Fim dos tempos 2

58 Capítulo 58 - Batalhas internas


Notas iniciais
Oi gente! Espero que gostem, sexta posto mais um.

Pov – Tommy

O monstro está desperto, faminto, tão desesperado por sangue e carne fresca quantos os zumbis que nos cercam, que tipo de gente usa uma criança como isca para sequestrar uma garota?

O tipo de gente que vai acabar como merece, implorando, eu não consigo parar de pensar no que aconteceu com Liv, se acontecer com Megan então aquela gente vai desejar a morte tanto quanto Tom, isso seria devastador.

Megan é como um bibelô, especial para todos, não apenas a mulher de Carl ou filha de Daryl é Katie, Megan é querida, corajosa e importante para todos, pouca gente acumula tanto carinho a sua volta, quem consegue isso só pode ser especial.

Sigo uns passos a frente quando percebo que estamos próximos, tenho pressa, urgência em resolver aquilo, Horizonte ainda precisa resolver muitas coisas, aqueles homens são boas pessoas, mas não sabem se proteger, tomar decisões, ficaram sob a proteção exigente de Carol e se acostumaram a obedecer cegamente.

─Vamos ter calma está bem, todos nós, pensem que Megan pode estar lá, acho difícil já que Daryl tem certeza que ela seguiu para o outro lado, mas não vamos arriscar a vida da menina.

─Rick não vou negociar! – Aviso – Você é e sempre foi um bom líder, mas não vamos sair sem ela, e nem deixar que escapem, fizeram uma vez, podem fazer de novo, aqui ou entro lugar.

Rick e Mich trocam um olhar, mas sei que ela está comigo, Mich assim como eu e Carl não gosta de deixar fios soltos, as coisas sempre podem retornar, sempre retornam.

Chegamos aos casebres, aquilo é só escombro, quem viveria naquelas condições, nem os zumbis com certeza? Somos o mais silenciosos que podemos, faço um sinal avisando que vou dar uma volta, Mich vai pelo outro lado.

─Soltem as armas! – Escuto uma voz desconhecida – Agora mesmo!

Caminho de volta, sem ser ouvido vejo um empasse, dois homens apontando armas para Rick e os outros, Mich surge vinda do lado oposto, a espada em punho, os homens estão com as mãos tremendo, mas não baixam a arma, Rick sabe que estou ali e decide distrai-los.

─Calma amigo, não queremos mortes! – Ele diz encarando um deles – Que tal abaixarmos todos as armas?

─Não são bem vindos! – O outro diz — Sumam daqui!

Então rendo o homem e Michonne faz o mesmo com o outro, minha colt em sua têmpora a espada de Mich no pescoço do outro.

─Solta a arma e ajoelha! – eles obedecem de imediato, a coragem abandonando os dois – Onde está a garota? – Pergunto sem paciência.

─não sei do que estão falando? – O homem me diz, Rick se aproxima quando encosto mais a arma na cabeça do infeliz, ele encara o homem.

─Como é seu nome? – Seus olhos não escondem a frieza.

─Miguel, este é o Raul.

─Ótimo, Miguel e Raul, quem é o líder?

─Eu.

─Miguel, muito bom, agora me diga, onde está Megan?

─Já disse não sei do que está falando!

Eu começo a perder a paciência, puxo os cabelos do homem de modo que ele tenha que me encarar.

─Onde está ela? – Grito com ele, que estremece – Não vou te dar mais uma chance!

─Somos só nós, não tem garota nenhuma!

─Sequestraram a garota, queremos ela de volta, apenas isso, entreguem Megan e podem ir – Rick oferece, mas eu não deixaria aqueles selvagens irem a lugar nenhum.

─Não posso te atender porque não sei o que estão querendo.

Rick me olha, acho que o homem precisa de um incentivo e pego minha faca, encosto no pescoço do infeliz, chega de conversas amenas e pedidos, vamos aos fatos, não gosto do cara, não gosto de quem mexe com crianças e mulheres.

