Finally found you

28 Capítulo 1 – Season 02


Notas iniciais
Heyyy People!! Segunda temporada na área! He He He. Então, vou postar a segunda temporada aqui mesmo, seguindo a primeira para vocês não se perderem e acabarem não lendo. Mas enfim, a segunda temp se passa 17 anos depois do casamento de Klaus e Caroline e vamos ter muito Klaroline mas também vamos ter parte da história sobre a perspectiva da Hanna. Então chega de enrolação. Boa leitura. Bjinhos.

POV’S Hanna

Encarei meu reflexo no espelho e ajeitei meu cabelo pela milionésima vez. Já reparou que quanto mais você ajeita o cabelo ele insiste em parecer esquisito?

Ajeitei de novo a blusinha branca de mangas curtas que resolvi vestir hoje. Meu jeans e tênis também não estavam nada mal. Eu queria causar a impressão mais normal possível. Mesmo hoje sendo meu primeiro dia de aula, e eu já começar pelo terceiro ano do ensino médio. Que por si só já era bem esquisito.

Respirei fundo e peguei a mochila colocando-a nas costas. Meu estomago estava embrulhado e o nervosismo trazia um friozinho na barriga que não passava.

Eu amava minha família. Mais que tudo. Acho que ninguém jamais recebeu tanto amor quanto eu com meus dois pais e minhas duas mães. Bom, assim era como eu os considerava, pois meu Tio Elijah e a esposa do meu pai, Caroline, me deram tanto amor quanto meus pais biológicos. Eu adorava passar meu tempo com eles, mas já estava mais do que pronta para ter amigos da minha idade.

Não é que eu tivesse vivido escondida, pelo contrário. Mas eles eram super-protetores ao extremo e não me deixavam passar um segundo sequer longe deles. Hoje ia ser a primeira vez que eu passaria meu dia por minha própria conta. É claro que demorou anos para eu convencer meus pais a deixarem. Eles achavam que era perigoso e blá, blá, blá. Mas depois de eu implorar, chorar, bater os pés no chão e me trancar no quarto eles enfim concordaram. Afinal de contas eu ia fazer dezoito anos em três meses. Já estava mais do que na hora de sair um pouco e conhecer o mundo.

Desci as escadas hesitante, torcendo silenciosamente para que meus pais estivessem tomando café. Mas é claro que estavam todos na sala de estar a minha espera.

― Bom dia pessoal.

Minha mãe veio até mim e me abraçou, me deu um beijo na bochecha e depois deu um passo para trás para me analisar. Tia Caroline se juntou a ela e acariciou meu rosto.

― Seja legal, converse com as pessoas e sorria bastante, vai passar a impressão certa.

Falou Tia Caroline.

― Não sorria demais também, e não precisa falar pelos cotovelos, ou vai parecer desesperada.

Completou minha mãe. Meu nervosismo aumentou ainda mais. Será que daria tudo certo? Ou seria um fiasco total? Eu estava acostumada a conviver com vampiros, bruxas, lobisomens e até híbridos. Mas minha experiência com pessoas normais era nula. Mordi o lábio, tentando me força a ficar calma.

Meu pai passou por elas e colocou as mãos nos meus ombros, me encarando fixamente, com seus olhos verdes exatamente iguais aos meus.

― Seja você mesma, as pessoas vão te amar ou te odiar, mas seja o que for você é uma Mikaelson, não precisa se preocupar com a opinião de ninguém está bem?

Me joguei em seus braços e enterrei a cabeça em seu peito. Apesar das palavras meio estranhas, esse era o jeito dele de dizer que eu ficaria bem. Ele não concordava com minha ida a escola, mas mesmo assim estava tentando ajudar. Meu pai era a pessoa que eu mais admirava no mundo.

― Obrigada.

Falei me afastando dele, ele tocou meu queixo e sorriu de lado.

― Não por isso.

Olhei em volta sentindo a confiança renovada.

― Então vamos?

Disse tio Elijah e eu pisquei surpresa.

― Vamos onde?

― Levar você para a escola.

― Vocês não vão me levar!

Falei quase gritando sentindo o pânico me atingir de novo.

― Vocês prometeram lembram? Um ano escolar normal, sem ameaças ou compulsão, por favor!

― Eu sei disso Hanna, e o que pode ser mais normal que os pais levarem a filha na escola no primeiro dia de aula?

― Qualquer coisa é mais normal que um bando de olhares feios e dois vampiros hostis no meu primeiro dia de aula!

