Finally found you
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Elena tocou meu braço, e ergui um pouco a cabeça. Estava abraçado Caroline desde que tudo acabou.
― Nós cuidaremos dela agora. Vá se alimentar e descansar um pouco.
Não respondi, apenas a deitei com todo cuidado na cama e levantei. Sentia meus músculos rígidos, e agora que sabia que ela estava bem, pude sentir meu corpo. Estava com muita sede, precisava urgentemente de sangue. Desci as escadas e fui direto a dispensa. As bolsas de sangue estavam no freezer, franzi o nariz quando a peguei. Precisava de sangue humano, quente e fresco, minha boca salivou quando pensei isso, mas não tinha tempo e nem queria ir muito longe. Em menos de um minuto tinha acabado com cinco bolsas, isso aplacaria minha sede até eu poder sair e me alimentar de verdade.
Ouvi a porta se abrir, Damon parou quando me viu, depois sorriu com deboche e pegou duas bolsas do freezer.
― Nunca pensei que eu fosse ver o terrível Klaus se alimentando de bolsas de sangue.
Revirei os olhos e me encaminhei para a saída.
― Andou pensando muito em mim desde que fui embora, não?
Ele bufou e me seguiu pelas escadas.
― Como se eu tivesse opção, minha namorada é a melhor amiga da sua, então...
― Imagino que isso deve ter rendido conversas fascinantes.
Sorri de lado para ele, que apertou os olhos.
― Se você considera fascinante ouvir detalhadamente coisas do tipo “Ele fez você chegar lá? Tão rápido?”.
― E você deve ter ficado encantado...
― Eu conheço a Caroline nesse quesito e...
Suas palavras deram um clique em mim, minha raiva transbordou, peguei Damon pelo pescoço e o ergui do chão.
― Se você disser mais uma palavra, vou arrancar seu coração tão rápido que você nem fazer saber o que aconteceu!
Minha voz soou quase um rosnado, aquele idiota vinha para minha casa falar esse tipo de coisa da MINHA mulher?
Ouvi passos ao meu redor e senti me puxarem para traz, não resisti e soltei o infeliz no chão. Matar o namorado da amiga provavelmente iria chatear Caroline, mas me daria muita satisfação.
Ele respirava rápido no chão tentando recuperar o fôlego. Depois me olhou com raiva.
― Eu só ia dizer que a conheço e sei que ela pode ser bem descritiva quando quer.
Depois pegou as bolsas de sangue do chão e foi para o quarto. Senti Marcel colocar as mãos nos meus ombros.
― Sei que é difícil para todos, mas tente controlar seu gênio, matar os amigos dela não irá ajudar em nada.
Peguei algumas roupas no quarto e fui tomar banho.
Enquanto a água escorria por meu corpo, pensei em tudo que aconteceu nos últimos meses. Minha chegada a Mystic Falls, finalmente ter conseguido me livrar da maldição e de Michael. Ter conseguido e perdido meus híbridos. E mais recentemente, ver minha filha nascer e ter Caroline.
Nunca pensei sobre ser pai, afinal eu era um vampiro, não podia procriar. Mas a vida nos prega as peças mais estranhas, e aqui estou eu, pai de uma linda garotinha, e sem ter a mínima idéia do que o futuro reserva para nós.
E depois, eu nunca sequer cogitei que iria me apaixonar, e muito menos por uma garota de dezoito anos que morava numa cidadezinha do interior. Mas aqui estou eu, o vampiro mais poderoso da terra, se entregado feliz da vida a experiência mais assustadora de todas que é a de entregar seu coração para outra pessoa.
E tudo que eu tinha para oferecer a elas, era segurança. A certeza de que ninguém jamais as machucaria. A situação em New Orleans estava caótica, mas não queríamos atacar primeiro. Só que agora, eu tinha muita coisa a perder, e não podia arriscar que minha família fosse pega num fogo cruzado sobrenatural. Eu poria um fim a isso. Nem que eu tivesse que deixar livre o monstro que existe dentro de mim. Qualquer um que tentasse machucá-los iria conhecer a dor e o desespero que eu senti hoje.
Sai do chuveiro e me sequei. Sentia-me cansado, vesti minhas roupas e voltei para o nosso quarto.
Só Elena tinha ficado. Caroline estava enrolada nos lençóis, e parecia vestir uma camisola. Me aproximei delas e Elena se virou para mim, erguendo as sobrancelhas.
― Pensei que você fosse descansar.
― Estou bem. Vou ficar com ela.
Sentei devagar na cama e passei a mão por seus cabelos. Ela parecia bem, vi as bolsas de sangue vazias no chão, seu rosto estava um pouco mais corado.
― Sabe, eu nunca achei que você merecesse alguém como a Caroline.
Franzi os lábios e olhei para Elena, a última coisa que eu queria agora era ouvir os julgamentos hipócritas dela.
― Me poupe da sua opinião Elena, não me importo nem um pingo com o que você acha.
Ela revirou os olhos e se levantou, parou quando chegou na porta e se virou para mim.
― Mas depois de hoje, eu... continuo achando que você não a merece, mas vi que você precisa dela. Se têm alguém capaz de desenterrar a humanidade de você, esse alguém é ela.
E saiu batendo a porta.
Abracei Caroline, e fechei meus olhos.
***
Senti ela se mexer, abri meus olhos instantaneamente.
― Klaus?
Ela perguntou baixinho.
