Notas iniciais
Olá Pessoal! Eu havia desistido de postar essa história aqui no site, por conta da falta de interesse dos leitores, e me senti escrevendo para ninguem! Maaas, revolvi tentar uma ultima vez! Vai que neh! Espero que gostem! Para quem é novo, bem vindo!!

Hamptons
27 anos antes
OoOoOoOoO

A água caindo sobre o vidro, ressaltava o dia nublado e chuvoso, preto era a cor unanime, pessoas que eu não conheço enchiam o comodo, e no meio de todas essas pessoas estava ela.. Kagome, com um vestido longo e cabelos bem penteados, deitada no meio de um caixão, tão maquiada que seu rosto não parecia o mesmo, mas claro que não havia de ser.. Ela estava morta.. Morta.. Uma musica tocava ao fundo, acho que a mais triste que ja ouvi, quase sorri com o pensamento, o que eu esperava? Que tocassem um hit do verão? Pude observar meus pais me olhando com pena, minha mãe chorava mais do que eu.. Pelo menos nesse momento..

Horas antes

– KAGOMEEEE!! NÃOO.. Não.. – Abraçou o corpo contra o seu novamente, ela havia parado de respirar.. – AJUDAAAA! – Berrou para ninguém novamente, estavam a um mês naquela casa e até hoje nenhuma visita, ninguém apareceria.. Se levantando com ela nos braços correu para dentro da casa, suas mãos tremiam, e as lágrimas embaçavam sua visão..
– Amor.. – Sussurrou enquanto a depositava com cuidado no sofá, seu corpo estava tão pálido e gelado.. Correu para o celular, discando o primeiro numero que lhe veio a cabeça..
– Oii bebê..
— MÃE.. MÃE.. – Ele gritou.. – MÃE! – Deu um soco na parede enquanto berrou..
– Inu, o que foi?
– Ela.. – Ele soluçou passando a mão pelo rosto, ainda havia sangue em seu corpo, o sangue dela.. – Ela.. – Suas pernas tremeram quando ele desistiu de ficar de pé e se rendeu a dor.. Caiu de joelhos no chão com a testa colada a parede..
– Inuyasha! Pelo amor de Deus! Só escuto seus soluços! – Ele encarou o telefone caido no chão ao seu lado, os berros de sua mãe do outro lado da linha, isso não podia estar acontecendo, era um sonho.. Tinha que ser.. Encarou o corpo pálido ao seu lado, não era..
– Inuyasha? – A voz séria de seu pai vinda do telefone o despertou, encarou o celular por alguns segundos, com as mãos ainda trêmulas pegou o aparelho, no momento em que ele falasse seria real, não podia adiar..
– Ela.. Morreu.. – Falou sem vergonha de parecer choroso..
– Estamos indo filho!.. Fique com ela.. – Não deu importância a ligação, se voltando para sua humana..
– Kagome.. – Encarou o corpo deitado no sofá, da mesma maneira que ele deixou, seu peito não se movia, nunca mais se moveria.. – KAGOMEE..- Correu até ela a colocando em seus braços novamente.. – Kagome.. – Sussurrou a balançando.. — Vou aquecer você.. – A abraçou mais forte, enquanto a ninava, apertava o corpo junto a si enquanto ouvia os próprios gemidos, e assistia lágrima por lágrima, cair sobre o rosto da pessoa que mais amava..
Permaneceu assim, por uma hora, até que os encontraram..
– Inuyasha? – Seu pai abriu a porta apressado..
– Vou aquecer você.. Vou.. Eu vou.. – Ele sussurrava para o corpo imóvel enquanto o abraçava junto a si..
– Você tem que solta-la filho.. – O homem com o rosto inchado, não lembrava nada seu filho.. – Inuyasha?
– Aquece-la.. – Inuyasha repetiu trêmulo pelo choro apertando o corpo contra si, Inuno os encarava com o rosto contorcido, o que um dia fora Kagome, agora cheirava mal, e seu filho não se importava..
– Seu rosto.. – Inuno se ajoelhou ao seu lado, os olhos antes dourados ganharam uma coloração vermelha, e uma grande estria saltava dos dois lados de seu rosto, imaginou que seu lado youkai poderia fazer mudanças porem, não pensou que ele ficaria deformado..
– Vou te aquecer.. – Com pesar escutou o repetido sussurro mais uma vez..
– Sua mãe já cuidou do velório.. – Tocou o braço de seu filho, atraindo sua atenção.. – Temos que leva-la..

