Finais Felizes Na Ecomoda.

56 Capítulo 56: O homem dos sonhos!


Notas iniciais
Armando reencontra Karina Larson, Betty relembra a noite deles na Meson Di San Diego, Alberto leva Patricia até a Universidade.

– Não me agrada, não me agrada nada. Dizia seu Hermes ao telefone.

– Papai só vamos comer alguma coisa e dançar um pouco, é como se fosse uma reunião festiva de despedida. Betty explicava pela enésima vez.

– E porque não podem se reunir aqui em casa? Pois eu compraria finos salgadinhos para estes nobres executivos e tomaríamos um whiskyzinho, tudo com muita ordem e decência.

– Hermes não seja chato, deixe a menina ir com eles. Depois o doutor Mendonza vem deixa-la em casa. Dona Júlia falava sentada ao lado do marido.

– Está bem, está bem mas não me vá chegar tarde heim! Ralhou Seu Hermes e desligou o telefone. Betty está a cada dia mais independente, em breve não vai mais nem ligar para pedir pra sair com os amigos. Falou para a esposa um irritado senhor Hermes.

– Hermes temos que nos acostumar que a menina agora é uma alta executiva e quem em breve não nos ligará para pedir para sair e sim para avisar que vai sair. Dona Júlia suspirou.

– O quê? Seu Hermes berrou.

– Isso se ela não decidir ter o seu próprio apartamento como fazem tantas moças solteiras da idade dela. Dona Júlia comentou.

– Só por cima do meu cadáver, só por cima do meu cadáver! Concluiu Seu Hermes.

Na recepção da Ecomoda já se encontravam Rebeca, Fernando e Alberto. Rebeca e Fernando queriam apenas se divertir mas Alberto esperava a loira secretária da Ecomoda.

– Boa noite! Se insinuou Hugo saindo do elevador e encontrando Fernando.

– Boa noite! Cumprimentou timidamente Fernando.

– Olá a todos! Cumprimentou Nicolas que também saia do elevador de braços dados com Jenny.

Jenny sorriu encantadoramente para Alberto, mas o executivo já estava fascinado pela loira, que havia visto a tarde. E em alguns minutos ela saia do elevador juntamente com Betty e Armando.

– Ai,ai,ai estou muito atrasada. Patricia dizia a Betty, enquanto segurava vários livros. Tenho que ir Betty, me deseje sorte!

– Muita sorte Patricia! Betty abraçava sua amiga.

– Senhorita Patricia se precisar de uma carona para chegar a tempo em seu compromisso com muito prazer a levo. Se ofereceu gentilmente Alberto.

Nicolas enrijeceu e Jenny pode perceber o ciúme que ele sentia de Patricia. Era notório aos que conheciam o envolvimento de Nicolas e Patricia que o vice-presidente sentia um intenso ciúme ao ver Patricia aceitando a oferta do belo brasileiro.

– Obrigada mas só vou aceitar porque estou muito atrasada. Dizia a loira.

– Mas irmão e o nosso compromisso, é nossa última noite em Bogotá? Protestou Fernando.

– O que é mais uma noite de dança quando podemos ajudar uma bela moça quando ela precisa. Respondeu cortesmente Alberto.

– Duvido que ele ajudasse a “bela moça” se ela fosse feia. Protestou Nicolas no ouvido de Jenny.

– Então encontramos o lugar e depois ligamos no seu celular para avisar o endereço. Agora vamos! Chamou Rebeca.

Nicolas entrou no carro furioso, ele não sabia como esconder o ciúme que o consumia.

– Aquela oferecida, mas é claro que ele a levaria, como não levar uma mulher tão linda. Nicolas sofria e tentava disfarçar a sua irritação disparando inúmeras ofensas contra Patricia.

– Isso mesmo meu amor. Ela é tudo isso e mais um pouco! Concordava Jenny. Vamos torcer para que ela fisgue logo esse executivo e vá embora, morar bem longe no Brasil.

– Fisgar, você acha que ela vai fisgar o executivo brasileiro? Nicolas perguntou baixinho temendo que Jenny pressentisse o medo que ele tinha de que outro roubasse a sua musa.

– Não tenho nem dúvidas de que ela vai fisga-lo. Não se lembra em como ela é expert em fisgar executivos ricos e bonitos? Jenny atormentou.

Nicolas nada falou mas a sua irritação era tanta que não mais via Jenny ao seu lado somente existia o seu ciúme e o seu despeito.

No carro de Alberto Patricia agradecia mais uma vez a boa vontade do executivo brasileiro.

– Se não fosse o senhor com certeza eu chegaria atrasada no meu primeiro dia de aula. Dizia Patricia colocando em ordem os livros em seu colo.