─Se são só dois então acho que o Rick aqui pode entrar e averiguar não é, e se não tem o que queremos não temos mais negócios com nenhum de vocês, acho que nesse caso não vamos mais perder tempo.

Aperto um pouco a faca, só o bastante para um fio de sangue escorrer, Rick faz sinal chamando dois homens para acompanha-lo.

─Esperem! – O outro homem diz – Ela foi embora!

Acerto o joelho no rosto do infeliz que eu mantinha ajoelhado, ele geme, o sangue escorre por seu rosto sujando minha calça, ele tomba.

─Fica de joelhos, não mandei se deitar – Eu o puxo pela camisa – Desgraçado, o que fez com a menina?

─Nada, ela fugiu! – Ele diz cuspindo sangue, acerto uma coronhada em seu ombro – Ela fugiu!

─Abre a boca maldito, abre a maldita boca, matou a menina, é isso que fez?

─Não, só queríamos tentar um acordo, ela em troca de comida, armas e um carro.

O homem está sangrando, um olho inchado e parece tonto, o outro está imóvel com a espada de Michonne descansando em seu ombro, de joelhos e cabeça baixa.

─A menina, onde está? Eu não vou perguntar mais nenhuma vez, acabo com você se não me disser onde está Megan!

Eu realmente pretendo atirar e me preparo, chega, podemos achar Megan sem a ajuda dos dois dementes.

─Ela disse que buscaria ajuda, que não eram pessoas más! – Me viro e uma moça com um bebê nos braços surge – Megan não foi ferida, eu a ajudei a fugir porque me prometeu trazer gente, para nos tirar disso, meu bebê não tem mais muito tempo.

Aquilo é confuso, ao menos para mim, mais duas mulheres surgem e dois garotos, não estão em melhores condições que os zumbis que já cruzamos.

─Eu disse para não confiar Selena, não passam de assassinos como aquele maldito que abusou de você! – Raul grita – Espero que a pequena vadia esteja morta agora, mentirosa!

Michonne ergue a espada, fora de si pelas palavras de Raul, essa é nossa diference, ela tem arroubos, sua violência consiste em proteger quem ama, a minha é controlada, direcionada, medida.

─Mich! – Rick grita a espada fica erguida enquanto ela o encara firme e cheia de raiva – Espere, não somos assim, não fazemos esse tipo de coisa, tem crianças aqui, crianças!

Ela não se move, não está convencida, nem eu estou, mas não mataria na frente de crianças.

─Você se lembra? Olhe a cena que está reproduzindo? Hershel, é isso que quer? Não somos como ele, você não é, sabe disso, crianças, vê, quer que assistam o que nossas crianças tiveram que assistir?

Michonne baixa a espada, deixa que caia ao longo do corpo, um garoto corre em direção a Raul e o abraça, ficamos ali, sem saber como lidar com aquela situação, uma senhora se aproxima.

─Sou Maria, a mais velha, os dois realmente levaram a menina, usaram Rico como isca para a moça, ela chegou aqui bem, não foi ferida, prometeu ajuda, disse que não eram assassinos que ajudariam, mas é difícil acreditar nas pessoas e acho que não devíamos ter dado a ela um voto de confiança – Ela olha para Mich e Tommy – Mas demos, e ela saiu com a ajuda de Selena, faz muito tempo, devia ter encontrado vocês, chegado em casa, se morreu no caminho não temos culpa.

─Posso entender seu desespero! – Rick tenta ser respeitoso – Fizeram uma escolha, e não podem fugir da responsabilidade, se algo aconteceu a ela foi porque vocês fizeram isso, sinto pelas perdas e o sofrimento de vocês, mas megan nem mesmo vivia aqui, pegaram a pessoa errada, na hora errada, vão seguir conosco para Horizonte, todos vocês, os homens vão ficar presos até sabermos o que aconteceu com ela, não temos nenhuma razão para acreditar em vocês, as senhoras e as crianças terão comida e abrigo.

─De pé! – Faço o homem se erguer – Andando, todo mundo!