Fim do Flash Back

– Inuyasha! – Escutou uma voz feminina irada, e antes que pudesse ver quem era, sentiu uma pesada mão em seu rosto..
– Sango! – Pôde reconhecer a voz de seu melhor amigo que tentava segurar a mulher a sua frente, ao encarar Inuyasha se distraiu com sua aparência.. – O que houve com se..
– Você! A culpa é sua! – Se soltando, Sango lhe deu outro tapa na face, fazendo com que todos no recinto parassem para observar o trio.. – O que você tinha na cabeça! – Com os dois punhos fechados empurrou o peito de Inuyasha.. – LEVANTA A CABEÇA!.. – O empurrou de novo com mãos tremulas.. – OLHE PARA MIM! – Quando o fez, o que encontrou nos olhos do hanyou, refletiam a dor que ela mesma estava sentindo, tirando sua fala..
– Você tem razão.. – Ele respondeu olhando o chão.. – Não posso te encarar, porque se eu voltar a chorar, não vou conseguir parar.. – Ele suspirou engasgado..
– Eu.. – Sango soluçou passando a mão no rosto.. -Eu a amo muito.. – Falou enquanto o abraçava forte, com lágrimas grossas escorrendo de seu rosto..
– Eu também.. – Retribuiu o abraço virando a cabeça em direção ao caixão do outro lado da sala.. – Muito.. – Sentiu a mão de Miroku em seu ombro..
– Mesmo que demore cara, hoje é um dia a menos longe dela..

