Finally Found You
13 Fim
Notas iniciais
OoOoOoOoO
Uma semana antes
Hamptons
OoOoOoOoO
O céu cinzento cobria toda a praia, podia observar as gotas escorrendo pelo vidro da janela do quarto como lágrimas escorrendo, lágrimas que desistira de soltar, era como se o céu chorasse em seu lugar, aprendera a odiar dias assim, já que não podia permanecer lá fora, com a briza tocando seu rosto, afinal como saber qual seria a ultima vez? Esperava que quando chegasse sua hora o sol estivesse brilhando, como se fosse salda-la em sua nova viagem.
– O que vai querer almoçar hoje bebê? – Inuyasha a tira de seus devaneios, a presenteando com um de seus melhores sorrisos.
– E se hoje almoçássemos fora? – Viu a preocupação passar nos olhos de seu marido. – É sério eu estou bem, podemos dar uma volta de carro e escolhermos um restaurante aconchegante.. O que acha?
– Ká.. – Ele se aproxima alguns passos, mas para no caminho sem jeito.. – Não acho seguro.. É que..
– Eu posso matar alguém.. – Ele a encarava em silencio.. — Isso seria bem chato.. – Fez uma careta antes de sorrir, de que adiantaria sofrer por suas privações, não tinha tempo para esse tipo de bobagem.. – Então por livre e espontânea pressão, acho que quero te observar cozinhando.. – Sorrindo cobriu o espaço que faltava para se tocarem.. – Pode ser lasanha? – Recebeu um beijo no nariz..
– Teremos lasanha, vinho e velas.. – Pegou sua mão e a levou em direção as escadas, parando no meio do caminho para sorrir travesso.. – E Elton John, você não vai escapar de dançar comigo.. – Piscou de um olho e continuou a puxá-la enquanto ouvia as gargalhadas de sua esposa.
– Só se você lavar a louça.. – Inuyasha a encarou, sua esposa estava mais pálida, com pequenas olheiras escurecendo seu olhar, podia ver seus braços mais finos e os ossos de seu ombro ressaltando no vestido sem mangas.. Mas ainda era sua fêmea, linda como sempre, ainda era sua..
– Deixo isso para a lava louças.. – Riu entrando na cozinha com Kagome segura em seus braços..
Atualmente
OoOoOoOoO
– Em que está pensando? – Pergunta Inuyasha a apertando em seu braços..
– Que eu adorei sua lasanha da semana passada.. – Falou mantendo os olhos nas ondas se quebrando a sua frente..
– Com vinho, velas e Elton John?
– É.. – Ela riu.. – Sem esquecer o Elton John..
– And you can tell everybody this is your song.. – Ele cantou teatralmente desafinando de propósito na frase..
– Meu Deus! Você canta mal.. – Se soltou de seus braços levantando da espreguiçadeira enquanto ria..
– It may be quite simple, but now that it's done.. – Cantou, levantando indo atrás dela que saia correndo..
– Oh não! Sua voz é terrível!.. – Tapou os ouvidos com as duas mãos..
– I hope you don't mind.. I hope you don't mind – Cantou mais alto a alcançando com facilidade.. – Canta comigo sua chata.. – Ela o encarou séria sendo abraçada por ele.. – Solta sua vozinha de bebê gralha solta..
– Hey! — Deu um tapa em seu peito permanecendo em seus braços.. – Eu canto muito bem..
– Então prove.. I hope you don't mind.. I hope you don't mind?..
– That I put down in wooooorrds! – Puxou a ultima palavra bem alto fazendo aparecer uma careta no meio do sorriso de seu marido..
– How wonderful life is while you're in the world.. – Ele terminou passando a mão em sua testa..
– Minha vida também é maravilhosa agora que você está nela.. – Ficaram se encarando sentindo a areia sob seus pés e sem perceberem já estavam dançando..
– Quer cantar a musica do Rei Leão? – Falou a fazendo rir..
