Finally found you

29 Capítulo 2 – Season 2


Notas iniciais
Hey Guys, cap novo, boa leitura!!

POV’S Hanna

Fazendo agora um resumo dos acontecimentos do meu dia, podia ser considerado razoavelmente bom. A manhã foi perfeita, Nathan me inseriu no grupo de amigos dele e todos eram legais e simpáticos, eles aceitaram sem muitos questionamentos minha história de que estudava em casa nos anos anteriores por causa de um problema de alergia desconhecido. Na verdade isso era ridículo, mas na hora me deu um branco total e isso foi a única coisa em que consegui pensar, e para minha sorte eles eram totalmente desatentos e não fizeram mais perguntas. Fora isso a única coisa que me incomodou foram os olhares raivosos do garoto no fundo da sala. Ele parecia me conhecer, mas eu não fazia idéia de onde. Ele não era o tipo de garoto que eu esqueceria, principalmente porque eu conhecia pouquíssimos garotos, isso era uma das desvantagens de ter dois vampiros hostis como pais.

Na hora do almoço fomos juntos para o refeitório. Eu ,Nathan, uma garota que se chamava Kate e falava pelos cotovelos, ela era baixinha e tinha cabelos castanhos até o queixo e um garoto loiro e alto, que parecia ser o piadista da turma mas que eu não consegui gravar o nome de tanto os outros o chamarem de “idiota” ou “palhaço”.

― Vamos sentar ali, está vazio.

Disse Kate e foi saltitando na nossa frente, ela era tão animada que era quase impossível não se contagiar. Peguei um iogurte e me sentei com eles. Não estava com muita fome, apesar de o nervosismo do dia já ter praticamente evaporado.

Nathan sentou ao meu lado, olhei em volta pelo refeitório, e meus olhos foram quase que atraídos de novo para o olhar raivoso daquele garoto. Ele estava sentando com um grupo de garotos de aparência assustadora, e as garotas então nem se fala. Todos vestiam preto dos pés a cabeça, e eram cobertos por tatuagens, de onde eu estava não dava para identificar o que eram, mas dava para notar que eram muitas. Todos conversavam e riam alto, alguns fumavam discretamente eu acho, não dava para ver o cigarro ou com quem estava, mas a fumaça era visível.

Cutuquei Nathan com o cotovelo e me inclinei para ele perguntando baixinho.

― Quem é aquele garoto? O que estava na aula de literatura.

Tenho que dizer uma coisa sobre Nathan: ele não sabia ser discreto. Assim que fiz a pergunta ele olhou diretamente para o garoto, senti meu rosto esquentar de vergonha. Ele com certeza sabia que eu tinha falado dele. Me arrependi na hora de ter perguntado.

― O Zac?

Falou Nathan alto demais. Os olhos de Kate se viraram para mim arregalados. E o outro garoto ficou me olhando com a boca aberta cheia de macarrão.

― O Zac? Você está interessada no Zac?

Kate quase gritou e eu tive certeza que o refeitório inteiro ouviu. Droga. Me encolhi na cadeira.

― Eu não estou interessada no Zac, só perguntei quem ele é.

O garoto loiro finalmente fechou a boca e apontou o garfo para mim.

― E porque você quer saber quem ele é?

As palavras dele eram acusadoras, como se eu os estivesse traindo.

― Ela só está curiosa gente. ― Falou Nathan para os outros, depois se virou para mim ― Ele é do grupo dos revoltados, e a única coisa que você deve saber sobre ele é que não deve andar com eles, esses garotos procuram encrenca com todo mundo, eles moram no Bayo, nem sei porque vem estudar aqui.

― Alguns deles já foram até presos por brigas e destruição de propriedade, o único que conseguiu passar para o terceiro ano foi o Zac, mas ele é barra pesada. ― Completou Kate.

Que ótimo, um garoto esquisito e barra pesada já me detestava no primeiro dia. Pensei em perguntar mais, mas desisti imediatamente, não queria outra cena como a primeira.

Ouvimos gargalhadas próximas a nossa mesa e um copo de refrigerante cai, molhando a mesa inteira e respingando em nós. Levantamos rápido, as gargalhadas aumentaram.

― Opa! Desculpem Nerds, da próxima vez eu aviso!

Me virei e vários garotos riam de nós, todos com a mesma jaqueta, perecia de um time ou algo assim. O maior deles, que tinha derramado o refrigerante, era loiro e tinha o cabelo cheio de gel, parecia querer deixar despenteado, mas dava a impressão de ter recebido uma grande lambida molhada de um cachorro. Não sei bem de onde essa imagem surgiu, mas uma gargalhada escapou por minha garganta. Botei a mão na boca tentando abafar o riso, mas não adiantou. Eles pararam de rir na hora. Nathan e Kate me olhavam como se tivesse ficado louca. O refeitório inteiro ficou em silencio, tudo que se podia ouvir era minha risada descontrolada.

― Qual é a graça esquisita?

Ele deu um passo a frente e antes que eu conseguisse controlar soltei outra gargalhada.

― Você.