OoOoOoOoO
Atualmente
Universidade Columbia – New York
OoOoOoOoO

– Filha pegou seu casaco?
– Aham.. – Murmurou olhando pela janela de seu quarto, tinha uma vista completa do pátio principal do campus que a essa hora da tarde estava quase amarrotado de gente
– Já descobriu onde é sua sala?
– Aham, descobrimos quando visitamos a faculdade semana passada mamãe..
– Ah verdade.. Mas e sua companheira de quarto, ela é legal?
– Na verdade não dividimos o quarto mãe..
– Mas você me entendeu.. Se ela for chata, podemos alugar um apartamento só para você! Eu disse para seu pai que não precisava economizar dinheiro nisto, mas ele foi teimoso disse que você iria gostar, só eu acho que podem te maltratar e não vou admitir que..
– Mãe! – Por alguns segundos o outro lado da linha ficou em silêncio, até que Tamara deu um suspiro..
– Oi..
– Meg é uma menina legal, conversamos online muitas vezes antes, e você conheceu os pais dela..
– Ela é humana..
– Sim ela é 100% humana.. – Quando ouviu uma batida na porta de seu quarto tirou o celular do rosto.. – Pode abrir!
– Ká, estamos indo almoçar você vem?
– VOCÊ AINDA NÃO COMEU? – O grito de sua mãe foi ouvido pelas duas que soltaram uma risada..
– Vou sim.. Só tenho que.. – Apontou para o celular..
– Tô te esperando, não demora.. – Sorrindo Meg fechou a porta do quarto..
– Mãe você ouviu neh? Tenho que desligar..
– Já vi que vou ter que te ligar todos os dias para lembrar do seu horario de comer, e não esquecer de escovar os dentes depois, você acabou de fazer clareamento..
– Prometo não esquecer.. – Falou enquanto colocava um cardigã por cima de sua blusinha, para combinar com a calça jeans e tênis que usava.. — Mande um beijo pro papai..
– Amor, Kagome mandou um beijo!..
– BEIJO RAPOSINHA!..
– Conseguiu ouvir?
– Consegui sim.. – Ela riu.. – Tchau mãe.. – Desligou o celular antes que sua mãe a impedisse de comer, jogou sua bolsa de lado no ombro e foi ao encontro de sua nova amiga..
– Ela estava te interrogando de novo? – Meg perguntou ao ve-la, Megara era seu nome, mas no dia em que se conheceram ela a fez prometer que nunca a chamaria assim, tinha mania de abreviar nomes, um estilo estranho patricinha de ser..
– Esquece isso rapunzel.. – Ironizou observando seu longo cabelo loiro preso em uma grande trança de lado..
– Se a rapunzel usasse sapatos Jimmy Choo eu permitiria esse apelido.. – Meg era uma loja de marca ambulante, e nunca usava sapatos sem salto.. “Vai ver que o fato dela quase ser considerada uma pessoa com nanismo a levasse a isso”.. Kagome sorriu com o pensamento.. – Sem tempo para ironias agora Ká, tem um gatinho nos esperando lá fora..
– O que?
– Relaxa virjona, ele é humano, ele é rico, ele é gato.. É meu amigo a algum tempo.. Eu nunca nos meteria em uma roubada..
– Não sou virjona, só gosto de saber com quem vou sair, já que estou vestindo moletom e você sobretudo de couro e salto alto..
– Quer trocar de roupa?
– Nem ferrando.. – Falou andando até a porta.. — Quem é esse tal cara gato?.. – Ao abrir a porta deu de cara com um moreno de olhos escuros..
– Sou o Bryan.. – Sorrindo de lado o jovem respondeu, a deixando sem graça, Kagome ficou alguns segundos em silêncio o observando, pôde sentir as bochechas queimarem de vergonha, ele agora deveria acha-la uma fã ridícula.. – Você deve ser Kagome.. – Ele esticou a mão sorrindo de lado..
– Sim.. – Ela o cumprimentou se surpreendendo quando ele beijou sua mão ao invés de apertar..
– Meg comentou que era bonita, mas não disse que era tanto.. – Sorriu novamente, sem soltar sua mão..
– Eu disse que você ia gostar, e isso já basta.. – Meg apareceu fechando e trancando a porta.. – Vamos comer.. – Falou sorrindo enigmática para Kagome e andando até o elevador..
– Tenho a impressão que ela..