– Não obrigada!.. Posso sentir o amor essa noite sem ela.. – Sorriram um para o outro..
– O que quer fazer hoje?
– Estou um pouco cansada, na verdade bem cansada.. – Não podia ser diferente, após a crise de mais cedo..
– Então filme na cama, com pipoca doce?
– Só se assistirmos Moulin Rouge..
– Mas de novo senhora Taisho?
– O que posso fazer? Você que fica cantando as musicas do filme.. – Lhe deu um selinho.. – E quem sabe depois do filme, quando eu estiver descansada nós dois não.. Sê sabe.. – Se insinuou levantando a sobrancelha.
– Vou fazer a pipoca!..
– Vá na frente, só quero ver o mar mais um pouco..
– Não demore.. – Beijou sua testa e caminhou de volta para a casa, sendo observado por Kagome, como amava aquele homem, ja podia sentir saudades dele.. Mas faltava alguém, sabia que faltava Sango, como estaria? Onde estaria?..
– Sango ia adorar esse lugar.. – Murmurou para si mesma, o ultimo mês havia sido repleto de alegrias e mimos, mas sabia que não era a mesma coisa sem Sango para compartilhar..
Semanas Antes
OoOoOoOoO
– Mas como vamos viver nesta casa só nós dois? E se eu machucar alguém? – Inuyasha ainda observava o círculo vermelho no chão, esperava que o feitiço da bruxa funcionasse.. Tinha que funcionar, encarou sua humana assustada, com olhos apreensivos, tinha que acalma-la..
– Vou chamar um humano para limpar essa bagunça, os móveis que faltam também posso encomendar, e vamos pedir comida direto do mercado por telefone.. – Segurou sua mão, a encarando com confiança.. — Quanto mais isolados menos chance de machucar alguém..
– E se eu ferir você.. – O abraçou com força, com as palavras de Urasue ainda em sua mente "Você vai morrer"..
– Não vai, somos almas gêmea lembra?.. – Ela concordou mesmo sabendo que ele mentia sobre estar tão seguro da situação, mas não dispensaria ter seus últimos momentos ao lado de Inuyasha..
– Quase esqueci.. – Lhe deu seu melhor sorriso.. Deus, como ela era bonita. Seus cabelos eram brilhantes, os ombros alisavam sedutoramente a camisa sem mangas que usava. Sua pele era tão linda. Seu requintado perfil delicado quando se virava com um sorriso que transformava seu mundo..
– Vou avisar meus pais que tudo deu certo, e vou manda-los para casa, a partir de agora seremos só nós, entende Kagome?
– Entendo.. – Balançou a cabeça, ao mesmo tempo que seu celular tocou, era Sango, conhecia seu toque natalino escolhido pela mesma, Sango adorava natal.
– Está tudo bem? – Falou percebendo a tensão dominando o pequenino corpo..
– Está, pode ir.. Tenho que conversar com Sango.. – Sentia seu coração bater rapidamente..
– Estarei aqui fora.. – Apertou o botão de atender assim que viu a porta fechar..
– Kagome! Graças a Deus! Onde você esta? Cheguei em casa agora e nossa porta esta destruída! Tem uma mancha de sangue no nosso sofá! O que aquele canalha fez com você?
– Oi amiga.. – Engoliu seco ao ouvir sua voz desesperada..
– Oi amiga? Como está tão calma? Me escuta, te quero em casa agora! E vamos ter uma conversa séria menina!
– Você consegue ficar em silencio e me ouvir um pouco?
– VEM PRA CASA KAGOM..
– Por favor!.. – Ao perceber o silencio na linha suspirou.. – Converse com os Taisho, Miroku pode leva-la até eles..
– Não fale desse idiota! E não quero conversar com esses Taisho, quero você em casa segura do meu lado.. – Seu coração se apertou, e lágrimas se formaram em seus olhos.. – Nós vamos fugir de todos Ká! Seja lá o que esse monstro fez, vamos ser só nós de novo.. – Como a faria entender? Como se despetir desta maneira..
