Finally found you
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Acordei pela manhã me sentindo confortável e quentinha, senti os braços de Klaus na minha cintura e me virei devagar. Ele estava dormindo tranquilamente, seu rosto estava calmo e descontraído, fiquei olhando para ele por alguns minutos, Klaus dormindo podia ser a coisa mais fofa que eu já vi na vida. Mas estava precisando urgentemente de um banho, então me desvencilhei de seus braços e fui pra o banheiro.
Tomei uma ducha rápida e sai me secando, dando de cara com ele no batente da porta de braços cruzados olhando para mim com um sorriso no rosto.
― Bom dia!
― Sabia que é muito deselegante abandonar um homem dormindo tão cedo?
Fui até ele e o abracei pela cintura, ele passou a mão por meus cabelos e me beijou.
― Nossa como você é dramático! Só fui tomar banho, e você está precisando também.
Ele se soltou de mim, e foi em direção ao Box, tirando a calça que estava. Saí de lá e fui vestir uma roupa.
Sentei na cama para poder desembaraçar os cabelos, ele se vestiu e deitou do meu lado.
Ele comoçou a beijar minhas costas, eu suspirei.
― Quer parar! Estou tentando desembaraçar o cabelo.
Mas ele continuou e eu desisti do cabelo me levantando da cama.
― Melhor descermos, Elijah está em casa e pode ouvir tudo sabia?
Ele levantou também e abriu a porta para mim.
― Mesmo que você não ache, Elijah tem coisas melhores para fazer do que ouvir o que nos dois fazemos.
Ele segurou minha mão, e fomos tomar café. Elijah já estava sentando e deu um sorriso contido quando nos viu. Era tão estranho saber que o irmão dele podia ouvir o que eu ele fazíamos, mas podia ser pior, podia ser a Rebekah.
― Temos uma reunião hoje daqui a pouco Niklaus.
Klaus estalou os lábios irritado.
― Eu tenho outros planos para hoje Elijah.
Ele olhou de lado para mim, de um jeito que me fez corar só de imaginar quais os planos dele para hoje.
― Temos que nos mostrar unidos mais do que nunca irmão, não vai demorar muito.
Ele não contestou mais. Quando terminamos o café eu me sentei no sofá e peguei uma revista, ele se inclinou sobre mim e me deu um selinho.
― Não vou demorar, pode ficar a vontade, quando eu voltar tenho grandes planos para nós, que incluem bem poucas roupas...
― Klaus!
Deu um tapa no seu braço e Elijah pigarreou desconfortável, ele se limitou a sorrir e ambos saíram. Balancei a cabeça e peguei meu telefone, assim teria tempo de atualizar meus telefonemas para casa. Falei com Elena, Bonnie, com minha Mãe. Já estava discando para Stefan com ouvi a porta da frente se abrir. Levou bem menos tempo do que eu imanei, me levantei sorrindo para recebê-lo, só que não era Klaus nem Elijah. Era Hayley.
Eu fiquei parada sem saber o que dizer, eu não esperava nem em um milhão de anos ver essa garota aqui, ainda mais visivelmente grávida como estava, parecia estar de 6 ou sete meses, os cabelos estavam mais compridos do que eu me lembrava, mas fora isso, era a mesma vadia de sempre.
― O que você está fazendo aqui?
Nós perguntamos ao mesmo tempo. Eu limpei a garganta e olhei para ela sem acreditar que ele se sentia no direito de me perguntar isso.
― Onde está Elijah?
Ela olhou em volta como se estivesse a procura dele, depois foi até uma poltrona e sentou, ela estava a vontade demais como se já tivesse estado aqui antes.
― O que você esta fazendo aqui?
― Eu moro aqui garota.
Aquilo foi como um balde água fria na minha cara, ela só podia estar brincando.
― Sério? Os Mikaelson te adotaram como bichinho de estimação?
Minha voz soava indignada, mas eu não podia controlar, eu odiava essa garota.
― Você não sabe de nada mesmo não é?
Ela parecia estar se deliciando com alguma coisa, e aquilo inflamou minha raiva, eu podia sentir meu rosto ardendo, do jeito que acontecia quando meu lado vampiro de libertava, as veias sobressaindo sobre a pele, meus olhos se tingiram de vermelho e eu respirei fundo para controlar, ela estava grávida afinal.
― Eu estou aqui porque carrego um membro da família deles na barriga.
Ela falou e acariciou a barriga lentamente, e eu gargalhei com vontade, agora com certeza ela tinha ficado louca.
― A menos que você tenha achado um parente distante e desconhecido para transar Hayley, eles são vampiros, e vampiros não procriam.
Ela cruzou as pernas e sorriu malignamente para mim.
― Tudo bem, eu vou explicar bem devagar para você. Vamos fazer as contas, existem três originais vivos, e desses três tem um que não é somente vampiro, e ele assim como seu namorado Tyler é um...
