Notas iniciais
Hey guys, essa é minha primeira fic Klaroline, amo demais o casal e tinha que escrever algo. Começou como uma one shot mais eu precisei continuar. Comentem se gostarem, Bjinhos.

Eu estava caminhando sozinha pela floresta a procura de Matt. Chamava seu nome alto e tentava ouvir algo. Fala sério, ter amigos sobrenaturais não era nada saudável para ele. Aquela vadia da Nadia enterrou o coitado num caixão, para salvar a ainda mais vadia da mãe dela!

Tínhamos que encontrá-lo e salvar ele. De qualquer jeito. “Tudo bem Caroline, pense, se eu fosse uma vadia do mal, onde eu enterraria um humano para que ninguém encontrasse? Pense...”

Estava tão mergulhada nesse pensamento que quase cai para trás quando vi uma figura parada na minha frente.

― Klaus!

― Olá Caroline.

A voz dele era sedutora, e aquele sotaque... Pare agora mesmo! Eu praticamente berrei para meu inconsciente.

― Damon Salvatore me contou que Katherina estava morrendo, eu não poderia perder isso.

― É claro, e como o bom vilão que é, teve que vir tripudiar não é? Eu não tenho tempo para isso, tenho que achar o Matt antes que ele morra sufocado.

― Eu senti saudades da sua hostilidade sabia? E não precisa se preocupar com Matt, ele já foi encontrado.

― É sério?

Eu suspirei aliviada e sorri um pouco. Depois me lembrei na presença de quem estava e me contive.

― Ótimo. Adeus então.

Eu me virei para ir embora mais ele usou a velocidade sobre-humana e estava parado bem na minha frente em um segundo, tão perto que eu podia sentir sua respiração em meu rosto, sentir seu cheiro que era delicioso e perigoso demais. Dei um passo para trás.

― Porque você me odeia tanto?

― Eu devo enumerar as atrocidades que você fez em ordem alfabética ou cronológica?

Na dúvida, o ataque era a melhor defesa. Meus sentimentos por ele eram confusos e complexos. Eu o odiava por ter matado Jenna, a senhora Lokcwood, quase ter me matado, ameaçado o Tyler e tantas outras coisas mais que mostravam o verdadeiro monstro que ele era. Só que no fundo eu me sentia atraída por ele de um jeito estranho, e as vezes antes de dormir eu me pegava lembrando da sua voz me chamado de amor.

― E para fechar com chave de ouro, já veio aqui atormentar Katherine, não é? Porque não vai para sua mansão tomar um Whisky e pensar na vida de quem você vai atormentar agora e deixa ela morrer em paz?

― Excelente idéia. Me acompanha?

Ele estendeu o braço para mim e eu sufoquei uma risada.

― Está me convidando para planejar a vida de quem você vai atormentar?

― Não, estou convidando você para tomar um drink.

― Só quando eu tomar cinco litros de verbena e meu cérebro fritar!

Eu me virei e ele estava na minha frente de novo.

― Vamos lá Caroline, quem sabe se eu tiver sua adorável companhia para um drink, eu me sinta menos tentando a atormentar a vida de alguém?

Eu revirei os olhos para ele... Mas pensando bem, que mal poderia haver? Bonnie estava com Jeremy a esta altura, os outros estavam comemorando a morte de Katherine, Matt estava bem... E era só um drink, eu podia fazer isso.

― Só um drink.

Ele sorriu para mim e pegou minha mão. Eu tentei ignorar a sensação calorosa que seus dedos deixavam sobre os meus. Nós fomos rápido até a casa e chegamos lá em menos de dois minutos.

A mansão dos Mikaelson era incrível, mas não estava empoeirada como eu pensei que estaria, agora que ninguém morava aqui.

― Porque a casa está tão limpa?

― Porque sempre há motivos para voltar a Mystic Falls, amor.

Ele sorriu e foi preparar as bebidas.

― O que você gostaria de beber?

― Algo bem forte, para eu não perceber a sua companhia.

Ele balançou a cabeça e trouxe o drink para mim, depois se sentou ao meu lado.

― Então, o que eu perdi nesta encantadora cidade durante minha ausência?

― A cidade ficou bem mais encantadora depois que partiu, disso não tenha dúvida.

Eu respondi acidamente para ele. Eu não poderia me permitir ser gentil, nem educada com ele, primeiro porque ele não merecia e segundo porque eu tinha medo do que eu poderia sentir se fizesse isso.

― Sua presença de espírito me encanta sabia?

― E então quando pretendi ir embora?

Eu vi seus olhos endurecerem quando eu disso isso, e senti um frio na barriga, não era raiva exatamente, ele parecia mais magoado. Eu baixei os olhos para minha bebida.