– Não posso voltar para casa, eu sou uma miko completa e fui marcada por um youkai..
– Estou pouco me fodendo para isso! Venha para casa Kagome..
– Eu estou morrendo Sango! Não vou viver muito tempo, eu não.. – Um soluço de choro a impediu de falar por alguns segundos.. – Eu estou bem, quero que saiba que estou realmente bem, os Taisho vão te explicar tudo.. – Podia ouvir os berros de Sango do outro lado da linha, a xingando e a mandando parar de brincar.. – Sabia que gritaria comigo.. – Riu sem achar graça.. – Você é a pessoa que me conhece melhor que todos, é a pessoa mais perto de uma família que eu tenho, por isso eu não podia sumir sem me despedir.. Eu te amo Sango..
– Onde você está? Me deixa ver você para conversarmos sobre isso com calma.. Kagome?.. Esta ai?
– Sim.. – Murmurou sem conseguir conter as lágrimas que agora escorriam por seu rosto.. – Desculpe Sango, mas eu tenho que ir.. Eu te amo..
– Que merda é essa? Como assim esta me deixando e me da adeus assim? Kagome não faz isso.. – Podia ouvir a voz de choro se sua amiga..
– Mas querida isso é culpa do amor, e eu não posso te ver agora, porque meu coração não aguentaria isso, não quero que me veja adoecer, não posso ver a dor nos seus olhos, eu.. Simplesmente não posso te ver..
– Kagome por favor, onde você está? – O grito de desespero do outro lado da linha destruiu Kagome..
– Talvez o tempo cure tudo, e talvez um dia você possa compreender, eu disse adeus desta maneira porque te amo.. Você vai ter uma vida brilhante, vai ser feliz, bem sucedida e quando menos esperar eu estarei do seu lado de novo..
– Kagome..
– Promete não desistir de mim? E que quando nos reencontrarmos você vai me reconhecer?.. Promete?
– Prometo..
– Ótimo! – Ela fungou sentindo seu corpo tremer, ao tentar conter o choro.. — Olha mesmo que eu esteja longe eu ainda pensarei em você, e vou rezar para que esteja bem, ainda sentirei sua falta, não importa o tempo que passe.. Meu amor será a sua armadura, eu te amo garota!..
– Também te amo Kagome.. Mas não entendo o completamente o que você esta dizen.. – Cortou a ligação desligando o celular, era melhor assim.. Melhor para quem?..
Atualmente
OoOoOoOoO
– Ela deve ter me xingado de tantos palavrões.. – Riu olhando para o céu, como sentia saudades de sua irmã de alma, se preparara para entrar, porem algo chamou sua atenção no meio do dia nublado o sol começou a aparecer por entre as nuvens, um calor estranho atravessou seu corpo tirando a força de suas pernas a derrubando no chão, estava tão fraca tão de repente, era como se queimasse.. Oh merda!.. Conhecia esse dor..
– KAGOMEE! – Pôde ouvir um berro desesperado de Inuyasha, ouvir seus passos rápidos até ela, onde conseguiu ver seu rosto aflito enquanto puxava seu corpo na direção de seu peito.. – O que ouve? Consegue levantar? – Uma dor veio de seu estomago, queimando seu corpo por dentro, sua vista ficara nublada mal conseguia enxergar Inuyasha..
– Não.. – Sussurrou sorrindo da maneira que podia.. – Inu, acho que é agora.. – Um filete de sangue escorreu de sua boca..
– Não! – Apertou o corpo contra o seu com força.. – É só mais uma crise, vai passar já, já..
– O sol ele apareceu.. – "Por favor senhor, não me deixe gritar de dor.. Não deixe que aquela coisa estrague nosso momento.."..
– E vai aparecer de novo meu amor, nós vamos ve-lo juntos, aqui nesta praia abraçados.. – Os olhos de Kagome se fecharam cansados.. — Olhe para mim, se concentre em minha voz essa crise vai passar..
