Finally found you

36 Capítulo 9 – Season 2


Notas iniciais
Então gente, estou postando em tempo não é ótimo? KKKKKKKKK. Boa leitura.

POV’S Hanna

Eu aprendi a fazer com o Zac, era simples. Bastava respirar fundo e me concentrar onde eu queria. Flexionei os dedos sentindo o calor da barriga da tia Care sob a minha palma. Apurei minha audição e me desconectei de todo o resto. Apenas me concentrando ali. E então eu ouvi. Dois pequenos corações. Batendo depressa, bem ali. Então eu sorri.

― Meu Deus tia Care, é incrível!

Ela me abraçou sorrindo também, tia Care já estava com quase seis meses e sua barriga estava imensa.

Mas o abraço demorou pouco e seu sorriso murchou logo.

― O que foi?

Perguntei ainda segurando suas mãos.

― É um pouco difícil demonstrar a empolgação certa, até estar feliz parece errado. Quer dizer, a cada dia os bebês estão mais perto de nascer, e isso me assusta muito e ao Klaus também. Então o clima por aqui anda um pouco tenso.

― Mas ainda não está muito cedo para eles nascerem?

― Está sim, mas a gravidez de gêmeos raramente dura o mesmo que uma gravidez normal, os bebês acabam ficando grandes demais para o espaço que tem aqui dentro.

Olhei de novo para a barriga da tia Care. Estava realmente maior do que deveria para a quantidade de meses, mas era natural para gêmeos eu imagino.

Todo mundo estava preocupado. Eu também estava. Mas acontece que eram dois bebês! Duas crianças que precisariam chegar num lugar feliz e que os esperava com alegria e amor. Só eu que expressava a empolgação certa?

― Você já sabe o sexo?

Ela sorriu um pouco.

― Não. São pequenos mistérios. Eu não posso fazer um pré-natal normal. Quer dizer, o médico vai achar um monte de coisas erradas em mim. E você sabe como seu pai é paranoico quando está preocupado, então não teve jeito de convencê-lo a fazer isso.

Me levantei da cama e puxei ela pela mão.

― Bom, eu acho que isso é uma boa desculpa para comprarmos coisinhas de menino e menina, afinal meus irmãos não podem nascer sem ter o que vestir. Sem falar num berço! Afinal o quarto deles está totalmente vazio! Vamos lá, e não aceito um não como resposta!

Ela tinha se mudado para cá a pouco mais de um mês. E tinha decorado a casa nova inteirinha, cada pequeno detalhe, inclusive meu quarto tinha ficado perfeito. Exceto pelo quarto do bebê. As paredes ainda estavam com um branco cru, e nenhum móvel sequer.

Então saímos no meu carro e pelo resto do dia compramos as coisas mais fofas para bebês que encontramos. A tia Care comprou coisas importantes também é claro, coisas que eu não faria ideia de como ela iria usar, mas ela já tinha pesquisado tudo que podia.

― A tia Liz deve ter ficado super feliz com as novidades não é?

Perguntei enquanto voltávamos para casa, ela ficou muito séria quando disse isso.

― Ela ainda não sabe. Nem nenhuma das minhas amigas.

Falou ela baixinho.

― Como assim não sabem? Elas iriam amar dividir esse momento com você!

― Eu sei Hanna, mas é perigoso. Quando chegar a hora, aquela bruxa vai fazer o que for preciso para pegar um dos bebês, então quanto mais pessoas estiverem aqui, mais pessoas podem ficar no meio do fogo cruzado.

― Mas o que essa bruxa quer com vocês afinal? Porque quer machuca-los?

Bom, aquilo já tinha rendido muitas brigas. Meus pais não queriam me contar o que estava acontecendo, insistiam em me tratar como uma criança.

― Ela quer vingança contra o seu pai.

Aquilo me fez estremecer por dentro. Era bem pior do que eu pensei. Uma bruxa das trevas queria matar um dos meus irmãos e meu pai?

― Porque?

Minha voz soou um pouco fraca e até assustada.