Disparei, outros dois brutamontes ladearam ele. Esses garotos pareciam daquele tipo meio trogloditas, em que os músculos cresceram e o cérebro diminuiu.

― Eu?

― Sim, quer dizer, o que aconteceu com o seu cabelo? Um animal te lambeu ou quê?

Assim que eu terminei de falar todos explodiram em gargalhadas, até mesmo os amigos deles. Mas ele não gostou nada disso. Deu mais um passo parando bem na frente, os olhos eram ameaçadores. Mas isso não me intimidou, pelo contrário, senti um impulso tão violento que a vontade de rir passou na mesma hora. Minhas mãos fecharam em punhos. Senti Nathan ao meu lado.

― Deixa ela em paz Sean, aposto que você tem outras pessoas para chatear.

Ele olhou para Nathan depois para mim de novo, e deu uma risada de deboche.

― Não mecha comigo garota, seu namorado não vai poder te defender.

Eu sabia que o mais inteligente a fazer era sair dali. Mas alguma coisa me impedia de fazer isso. Eu queria brigar com ele. Um garoto que tinha quase duas vezes o meu tamanho, e eu provavelmente perderia, mas o impulso era forte demais, queria mostrar a ele quem era que mandava.

― Mecha comigo de novo e eu te mostro que não preciso que ninguém me defenda.

As palavras soaram quase um rosnado e eu me assustei com minha própria voz. Eu continuei o encarando, observando seus movimentos e me preparando para a briga.

― O que está havendo aqui?

Todos nos viramos e franzi a testa a ver meu tio Kol. Todos os garotos se dispersaram, até o babaca do Sean. Pisquei surpresa.

― Ti... Quer dizer, Kol. O que você está fazendo aqui?

Nathan ainda estava do meu lado. Seu ombro estava quase tocando o meu. Meu tio pareceu notar essa proximidade pois olhou feio para Nathan.

― Venha comigo Senhorita.

Falou ele.

― Só um momento Senhor, isso tudo não foi culpa dela o Sean provocou tudo, derramou refrigerante em nós.

Nathan apontou para mesa, ele apenas deu de ombros.

― Ótimo, limpe essa bagunça enquanto eu dou uma palavrinha com a Hanna.

Nathan ia protestar de novo mas meu tio deu um olhar ameaçador para ele, eu podia jurar que vi suas pupilas dilatarem um pouco. Me virei para Nathan e toquei seu braço.

― Tudo bem, nós vemos daqui a pouco na aula.

E eu segui meu tio, ele foi em direção ao estacionamento e parou quando achou que ninguém ouviria.

― Uma briga? No seu primeiro dia?

― Não estávamos brigando, e o que você está fazendo aqui afinal?

― Só checando.

― Checando? Me checando?

Estreitei os olhos me dando conta. É claro que eu estava esperando demais deles.

― Foi meu pai que mandou você vir aqui não foi?

A decepção era notável em minha voz.

― Nos preocupamos com você Hanna, só isso.

― Eu sei me virar sozinha! Mas que droga, será que ninguém entende isso? E vocês prometeram que iam me deixar fazer isso sozinha!

― Você já estava se metendo em uma briga Hanna.

― Ele é só um adolescente idiota, o que poderia fazer comigo?

― Hanna...

― Vá embora Tio! Agora!

Ele pensou um pouco mais sumiu logo depois. Eu me sentei no meio fio e abracei os joelhos. As lágrimas insistiram em cair mesmo contra minha vontade. Eles estavam me sufocando. Nunca iam me deixar viver a droga da minha vida.

Notei um movimento perto de mim e me levantei num pulo, dando de cara com Zac.

― Escondida no estacionamento chorando? Sério?

Suas palavras estavam cobertas de escárnio e eu serrei os dentes. Já tive minha cota de babacas num único dia e minha paciência tinha definitivamente acabado.

― Isso não é da sua conta.

― Dá um tempo, uma “Mikaelson” chorando feito uma menininha?

Ele fez sinal de aspas no ar quando falou meu nome, e fez uma expressão estranha, como se aquilo fosse um xingamento.

― Eu sou uma garota! E isso não te interessa.

Ele riu de novo, cheio de desdém. Depois chegou bem perto de mim.

― Você é muito mais que só uma garota e nós dois sabemos disso.

Quando ele terminou de falar suas pupilas dilataram e ficaram amarelas com reflexos âmbar. Dei um passo atrás. E nessa hora o sinal tocou. Ele olhou para escola depois para mim.

― Melhor ir para a sala garotinha.

Resmungou ele e saiu.

Fiquei parada um tempo tentando digerir o que eu tinha visto. Eu já tinha visto olhos assim antes, mas não em adolescentes comuns do ensino médio. E sim em lobisomens.

POV’S Caroline

Kol chegou em casa bem antes de Hanna e não estava com uma cara boa. E isso com certeza era um péssimo presságio. Eu sabia que mandar o Kol vigiar a Hanna era uma péssima idéia. Adolescentes tendem a fazer péssimas escolhas quando se sentem pressionados demais. E era isso que todos estavam fazendo com ela. Eu também queria que ela ficasse segura, mas não podíamos sufocá-la.