– Planejou tudo isso? – Ele completou.. – Se for isso, me lembre de agradece-la.. – Ele pousou a mão por trás de suas costas para que ela ouvisse melhor o sussurro.. – Tem um restaurante ótimo perto do campus, aposto que vai adorar Kagome..
– Que bom que é perto daqui, planejei buscar meus livros na biblioteca mais tarde..
– É um bom plano, fui inventar de buscar ontem de manha os meus, e quase morri com a fila.. – Meg pronunciou entrando no elevador, sendo seguida pelo casal.. – Falando nisso, preciso marcar um horário com sua mãe.. – Apontou para Bryan..
– Nós não estávamos falando disso.. – Kagome riu..
– Agora estamos.. – Ela segurou a sua mão quando o elevador parou no térreo, e sairam de mãos dadas.. – Se eu escorregar com esses saltos você me ajuda, adoro amigas que usam tênis.. – Meg sussurrou a Kagome..
– Pensei em irmos no Junior’s, eles tem um hamburger ótimo.. – Bryan comentou indicando o caminho da rua que teriam que seguir.. – Fica só a duas quadras..
– Diz isso para os meus Jimmy Choo.. – Kagome deu risada.. – Só te perdoo porque sua mãe faz milagres com minhas celulites..
– Hã?
– A mãe dele é Sango Samers, esteticista mágica, casada com Miroku Samers cirurgião plástico salva vidas de pessoas velhas.. Nunca ouviu falar?
– Meus pais são bem conhecidos aqui em Nova York.. – Bryan falou aparentando estar sem graça..
– Sou da Califórnia, deve ser por isso que não conheço..
– Você tem que conhecer Sango, nem parece que ela já passou dos cinquenta não é Bryan? — Ao ouvir aquele nome algo em seu amago vibrou, fazendo com que imagens borradas tomassem conta de seus pensamentos a fazendo se transportar dali..
“- Kagome acorda!.. – Uma mulher de cabelos negros é acordada por um objeto macio jogado em sua cabeça..
– Ain Sango!.. – A mulher esconde a cabeça no travesseiro murmurando palavras sem nexo.. – Hoje é sábado..
– Foda-se que é sábado!.. Contanto que você pare de resmungar dormindo e me deixe embernar .. – Terminando de falar a morena afunda a cabeça no colchão agora sem travesseiro..
– Você fica insuportável de manhã.. – A morena se deitou de barriga para cima e encarou o quarto, as paredes brancas repletas de adesivos de borboletas, a porta mirrada de um pequeno closet, a escrivaninha e um o computador, com uma calcinha pink em sua tela, o carpete felpudo no chão sendo quase coberto, por roupas e sapatos jogados.. Ela ri com a bagunça que era o quarto das duas, dela e de Sango, sua irmã de coração, ela encara a cama do lado da sua e a emburrada garota jogada nela, ao encarar a amiga seus olhos batem no relógio do criado mudo que separava as camas de estarem coladas.. – De manhã o caralho! Duas da tarde Sango! – Ela se levanta de se joga em cima da outra..
– NEM VEM KAGOME!! – Sango de debateu de baixo da amiga até derruba-la no chão.. Kagome ouviu uma risada sarcástica e gemeu levemente se levantando devagar..”
– Kagome? – Bryan a chama, tocando em seus ombros..
– Hã.. Oi? – Ela nem percebeu que estava andando esse tempo todo, ja fazia algum tempo que não tinha esses sonhos em sua cabeça, realmente tinha uma imaginação fértil ..
– Chegamos, você ficou parada, está tudo bem? – Ele parecia realmente preocupado..
– Sim, eu só.. Cadê a Meg?
– Ela entrou para pegar uma mesa, eu não ia te deixar sozinha aqui.. – Ele sorriu a olhando nos olhos, Kagome sentiu que ele estava interessado, final não disfarçou nem por um momento, só não sabia se retribuia ou não, ele era humano, era alto, tinha um sorriso bonito, com os músculos dos braços apertando a polo branca e um bumbum empinado na calça jeans.. Logico que ela reparou nisso, afinal era humana.. E, definitivamente ela também estava interessada..
– Que bom que não me deixou então.. – Sorriu retribuindo seu olhar.. – Vamos antes que Megara surte com algum garçom.. – Ouvindo o som da risada de Bryan o casal entrou no restaurante..