― Tudo bem? Está sentindo alguma coisa?
― Não, tinha uma coisa me pressionando, por isso acordei...
Ela mexeu os quadris em minha direção sugestivamente. Percebi do que ela estava falando, estávamos dormindo de conchinha, e mesmo dormindo, meu corpo respondia ao dela, podia sentir minha ereção pressionando a calça, e ela com certeza podia sentir também.
Me afastei um pouco dela.
― Desculpa.
Murmurei meio sem graça. Ela estava se recuperando, eu não queria... quer dizer eu não estava pensando nisso, foi involuntário.
― Esta se desculpando por se sentir atraído por mim?
― Não, é só que... Você está cansada, e eu não quero... você sabe... sexo. Só queria ficar perto de você...
Ela se recostou em mim, seu quadril se pressionou contra mim e eu quase gemi.
― Sem problema. Eu estou bem.
― Você precisa descansar.
Ela se virou para mim e tinha um sorrisinho malvado brincando nos lábios.
― Vamos pensar... Temos duas opções. 1: Voltar a dormir, o que não vai ser nada fácil, levando em consideração que nós dois estamos excitados. E 2: Ter um sexo bem relaxante, e depois descansarmos.
Ela colocou a mão por baixo da camisa, e arranhou meu peito de leve, senti meu corpo inteiro se arrepiar. Minha ereção já estava quase dolorosa na calça. Mas eu tinha que controlar. Passei o dedo por seu lábio inferior.
― Você precisa descansar. E além disso, seus amigos estão aqui, provavelmente ouvindo tudo, então...
Ela se virou e sentou no meu colo, tirando a camisola pelos ombros.
― Eu voto na opção dois.
Fiquei sem palavras diante de seu corpo nu. Ela puxou minha camisa pela cabeça sem cerimônia e se debruçou sobre mim, beijou de leve meu lábio inferior.
― E além do mais, podemos fazer silêncio.
Puxei seu rosto contra mim e a beijei furiosamente. Senti meu controle escapar pelos dedos. Jamais poderia resistir a ela, meu corpo reagia involuntariamente.
Ela entreabriu os lábios e gemeu, invadi sua boca, explorando a doçura da sua boca, passei minhas mãos por todo seu corpo, queria sentir sua pele na minha, sentir cada respiração, cada gemido de prazer, queria possuí-la por inteiro. Troquei nossas posições e fiquei por cima dela, seus olhos estavam famintos nos meus. Desci a mão por sua cintura, e toquei sua intimidade. Ela arqueou as costa e se empurrou contra mim.
― Você está tão pronta...
Aquilo me incendiou por dentro, sentir o quanto ela me desejava. O mesmo que eu sentia ao tocar seu corpo. Beijei seu pescoço, e desci por seu colo, alcançando os seios. Penetrei um dedo nela, ao mesmo tempo que mordisquei devagar seu mamilo, seu corpo inteiro se contraiu. Seus gemidos me excitavam ainda mais, ela parecia perdida em mim, em nós.
Penetrei mais um dedo, beijei-a com paixão, senti seus músculos se contraindo em volta do meu dedo, e senti que ela estava muito perto, no segundo que toquei seu clitóris com o polegar, seu corpo inteiro vibrou enquanto chegava ao clímax intensamente. Tirei meus dedos de dentro dela, e diminui o ritmo dos beijos. Quase pude ouvir ela reclamar.
― Pronto querida, você já pode dormir agora?
Ela puxou minha calça com toda força, ouvi o botão se soltar e cair bem longe.
― Klaus Mikaelson, se você não fizer sexo comigo agora vou matar você!
Sorri contra seus lábios e terminei de tirar a calça e cueca. Depois abracei-a pela cintura e a penetrei em uma estocada. Tentei me lembrar de ser gentil, mas ela tinha outras idéias. Entrelaçou as pernas na minha cintura e se impulsionou violentamente contra mim. Senti cada centímetro do seu corpo contra o meu, podia sentir que estava muito perto, ela estava muito contraída por dentro e me deixava louco. Os únicos sons que podíamos ouvir eram nosso gemidos desesperador e deliciosos.
― Você é tão linda...
Murmurei para ela, que enfiou as unhas nas minhas costas e mordeu meu ombro, enquanto seu corpo se contorcia em espasmos. No instante que senti seus dentes na minha pela, senti meu corpo se perder no dela e explodir num clímax violento, apertei sua cintura com força contra enquanto absorvia o prazer que circulava por todo meu corpo.
Depois de alguns segundos, rolei de novo deixando ela se aconchegar no meu peito.
― Agora sim eu posso dormir.
― Mal posso esperar as piadinhas intermináveis que vamos ouvir amanhã...
Ela sorriu comigo, mas senti que adormecia aos poucos. Depois suspirou e beijou meu peito.
― Eu amo você.
Fiquei paralisado. Minha respiração quase sufocou na garganta. Várias emoções passaram por mim, e senti meu peito se aquecer e expandir. Nunca tinha ouvido essas palavras. As palavras que mais desejei ouvir em toda minha vida. E desejei mais ardentemente ainda depois que a conheci. E agora que ela me disse, que eu finalmente sabia que ela me amava, eu mal conseguia pensar, a não ser sentir e absorver todas as emoções que me inundavam.
Muito tempo depois, notei que ela já tinha adormecido. Beijei sua cabeça e apertei meus braços em volta dela.
― Eu também amo você Caroline.
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