Subi para o nosso quarto, para esperar Klaus. Eu não queria brigar com ele. De novo. Mas era inevitável. As vezes parecia que eu estava falando com uma parede. Eu tenho que admitir que Klaus mudou consideravelmente desde o dia em que nos conhecemos, mas ainda assim era um cabeça dura. Ele nunca entendia que o modo como ele decidia ver as coisas não era a única coisa certa a fazer.

Hanna chegou em casa bem antes dele. Foi direto para o quarto se trancou lá e não abriu a porta para ninguém.

Que bela maneira de ter o primeiro dia de aula.

Na hora do jantar Klaus ainda não havia chegado, e Hanna também não desceu. A tensão era palpável, Elijah e Hayley comiam em silencio. Kol foi para a casa de Davina e cá estava eu encarando o lugar vazio de Klaus. Nos últimos tempos tem estado muito mais vazio que ocupado. Larguei os talheres e me levantei. Já estava tão farta disso.

Resolvi sair para tomar um ar. Mas não sabia direito onde ir, então resolvi ir a casa de Camille.

Nos tornamos amigas ao longo dos anos. Cheguei lá em pouco tempo, não estava querendo ser vista e nem andar normalmente então usei a velocidade de vampira e lá estava eu. Era tão bom sentir o vento na pele, o frio da noite entrar em meus pulmões. Respirei fundo e bati na porta.

Ela veio abrir pouco depois.

― Caroline! Quanto tempo!

Ela me abraçou e eu entrei. Camille estava mais velha, mas nem um pouco menos exuberante. Ela se casou a quase quinze anos. E cá estava ela, com um consultório de psicologia, dois filhos lindos e um marido que a amava. Eu desconfiava que ele sabia sobre os vampiros. Mas nunca conversamos diretamente sobre isso.

― Onde está o Phil?

― Tentando fazer as meninas dormirem.

Nós duas rimos e sentamos. Eu gostava de conversar com Camille. Seus problemas eram tão normais e... humanos. Encanamento ruim, TV com defeito, arrumar as meninas para o dia das bruxas... Eram coisas normais, mas ao mesmo tempo tão estranhas que pareciam vir de outro mundo.

Ficamos conversando até bem tarde, quando voltei para casa já era quase meia noite. Fui andando devagar e pensando. Na vida, em como a eternidade podia ser o sonho que se realizou e ao mesmo tempo um pesadelo. Viver para sempre meus dezessete anos, sem saber como é começar a não dizer a idade, como seria a sensação de ver meu primeiro cabelo branco...

Dentro de toda essa loucura sobrenatural eu era feliz, mas parecia que faltava algo. Eu e Klaus éramos felizes, mas tinha coisas que nunca teríamos. Eu nunca envelheceria ao lado dele, ou seriamos a família um do outro, e eu nunca veria um filho nosso crescer em minha barriga. Eu não me importava com isso no começo, mas as mesmas coisas que antes nos uniam agora pareciam nos afastar.

Subi para o quarto e vi as roupas dele no chão e o chuveiro ligado. Pensei em me juntar a ele, mas logo desisti. Sentei na cama e o esperei. Quando ele saiu parou ao me ver.

― Onde estava?

― Na casa da Camille. E você?

― Cuidando da cidade.

Ele vestiu uma calça e depois se virou para procurar uma camisa. Sua resposta era tão previsível que eu tive vontade de gritar.

― Cuidando da cidade? Sério? E isso levou o dia inteiro?

Ele se virou para mim e fechou os olhos.

― Essa discussão de novo não.

― Essa discussão sim! Você some o dia inteiro e mal me conta o que está fazendo, como acha que eu me sinto?

― Você deveria se sentir segura! Eu estou garantido que nada possa sequer chegar perto de vocês!

― Nada? O quê Klaus, todos vivem em paz a anos! Você precisa deixar de ser tão paranóico!

― Paranóico?

Ele gritou para mim depois abriu a gaveta pegou alguma coisa de lá e jogou na cama. Eu olhei para aquilo sem entender. Depois fui até lá e peguei. Era um anel. Dourado com uma enorme pedra preta em cima.

― O que é isso?

Perguntei a Klaus.

― Um anel da lua.

Fiquei sem palavras. Nenhuma das bruxas do Quarter fazia esse tipo de anel. E não era preciso. Era proibido que qualquer ser sobrenatural matasse o outro. Vampiros e lobisomens coexistiam a anos e todos respeitavam seus limites.

― Onde você encontrou isso?

― Com um lobisomem. Que estava andando bem debaixo dos nossos narizes aqui em New Orleans.

― Isso quer dizer que...

― Quer dizer que bruxas e lobos estão trabalhando juntos de novo. E eles estão sendo mais discretos dessa vez, me faz crer que querem estar mais fortes quando atacarem.

Segurei o anel com mais força entre as mãos, sentindo a garganta seca.

Ele veio até mim e segurou meu rosto.

― Eu sei que você me quer mais aqui e eu adoraria ficar, mas eu não posso. Não é seguro Caroline. Ainda não acabou.

Notas finais
E então?? Comentem viu?? Bjoss