─É perigoso, não vamos aguentar caminhar tanto – A moça com o bebê diz assustada.

─Ajudamos os mais fracos e garantimos a segurança! – Rick faz um movimento leve tocando o ombro da senhora e eles acabam por obedecer, três mulheres, a que carregava o bebê devia ter a idade de Megan, as outras duas eram mais velhas, além do bebê os meninos, que deviam ter entre dez e doze anos, todos caminham misturados a nós.

Não sei como chegar de volta sem Megan, como vai ser se Carl e Daryl chegarem sem ela, a gente vivia lutando e lutando e acabava sempre no mesmo lugar, na mesma merda de vida de sempre.

Olho para a moça com o bebê, fico pensando se aconteceu com ela o mesmo que aconteceu com Liv, se Tom era o cara de quem ele falava, se fosse estava morto e só me fazia ficar contente por ter feito o que fiz.

Chegamos a Horizonte, não queria, mas sinto pena quando os portões se abrem e as crianças assustadas começam a chorar, quando a mãe envolve o bebê como se assim pudesse protege-lo, acho que o mesmo acontece com Mich que desvia o olhar e com Rick que toca o ombro da moça tentando acalma-la.

Jay e Liv correm em nossa direção, quando sentem falta do resto do grupo se assustam, Liv me abraça chorando.

─Não acharam Megan, a culpa é minha deixei que andasse sozinha! – Eu acabo a abraçando, já me acostumei com isso a menina vive me abraçando.

─Daryl, Katie e Carl ainda estão em busca dela, tenha esperança!

─Quem são eles? – Jay questiona olhando as pessoas.

─Ainda não temos certeza, vamos leva-lo para uma casa vazia, alimentar e montar guarda até Daryl retornar, então saberemos.

─Certo – Jay chama Sam, dá algumas ordens, logo uns homens surgem armados, cercam a família, antes de soltar o homem sussurro para não assustar as crianças.

─Torça para ela ser encontrada com vida, você e seu amigo só vivem se ela viver!

Rick acompanha os homens se bem o conheço quer garantir que as pessoas fiquem em segurança e bem acomodados, Mich se aproxima de mim, parece cansada, olho para ela, nossa situação é sempre confusa, pensei em abraça-la, mas desisto, não sou bom nisso e ela é quase pior.

─O que? – ela pergunta, dou de ombros e desvio o olhar.

─Nada!

─Se voltarem sem ela... odeio me sentir assim, odeio não ter controle!

As horas passam, seguimos com Rick e Jay para casa, Liv só faz chorar e se encolhe ao lado do namorado, os dois parecem crianças, namorando feito dois adolescentes, dormindo em quartos separados e acho que deve ser por conta daquelas coisas que ela passou.

─Vamos, chega de espera, Jay reúne alguns homens para mim, quero sair de novo, tem a tal horda os três estavam nervosos, meu filho perde o controle e não quero arriscar, temos que sair atrás deles.

─Agora mesmo, vamos fazer tudo que estiver em nossas mãos.

Jay é mesmo um bom garoto e sempre dá provas disso, seguimos todos em direção ao portão quando ele se abre e avistamos Daryl chegando com Carl, Katie e Megan, fico aliviado, somos uma família não importa onde esteja morando, nem como.

─Graças a Deus! – Rick se apressa, abraça primeiro Megan, é sua nora a mulher de Carl – Que bom, estava com medo de quando esses portões se abrissem.

─Estou bem Rick, deu tudo certo, chegaram até a cabana? As crianças Rick aquelas pessoas... feriram eles?

Ela vai perguntando enquanto eu aperto as mãos de todos e ganho mais um abraço dessa vez de Katie, essa gente resolveu que agora pode me abraçar quando quiser, tudo por conta de Liv.

─Acharam o lugar, pegaram os caras? – Carl questiona, não muito contente.

─Sim, achamos, e trouxemos todos para cá, eles...

─Trouxeram para cá? Como assim? – Carl fica furioso, Rick respira fundo.