– É um prazer para mim acompanha-la senhorita. Alberto dizia sorrindo. Mas está fazendo especialização em administração ou em secretariado?

– Nem um, nem outro. Estou concluindo a faculdade de finanças, sim pois casei cedo e larguei a faculdade, depois me separei e tive que trabalhar. Essa é a história da minha vida. Concluiu Patricia.

– E onde está estudando?

– Na Universidad Nacional de Colômbia. Pode entrar naquela rua ali! Apontava Patricia uma rua bem iluminada onde se encontravam vários estudantes.

– Senhor Alberto muito obrigada. Se não fosse o senhor chegaria super atrasada. Patricia disse enquanto saia do carro.

Patricia já estava subindo os degraus quando Alberto correu até ela.

– Espere Patricia! Ele gritou.

– Sim. Esqueci alguma coisa em seu carro? Um dos meus livros? Ela perguntou confusa checando cada um dos seus livros.

– Não esqueceu nenhum dos seus livros, mas eu gostaria de saber se não deseja que eu a busque? Ele perguntou gentilmente.

– Mas eu pensei que você fosse sair com a Betty e com o Armando? Patricia perguntou confusa.

– Eu devia mas prefiro esperá-la, além do mais, melhor noite terei ao seu lado. Alberto sorriu.

– Espero que não esteja pensando coisas maliciosas pois agora sou uma secretária e em breve uma secretária com ensino superior! Patricia irritou.

– Não, claro que não. É que me encanta a sua presença! E sair desta faculdade a noite deve ser muito perigoso!

– Sim, deve ser mesmo mas você não estará sempre aqui para me proteger não é? O melhor que faço é aprender a me defender sozinha. Patricia declarou e entrou na Universidade.

Depois de rodarem quase toda Bogotá finalmente acharam um barzinho com música ao vivo, pois geralmente os barzinhos com música ao vivo só haviam nos fins de semana. Rebeca se encantou com o lugar enquanto Betty trouxe a memória os lugares em que Armando a levava quando namoravam clandestinamente.

– Sim, é um ótimo lugar. Armando falou. Perfeito para se estar com a mulher que se ama.

Betty tentou sorrir mas as lembranças se mesclavam nela, alternavam-se o bar clandestino e a noite na Meson Di San Diego.

– Betty meu amor vamos dançar? Armando perguntou sorridente.

– Não estou com vontade agora. Ela falou. Estou com fome. Tentou se justificar.

Em instantes alguns petiscos chegaram trazidos por um sorridente garçom.

– A comida daqui é muito boa, não é excelente mas é boa. Disse Rebeca exigente.

– Sim, mas agora vamos dançar? Chamou Fernando a sua noiva.

– Adoro! Levantou-se Rebeca animada, saindo com o seu noivo para a pista de dança.

– E nós? Vamos meu amor? Armando puxou a mão de Betty.

Neste instante uma loira, alta e belíssima se aproxima de Armando e o beija na boca.

– Armando, minha vida que delícia te encontrar! Ela diz.

– Karina, me solte! Armando falou emburrado. Não vê que estou com minha noiva! Ele declarou se soltando da modelo.

– Noiva? Mas se todos comentam que você abandonou a tediosa da Marcela.

– Sim deixei a Marcela. Antes que Armando pudesse terminar a frase a modelo novamente o beijou.

– Minha vida finalmente podemos ser felizes juntos. Ela dizia convicta ignorando a presença de Beatriz, que não sabia como agir no momento.

– Mas estou noivo da Beatriz Pinzón! Armando declarou soltando-se da mulher.

– Noivo? A modelo questionou frustrada.

– Sim, Armando é meu noivo! Betty declarou segurando firmemente a mão de Armando.

Para Betty ainda era estranho declarar sua nova posição como noiva do homem que amava.

– Noivo? E quem é você? Perguntou ferozmente a modelo.

– Eu sou Beatriz Pinzón Solano, noiva de Armando e presidente da Ecomoda. Declarou Betty confiante.

– Hum, e eu sou Karina Larson modelo e amante de Armando! A mulher declarou com atrevimento.

– Já ouvi falar muito na senhorita! Betty falou sem tremer.

– Eu é quem devia ficar com Armando, eu é que por anos fui seu objeto de desejo e não você. Não é feia, é verdade mas também não é tão bela assim. Ela desdenhou.

– Não, de fato eu não sou tão bela. Não foi a sonoridade da minha voz, nem o brilho dos meus olhos, não foi o meu corpo sensual que conquistou Armando! Betty declarou.

– Então o que foi? Karina questionou.

