Finais Felizes Na Ecomoda.
58 Capítulo 58: Fixação
Notas iniciais
A manhã iniciou-se fria, estava evidente que o inverno em Bogotá iria começar. Mas apesar do frio havia luz solar o suficiente para aquecer aqueles que por algum motivo não se agasalharam bem. O quartel já estava na recepção comentando a roupa nova de Mariana.
– Então está bonita assim porque vai caçar marido? Questionava indelicadamente Sofia.
– Não vou caçar marido Sofia. Mariana respondia calmamente.
– É Sofia, nós só vamos paquerar uns gatinhos por aí! Aura Maria respondia animada.
– Ai eu quero ir também! Declarava Sandra. Porque não me avisaram que iam, assim eu teria me vestido melhor!
– Escuta Aura Maria, o Freddy já sabe que você vai sair para paquerar? Questionava Inesita.
– Mas claro que não Inesita. Mesmo porque eu só vou acompanhar a Mariana, eu mesma não vou paquerar não! Jurou Aura Maria.
– Porque não vamos todas nós? Perguntou Bertha. Uma saída para se divertir com o quartel.
– Há não, não e não. Hoje saíram somente as solteiras! Declarou Aura Maria.
– É assim que se começa a divisão! Protestou Bertha. Pois nós as casadas também vamos sair, mas nãos e preocupe não que não é para o mesmo bar que vocês. Bertha declarou furiosa.
– Ah por favor Bertha não vai estressar! Sandra pediu.
– Podíamos sair com nossos maridos, você com o seu gordinho e eu com o Efraim? Sofia sugeriu.
– Nada de marido! Senão como vamos beber? Bertha gargalhou.
– Bom dia meninas! Betty cumprimentou timidamente e subiu junto com Patricia.
– Nossa como a Betty está séria? Comentou Sofia.
– É verdade. Comentou o quartel em côro.
Em poucos minutos Armando chega e dá um bom dia meninas, a Betty já chegou? Seco e breve, após a afirmativa do quartel ele entra rapidamente no elevador com uma cara preocupada.
– Vocês viram a cara do doutor Armando? Sandra comentou.
– Aí tem! Sofia declarou.
– Finalmente uma fofoca nova nessa empresa, eu já estava morrendo de inanição sem nenhuma fofoquinha pra me alimentar. Comentou Bertha.
– Meninas parem de especular e de procurar o que fofocar sobre a vida dos patrões! Inesita declarou.
– Ah não Inesita! A Betty antes de ser patroa, é integrante do quartel e portanto a fofoca dela é propriedade do quartel! Sofia declarou e todas concordaram.
Rapidamente subiram para o segundo andar, enquanto Freddy e Wilson continuavam na frente da Ecomoda dando seus cordiais bom dia as lindas modelos que acabavam de chegar com Hugo Lombardi.
– Não falem com esses aí heim, que feiura pega. Feiura é como o vírus da gripe basta estar perto pra contrair! Gargalhou Hugo sem cumprimentar os dois rapazes.
Armando entrou correndo na presidência, e sem se importar com a presença de Patricia, abraçou e beijou Betty, mas Betty não retribuiu o beijo e se afastando de Armando pediu a Patricia que os deixasse a sós.
Andando alguns passos para frente, ela não sabia ao certo o que diria e enquanto pesava as palavras Armando se exasperava.
– Ele brigou muito com você? Seu pai me odeia? Ele vai proibir nosso namoro? Armando fazia mil e umas indagações.
– Meu pai está decepcionado comigo Armando. Ela declarou por fim. Você sabe o que isso significa doutor?
– Eu sinto muito meu amor! Armando correu em sua direção para abraçá-la, mas ela se esquivou.
– Meu pai chorou porque me viu beijando o senhor dentro do carro, sabe o que aconteceria se ele soubesse o que eu já fiz com o senhor e pelo senhor doutor? Betty dizia entre lágrimas silenciosas.
– Eu prometo que ele nunca saberá meu amor tudo o que fizemos! Armando declarou entristecido pelas lágrimas de sua amada.