OoOoOoOoOoO

– Inuyasha? – Soltou um suspiro ao escutar seu nome, tinha uma serie inteira de estratégias para planejar, era sempre assim, só se sentar em sua sala para trabalhar e era interrompido..
– Sou Sr. Taisho.. – Corrigiu o aluno, o olhando com a testa franzida.. Arqueou a sobrancelha quando o mesmo ficou em silencio.. – Só me chamou para recordar meu nome ou eu posso ajuda-lo em algo?..
– Si..Sim.. – O aluno tremeu a voz, não era todo dia que se enfrentava um hanyou enorme.. – Eu.. Me candidatei para o time de futebol.. – Inuyasha balançou a cabeça levemente concordando, porem voltando sua atenção para os papeis em cima de sua mesa..
– E? – Levantou somente o os olhos vermelhos ao jovem, quando percebeu que o mesmo parou de falar..
– Achei que era para esperar o senhor terminar seu trabalho.. – Inuyasha suspirou indicando a cadeira em frente a sua mesa..
– Sabe o que eu acho? – Não esperou resposta do aluno, e começou a falar sem desviar o olhar da papelada.. – Acho que o jovem se atreve a tentar entrar para meu time, sendo que, tem medo do seu estrategista, no caso eu.. Mesmo sabendo que só entrarão os melhores.. – Ficou em silencio, escrevendo anotações.. — Acho também, que praticamente larguei meu negócio de consultoria para aceitar o convite do idiota do reitor desta faculdade, que apesar de saber que não sou do meio dos esportes aposta que sou tão bom, que posso atuar em qualquer área.. – Largou a caneta, estralando os dedos.. — Acho que meu maior desafio neste campus é aturar esses mauricinhos que só conhecem a palavra ‘top’.. Costuma dizer a palavra top, rapaz?
– Não senhor – O hanyou suspirou passando a mão pelas têmporas..
– Bom..- Ele encarou o aluno.. — Eu acho, acho não.. Tenho plena certeza de que não quero ser seu amigo, e se precisar de um, procure a psicóloga no terceiro andar, só estou aqui para faze-lo ganhar, caso entre no time.. Então rapaz que não faço questão de saber o nome, agora que me conhece um pouco mais.. O que o fez interromper meu trabalho? – Apontou para sua própria mesa, antes de apontar a mão direita para o humano, que engoliu seco.. — E juro que se gaguejar o chutarei da minha sala..
– Queria pedir uma dica para eu ser aprovado no time.. – O hanyou o encarou sério por alguns segundos, fazendo com que as marcas da idade próximas a seus olhos aparecessem, o humano tinha coragem ou era um calouro burro, sua fama lhe seguia e nenhum veterano inteligente iria a sala do Sr. Taisho para uma pergunta tão cretina quanto essa..
– Os veteranos te mandaram aqui? – Voltou a prestar atenção em seu trabalho
– Sim.. Disseram que o senhor podia me dar dicas importantes.. – Podia ouvir a voz trêmula do rapaz, e quase sentira pena.. Quase..
– Usavam uniforme do meu time?
– Não senhor..
– Ok.. – Suspirou impaciente.. — Minha dica é, seja o melhor e não seja tão estúpido em confiar em seus colegas, na faculdade ninguém presta, estão bêbados ou maconhados e quando não, estão transando.. Meu time é a exceção.. – Ficou em silencio alguns segundos.. — Está aqui ainda? – Sem obter resposta, só ouviu os passos apressados do jovem, como era bom não se importar com a opinião de ninguém.. Suspirou novamente desistindo de trabalhar, aquele humano tirou completamente sua concentração..
– Dia de merda.. – Se encarou pelo reflexo do celular, seus olhos se tornaram vermelhos, e nas maças de seu rosto duas estrias grossas se mantinham saltadas, havia ganhado essa aparência no dia em que sua humana morreu, parece que seu lado youkai não gostou da ideia de permanecer longe de sua fêmea, podia sentir seu corpo a procurando com cada poro de seu corpo, era uma sensação incômoda durante todos os minutos do dia.. Pelo menos esta noite teria algum alivio, logo a lua nova apareceria e ele seria humano.. Com esse pensamento saiu apressado da sala, levando apenas seu sobretudo, o jogando por cima do terno que usava.. Enquanto seus passos ecoavam pelos corredores da universidade e todos abriam caminho para sua passagem..