– Foi o próprio amor que eu sinto por ele. Betty declarou com sinceridade. O amor que sinto por esse homem é tão grande mas tão grande que eu perdoou todo o seu passado, ainda que este passado me cause tamanha dor e tristeza. Betty derramou uma lágrima.

– Meu amor não chore, eu a amo com todo o meu coração! Armando declarou abraçando Betty.

– Sim, eu posso ver que você gosta dela. Você sempre teve compromissos com as executivas da Ecomoda, mas onde está Marcela? Certamente está no lugar onde a senhorita Beatriz Pinzón Solano estará, no esquecimento! Declarou convicta Karina.

– Não, não é verdade. Eu amo Beatriz! Armando falou olhando nos olhos de Karina.

– Eu mereço uma explicação Armando! Choramingou a modelo.

– Nem meia explicação Karina! Ele declarou.

– Meu amor pode conversar com ela, eu vou ligar para o meu pai e avisar aonde estamos. Betty falou docemente.

– Mas meu amor? Armando questionou.

– Está tudo bem, eu confio em você! Betty falou e saiu do barzinho.

Mais do que confiar nela e até no próprio Armando, Betty confiava na força do seu amor e sabia que se Armando deixasse de amá-la para amar a uma outra mais bonita, ela não morreria. Já havia morrido não uma vez mas duas vezes, tinha aprendido a viver para o amor mas não morrer por ele, aprendeu a duras penas amar não somente com sentimentos e sensações mas amar com decisão e com a razão. E entendia a pobre modelo, amar Armando era como uma febre, uma doença sem cura. Betty lembrava da primeira modelo loira que conheceu aos gritos na Ecomoda chamando desesperadamente por Armando. Tadinha dela, espero que compreenda, aceite e devote o seu amor a um outro homem. Desejava Betty em seus pensamentos.

– Karina sei o quanto nós tivemos bons momentos, mas eu nunca amei você! Armando dizia com sinceridade.

– Mas Armando eu te amo! Ela dizia chorosa.

– Não Karina, o que sentimos um pelo outro foi apenas desejo. Nunca foi amor! Armando tentava convencer Karina.

– Você disse que me amava, lembra?

Armando assentiu com a cabeça.

– Mas agora eu amo a Beatriz, é ela a mulher da minha vida. Ele falava convicto.

– E como você sabe que o amor que sente por essa mulher não é iguala o amor que sentiu por mim? Ela questionava em lágrimas silenciosas.

– Porque morri quando perdi a Betty! Ficar longe dela foi a agonia mais profunda da minha alma. Eu desejei você, gostei da Marcela mas só amei e amarei para sempre a Beatriz! Armando declarou convicto.

– Está bem Armando, não vou me humilhar pelo seu amor que é tão volúvel e oscilante! Esperarei até que este noivado se desmanche como o seu primeiro e então eu virei atrás de você. A loira declarou, beijou o rosto de Armando e saiu limpando as suas lágrimas.

Pouco tempo depois Betty chegou e sentou-se à mesa. Ela estava tranquila, muito mais do que quando foi telefonar. Tinha convicção do seu amor apesar da tristeza que o passado ainda lhe causava.

– Eu falei a ela meu amor...

Betty tampou-lhe a boca com um beijo demorado.

– Não precisa me dar satisfação, que eu não as peço. Confio no nosso amor! Ela falou carinhosamente.

– Se é verdade tudo isso que me diz, dance comigo! Ele pediu.

Betty assentiu e nos braços de Armando dançou, não como uma amante clandestina mas como a rainha absoluta do coração do seu amado.

Para Patricia tudo o que o professor falava parecia grego, poucas coisas ela entendeu além do Boa Noite Turma! E a cada cinco palavras que o professor de Administração Estratégica falava ela pedia para que ele repetisse. Ela anotava tudo e até mesmo as vírgulas, não havia mais casamentos agora ela seria independente e quem sabe uma financista de sucesso como Betty. O professor as vezes perdia a paciência com ela, mas lembrava do que o reitor havia recomendado, em como deveria dar uma atenção especial a ela que há muitos anos não estudava. Por fim o professor lhe nomeou um tutor, o melhor dos alunos para ajudá-la. Ao aluno não lhe agradou a penosa tarefa pois de longe se via que seria difícil ensinar a loira a aprender.

– Obrigada por me ensinar! Patricia agradeceu gentilmente, apesar de saber que o rapaz lhe ensinava a contra-gosto.

Ele se surpreendeu com a gratidão dela, afinal ele lhe ensinava muito contrariado e não disfarçava. Por fim a aula acabou já eram mais de dez horas da noite e Patricia correu, pois Bogotá estava muito perigosa e ela ainda esperaria o ônibus. Mas qual não foi a sua surpresa quando em frente a faculdade lhe esperava como um príncipe o executivo brasileiro.