― Minha presença aqui te incomoda tanto assim?

― Sua presença aqui faz tudo virar um caos! Todos têm medo, foi por isso que Tyler foi embora!

― Tyler estava livre para voltar para você, e mesmo assim decidiu deixá-la, isso não foi minha culpa, foi escolha dele!

Sua palavras foram como um tapa na minha cara.

― Como soube disso?

― Ele foi atrás de mim em New Orleans.

― Você não...

Eu gaguejei e senti lágrimas encherem meus olhos.

― Eu não o matei. Como eu disse, ele está livre, e mesmo assim não está aqui.

Eu olhei em seus olhos e vi que era verdade, me recostei no sofá e fechei os olhos. Porque eu tinha que estar assim? Eu amava Tyler, não tanto quanto já amei um dia, mais ainda o amava. E o homem que estava sentando ao meu lado tinha matado a mãe dele, mas mesmo assim eu ainda me sentia atraída por ele.

Eu senti suas mãos tocarem meu rosto, me assustei e levantei bruscamente.

― O que pensa que esta fazendo?

Ele se levantou e se aproximou de mim, eu dei um passo para trás.

― Não toque em mim!

― Porque você insiste tanto em negar para você mesma o que está sentindo?

― Eu não sinto nada por você, fique longe.

― Você sabe que sente, para de negar para você mesma, e assuma que você se esconde por trás de todo essa raiva e hostilidade, para que eu não veja que você também me quer.

― Eu não quero você!

Ele veio para cima de mim, e pressionou contra a parede.

― Admita Caroline. Admita que você me quer, seja sincera com você mesma!

__ Eu não posso! Será que você não entende? Eu não posso estar com você aqui, assim. Meus amigos iriam me odiar, vendo nós dois juntos, nessa cidade em que você matou tantas pessoas! Minha mãe nunca me perdoaria, eu não posso sentir Klaus!

Seus dedos diminuíram a pressão nos meus braços, e ele colocou uma das mãos em meu rosto.

― Seria mais fácil se eu fosse embora, e nunca mais voltasse para essa cidade?

― Nunca mais?

Eu me senti feliz e triste ao mesmo tempo, feliz de saber que ele não mataria e nem machucaria mais as pessoas que eu amava, e triste por pensar que eu não iria mais vê-lo, ou ouvir sua voz...

― Se você quiser assim Caroline, eu não voltarei nunca mais para Mystic Falls.

― Então vá.

Eu disse as palavras num sussurro e ele se afastou de mim. E pela primeira vez, eu admiti para mim mesmo que eu o queria, eu queria beijá-lo, queria sentir seu toque em mim, queria dormir com ele. Ele era um monstro, e isso jamais iria mudar, mas essa era a única parte que eu conhecia, eu queria ver quem era o Klaus real, antes de ser vampiro ou híbrido, eu queria deixá-lo entrar na minha alma e queria ser dele. Porque eu queria que Niklaus Mikaelson fosse meu.

Eu peguei sua mão e ele me olhou surpreso.

― Não vá ainda.

Eu me inclinei para ele e toquei meus lábios nos dele de leve. Mas foi só o que eu precisei fazer, pois ele me puxou pela cintura e colou nossos lábios de forma faminta. Sua língua acariciava a minha enquanto suas mãos corriam por minhas costas deixando um rastro de fogo por onde passavam. Ele me pegou no colo e me levou tão rápido para o quarto que eu nem percebi, e me jogou na cama tirando a camisa ao mesmo tempo. Depois segurou meu vestido no alto e puxou fazendo rasgar ao meio, ele ofegou quando viu que eu estava sem sutiã e me pressionou contra a cama me beijando de novo.

Ele estava em todo lugar, suas mãos me acariciavam e seus lábios estavam implacáveis sobre os meus, o desejo corria veloz por minhas veias e eu me sentia totalmente entregue. Seus beijos foram descendo pelo meu rosto, depois no pescoço, quando seus lábios tocaram meus seios eu gemi alto e enterrei os dedos em seus cabelos. Ele sugava implacavelmente e eu me contorcia em baixo dele, depois foi descendo os beijos pela minha barriga e suas mãos arrancaram minha calcinha rasgando-a também.

Ele não tirava os olhos dos meus enquanto me beijava e seus lábios desceram por minha intimidade e sua língua me acariciava devagar, eu fechei os olhos e arqueei as costas. Parecia que meu corpo ia explodir.

― Eu queria tanto sentir seu gosto, e é ainda mais doce do que eu pensei...

Ele murmurou contra meu sexo e sua voz estava rouca de desejo. No momento em que ele penetrou um dedo de mim, eu gozei e gritei seu nome alto. Eu o ouvi gemer também e no mesmo instante ele estava em cima de mim.