– Inu..
– Não por favor!.. Mais tempo Kagome.. – A voz embargada de seu marido atravessava sua mente..
– Você já se despediu lembra? – Juntou o resto da força que possuía para acariciar seu rosto fazendo com que ele fechasse os olhos..
– Mais tempo Kagome..
– Teremos todo o tempo do mundo, eu.. – Ela tossiu soltando uma rajada de sangue para fora, sujando suas roupas e fazendo com que Inuyasha tremesse mais ainda.. – Eu, vou voltar..
– E se eu não encontrar você?
– Vai encontrar.. – Respirou chiado por alguns segundos.. — E eu vou escolher você, em cem diferentes vidas, em cem diferentes mundos, até em uma versão diferente da realidade eu te encontrarei e vou escolher.. Vo-você.. – A dor em seu corpo já se tornara insuportável, e seu rosto se contorcia de dor..
– Você é meu mundo, Kagome, eu amo você, por favor! Meu Deus Kagome, ainda não!
– E-eu também te, te amo. – Ele pôde ver o medo em seus olhos, assim como ela podia ver nos dele..
– Quando eu te reencontrar vou te amarrar a mim, eu juro que ficaremos juntos!.. Você será minha para sempre..
– Por favor, seja meu para sempre também.. – Sussurrou com lágrimas escorrendo de seus olhos..
– Eu já sou.. — Como desejava que pudesse segurá-la para sempre daquela forma. Diante daquele pensamento e das sensações que estava sentindo, lentamente algo como uma lava quente começou a se espalhar através do seu corpo, suas mãos tremulas começaram, involuntariamente, a circular ao redor de seus ombros, prendendo-a, junto de si para poder mantê-la o mais próximo possível dele..
– Inu.. – Sentia a pele de Kagome ficar gelada, e assistiu as veias de seu rosto saltarem enquanto os olhos azuis o encaravam.. A queria com uma dor no peito que tinha certeza que jamais seria apaziguada por outra pessoa. Não havia sentido em sequer tentar, pois tinha que ser Kagome.
Só Kagome.
E com todo aquele tumulto se estabelecendo no seu coração, ele tinha plena consciência que não podia tê-la.
Pelo menos ainda não.
– Espere por mim, tudo bem? – Com o que sobrara de suas forças Kagome murmurou fechando os olhos úmidos..
Com lágrimas nos olhos, Inuyasha assentiu com a cabeça, enquanto acariciava o seu rosto e sentia seus lábios contra os seus pela ultima vez.. Permaneceu assim diversos segundos até sentir o corpo já frio amolecer completamente em seus braços.. Ele enfiou os dedos em seus cabelos e a manteve cativa diante do seu rosto enquanto lhe estudava no meio do choro agoniado, um rugido do fundo de seu peito se fez presente, berrando e urrando com todas suas forças, sua voz ecoando por toda a praia enquanto esmagava o corpo imóvel contra o seu..
Era o fim de uma fase.
OoOoOoOoO
8 anos depois
São Francisco — California
OoOoOoOoO
– Força senhora, já posso ver a cabeça do bebê, força! – Dizia a médica youkai parada estrategicamente entre as pernas da futura mãe humana..
– Aiii, não dá.. Não dá.. – Sussurrava a ruiva sem nexo enquanto balançava o rosto para todos os lados..
– Olhe para mim Tamara.. – Uma voz grave e serena chegou até os ouvidos da mulher que sofria na mesa de parto.. – Você vai aguentar, vamos ter nosso menino logo, logo.. Só mais um pouco..
– Dante.. – Sussurrou encarando os olhos verdes de seu marido que tentavam lhe transmitir força..
– Mais um pouco meu amor.. – Viu sua esposa balançar a cabeça firmemente, logo após berrando com a força que voltara a fazer..
– Isso senhora, mais um pouco!.. – A médica voltara a falar.. – Empurre, empurre..
– Respira Tamara..Inspira, respira.. – Segurava a mão de sua esposa com força, rezando para que seu filho nascesse em segurança..