OoOoOoOoO

– Eu não acredito nisso.. – Kagome afirmou no meio de gargalhadas, enquanto Bryan contava história de seus pais, o almoço fora agradável, a comida maravilhosa e a companhia melhor ainda..
– É serio, ele diz que tem uma mão amaldiçoada, e minha mãe respondia com alguns tapas, mas isso quando eu era pequeno, hoje ela só revira os olhos e sai andando.. – Bryan sorriu se lembrando de seus pais.. Logo se aproximando de Kagome como se fosse lhe contar um segredo.. – A mão do meu pai realmente tem uma maldição..
– Ah qual é!.. – Megara disse antes de colocar uma colher de sorvete na boca..
– Meus tios costumam dizer que podem sentir uma força maligna saindo da mão dele.. – Bryan comentou gargalhando.. – E quem sou eu para discordar de dois youkais..
– Youkais? – Kagome comentou um pouco incomodada, puxando a manga de seu casaco para tampar melhor seu pulso..
– Algum problema? – Bryan e Meg a ancaravam com dúvida..
– Não nada, é só que nunca fui amiga de youkais, e te-los na família deve ser uma experiencia e tanto.. – Murmurou disfarçando..
– É normal, eles tem alguns costumes estranhos, mas é legal.. Como cresci rodeado de youkais não estranho.. – Deu de ombros..
– Mas eles não são maus? – Meg a olhou com compreensão, viu como seus pais eram super protetores, deviam ter lotado a cabeça dela com bobagens..
– Amiga, do mesmo modo que existem humanos bons e maus, existem youkais..
– Mas humanos não são tão fortes, logo são menos perigosos.. – Tentou defender seu ponto de vista..
– Bem, até são.. Mas humanos ficam tanto ou mais perigosos quando possuem armas.. – Segurou a mão da amiga.. – Não viaje, esta bem? Eu por exemplo, adoraria casar com um youkai..
– Você sempre foi meio louca – Kagome fez piada, tentando se desviar da atenção dos dois..
– Claro que não.. Dizem que o amor youkai não morre, que eles não podem nem se separar.. – Ela suspirou sonhadora.. – Eu bem que queria um youkai possessivo me mimando.. — Kagome não respondeu, apenas sorriu com desconforto..
– Se quiser posso te apresentar meus familiares, você vai ver que não tem o que temer.. – Bryan sugeriu mantendo seus bonitos olhos azuis presos em seu rosto..
– Por que não? – Sorriu mais ainda, para encerrar o assunto..
“Seus pais poderiam lhe contar o porque não..”