― Você não têm idéia do quanto é bom ouvir você dizer meu nome assim, amor.

Ele prendeu meus braços em cima da cabeça e em uma estocada rápida ele estava dentro de mim. Eu me pressionei contra ele e me movimentei a seu encontro, sentir ele dentro de mim era incrível, e meu corpo parecia ter vontade própria, ele me penetrava rápido e impiedosamente e eu me sentia perdida naquele prazer. Ele espalhava beijos por meu rosto e pescoço, e murmurava meu nome baixinho. Eu estava no ápice do que meu corpo podia suportar.

― Goze para mim, amor.

Ele murmurou no meu ouvido e meu corpo se perdeu em êxtase de uma forma tão intensa que parecia que meu corpo estava fundido ao dele. Eu ouvi seu corpo estremecer e ele gozou cravando os dentes no meu pescoço. Aquela mordida foi diferente das outras vezes que ele me mordeu, dessa vez a dor que eu senti foi se modificando para algo mais e quando eu senti ele sugando meu sangue, meu orgasmo se intensificou e eu senti meu corpo inteiro tremer.

― Klaus!

Ele tirou os lábios do meus pescoço e deu um beijinho no lugar, saindo de dentro de mim ao mesmo tempo. Eu franzi a testa com a súbita sensação de vazio que eu senti quando ele não estava mais dentro de mim.

Nós ficamos deitados recuperando o fôlego enquanto ele segurava minha mão e acariciava meus dedos.

Depois de um tempo ele me puxou para cima dele, e inclinou o pescoço para o lado.

― Beba amor, eu mordi você, e vai precisar do antídoto.

Eu me ajeitei em cima dele, e ele suspirou. Eu sorri internamente, let’s go baby!

Eu posicionei uma perna de cada lado do seu corpo e me pressionei contra ele, já sentido ele ficar ereto embaixo de mim.

― Não sei não Klaus, aqui esta tão confortável...

Ele me olhava com fogo nos olhos.

― Também acho amor, mais não quero arriscar que você fique doente, então tome meu sangue primeiro e depois continuamos.

― É para já!

Eu me inclinei sobre ele e mordi seu pescoço, ele gemeu e me penetrou fundo, eu levantei a cabeça e suspirei alto. Era tão bom senti-lo dentro de mim, eu notei que a mordida que ele me deu se fechou e ele me puxou para seus braços, eu o beijei e comecei a me movimentar em cima dele. Nós dois nos perdemos no momento e eu me esqueci de tudo, só o que eu podia sentir era o prazer indescritível de ter Niklaus Mikaelson dentro de mim.

***

Eu despertei com a luz do sol batendo nas minhas costas nuas, e agradeci internamente a Bonnie por ter feito meu anel. Assim que pensei isso, meus olhos se abriram. Oh meus Deus! Bonnie! Elena! Tyler! Todo mundo!

Eu me sentei na cama e passei a mão nos cabelos. Eu literalmente tinha dormido com o inimigo, e tinha gostado e muito! O que eu diria a eles? Como eu poderia explicar que eu estava apaixonada por alguém que todo mundo odiava? Como eu podia simplesmente estar apaixonada por ele depois de tudo que ele fez?

“Todos nós temos um lado sombrio Caroline, porque nós podemos julgá-lo?” Eu lembrei das palavras de Stefan. Ele tinha sim um lado bem sombrio, mais ontem a noite quando estávamos juntos, ele foi carinhoso, atencioso e simplesmente perfeito. Ele tinha um lado ruim, mais lá no fundo ele tinha um lado bom, e ninguém poderia julgá-lo, porque mesmo ele tendo feito coisas terríveis, no fundo ele era só um homem sozinho tentando encontrar um lugar no mundo, mesmo que seja da forma errada.

Eu olhei ao redor do quarto para procurá-lo mais ele não estava lá, e pelo que eu podia ouvir, em lugar nenhum da casa. Foi quando eu notei um bilhete na mesinha de cabeceira. Eu peguei e o abri.

Querida Caroline,

Tive que voltar para New Orleans para resolver alguns problemas. Mas quero que saiba que a noite passada significou mais para mim do que muitas coisas em séculos. Eu fui embora antes de você acordar pois não queria forçar minha companhia a você caso não quisesse. Mais como eu já disse uma vez, eu posso esperar por você o tempo que for necessário, mas como eu lhe prometi, eu não voltarei mais a Mystic Falls. No entanto seu lugar estará sempre guardado aqui em New Orleans ao meu lado, se você assim o desejar. No momento em que quiser estar comigo eu estarei aqui. Sempre serei seu.

Klaus