– O que faz aqui? Ela perguntou animada.

– Esperava a linda princesa para leva-la ao seu castelo! Ele respondeu risonho.

– É sério? Para levar-me para casa? Sem passar em nenhum outro lugar no caminho? Ela perguntou desconfiada.

– Dou minha palavra senhorita que a levarei sã e salva para o seu castelo. Ele falou abrindo a porta do luxuoso carro.

Patricia sorriu enfim uma alegria depois da aula quase traumática onde ela se sentira a mais incompetente dos seres.

Na casa de dona Eugênia Jenny contava a futura sogra sobre a saída de Patricia com o executivo brasileiro. Tentava de todas as maneiras envenenar a mulher a sua frente.

– Tenho que aturar você, mas não fale mal da Patricia. Comparada a você, ela é apenas uma cobra sem veneno enquanto você odalisca do capeta não passa de uma víbora peçonhenta! Dona Eugênia falou enfurecida.

– Mamãe não fale assim da Jenny! Nicolas brigou.

– Como você pode Nicolas trocar a Patricia por essa mulherzinha vulgar! Patricia pela menos está trabalhando honestamente na empresa e essa aí, não passa de uma desavergonhada que se mostra para todos! Dona Eugênia falou mais irritada ainda.

– Eu sou uma modelo de passarela, Patricia é só uma secretária! Jenny desdenhou. Além do mais dona Eugênia era tanto o amor que ela sentia pelo seu filho que a essa hora deve estar aos beijos com ele. Jenny riu provocando Nicolas.

Quando Jenny se despedia da Mãe de Nicolas, fingindo uma cordialidade que estava longe de sentir um luxuoso carro dobrou a esquina e dele saíram Patricia e o executivo tão conhecido de Nicolas. Nicolas observava bem o jovem casal, a mulher que era a sua musa inspiradora conversava sorridente com o executivo, ele lhe ajudava com os livros enquanto ela pegava a chave de casa na bolsa. Depois de mais conversas e um caloroso abraço finalmente Patricia entrou em casa para tranquilidade de Nicolas e despeito de Jenny.

– É meu filho você perdeu um partidão! Disse dona Eugênia se desfazendo de Jenny.

Depois que levou Jenny em seu apartamento, Nicolas correu para o seu quarto e ficou jogado na cama, lembrando dos planos que um dia fez de estar sempre com a loira. Desde que a vira em foto pela primeira vez, ele se apaixonou e agora parece que depois de tanto passar na cara da loira sua nova namorada, finalmente Patricia estava o esquecendo, e não seria difícil uma mulher linda como ela sem dúvida encantaria qualquer mortal.

– Ela vai me esquecer e o que eu farei com o grande amor que sinto por ela? Nicolas perguntava a si mesmo sem ter certeza da resposta.

Na Clínica Marcela folheava as inúmeras revistas de noiva que Catalina e a sua sogra lhe trouxeram. Ela queria casar o quanto antes para que a barriga não aparecesse no vestido, Michel achava que não havia problema algum em casar com um barrigão, mas na concepção de Marcela ele não entendia nada de estética.

– Que tal esse Marcela? Sugeriu Catalina mostrando um modelo esvoaçante.

– Hum... não... é muito simples! Marcela falou.

Dona Isabelle lhe apontou um lindo vestido no estilo francês. Marcela adorou o modelo.

– Sim, é este! Marcela sorriu triunfante, enfim achara o vestido mais lindo do mundo e no estilo francês para o seu casamento. Estou tão feliz que acho que morrerei de alegria. Ela confidenciava a Catalina.

– Ah Marcela como é bom vê-la assim feliz e tranquila! Tão diferente de outros tempos. Catalina comentava.

– Precisei aceitar o fato de que Armando nunca seria o homem dos meus sonhos. Precisei matar todos os sonhos que um dia sonhei quando menina mas valeu a pena Cata, hoje sou muito mais feliz do que pude imaginar um dia. Casada com um homem maravilhoso e grávida, só gostaria que os meus pais estivessem vivos!

– Sim, é verdade mas você tem sogros que a amam e cuidam como uma filha!

– Sim Cata, não tenho nada do que me queixar Dona Isabelle e o Sr. Louis são encantadores. E Michel é o homem dos meus sonhos, estou feliz com o meu destino. Marcela falou sorrindo.

Notas finais
Meninas perdão pela demora, mas eis mais um capítulo escrito e postado com imenso carinho! Bjim... Pra quem está acompanhando Dirty Dancing- O Final em breve novo capítulo!