OoOoOoOoO
9 anos antes
São Francisco — California
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– Kagome! Venha almoçar.. – Chamou Tamara colocando a ultima travessa de comida em cima da mesa, observava a cena com carinho, seu marido com o rosto e cabelos sujos de tinta salivando na ponta da mesa, e sua ruivinha de dez anos, com seu uniforme escolar, chacoalhando os cachos ao se sentar com pressa ao seu lado..
– Desculpa o atraso mãe, é que demorei pra guardar meu livro.. – Kagome sorriu se desculpando.. Tamara sorriu apertando os olhos..
– Para guardar.. – Dante a corrigiu..
– Seu pai quase roubou sua comida.. – Tamara contou, encarando a esposa entrou na brincadeira sorrindo maldoso, Dante gargalhou tentando soar maligno..
– Toooda suua comiiidaaa!! – Kagome revirou os olhos com um sorriso no rosto.. A alguns anos atrás ela teria saído correndo e gargalhando atrás do pai, como as crianças crescem rápido..
– Hora da conversa!.. – Sua mãe mudou de assunto colocando comida em seu prato..
– Posso entrar na piscina? – Murmurou encarando a mesma por de trás do vidro da porta de correr da sala de jantar..
– Só depois da digestão.. E se você usar fio dental quando for escovar os dentes.. – A criança fez uma careta pedindo auxilio do pai, se tinha uma coisa que sua mãe dentista se importava mais do que seus dentes, era com sua casa, e seu pai sabia disto..
– Posso usar argila na sala de estar? O tom das paredes de lá me inspiram.. – Falou Dante antes de colocar comida na boca e piscar para a filha..
– Embrulhe tudo com jornal, e se algum móvel estragar, eu vou saber.. – Ameaçou apontando o garfo em sua direção, fazendo Kagome rir..
– E como foi foi a aula raposinha? – Sorrindo com o velho apelido Kagome respondeu..
– Foi legal, hoje entrou um aluno novo na sala, acho que ele é um hanyou.. – O casal olhou com mais atenção para a filha..
– E você conversou com ele?
– Ele é legal, tem o cabelo azul, mais acho..
– O correto é “mas”, raposinha..
– Maaaasss, acho que ele seria mais bonito se tivesse orelhas de cachorro.. – Falou colocando comida na boca..
– De onde tirou essa ideia? – Sorriu olhando a filha.. — Onde ficariam essas orelhas?
– No topo da cabeça? – Respondeu como se fosse obvil..
– Mas e no lugar das orelhas normais o que teria? – Seu pai voltou a perguntar, sem conseguir evitar outro sorriso, talvez chama-la de raposinha a esteja influenciando a ter essas ideias engraçadas..
– Pele ué..
– De onde vem essa ideia de orelhas de cachorro?.. – Tamara perguntou sorrindo, sua filha tinha uma imaginação muito fértil..
– Sonhei.. – Deu de ombros não dando importância ao sonho.. — Eu já falei que o menino novo tem cabelo azul?
– Sim..
– Eu posso ter o cabelo azul também?
– Não.. – Responderam em uníssono..
– Então vocês vão se tornar amigos? – Dante voltou a perguntar..
– Acho que não.. – Respondeu pensativa.. – Ele disse que gosta de matemática, então não combina comigo..
– E também porque ele é meio youkai não é filha? – Tamara completou disfarçando o constrangimento, procuraram a escola com menos youkais possíveis e ainda assim não conseguiam escapar de todos.. – Youkais não são amigos de humanos, porque são diferentes.. – Ignorando o olhar repreensivo do marido Tamara sorriu para a filha..
– É ele tem o olho vermelho, e o meu é verde.. – Ela arregalou os olhos para mostrar a cor dos olhos aos pais.. – E ele tem dente pontudo, e o meu não.. – Abriu a boca para provar o fato para seus pais.. –Ha!.. Mas ele disse que a mãe dele tem uma coisa igual a minha..
– O que? – Dante desconfiou..
– Isso.. – Kagome esticou o braço tirando a pulseira que usava em seu pulso para tampar sua marca de fêmea.. Seus pais paralisaram, e apenas o que se ouviu na mesa foram os talheres sendo soltos de qualquer jeito.. – Legal neh?
– O que falamos sobre mostrar essa marca Kagome? – Tamara se levantou, com o corpo trêmulo.. – Você não deve me desobedecer! – Falou mais alto assustando sua filha que a encarava com os olhos verdes bem abertos..
– O que sua mãe quis dizer filha, é que é para seu próprio bem.. – Dante tentou mantem a voz normal, mesmo que seu rosto estivesse contraído..
– Mas porque?
– Você quer ser roubada de nós? Que um monstro te leve para não sei onde! Para longe de nós! – Tamara gritou.. – Se te levarem, você vai ficar com ele, porque as leis dos youkais que são válidas neste lugar horrível!..
– TAMARA! – Dante a interrompeu com um olhar sério.. – Vá tomar uma ar.. – Quando sua esposa ia retrucar ele fechou mais o olhar a fazendo sair do cômodo em silêncio.. – Vem aqui raposinha.. – Pulando da cadeira Kagome correu na direção de seu pai sentando em seu colo..
– Pai.. A mãe nunca gritou comigo.. – Abraçou o pai com força..
– Eu sei meu amor.. É que ela tem muito medo de te perder, ela quis você por tanto tempo e só a ideia de você sumir a deixa assim, doidinha.. – Bateu o dedo na ponta do nariz da filha..
– Mas eu não vou embora, neh? – Ele suspirou procurando as palavras certar para fazer com que sua filha entendesse..
– Você conhece os youkais não conhece?
– Aham..
– Eles tem um tipo de acasala.. De casamento, isso casamento! Diferente do nosso, meu e da sua mãe.. Eles não podem se separar..
– Nem vocês podem.. – Sorrindo com a ingenuidade de sua filha acariciou seu rostinho repleto de sardinhas..
– Se nós quisermos podemos sim.. Mas não queremos ok?.. – A tranquilizou.. — O que quero dizer é que youkais se casam para sempre, e quando casam o marido faz uma tatuagem em sua esposa..
– Tatuagem? – Ela fez uma careta engraçada..
– Essa tatuagem serve para todos saberem que a youkai é casada.. – Ele pegou seu pequenino pulso mostrando a marca para ela.. – Você tem essa tatuagem..
– Mas eu sou casada? Não neh?
– Não, mas por algum engano esse youkai acha que você é a esposa dele, então se ele ver a sua marquinha ele vai achar que pode te levar embora para morar com ele.. Você quer morar com um youkai?
– Não! – Apertou seu pai com força..
– Então obedeça sua mãe e nunca mais mostre seu pulso, combinado? – Levantou o rosto de sua filha em sua direção..
– Tô com medo..
– Não precisa ter, é só esconder a marquinha com a pulseira.. Combinado?
– Combinado!