― Seu pai tem muitos inimigos Hanna. Não adianta fingirmos que isso não é verdade. Ele era um homem muito diferente do que é hoje por nós, mas o fato dele ser diferente hoje não quer dizer que as outras pessoas também sejam.

― Vocês sabem onde ela está?

― Não. É isso que o Klaus está tentando fazer agora. Mas não é muito fácil encontrar bruxas que querem ajuda-lo aqui em New Orleans.

― A Davina não pode ajudar?

― Ela já está fazendo tudo que pode para garantir a minha segurança e a dos bebês, não podemos pedir ainda mais coisas a ela.

― Eu não sei o que posso fazer para ajudar.

― Você já está fazendo Hanna. Não vai deixar seus irmãos nascerem sem ter o que vestir.

Ela brincou um pouco e sorriu. Mas como antes o sorriso não demorou muito tempo. Chegamos em casa e colocamos todas as coisas para dentro do quarto. Tio Kol chegou pouco depois para nos ajudar a montar o berço.

E acho que pela primeira vez a tia Care pode finalmente curtir o momento e se empolgar com as vidas que estava gerando.

Quando fui para casa no fim do dia já me senti um pouco melhor. Estava tudo uma loucura la em casa. Além disso tinha uma outra coisa que me fazia sentir muito bem. Depois de brigas intermináveis, meus pais finalmente concordarem em me deixar voltar a escola. Estudar numa escola normal era ótimo. Mas ver de novo o Nathan era ainda melhor. O garoto com quem dei meu primeiro beijo. E mesmo ele não se lembrando nisso, tinha sido especial e uma conexão se formou entre nós.

Na segunda de manhã eu estava uma pilha de nervos de novo. Como no primeiro dia. Mas hoje eles não brigaram para me levar. O que foi ótimo, porque foi algo a menos para que eu precisasse me preocupar.

Cheguei na escola um pouco mais cedo que o necessário. E fui uma das primeiras a chegar na aula. Felizmente ninguém me olhou de forma estranha, e isso era com certeza cortesia do tio Kol. Isso foi ótimo, porque meu nervosismo diminuiu um pouco. E eu fiquei encarando a porta esperando pelo Nathan. Zac chegou logo em seguida, ele parou quando me viu e sua expressão se fechou. Eu revirei os olhos. Todas as vezes que conversamos sobre isso ele tinha sido estritamente contra eu voltar para a escola. E ainda mais contra eu ver Nathan. Ele sempre dizia que eu ter sentimentos por ele podia fazer com que eu perdesse o controle na escola. Mas eu não achava que isso podia acontecer. Então ignorei seus olhares feios e aqui estava.

Mas alguns momentos depois eu desejei não estar aqui.

Nathan finalmente chegou e estava de mãos dadas com Kate. Ele sorriu para ela e lhe deu um beijo antes de entrarem. E então ele me viu. E sua expressão sequer se alterou.

Eu não significava nada. Tudo aquilo que pensei que tivéssemos, só existia na minha cabeça. De repente aquela sala pareceu sufocante, eu levantei para sair e ele parou na minha frente.

― Olá para você também Hanna.

Seu tom era sarcástico e duro. Eu não queria conversar, várias coisas estavam queimando em meu peito e eu não sabia como lidar com isso.

― Preciso sair.

― Você não está falando mais com a gente é isso? Ah sim, devia ter percebido quando você sumiu por quatro meses e fingiu que não existíamos.

Kate entrelaçou os dedos nos dele e deu uma risada debochada.

― Preciso sair.

Falei olhando para frente. Tinha vontade de chorar. Sentia que tudo que eu tinha era tão frágil que iria acabar ao menor toque. E isso também estava acabando. O que eu tinha com Nathan. Ou achava que tinha com Nathan.

― Você foi embora da festa e me ignorou, o que esperava? Que eu estivesse esperando por você?

Consegui reunir cada gota de coragem que ainda me restava.

― Eu não esperava absolutamente nada de você. Só quero que saia da minha frente e volte a enfiar a língua na boca da sua namorada que está pendurada em você feito um chaveiro.