– Você não pode assegurar isso! Betty declarou desabando no sofá.
– É verdade eu não posso garantir que o seu pai não vai descobrir toda a nossa história, que ele não irá se decepcionar com você mas eu prometo a você Beatriz Pinzón, que o que quer que aconteça eu estarei bem do seu lado para enfrentar junto com você. Armando prometeu beijando cada lágrima que rolava copiosamente pelo rosto dela.
O quartel tentava se aproximar da porta da presidência para ouvir a conversa de Betty e Armando, mas Patricia estava vigiando de perto para dar privacidade aos dois.
– Puxa mas como essa oxigenada é má! Bertha reclamava.
– Assim jamais saberemos o que está se passando naquela sala! Declarou Sandra.
– Vamos torcer para que o executivo brasileiro chegue logo e entreter a oxigenada! Cruzava os dedos Aura Maria.
Mas o tempo passou, Armando saiu feliz e saltitante da presidência e nem Alberto, nem Nicolas e nem Daniel chegaram a Ecomoda.
Na Clínica Marcela estava mais do que radiante com a sua barriguinha despontando, entre revista e mais revistas de noivas ela recebeu Daniel.
– Até que enfim você veio me ver! Marcela falou carinhosa.
– Você passou mal e nem se deu ao trabalho de me telefonar! Daniel retrucou.
– Eu sei, me perdoe. Marcela segurou a mão de Daniel.
– Você e Maria Beatriz são o que eu tenho de mais precioso nessa vida. Daniel falou abraçando Marcela.
– Então como está o trabalho na Ecomoda?
– Trabalhoso! Daniel riu. Não suporto Armando, nem Beatriz e nem ninguém naquela empresa!
– Mas é a nossa empresa Daniel! Legado dos nossos pais, é o que temos da memória deles. Você deve amar a Ecomoda porque é tudo o que nos resta deles! Marcela concluiu.
– Você melhor do que ninguém sabe que a Ecomoda é muito mais dos Mendonzas e dos Pinzóns do que dos Valencias! E com o casamento do Armando com a Beatriz nós deixaremos de existir na Ecomoda. Daniel dizia resoluto.
– Apesar do controle da empresa estar nas mãos da Beatriz, a empresa continua sendo nossa Daniel! Ela não iria tomar a empresa para si.
– Não? Tem certeza? Acaso ela já não tomou o que era seu uma vez? Daniel questionou irônico.
Marcela ficou pálida.
– Já conseguiu o seu noivo, o que custa a ela tomar a empresa?
Marcela soltou a mão de Daniel e começou a passar mal.
– Marcela o que está sentindo? Daniel perguntou e gritou pela enfermeira.
Em instantes Dr. Solano examinava Marcela, declarando para o alívio de Daniel e de Dona Isabelle que estava lá fora, esperando a conversa entre os irmãos terminar, que Marcela teve apenas uma queda de pressão. E que na verdade estava tudo bem com o bebê.
Dona Isabelle ligou imediatamente para Michel, que se encontrava no apartamento de Macela preparando tudo para quando ela tivesse a alta hospitalar. Daniel ficou segurando a mão de Marcela até que Michel chegasse.
– O que houve minha querida? Michel perguntava preocupado, enquanto olhava desconfiado para Daniel.
– Só uma queda de pressão! Marcela omitiu a conversa que teve com seu irmão, e os apresentou formalmente.
– Sabe Michel gostei de você. Principalmente porque a afastou do imbecil do Armando Mendonza! Você não é santo mas fez um grande milagre.
Dr. Solano chegou e interrompeu a conversa deles, com uma ótima notícia.
– Saíram os resultados dos exames finais e você está fora de perigo Marcela! Amanhã eu lhe darei alta! Dr. Solano falou e deixou Marcela, Isabelle, Michel e Daniel comemorando.
Entretanto quem mais comemorava era Daniel, finalmente o seu plano poderia ser realizado. E na verdade o único propósito dele ao visitar Marcela era justamente ter essa notícia, de que o seu sequestro não ocasionaria o aborto dela. Daniel tinha razões absolutas sobre o futuro da Ecomoda e era justamente por isso que o remorso, em liquidar a empresa fundada por seus pais, era mínimo.