― Não vamos lançar olhares feios para ninguém, vai ser como quando levamos você ao parque lembra?

Eu lembrava. De todas as vezes que minha família tentou interagir com famílias humanas normais, perfeitamente. Bufei e cruzei os braços na frente do peito.

― Sério, que nem daquela vez que uma garota pegou minha boneca no parque?

― Eu só estava tentando ajudar.

― Você mostrou as presas para ela!

Tio Elijah ergueu os braços como quem se declara culpado.

― Mamãe!

Tentei pedir socorro antes que a situação fugisse ao controle. Mamãe lançou um olhar feio para ele.

― Vamos ficar em casa Elijah.

Falou ela resoluta, e ele abaixou os ombros derrotado.

― Eu não fiz nada com a garota.

Falou meu pai e eu o encarei.

― Você fez o pai dela pensar que era um cachorro. Por uma semana!

Eles explodiram em gargalhadas.

― Não tem graça!

― Você diz isso porque não viu o sujeito perseguir um gato na rua.

― Tia Care!

Apelei para única pessoa naquela casa que conseguia fazer meu pai mudar de idéia. Ela foi até ele caminhando decidida.

― A Hanna vai para a escola de carro como qualquer adolescente, nós vamos ficar aqui e torcer para que ela tenha um bom dia.

Ele fechou a cara para ela e sentou na poltrona. Tia Care piscou para mim.

― Vá logo Hanna, para não se atrasar logo no primeiro dia.

Dei um sorriso enorme e saí quase correndo pela porta. Gritei um “Amo vocês” por cima do ombro e já estava no carro o mais rápido que consegui correr.

Dirigir sempre me acalmava. Meu pai tinha me ensinado a quase dois anos. Foi muito divertido, apesar de ver a mamãe quase ter um enfarto quando contei que corremos a 160 por hora. Sorri com a lembrança e quando me dei conta já tinha chegado em frente ao colégio. Estacionei, mas precisei de um bom tempo para criar coragem de sair.

Quando finalmente o fiz o nervosismo me atingiu de novo. Tomei o cuidado de não olhar demais para ninguém. Fui andando para a secretária pegar meu horário. Já sabia o caminho de cor, de tantas vezes que me preparei para sair.

Quando finalmente voltei de lá, olhei em volta. A atmosfera era de alegria. Amigos se reencontrando e contando como foi o verão. Alguns casais aqui e ali se olhando feito bobos de mãos dadas. Algumas pessoas me olhavam com curiosidade. Mas era só isso. Sem estranheza, ou desconfiança. Ninguém ali desconfiava quem eu era. E isso foi um alívio mais que bem vindo.

Encontrei o Caminho da sala e sentei. No meio como me aconselhou Tia Care. Nem Nerd, nem turma da bagunça.

Alguns alunos iam entrando e tomando seus lugares. Fui absorvendo os rostos. Tentando me familiarizar com as pessoas com as quais passaria quase meu tempo todo. Ouvi um esbarrão e alguém resmungar na porta e olhei nessa direção. Um garoto alto com os cabelos castanhos claros, caindo no rosto, bagunçados como se ele tivesse acabado de acordar, seus olhos eram de um azul claro, mas o que mais me chamou atenção foi a raiva que eles demonstravam. E o fato de estar me encarando fixamente. Ele vestia preto dos pés a cabeça, senti meu rosto corar e limpei a garganta.

― Sai da frente Zac!

Um garoto falou atrás dele, o que fez finalmente se mover, ele passou por mim apressado e sentou no fundo da sala. Alguém sentou a meu lado e eu me virei para ver.

― Oi.

Falou um garoto sorrindo de um jeito simpático para mim, ele tinha cabelos bem pretos e olhos castanho, quase totalmente encobertos pelos óculos. Seus lábios eram bem vermelhos e apareciam convinhas quando ele sorria. Sorri para ele.

― Oi.

― Qual é seu nome?

― Hanna.

― O meu é Nathan, você é nova aqui não é?

Concordei com a cabeça. A conversa entre nós fluiu de forma fácil. Nathan era o tipo de garoto popular e Nerd. Todos na sala falavam com ele, e como ele estava conversando comigo, acabei sendo apresentada a quase todo mundo. Me senti muito aliviada por isso, pelo menos não precisei fazer isso sozinha. Nathan sempre me incluía na conversa e eu sorria para eles, mas não muito, para não parecer desesperada.

A professora entrou na sala, desfazendo nosso pequeno grupo de conversa. Ela daria aula de literatura inglesa. E não perdeu tempo com conversinha sobre o verão, foi logo passando a lista das leituras que precisaríamos fazer. Eu já tinha lido quase todos.