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Fim do Flash Back
OoOoOoOoO

– Bom gente.. – Falou quando voltou de seus devaneios.. – Preciso ir, tenho que terminar de desfaser minha mala, e depois ir buscar meus livros.. – Kagome comentou ja se levantando, sendo acompanhada por Bryan..
– Posso acompanha-la.. – Ja pousou a mão em suas costas..
– Não precisa, e a Meg ainda não terminou sua sobremesa sei que ela detesta comer sozinha.. – Sorriu para a amiga que lhe lançou uma piscadela..
– Não faltarão oportunidades de no vermos.. – O rapaz sorriu de lado mostrando o rosto liso, e por um momento ela sentiu falta de uma barba ali..
– Afinal você sabe onde eu moro.. – Ela retribuiu seu sorriso.. – Até mais.. – Se aproximou depositando um beijo em seu rosto.. – Beijos Meg.. – Acenou para a amiga ja caminhando em direção a saída com um sorriso no rosto, a faculdade parecia cada vez mais interessante..

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Horas Depois
Universidade Columbia
OoOoOoOoO

“Quem disse que ser professor era a profissão mais compensadora? Deve ser algum idiota, ou gênio para atrair pessoas mais idiotas como eu! Domingo a noite e eu o único problemático na faculdade, correndo para aquele vestiário mal cheiroso por culpa de uma estratégia ridícula que tive em um sonho, maldito sonho! Mas o plano é tão bom, que tive que jogar o sobretudo por cima da minha roupa e correr para cá.. Maldita vontade de ganhar esse campeonato de merda!.. Maldito frio! Merda de lua nova e merda de forma humana..”
– Só me falta escorregar.. – Rosnou enquanto quase tropeçava nos próprios pés, a geada de fim de ano começara, fazendo com que as ruas do campus se tornassem escorregadias..
– Oh meu Deus!.. “– Ouvi uma doce voz após sentir algo bater contra meu corpo, me tirando de minhas lamentações mensais em noites de lua nova, a menina caiu na hora, fazendo com que seus livros e cabelos ruivos voassem.. Era uma adolescente caída de bunda no chão, com a cabeça baixa, deve ser a vergonha..” – Me desculpe.. – Ela murmurou ainda no chão..
– Eu quem devo me desculpar.. – Só então me movi para ajuda-la.. “Que tipo de professor eu era?..” Quando tentou dar um passo em direção a adolescente seus pés escorregaram no chão quase congelado, fazendo com que ele caísse de costas no chão..
– Merda! – Urrou sentindo suas costas queimarem, ele ja havia amaldiçoado sua fraca forma humana hoje? Ainda de olhos fechados pôde ouvir a mulher se arrastando em sua direção, mesmo sem olha-la podia senti-la agachada ao seu lado..
– Você está bem? — Ela perguntou, com uma voz incapaz de disfarçar a sua preocupação..
Ao ouvir a voz tão familiar, sua cabeça se levantou virando automaticamente em sua direção, durante um momento ficou apenas observando-a atentamente, quando uma expressão primordial surgiu em seu rosto.. Era ela, era Kagome! Kagome! Ela estava tão linda.. Tão linda.. Seus olhos arderam com o marejar enquanto sua respiração falhou..

Notas finais
O que acharam hã? Espero de coração que tenham gostado e que acompanhem!! Vamos ver se dá certo desta vez! Quero saber a opinião de vocês! Miil beijos e logo menos tem cap novo!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.