Chegando na Ecomoda Nicolas já tinha deixado tudo pronto, o carro alugado para seguir Patricia e descobrir tudo sobre as caronas de Alberto. Até mesmo a desculpa que daria a Jenny para não levá-la para casa havia sido ensaiada inúmeras vezes em frente ao espelho.
– Mas porque Nic você não pode nem ao menos me deixar no meu apartamento? Jenny questionava dengosa.
– Porque estou preparando uma surpresa pra você, minha rainha! Nicolas elogiava Jenny e a dava a entender que ele iria comprar uma aliança de noivado.
– Ai meu Deus Nic! Está bem meu amor, eu vou pra casa de táxi e você faz o que tem que fazer. E escolha muito bem meu amor! Jenny beijou Nicolas e correu para o ateliê do Hugo.
Quando Daniel chegou um pouco depois da hora do almoço começou a admirar Mariana, e ela estava tão concentrada no telefone que não o percebeu. Ela estava realmente linda neste dia, ele pensava e uma vontade de abraça-la percorreu todo o seu corpo. Estava tão absorto contemplando a recepcionista no telefone que não notou que ele também era observado. Jamille que ia deixar uns papéis na recepção, assim que o elevador abriu viu Daniel concentrado admirando Mariana. Uma dor profunda a inundou e ela viu no reflexo dos olhos dele o imenso amor que ele sentia pela Mariana. Em silêncio ela que permanecia na porta do elevador, entrou nele e assim que chegou no segundo andar, discretamente se trancou no banheiro e lá sozinha deixou que as lágrimas corressem em sua face.
Ela segurava a boca com a mão para abafar os gritos de dor que estava sentindo, as suas suspeitas se confirmaram o homem da sua vida estava apaixonado por outra. Todos os seus planos e sonhos coçavam a escorrer por entre os seus dedos como areia e ela se via perdida e sem horizontes. E foi nesse estado que Sandra encontrou Jamille.
– Meu Deus do Céu! O que aconteceu Jamille? O que você tem? Sandra não sabia se sentava ao lado de Jamille no chão frio, se abraçava ou se simplesmente ficava ali ao seu lado.
Como Jamille nada falava, somente soluçava a sua dor. Sandra fez o que só uma amiga de verdade faz, fica em silêncio ao lado confortando somente com a sua presença. E por vários minutos elas permaneceram assim sentadas no chão uma ao lado da outra e quando Jamille finalmente conseguiu emitir um som compreensível.
– É ele não é? Sandra questionou sobre o homem que Jamille revelara na noite da cartas.
Jamille confirmou com a cabeça.
– Porque você não vem conosco, vamos ter uma noite de solteiras! Vem se distrair, esquecê-lo! Sandra falou.
Jamille consentiu, afinal se não podia tê-lo e se ele realmente amava a outra, só restava a ela prosseguir como prometeu outra noite a sua irmã.
Na recepção quando Mariana finalmente desligou o telefone, pôde notar o olhar admirado que pousava sobre ela. Daniel com um sorriso incontido a fixava, mas ao invés de sorrir de volta, ela abaixou o olhar e continuou os seus afazeres. Não que o sorriso dele não a derretesse, pois a derretia sim mas ela precisava ser ajuizada e quebrar aquela ligação emocional. E ao ver a reação fria e distante de Mariana, ele soube que ela estava decidida a esquecê-lo se é que já não havia esquecido.
A noite chegou trazendo inúmeras promessas.
– Vamos lá meninas? Vamos de rumba? Gritou alegremente Aura Maria.
– Sim, Aura Maria. Vamos nos divertir muito e a Jamille vai com a gente! Sandra falou.
– Tudo bem, então vamos que a noite é uma criança meu bem! Aura Maria falou alegremente.
Armando e Betty se despediam ainda no segundo andar.
– Verdade meu amor, hoje vou só pra casa e cedo. Quero evitar mais aborrecimentos ao meu pai. Betty falava com um aperto no coração por não poder ficar mais tempo com ele.