─Vamos mamãe, quero que veja o bebê, tão pequenininho, onde estão Jay? – Megan está ansiosa, trocamos olhares – Eles estão bem?

─Megan, não sei se é boa ideia, primeiro queremos saber se machucaram você? – Jay questiona – Que tipo de pessoas estamos lidando?

─Não viram com os próprios olhos? ─ Ela diz se apoiando em Carl, que logo a segura protetor – Maltrapilhos, farrapos desesperados, não me feriram, não me maltrataram, prometi ajuda, vou cumprir minha promessa, espero que isso esteja claro aqui, se não os quer tudo bem, eu os levo para a Vila, acho até melhor, lá a Mary pode amamentar o bebê até Selena estar forte o bastante, vai Jay, cadê eles?

Liv vem correndo as duas se abraçam chorando, esperamos mais aquele momento, respirando fundo, Carl andando de um lado para outro, irritado, querendo sangue, Megan feliz e Rick e Daryl atentos, as coisas prestes a se complicarem ao menos entre os dois.

─Liv me leva até aquelas pessoas? – Megan pede.

─Não vai até lá sozinha! – Carl diz imperativo.

─Me dão licença um instante?

─Lá em casa Megan! – Michonne diz e os dois caminham para lá enquanto Daryl e Katie ficam contando o que afinal aconteceu e nós como encontramos as pessoas e porque os trouxemos.

Pov – Carl

Depois de tudo que passei do desespero de perde-la de achar que estava morrendo com uma mordida ela age como se tivesse saído em uma aventura com novos amigos, esquece o que fizeram com ela.

─Lindo, não quero machucar aquelas pessoas – Ela diz assim que entramos – Não os viu, não sabe do que estou falando, nem em nossos piores dias estivemos assim.

─Nem em nossos piores dias sequestramos pessoas, usamos crianças como isca, já fomos crianças nessa merda de apocalipse, fomos protegidos e não usados! – Grito, era para envolve-la em meus braços, cuidar de suas feridas, leva-la para nossa casa.

─Dois homens apenas, mulheres, crianças, uma moça abusada, grávida e tudo isso com esse mundo.

─Amor, linda, eu entendo que se sente...

─Não me trata assim Carl, como uma criança mimada que não sabe o que diz, não seja condescendente, não sou idiota.

─Eu nunca acharia isso de você! – Ela me olha – Mas parece que vocês nunca aprendem, acha que podemos simplesmente receber essas pessoas?

─O que tem em mente? Mandar embora, atirar aos zumbis, não somos assim.

─Vocês ficam o tempo todo repetindo que não somos assim, e como somos? Me diz linda como somos? Eu sou assim, eu prefiro matar a morrer, prefiro ver os outros chorarem a chorar, eu perdi tudo mais de uma vez, não importa quanto tempo demore eles sempre vem atrás de nós! – Grito com ela, ou comigo, me arrisco a perdê-la, talvez Megan ame um cara que eu não sou, talvez descobrir a verdade a afaste, mas não vou fingir.

─Pare com isso! – Ela diz firme, mas sem gritar – Pare de achar que tem um lado obscuro e maquiavélico, que algum monstro diferente mora dentro de você, isso é mentira, é sobre matar zumbis, pois bem eu já perdi as constas de quantos matei, talvez sobre matar inimigos? Certo, já fiz isso, não carrego culpa ou arrependimento e faria de novo, talvez ainda faça, não faz muito estávamos no meio de uma maldita guerra e pode ser que outras venham!

─Quero você viva!

─Também quero, quer saber, talvez eu seja o monstro, afinal não carrego culpa, faço o que tenho que fazer e sigo em frente, já você...

─Não quer enxergar, mas eu sou sim diferente, não gosto de gente estranha, acho que podem me tirar tudo que tenho, não quero arriscar, prefiro o peso da culpa a dor da perda.

─Sua mãe é grata – Ela me diz do nada – Sua mãe não culpa você.

─Não sei do que está falando.