Ela deixou a frase suspensa no ar para eu terminar.
― Ex-namorado, e há um híbrido entre eles três.
― Essa parte do ex é novidade, mas vamos continuar. Isso mesmo, há um híbrido, que era naturalmente um lobisomem, foi transformado em vampiro através de magia, só que como sua natureza verdadeira é ser um lobisomem, e sabemos que lobisomens podem ter filhos normalmente, então o pai do meu bebê é...
Ela parou deliberadamente de novo, e meu cérebro travou, eu senti meu corpo inteiro ficar gelado.
― Klaus.
A palavra saiu arrastada por meus lábios como se me doesse pronuncia-la.
― Isso! Klaus é o pai do meu bebê, e é por isso que estou aqui!
Minha cabeça tinha um milhão de perguntas. Aquilo tudo era absurdo demais, mas fazia um terrível sentido. Um estalo pareceu se dar na minha cabeça, e eu me dei conta de que era isso eu eles estavam escondendo de mim, era ela que Elijah e Rebekah estavam cuidando esse tempo todo. Klaus estava com Hayley, e iam ter um filho juntos.
Eu me sentia magoada, usada e traída, meus olhos se encheram de lágrimas mais eu me recusei a chorar na frente dela. Eu tinha que recuperar o pingo de dignidade que ainda me restava e sair dali, virei as costas para ela como um robô e fui em direção as escadas.
― Mas nada disso explica o que você estava fazendo, embora pela sua cara eu perceba que vou está aqui atrás dele não é mesmo? Bom pelo menos é melhor do que a tal Genevieve...
Parei e me virei para ela. Não tinha nem ideia de quem poderia ser essa tal Genevieve, mas pelo seu tom, provavelmente era outra mulher que eu não fazia nem ideia que Klaus tinha.
― Minha vida não é da sua conta, e não se preocupe eu não vou ficar entre você e seu namorado.
― Namorado? Ficou maluca? Eu e Klaus não temos mais nada, foi só uma noite e já foi o suficiente, e eu sou inteligente o bastante para não gastar minhas energias tentando ter um relacionamento com ele.
As palavras dela me deixaram um pouco mais aliviada, mas não mudava o fato de que ele mentiu para mim esse tempo todo. Mas mesmo assim, aquela vadia não podia achar que tinha o direito de julgar alguém.
― E quem você pensa que é para determinar o que ele pode ou não fazer?
Ele se levantou e caminhou até mim me olhando bem nos olhos.
― Eu sou a mãe do filho dele, e quer saber o que ele disse quando descobriu sobre o bebê? Ele disse “Mate ela e o bebê, eu não me importo”. Esse é o homem pelo qual você está aqui, ele é egoísta e manipulador, e o único motivo pelo qual ele está nos protegendo, é porque quer um herdeiro para seu império.
As palavras dela estavam carregadas de mágoa, e eu pude ver sinceridade em seus olhos. Eu não queria sentir pena dela, mas não pude evitar. Baixei os olhos dos dela.
― E se você acha que vai ser diferente com você está se enganando. Ele não se importa com ninguém além dele mesmo, ou as pessoas que ele pode usar para conseguir o que quer. Ele vai te descartar no segundo em que se cansar de você.
Ele se virou e sentou na mesma poltrona. Eu subi as escadas numa velocidade sobre-humana e bati a porta do quarto. As lágrimas desceram por meu rosto e fiquei com raiva de mim mesma por ser tão fraca. Eu já tinha feito escolhas ruins na minha vida, mas essa tinha sido descomunal. Comecei a socar as roupas nas malas de forma frenética, eu sentia que tinha um furacão dentro de mim.
Estava com raiva de Klaus, por ter me escondido tudo, por ter tido um caso com aquela garota, e com raiva de mim mesma por me importar tanto com isso. Eu estava apaixona por um cara totalmente errado. E no fundo uma parte completamente insana de mim procurava desculpas para seu comportamento, e isso inflamou mais ainda minha raiva.
Minhas malas já estavam prontas quando ouvi a porta da frente se abrir, apurei meus ouvidos.
― Hayley?
A voz de Klaus soou incrédula e aborrecida ao mesmo tempo.
― Eu mesma. Rebekah saiu para fazer compras e eu decidi vir ver porque Rebekah e Elijah estavam tentando tanto me manter no Bayo. E quando cheguei, descobri que Caroline esta aqui com você.
― Onde ela está?
― Sua namorada está la em cima.
Ouvi alguém bater a porta do quarto em alguns segundos. Não respondi, apenas me virei e cruzei os braços, tinha medo de acabar sibilando se abrisse a boca. Klaus girou a maçaneta e entrou, sua expressão era cautelosa quando me viu, depois olhou para minhas malas prontas.
― Para onde você vai?
