Finally found you
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Eu precisava acrecentar a minha lista de conhecimentos recém adquiridos, que não deveria sair por aí falando a desconhecidos que eu era vampira. Pois podia ser uma coisa bem desagradável.
Eu já estava na sela a quase uma hora esperando esse tal de Marcel, e durante esse tempo Diego já tinha me batido várias vezes. Meu vestido rosa bebê estava amarrotado e cheio de manchas de sangue, meu cabelo estava cheios de nós e eu estava sentada no canto da cela abraçando os joelhos como uma criança. Ele tinha saído a uns 10 minutos resmugando que já estava ficando chato bancar a babá.
Eu me recusava a chorar. Se eu tinha aprendido algo com o tempo, é que pessoas sádicas sentem ainda mais vontade de machucar quando vêem que a vitima esta sofrendo, acho que por isso Diego se entendiou de ficar ali.
― Finalmente.
Ouvi Diego falar do lado de fora e escutei passos se aproximando. Alguém abriu a porta, e várias pessoas entreram. Diego me puxou pelo braço.
― Se ajoelhe.
Ele me empurrou para frente e puxou meu cabelo.
― Agora!
Me ajoelhei com relutância e vi alguém se abaixar na minha frente.
― Olha só o que temos aqui.
Levantei os olhos e vi um homem moreno e forte na minha frente. Seu sorriso era cativante, como se estivéssemos em uma festa e ele estivesse surpreso em ver uma penetra.
― Sou Marcel. E você é...?
Travei o maxilar disposta a não dizer uma palavra a ele.
― Isso é bobagem Marcel... Deveríamos simplesmente matá-los.
O sotaque britânico de Klaus me atingiu como uma bomba termonuclear. Ele estava com esse tal de Marcel?
Quando seus olhos encontraram os meus, sua expressão foi de puro choque.
― Caroline?
Marcel se levantou.
― Você a conhece?
Klaus continuava a me encarar atônito, depois de alguns segundos ele deu alguns passos em minha direção. As lágrimas finalmente vieram e escorreram silenciosamente por meu rosto. Definitivamente não era assim que eu queria encontrá-lo. Ele olhou meu corpo e sua expressão se fechou, seus olhos transbordavam raiva.
― O que vocês fizeram com ela?
Ele berrou para os vampiros e eles se encolheram no canto. Depois veio até mim e pegou meus braços para que eu me levantasse.
― Caroline?
Eu olhei para ele e meu coração disparou involuntariamente, mas eu estava chocada demais com aquela situação para fazer algo além de olhar para ele. Depois eu olhei em volta, tinha 7 vampiros além de Diego e Marcel.
― Klaus? Você a conhece?
Marcel se aproximou de nós. Klaus se virou para ele e a raiva voltou a brilhar em seus olhos.
― Eu vou arrancar os braços de quem tocou nela!
― Mas Klaus, eu estava seguindo as regras, não sabia que você a conhecia!
Klaus me soltou e em segundo já tinha jogado Diego na parede e apertava seu pescoço.
― Eu nunca dei ordens para você fazer isso Diego!
― Marcel... me... me...
― Marcel? Essa é a MINHA cidade!
Aquilo era loucura! Regras? A cidade era dele? Era demais para mim. Aproveitei a confusão que se instalou com o ataque de Klaus e saí correndo dali. Fiquei meio perdida no começo mas depois encontrei a rua que estávamos antes, por um momento fiquei sem saber para onde eu iria, depois me lembrei do hotel e corri o máximo que eu podia sem chamar atenção dos humanos. Passei pela recepção sem olhar para os lados e subi para o quarto. Tranquei a porta mesmo sabendo que isso não impediria esse vampiros de entrarem.
Passei as mãos nos cabelos e fui para o banho me livrar daquela sensação terrível de que meu corpo estava coberto da sujeira deles.
Depois que terminei, vesti meu pijama e sequei o cabelo. Pensei em partir hoje mesmo, mas não tinha vôo aquela hora e eu estava cansada demais para isso. Peguei uma bolsa de sangue da mala e bebi em longos goles, depois me deitei e me cobri da cabeça aos pés.
Que loucura! Aquela cidade era tão encantadora quanto obscura. E eu não estava nem um pouco disposta a lidar com isso nesse momento. Foi bom ver Klaus, mas não era daquele jeito que eu queria encontrar com ele. Duas batidas na porta me tiraram desses pensamentos.
Eu não respondi e esperei.
― Caroline, eu sei que esta aí amor. Abra a porta, preciso falar com você.
Droga! Porque eu me sentia tão feliz quando ele me chamava de amor? Eu teria que falar com ele alguma hora, e o quanto antes seria melhor. Levantei da cama e abri a porta.
Ele me analizou por um tempo, eu me afastei da porta e dei espaço para ele entrar, depois a fechei e cruzei os braços sobre o peito. Ele me olhava com cautela, estava com um calça jeans e uma camiza preta de manga comprida, esta muito sexy com aquela roupa.
― Como você esta?
Ele me perguntou cheio de preocupação.
― Eu tenho mesmo que responder isso?
Ele balançou a cabeça em negativa.
― Porque você está aqui Caroline?
Eu ri sem graça, e sem querer admitir o que eu estava fazendo ali.
― Eu não sabia que precisava de autorização para vir a sua cidade. Como eu estava de férias, pensei em vir visitar New Orleans...
Ele inclinou a cabeça e deu aquele meio sorriso que me deixava de pernas bambas.