E com isso eu empurrei seu ombro e fui para o corredor. Depois para o estacionamento. Pensei em ir embora. Mas se fosse, como eu voltaria amanhã? E eu queria voltar. Nathan não era a única coisa importante para mim aqui. Embora ele e Kate foram um dos poucos amigos que tive no curto período de tempo em que estive aqui.

― Eu disse que era uma péssima ideia.

Resmungou zac e eu me virei.

― É sério? Você veio aqui dizer que me avisou?

― Não, eu disse que era uma péssima idéia. Mas agora que mencionou, eu te avisei sobre isso.

Enxuguei uma lágrima que teimou em descer. Zac tinha o poder de transformar qualquer outra emoção em raiva e irritação. E nessas circunstâncias eu até gostava disso.

― Agora que já disse, quer dar o fora e deixar eu me sentir um lixo sozinha?

― Você está se sentindo um lixo? Por causa daquele cara? E por causa daquele beijo?

Ela falava cada palavra com ênfase, como se eu tivesse dito a coisa mais estupida que ele já ouviu.

Eu cruzei os braços na frente do peito. As pessoas não deveriam saber que nos andávamos juntos, não ia ser nada bom para ele e nem para mim. Mas aqui estávamos razoavelmente escondido, então eu podia brigar a vontade com ele.

― E o que você quer dizer com “por causa daquele beijo”?

― Bom, garotinhos de dez anos dão beijos como aquele, aquilo não deveria fazer você sequer pensar de novo sobre isso.

― Oh, e o que faz de você um expert? Você passa seus fins de semana enchendo meu saco e me dizendo piadas sem graças, sua vida social não é melhor que a minha!

― Eu já beijei mais garotas num dia do que você beijou garotos na sua vida inteira, então estou seguro em dizer. Aquilo não foi nada, sequer passou perto na categoria de beijos memoráveis.

― Bom, aquele, como você sabiamente disse foi o único garoto que eu já beijei. Então não tenho muitos parâmetros de comparação sobre beijos memoráveis.

― Isso é um problema.

Ele riu um pouco depois ficou mais sério.

― Mas pode ser facilmente resolvido.

Eu já ia rir com isso e dizer que não era nada fácil arrumar garotos para beijar, mas num segundo ele me puxou pela cintura e me beijou.

E detesto admitir, mas ele estava certo. Aquele beijou foi totalmente diferente. Eu sentia suas mãos quentes em minha cintura me pressionando contra seu peito. Podia sentir seu coração batendo tão próximo a mim que seus batimentos se confundiam com os meus. Sua boca era forte, quente e sensual. Saboreava meus lábios com segurança e paixão, sua língua tocou meu lábio inferior e eu a entreabri dando passagem, para senti-lo ainda mais. Aquilo me fez queimar inteira. Cada pequeno músculo do meu corpo se rendeu aquele beijo, e pela primeira vez eu senti vontade de explorar. De sentir seu corpo, de deixar ele sentir o meu. Mas estávamos no estacionamento do colégio, então ele diminuiu o ritmo se afastou. Depois deu uma pequena mordida no meu lábio inferior. Antes de me soltar.

Eu me senti desequilibrada. Como se precisasse do seu corpo para me sentir no lugar. Seus olhos ardiam em mim, e eu me senti presa com a intensidade da sua paixão. Mas então ele desviou os olhos.

― Isso é um beijo de verdade. Agora deixe de ser uma garotinha chorona, volte para a aula e não deixe garotos idiotas do colégio fazerem com que você se sinta para baixo.

Então ele me deu as costas e voltou para a sala. E o velho Zac estava de volta. Mas acontece que eu tinha acabado de beija-lo e sentir algo diferente de qualquer coisa. Eu não sabia desligar isso. E realmente não sabia como lidar com isso.

Voltei para a sala, sentindo pela primeira vez que Nathan não importava nem um pouco. Entretanto, Zac acabou de subir para uma categoria totalmente diferente.

Notas finais
E então, o que acharam? São Team Zac ou Team Nathan?