– Estamos no ombro! Empurre senhora!..
– Respire amor, força.. – Após o grito alto de Tamara, o silencio se instalou pelo quarto, sendo cortado apenas pelo choro alto do bebê, fazendo com que os olhos dos pais se encherem de lágrimas..
– Conseguimos.. – Tamara sussurrou com alívio..
– Você conseguiu.. – Dante no meio do choro aliviado, beijou a testa de sua esposa..
– Estão prontos para vê-la? – A médica aproximou o pequenino corpo dos pais.. – É uma linda menina..
– Menina? Mas a ultrassom disse..
– Sempre quis uma menina Dante.. – Murmurou Tamara emocionada, tocando a mão do bebê que permanecia nos braços da médica..
– Quer pegar? – Falou olhando para o pai da bebê, já que os médicos ainda davam pontos e limpavam o corpo de Tamara.. – Tem que ser rápido já que precisamos limpar o bebê..
– Claro que eu quero.. – Lentamente e com as mãos trêmulas segurou a pequenina em seu braços, e se estava contrariado pois achava que era um menino, tudo se passou naquele momento, a bebê estava em silêncio encarando o pai com olhos bem abertos, enquanto movia os bracinhos e pezinhos de qualquer jeito.. – Ela é tão quentinha.. Ela tem meus olhos amor, e seu cabelo.. – Completou observando o pequeno tufo ruivo no topo da cabeça..
– Ela é linda não é?.. – Tamara disse com um sorriso muito largo no rosto..
– A mais linda..
– É tão difícil realizar um parto humano nos dias de hoje, foi um prazer ver esse pequeno filhote de humano nascer.. – A youkai afirmou sorrindo mostrando suas presas no ato.. – Não podemos demorar muito para levá-la a encubadora, pois ela é menos resistente que os outros bebês, já possuem um nome para colocar na ficha dela?..
Kagome...
Kagome...
– Ouviu isso Dante?.. – O casal se encarou pois no fundo de suas mentes ouviam um nome chamando por eles..
– Desculpem, já possuem um nome?.. – A youkai voltou a perguntar, mantendo um sorriso no rosto..
– Kagome! – Falaram em uníssono..
– Adoro quando humanos tem nome de Youkais.. Agora preciso levar a pequenina Kagome.. – Falou ao mesmo tempo que em cuidadosamente retirava a bebê dos braços do pai..
– De onde tiramos este nome amor?..
– Não tenho ideia Dante.. Mas ela vai ser a nossa Kagome Walker.. – O casal se olhou com um sorriso nos olhos, finalmente depois de tanto tentarem, conseguiram ter um bebê.. Uma filha!
Kagome Walker.
Após uma espera incessante para os pais que aguardavam a visita da filha no quarto que passaram o ultimo dia, a porta se abriu, com um carrinho onde seu bebê cor de rosa se encontrava deitado nele, e uma jovem youkai enfermeira sorridente encarava o casal..
– Como eu podia imaginar que bebês humanos são tão lindos pessoalmente.. – Murmurou radiante.. – Os vi em videos na faculdade, mas nada se compara.. – O jeito com que falava, fez o casal rir..
– Acho que posso agradecer.. – Falou Dante se aproximando do carrinho em que Kagome se encontrava..
– Eu não sabia que bebês humanos são tão inteligentes, sua filha é muito calma e encara tudo e todos.. – As mãos frias da Youkai seguraram o bebê a depositando no colo da mãe..
– Ela parece um charutinho cor de rosa.. – Tamara cantarolou observando sua filha, os cabelinhos ruivos saindo pelo topo da coberta.. – Ela tem exatamente seus olhos Dante, são tão verdes..
– E o seu cabelo amor, tinha certeza que não seria loira.. – Piscou para a esposa se referindo ao próprio cabelo..
– Vou deixa-los sozinhos por alguns instantes, e retornarei com a encubadora de seu bebê, por questão de segurança alguns os bebês humanos não saem do quarto de seus pais, são normas do hospital..