― Só por isso?
Sorri de volta.
― Na verdade não foi só por isso. Mas isso não importa mais, já que eu estou indo embora amanhã...
Ele pareceu bastante surpreso.
― Embora, já? Quando você chegou?
― Cheguei hoje, mas depois do que eu passei, imagino que não vou sobreviver a um mês inteiro.
― Aquilo foi um mal entendido Caroline, se eu soubesse que você vinha, nada disso teria acontecido.
― É por isso que você veio para cá? Comandar a cidade com um bando de vampiros malucos?
Não pude evitar o tom de decepção na minha voz.
― É complicado Caroline, têm muitas coisas sobre New Orleans que você não sabe.
― E pelo que eu vi hoje, não quero nem saber do resto!
Eu me virei e ele puxou meu braço para encará-lo.
― Não vá ainda, por favor. Tem coisas incríveis aqui para você ver amor. Só precisa dar uma chance.
Seus olhos estavam tão calorosos que eu mal pude responder. Sua pele estava quente na minha e eu coloquei minha mão sobre a dele involuntariamente, ele olhou para minha mão sobre a dele.
― Fique aqui comigo Caroline, por favor...
Fechei meus olhos por um segundo para ordenar meus pensamentos. Eu estava ali para isso afinal, para dar uma chance de descobrir e entender meus sentimentos por ele. Só que ele estava mergulhado de cabeça em uma espécie de facção estranha de vampiros, será que eu podia lidar com isso?
Eu senti seus lábios tocarem os meus e abri os olhos na mesma hora. Sua mão afagava carinhosamente meus cabelos. Tive vontade de me perder em seus braços e não sair mais. Aquela foi minha resposta. Eu ficaria com ele.
Coloquei minha mão em sua nuca e o puchei para mim. Ele me abraçou com força e aprofundou o beijo.
― Eu mal posso acreditar que você esta aqui...
Murmurou ele contra meu pescoço. Respirei fundo, inalando seu cheiro. Era tão estranho como eu conseguia me sentir segura nos braços dele. Justo nos braços deles. Só que eu não estava, não estava nem um pouco segura emocionalmente, e poderia me ferir tão fácil e profundamente de um jeito que nunca tinha acontecido antes.
Eu me soltei de seus braços e olhei para meus pés, sem graça. Estava de pijama e por mais que ele já tivesse me visto totalmente sem roupas, era estranhos estarmos ali parados olhando um para outro.
― Então... Seus amiguinhos já se acalmaram, ou ainda querem me prender por vir a sua cidade?
Perguntei ironica. Na dúvida era sempre melhor voltar para a velha hostilidade e ironia.
― Eles sabem que você é minha convidade, e quem tocar em você não vai ficar vivo pelas proximas 24 horas.
Me sentei na cama e puxei o cobertor até o pescoço, ele sentou em uma poltrona e apoiou o queixo nas mãos.
― É assim que você faz eles te obedecerem? Ameaçando?
Ele pareceu meio consternado com minha pergunta.
― Eles estão ao meu lado porque querem Caroline, eu não os obriguei.
― Sério? E essa história de regras e da cidade ser sua? Isso me pareceu bastante sério...
― Caroline, aconteceram muitas coisas em New Orleans, não só agora, mas a quase um século atrás quando eu e minha família moravamos aqui. Era o nosso lar, e agora voltou a ser. Mas é uma longa história...
― Bom, se eu pretendo ficar aqui algum tempo, eu preciso conhecer não acha?
Ela abriu um sorriso encantador quando eu disse isso.
― Em 1919, eu Elijah e Rebekah...
Ele me contou a história da cidade nós minimos detalhes. Falou por quase uma hora. O prazer e o orgulho era quase palpável na sua voz quando ele falava da cidade, parecia um pai orgulhoso de seu filho. Era contagioso. E eu gostava de ouvir sua voz, seu sotaque britânico era tão bonito e melodioso. Bocejei sem querer.
― Você deve estar cansada.
Ele perguntou quando terminou a história.
― Um pouco.
― Vou deixar você dormir agora. Amanhã de manhã mando alguém vir buscar você e suas malas.
Me sentei na cama desconfiada.
― Me buscar? Para quê?
Ele olhou em volta cético.
― Você não vai querer ficar aqui querida, esse lugar é meio...
― Hey, o lugar é simples mas eu gosto, além disso eu posso pagar por ele.
Ele revirou os olhos para mim.
― Eu moro aqui Carolinne, você não precisa pagar um hotel para ter onde ficar.
Parecia razoavel ficar na casa dele já que eu vim aqui para ficar perto dele, mas ficar na mesma casa que ele implicava em uma intimidade maior do que a que eu estava pronta no momento.
― Klaus, eu...
― Não se preocupe, Elijah, Rebekah e ...
Ele interrompeu o que ia dizer, depois franziu a testa como se tivesse acabado de lembrar de uma coisa. Sua testa se franzil e ele pareceu preocupado.
― Bom, nós nãos estaremos sozinhos lá.
Ele olhou para os lados, evitando me encarar.
― Eu preciso dormir agora, amanhã falamos sobre isso.
Ele se aproximou e deu um beijo na minha testa, depois saiu do quarto. Eu me deitei e coloquei a mão no lugar onde ele beijou. Eu queria um pouco de espaço para pensar, mas também queria muito estar com ele. Antes do sono me abraçar eu me lembrei do seu beijo e do quão doce seus lábios eram.
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