– Isso é tão injusto, eu sinto tanta saudade de você! Armando reclamava abraçando Betty.
– Eu também sinto a sua falta! Prometo que assim que o meu pai ficar mais tranquilo eu tiro um dia pra nós! Betty sorriu.
– Pode ser uma noite também? Armando pediu com uma carinha safada.
– Acho difícil. Betty riu. Mas vou tentar! Ela o beijou e saiu apressada.
Na recepção o quartel se dividia entre as solteiras e as casadas, cada grupo assegurando que ia se divertir muitíssimo. E enquanto discutiam quem se divertiria mais Daniel saia do elevador a tempo de ouvir Aura Maria dizer que esta noite Mariana, Sandra e Jamille iam namorar muito. Tentando esconder a irritação que surgiu em si, ele deu um boa noite seco e saiu.
– Que doutor mais azedo! Comentou Sandra.
Armando em seguida saiu do elevador juntamente com Patricia.
– Boa noite meninas! Armando cumprimentou e seguiu para o seu apartamento.
Patricia como sempre deu um rápido boa noite e correu para a frente da Ecomoda, onde Alberto sorridente a esperava.
– Você como sempre é o meu salvador! Ela riu e o abraçou.
– Então terá aulas difíceis hoje? Ele perguntou interessado.
– Você nem faz ideia! Ela comentou ajeitando os livros em seu colo.
Assim que o carro saiu da Ecomoda, um outro começou a seguí-lo era a vez de Nicolas dar um de Armando Mendonza quando seguia a Betty por ciúmes e também de Marcela Valencia quando corria Bogotá inteira atrás do noivo, os personagens mudam mas a história é sempre a mesma.
O grupo das solteiras foi o primeiro a sair, ia animado e seguido de longe por um certo executivo. Enquanto que o grupo das casadas contava somente com dois casais, mas também prometia uma noite de arromba!
E na portaria da Ecomoda Freddy e Wilson que haviam prometido não seguirem as meninas também se preparavam para uma noite de arromba.
– Se elas podem, nós também podemos! Dizia Freddy animado.
Aura Maria, Sandra, Jamille e Mariana chegaram em uma discoteca fantástica, com muitas luzes coloridas e muita gente animada.
– Agora sim, isso é que um lugar para caçar meu amor! Aura Maria comentou alegremente, enquanto pedia umas bebidinhas para o quarteto.
– Vamos fazer um brinde! Sugeriu Sandra.
– Brindar a quê? Mariana perguntou.
– A nós querida, as solteiras do momento que vão farrear até amanhecer! Afinal de contas amanhã é sábado! Aura Maria brindou e todas tomaram de uma só vez a bebida.
Daniel de longe observava o quarteto da Ecomoda, a pior de todas sem dúvida era Aura Maria que levava todas com ela. A sua Mariana se comportava bem a princípio mas por volta das 21:00 horas já estava alta e disposta a dançar com quem aparecesse. Mas Jamille chamou a sua atenção apesar de estar bem alcoolizada e ser muito solicitada pelos homens em volta, ela não aceitava o pedido de nenhum. Se mantinha firme como se houvesse uma força maior do que o álcool, capaz de deixá-la imune aos encantamentos dos homens que a cercavam.
Sofia e Efraim estavam vivendo uma nova lua de mel, com direito a segurar a cadeira enquanto ela sentava na mesa do restaurante. Com muitos beijinhos e abraços, os dois namoravam como dois adolescentes apaixonados.
– Minha pituquinha é tão linda! Efraim dizia com uma voz engraçada.
– E você também é lindo meu pituquinho! Sofia respondia no mesmo tom engraçado de Efraim.
Bertha e seu esposo só observavam aquele casal de meia idade agindo como se tivessem não mais que dezesseis anos.
– Deve ser a crise da meia idade! Comentou Bertha com o seu gordinho.
No bar enquanto Aura Maria dançava animadamente com um rapaz loiro e alto, um casal dançava ao seu lado. Uma morena de vestido colado no corpo vermelho com botas pretas e o seu grilinho, que ela só reconheceu depois de muito forçar a vista. Foi um escândalo quando Aura Maria gritou furiosa com o casal que dançava ardorosamente.