─Sabe muito bem, do tiro que deu nela, não esquece, não para de sentir culpa, acha que despertou um monstro dentro de você naquele dia, não fez isso – Meu coração dispara, as imagens daquele dia voltando na minha mente, eu atirei, fui eu, era um péssimo filho, maltratei ela muitas vezes, duvidei do seu amor e só quando a vi morrendo por Judy entendi que me amava, e ainda assim eu fiz.

─Matei minha mãe.

─Não, foi o apocalipse, foi o vírus que mora dentro de todos nós, não você, sua mãe morreu de parto, trazendo a filha ao mundo, o que fez foi proteger sua irmã, dar uma morte digna a sua mãe, evitar que voltasse como um desses monstros, devia se lembrar mais vezes de como ela estava firme, conheço a história, Maggie me contou, ela disse que era forte e que ia ganhar desse mundo e ganhou.

─Ganhei? – Não sei, ainda não sei, nunca sei, sempre em dúvida, sempre em risco, lutando com o inimigo que mora dentro de mim, tentando ser melhor do que ele.

─Está aqui não é? De pé, construindo uma história comigo, sim Carl você ganhou, não acredita? Vou te mostrar, nenhum monstro pode te vencer, é mais luz do que trevas, eu sei porque amo você e não amaria se fosse diferente.

Megan me puxa pela mão, saímos e o grupo está reunido em frente a uma casa cercada por alguns homens, ela não para até chegar na porta.

─É aqui que estão? – Pergunta e Liv afirma, ninguém se move, estão sem entender o que está acontecendo – Ótimo! – Diz me encarando, retira a faca do cinto – Vá, ninguém vai te impedir, não tem um monstro ai dentro, faminto, cheio de fúria e ódio, alimente-o! – ela ergue minha mão, me faz pegar a faca, confia em mim mais do que eu mesmo.

Megan me empurra para porta, estou confuso de um modo que não ofereço resistência, ela me faz entrar, as pessoas nos olham assustadas, se encolhem um pouco, olhos arregalados de medo, o bebê que ela tanto falou chora nos braços da mãe que o nina tremendo, um dos homens está com o rosto ferido, um olho tão inchado que mal abre, são como ela disse maltrapilhos, indigentes, não sinto raiva, não quero feri-los, só sinto pena.

Deixo a faca cair, me encosto na parede um tanto fraco, não sou um monstro, não é a treva quem guia meus passos, ela está certa, sempre esteve, a culpa me abandona, sinto um alivio sem fim, um peso que jamais deixei de carregar sai de sobre meus ombros, sinto meu rosto molhado, lágrimas quentes escorrem por ele.

Ela disse que eu ganharia desse mundo e eu ganhei, fui forte como disse que seria.

Estão todos ali, não me importo, acabou, realmente acabou, sei que sim e só consigo abraçar Megan, depois meu pai, ele aguentou muito, anos de mal humor, culpado e culpando, ele sabe o que se passa, não diz nada, só me abraça, depois seco os olhos e vou até o bebê, está mesmo fraco, toco a cabecinha com carinho, Judy e Matt nunca estiveram tão fracos e viveram nas ruas muito tempo.

─Se formos agora Mary pode amamenta-lo ainda hoje e logo ele vai estar forte! – Eu digo olhando para Megan, ela sorri por entre suas lágrimas, vem até mim e me beija de leve.

─Vamos ajudar você Selena, ajudar a cuidar do seu bebê, logo não vão mais lembrar desses dias ruins, boas lembranças amenizam dias ruins, eu prometi e vou cumprir!

A moça sorri em gratidão, beija a cabeça do bebê e Megan se encosta em mim, abraço minha mulher, finalmente ela me fez ver, sabia que só ela poderia um dia acender a luz, agora vou cuidar para que nunca mais de apague.

Notas finais
Próximo Pov Liv e Mich, vamos ver como esses casais estão e depois acho que é o fim, mas prometo um último capitulo bem longo. Fico triste quando penso que vai acabar.