Quase uma hora depois eu arrisquei uma olhada para o fundo da sala. E lá estava ele me encarando com raiva, sua boca estava franzida e as mãos fechadas em cima da mesa. Virei rapidamente para frente. Sem entender a hostilidade daquele garoto. Mas fazendo um balanço rápido do começo do dia, de todas as pessoas que eu conheci hoje apenas ele agia de modo estranho. O que era uma coisa boa certo?

POV’S Caroline

Depois que Hanna saiu ficamos todos parados por um tempo. Até perceber que não podíamos ficar ali parados esperando ela chegar. Hayley subiu e Elijah foi para a biblioteca. Klaus permaneceu sentando na poltrona.

Fui até ele e sentei em seu colo. Ele hesitou um pouco, mas depois passou o braço por minha cintura.

― Nem adianta ficar desse jeito, temos que dar a ela a chance de ter um pouco de normalidade, não precisa se preocupar.

― Eu não estou preocupado.

Ergui a sobrancelha incrédula.

― Sério?

― Sério.

Falou ele, mas eu podia ver que seu rosto estava deliberadamente inexpressivo. E eu já o conhecia o suficiente para saber que essa era a expressão que ele fazia quando estava aprontando algo.

― Vamos lá, desembucha, o que você fez?

― Não sei do que você está falando.

― Niklaus Mikaelson eu te conheço, você aprontou alguma, o que foi?

Ele tentou ficar relutante, mas por fim desistiu.

― Kol está no colégio da Hanna, para protegê-la se for preciso.

― O quê? Klaus...

― Nem comece, eu nunca concordei com essa coisa de escola.

― Você disse que aceitava.

― Aceitar e concordar são duas coisas bem diferentes.

Me levantei de seu colo.

― Você é impossível.

Ele levantou também e me puxou pela mão.

― Eu só quero protegê-la. E, além disso, ela nem mesmo vai saber que ele está lá.

Seu rosto parecia sombrio, eu suspirei e dei um passo em sua direção, tocando seu peito.

― Klaus nós a protegemos a vida inteira. Precisamos dar um pouco de espaço a ela. Ela só tem dezessete anos, precisa viver um pouco.

Ele passou os dedos por meus cabelos.

― Você também tinha dezessete anos quando Katerina Petrova matou você, ninguém estava lá para te proteger. Eu não vou deixar que aconteça o mesmo com Hanna.

Aquelas palavras me calaram. Já tinha muitos anos que isso tinha acontecido. Mas a memória permanecia vivida, gravada na minha cabeça, talvez por ser a minha última memória humana. Aquele travesseiro contra meu rosto. Eu lutando para respirar. Sentindo meus pulmões queimarem e minha cabeça rodar. Até tudo simplesmente apagar e eu acordar para minha nova vida. Por mais super-protetor que ele fosse eu entendia que ele quisesse protegê-la. Eu amava Hanna como se fosse minha filha, e faria de tudo para que nada a machucasse.

O abracei pela cintura.

― Não pense que concordo com isso.

Senti mais do que vi seu sorriso. E ele ergueu meu rosto com o indicador para me beijar. O contanto dos seus lábios contra os meus me derrete e me incendeia ao mesmo tempo. Toda a paixão que eu sentia por ele quando nos conhecemos pareceu se incendiar com o passar do tempo. Envolvi meus braços em seu pescoço e o puxei para mais perto, querendo sentir sua pele na minha o máximo possível.

Mas o toque do seu celular nos interrompeu e eu me afastei frustrada. Ele olhou o visor e desligou a chamada. Mas pelo seu olhar eu sabia que não era para continuar o que estávamos fazendo.

― Tudo bem, pode ir, mas você me deve um amasso no capricho.

Falei tentando demonstrar humor, ele deu um beijo na minha testa e saiu. Meu sorriso se desfez na mesma hora. Eu o amava. E estava mais que feliz ao seu lado. Mas eu o via cada vez menos. Desde que a situação em New Orleans se estabilizou, e as espécies finalmente conseguiram coexistir, Klaus tinha um trabalho árduo para manter tudo em ordem.

Eu sabia que ele fazia isso por nós, para nos dar um lar seguro e em paz. Mas era difícil passar tanto tempo longe. Resolvi não pensar muito nisso agora. Só me deixaria triste.

Então subi e fui até o quarto de Hayley, ela estava olhando a janela e perdida em pensamento. Com o passar dos anos nos nós tornamos amigas, ambas felizes com nossos relacionamentos, e unidas por um amor comum: Hanna.