– Mas porque? Ela corre algum tipo de risco de sequestro?.. – Dante se preocupou.. – Sei que alguns lunáticos sequestram bebês humanos, mas se for esse o caso, levaremos nossa filha imediatamente para casa.. – Com medo Tamara, apertou mais Kagome em seus braços..
– Peço que se acalme senhor.. Nosso hospital é muito seguro em relação a sequestro de bebês humanos, sabemos do mercado negro que existe e não nos arriscamos a correr esse tipo de risco.. Lembrando que bebês humanos não são resistentes por isso precisam passar alguns dias nos hospitais – Com muita seriedade a Youkai tentou acalmar o casal..
– Mas então qual o problema?.. – Soltando um suspiro a enfermeira se aproximou do casal, falando mais baixo que o normal..
– Durante o banho notamos algo em sua filha.. — Sem fazer mais suspense resolveu falar.. – Encontramos uma marca Youkai no braço de sua filha..
– Como alguém pode ter marcado minha filha? Ela é um bebê que tipo de hospital é esse?.. – Dante vociferou, estava pouco se importando se ela era uma Youkai, ninguém ia abusar de sua família desta maneira..
– Ela ja nasceu marcada senhor.. – A ultima frase calou o casal.. – Em casos raríssimos isso pode acontecer, não sabemos que a tipo de Youkai sua filha pertence por isso tomamos medidas cabíveis.. Ela não sairá de perto de vocês, temos seguranças em volta do quarto, ninguém entrará aqui sem a permissão de vocês.. Eu posso assegurar..
– Mas.. Mas se for como diz, como ele pode saber que ela nasceu? – Perguntou Tamara temendo por sua filha..
– Youkais sabem.. Eles sempre encontram sua fêmea.. – Afirmou a enfermeira amedrontando o casal..
Nova York
OoOoOoOoO
– Ela voltou! – Inuyasha berrou no meio da sala de estar assustando a todos que ceiavam..
– Do que está falando Inuyasha? – Sango encarou o amigo paralisada..
– ELA VOLTOU! – Ele se levantou da mesa do jantar gritando, esquecendo que seu terno podia ficar amassado, ou que podia assustar seus sobrinhos, estava o dia todo com um pressentimento, sua marca não parava de arder durante o dia inteiro.. Podia senti-la no mundo de novo, ela estava viva.. Não era mais um alarme falso..
– Filhote? – Izayou estava assustada..
– Kagome! Ela voltou!.. Ela nasceu mãe.. Eu posso sentir, posso sentir a vida dela pelas minhas veias, não da para explicar, mas eu sei que ela voltou.. – A palavra para descrever o momento era alivio..
– Inuyasha! – Sango se jogou em seus braços, sendo seguida de Miroku, agora mais maduros o trio inseparável se abraçava.. – Ache nossa Kagome Inuyasha!.. – Gargalhou Sango sendo abraçada pelo marido..
– Ele vai Sango.. – Miroku encorajou a elétrica esposa, apertando sua cintura e encarando seu amigo que retribuía o olhar..
– Mãe? – O pequenino humano de três anos puxou a calça de Sango chamando a atenção de todos..
– Desculpe Bryan.. – Sango o pegou no colo, enquanto Miroku os enlaçava.. – Não queríamos te assustar.. – Ao ver essa cena tão intima de família o hanyou só pôde pensar que queria uma família assim com sua humana, e estava mais perto do que nunca..
– Ela está viva.. – Inuyasha saiu andando sozinho apartamento a dentro, impedindo que sua família assistisse o efeito que sua humana causara, o tão centrado professor Taisho a beira de lágrimas, mas não conseguia se conter, suas mãos tremiam, o ar faltava, não conseguia ficar parado, tinha que correr todos os hospitais de New York, tinha que encontra-la.. – Só mais algum tempo Kagome.. Eu vou te encontrar..
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