mihanto Eseria, Disasustos Vom, Mas Pro Jeta Sutei!

O coro das bruxas ecoavam de forma agourentada pela casa, e o desespero me tomou.

― Elas estão aqui. ― Falei para mim mesma. ― Vieram buscar o bebê.

Notas finais
E então o que acharam?