– Mas que pouca vergonha é essa Freddy Contreras? Aura Maria berrou indignada.
– Minha rainha o que faz aqui? Você não ia se divertir mais o quartel? Freddy perguntou soltando a morena que estava agarrada a ele.
– Quer dizer que eu venho animar as minhas amigas deprimidas e você sai para farrear, não é? Ela gritava furiosa.
– Não, não é isso. É que eu também vim animar um amigo que estava deprimido, aliás que está deprimido! Freddy sentenciou.
– Ah é? E que amigo é esse heim? Aura Maria questionou.
– O Wilson é claro. Você sabe, minha rainha, que depois do divórcio ele ficou assim triste como um cachorrinho abandonado. E para que servem os amigos senão para o apoio moral e incondicional?
– Você é mesmo um cafajeste Freddy! Vamos já pra casa! Aura Maria declarou puxando seu namorado pelo braço.
A essa altura as meninas e Wilson já estavam bem próximo da confusão armada por Freddy e Aura Maria.
– E agora acabou a nossa noite de farra! Comentou triste Sandra.
– Não precisa acabar Sandra, a gente ainda pode dançar! Wilson que também estava um pouco bêbado sugeriu.
E um novo par dançava freneticamente na pista de dança, Wilson e Sandra, tão improváveis quanto altos em estatura. Mariana que já estava cansada e depois da confusão, pouco disposta a paquerar resolveu dividir um táxi com Jamille. Mas qual não foi a surpresa de ambas quando das sombras surgiu Daniel Valencia as assustando.
– Posso falar com você Mariana? Ele pediu timidamente.
– Doutor não é uma boa hora, estou bêbada! Ela falou.
– A hora é perfeita! Ele sentenciou.
– Eu preciso dividir um táxi com a Jamille e olha só o táxi já chegou! Mariana falou apontando para o taxista que se aproximava.
– Você se incomoda de ir sozinha Jamille, eu preciso muito falar com a Mariana? Ele perguntou.
Jamille negou com a cabeça e entrou no táxi. Enquanto estavam parados em um sinal, ela pôde ver Daniel beijando Mariana. E mais uma vez o coração de Jamille se quebrou. Em casa no colo da irmã, ela chorava inconsolavelmente.
– Ele a beijou! Ele a ama, eu sei. Jamille chorava com seu coração despedaçado.
– Vai ficar tudo bem minha irmã! Daiane falava enquanto afagava a cabeça de Jamille.
– Eu o perdi! Não há mais nada! Jamille chorava com tanta dor que era impossível não chorar junto com ela.
– Você vai superar! Vai conhecer outro alguém, melhor do que ele, que não vai feri-la e nem magoá-la, nunca. Eu prometo.
– Eu não quero outro homem! Eu quero aquele que me pertencia, que uma vez prometeu me amar para sempre! Jamille chorava.
– Mas ele não te pertence mais! Dai falava como uma mãe compreensiva e sábia.
– Eu preciso deixá-lo não é? Para que ele seja feliz com alguém que que possa fazer brotar no coração dele a flor do amor! Eu vou conseguir, mas vai ser difícil!
– Eu estarei aqui para te ajudar! Dai falou enxugando as lágrimas da sua irmã.
Em frente à boate Mariana brigava com Daniel.
– Não, não me beije! Nós terminamos! Ela falava empurrando-o.
– Eu sei que terminamos, mas você consegue imaginar o ciúme que eu senti quando alguém se aproximava de você nessa boate? Daniel questionava abraçando-a.
– Nós somos muito diferentes doutor! E está na hora de pormos um fim de verdade nesse romance mexicano!
– Eu sei, mas o que eu posso fazer se você é como uma fixação pra mim. E por mais que eu queira tirar você da minha cabeça, você não sai! Só por hoje Mariana vamos ficar juntos?
– Não!
Mariana dizia não, sua mente dizia não mas seu coração já a entregava aos braços dele e mais uma vez eles estavam se amando.

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