Eu juro que esperava desculpas, ou um “eu sinto muito”, ou até mesmo a mais velhas das desculpas “eu posso explicar”. Mas ele simplesmente ficou lá me olhando e eu tive vontade de arrancar aquela calma da cara dele com as unhas.
― Vou para casa, de onde aliás eu não devia nem ter saído.
― Caroline, eu... Nós podemos resolver isso, ela vai ter um filho meu, mas isso não muda nada entre nós, foi só uma noite, não significou nada para mim.
― Como pode dizer isso? Essa noite te trouxe um filho! E quer saber de uma coisa? Vai ser seu filho para sempre! E ela vai ser a mãe dele para sempre, sempre vai fazer parte da sua vida. E onde eu entro nisso? Fico sentada no quarto te esperando para transar quando não estiver com ela ou com o bebê?
Eu estava praticamente gritando agora.
― Não seja tão dramática. Não é assim, e você sabe disso.
― O que eu sei Klaus é que você é um mentiroso filho da puta, e que sai para aí transando com qualquer uma que passar na sua frente, inclusive ela, que conspirou para que você matasse seus próprios híbridos, ela é uma vadia traidora que você não pensou duas vezes em levar para cama!
Seus olhos brilhavam de raiva, sua boca estava contraída, mas minha explosão fez ele se descontrolar e gritar também.
― O único motivo de eu estar aqui agora, é por causa daquela vadia traidora como você diz, porque se dependesse de você eu provavelmente estaria coberto de concreto no fundo de algum lago. E além disso o que você esperava que eu fizesse, que passasse a eternidade esperando quando ou se você resolvesse me querer enquanto ia em direção ao por do sol com Tyler?
Ele estava certo sobre isso, mas eu não conseguia refrear minha raiva.
― Com certeza não, você é um imbecil, e me diz mais quantos casos você tem além da Hayley, Camille, Genevieve... Você deve ficar muito feliz de ver todas elas a seus pés não é? Deve ter se sentido o máximo quando eu vim aqui feito um cachorrinho atrás de você! Deus como eu sou idiota!
― Eu sou um homem Caroline, estava só vivendo minha vida, e você não estava exatamente sozinha durante esse tempo não é?
― Cala essa boca para falar de mim! Eu não sou como você! Ela causou a morte de doze híbridos do bando dela, causou a morte da senhora Lockwood, e você só conseguia pensar o quanto os peitos dela ficavam bonitos na blusa não é?
Eu berrava a plenos pulmões agora, e tinha certeza que todos os vampiros do Quarter podiam ouvir nossa briga, mas eu não estava nem ai para eles.
― Então finalmente chegamos ao ponto, essa raiva toda é porque ela foi para cama comigo, ou porque ela foi para a cama com Tyler?
Eu peguei o abajur da cabeceira da cama e atirei na direção dele, ele se desviou e contraiu os lábios mais ainda.
― Tyler não tem nada a ver com isso! Não é ele que vai ter um filho com ela! É você seu cretino...
Me lancei para cima dele, dando tapas e arranhando cada parte dele que eu podia alcançar. Eu amava aquele idiota e ele tinha feito aquilo comigo?
― Pare de agir feito uma criança Caroline!
― Criança? Eu não era nem um pouco criança ontem a noite não é?
Ele me jogou em cima da cama, e eu me levantei pegando tudo que estava na minha frente e jogando em cima dele.
― Você é uma garota, mimada e superficial que acha que pode julgar os outros, pare com isso, vai destruir a casa!
Sua raiva estava beirando a minha, ele gritava bem alto também. Eu mostrei os dentes para ele e tentei morde-lo ele segurou meus braços e eu me debatia como se minha vida dependesse disso.
― Quer parar com isso? Não quero machucar você!
― Você jê me machucou!
Lágrimas caiam dos meus olhos e eu lutava para me soltar. Elijah entrou no quarto e nos separou se colocando na frente de Klaus como se quisesse me impedir de chegar perto. Klaus me olhava com raiva e saiu de trás de Elijah.
― Quer voltar para Mystic Falls? Para a vidinha que você levava? Então vá! Eu já tenho problemas o suficiente para ter que lidar com uma vampira mimada como você.
Ele me deu as costas e eu peguei o telefone da cabeceira da cama que ainda estava inteiro e o arremessei nas costas dele. Ele se virou e já estava em cima de mim em um segundo.
― Desde que você chegou aqui, eu tenho feito de tudo para te deixar feliz Caroline e te mostrar tudo que você pode ter da vida. Mas não confunda minha boa vontade com fraqueza, não vou tolerar que você me trate como um cãosinho domesticado. Porque eu não sou.
Ele saiu do quarto batendo a porta com força, e Elijah me olhou com pena.
― Vocês precisam se acalmar um pouco, e depois conversam.
― Conversar o que? Você ouviu bem Elijah, eu sou só uma vampira mimada e superficial, não sirvo para ele.
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