Sua aparência era um pouco mais velha do que quando eu cheguei a cidade. No começo Hayley não queria nem ouvir falar em se tornar hibrida. Mas com o tempo ela percebeu que tinha coisas que ela não queria perder, e pessoas que também não queriam perdê-la. Então. Quando Hanna fez 10 anos ela finalmente decidiu se transformar.

Toquei seu ombro quando cheguei perto e ela sorriu para mim.

― Preocupada com Hanna?

Perguntei e ela concordou com a cabeça.

― Ela vai ficar bem, tenho certeza que as pessoas vão adorá-la.

Ele respirou fundo e olhou para mim.

― Não é o fato dela ser popular que me preocupa. São garotos humanos, jovens e imprudentes. Acidentes acontecem.

Concluiu ela e só então eu me dei conta. Algo que nunca falávamos, principalmente na frente de Hanna. Ela era filha de uma lobisomem com um vampiro, até agora ela nunca manifestou nada relacionado a essas espécies. Mas foi o sangue dela que transformou Hayley. Os genes corriam em suas veias. Nenhum de nós falávamos sobre isso, mas acreditávamos que, se Hanna chegasse a matar alguém um dia, isso ativaria a maldição, e ela seria uma híbrida também.

Por mais que soubéssemos que, um dia teríamos que falar sobre isso, nenhum de nós queria. Eu sabia como era lutar contra sua natureza, o desejo por sangue, o prazer em matar pessoas, a luta diária para manter a humanidade que teimava em nos escapar. Ninguém queria isso para Hanna. Queríamos protegê-la enquanto ainda podíamos.

― Kol está lá, ele não vai deixar que nada aconteça.

Falei a ela e um pouco de alívio brilhou em seu rosto, depois ela sorriu.

Saí do quarto e fui para o meu pegando o celular. Queria falar com minha mãe. Ultimamente eu sentia uma urgência tão grande em ouvir sua voz. Talvez por ver as rugas cada vez mais aparentes em seu rosto, seus cabelos cada vez mais brancos. Eu me olhava no espelho e via meu rosto exatamente igual.

Liguei para ela, tentando não pensar nisso. A passagem do tempo era algo que perdeu a importância depois que eu virei vampira. Mas para minha mãe não era o mesmo. Eu daria qualquer coisa por ela. Mas nem adiantava falar sobre isso, ela disse que queria morrer como humana, e não havia nada que eu pudesse fazer a respeito.

― Alô?

Atendeu ela no terceiro toque.

― Hey Mãe, como está?

― Oi querida! Estou ótima e você?

― Bem. Hanna foi a escola hoje.

― Sério? Deve ter sido ótimo! Estou com tanta saudade de vocês!

― Eu também. Quando você vem aqui me ver?

― O mais breve possível.

― Ótimo. Me liga assim que marcar a passagem para eu poder ir te buscar.

― Certo. Até mais querida.

― Tchau.

Desliguei e fiquei sentada na cama. Eu não podia ir a Mystic Falls. Todos me conheciam e com certeza veriam que tinha algo errado se eu estivesse exatamente do mesmo jeito que a 18 anos atrás. As vezes era tão complicado, a eternidade vinha com um preço no final. Tantas pessoas que você ama e que acaba perdendo.

Elena e Damon já tinham se mudado de lá a anos. Elena tinha se formado em medicina e saia por aí ajudando as pessoas sempre que possível, e se mudando sempre que for preciso. A vida deles estava funcionando assim e eu estava feliz por eles. Stefan também vivia de um lugar para outro, viajando e fazendo todas as coisas que ele tinha vontade, eu tinha tantos postais que ele mandou que já reservei uma gaveta só para isso. Apenas Bonnie ainda estava em Mystic Falls, e para surpresa de todos, se casou com Matt. E hoje viviam felizes com um casal de filhos.

E cá estava eu. Em New Orleans. Talvez a única cidade do mundo onde ninguém repara o não envelhecimento de alguns cidadãos. Levantei e fui até a cômoda pegando uma foto minha e de Klaus no dia do nosso casamento. Parecia que tinha sido ontem. Mas já tinha se passado anos. E eu o amava ainda mais intensamente. Olhei a cidade pela janela. Minha casa. O lugar onde eu escolhi viver. Que depois de muito tempo de guerra, finalmente conhecia a paz. Ou assim eu achava.

Notas finais
E então, o que acharam? Gostaram da Hanna? Bjinhos.