Fim dos tempos 2
44 Capítulo 44 - De novo em guerra
Notas iniciais
Pov – Daryl
─Mas agora eles estão aqui, todas as crianças, não podemos ficar tranquilos! – Eu digo quando voltamos para a vila com todas as crianças, nenhum de nós imaginou isso, uma horda exatamente no nosso posto, aquele porão era o único lugar seguro que tínhamos, agora só nos restava enfrentar a guerra com nossos filhos ali, no meio do fogo cruzado.
─Vamos repensar as coisas! – Rick diz andando de um lado para outro.
─Não temos muito tempo para isso! – Maggie responde – Demoramos muito para ir, agora Carol já deve estar prestes a descobrir o que aconteceu com Tom!
─Precisamos buscar aquela horda, atrair os zumbis para cá! – Glenn anuncia.
─São muitos, precisamos de menos que aquilo, uma horda como aquela acabaria com nossos planos, derrubaria nossos portões e nos mataria antes de Carol, não quero todos aqueles zumbis aqui, não com meus filhos aqui dentro.
Katie está tão tensa quanto eu, assim como Rick anda de um lado para outro, todos agora sem muitas opções, com as crianças dentro da vila nosso medo triplicava.
─Vou resolver isso! – Tommy avisa – Eu e Michonne trazemos os zumbis, depois ficamos lá fora, esperamos Carol atacar e atacamos pelo lado de fora.
─Só os dois? – Glenn pergunta – Não, eu e Maggie vamos com vocês.
─Certo pode ser, quatro é um bom número, quando os zumbis chegarem vão saber que estamos seguros e em alerta.
─Quanto mais zumbis nos fundos melhor! – Katie diz e olhamos todos para ela – Vamos deixar todos os que não podem lutar do lado de trás da vila, na rua, fazemos uma pequena barricada, um modo de ficarem protegidos ao menos dos tiros, não sabemos se eles ainda tem explosivos, se enchermos do fundos de zumbis ela vai ser obrigada a mudar seus planos, não vai desistir, vai atacar pela frente, com tudo que tem, vamos apenas revidar, deixar a batalha aqui na frente, é só o que nos resta.
─Katie tem razão, vamos protege-los como podemos, deixar dois atiradores nos fundos, para proteger as crianças de zumbis que possam entrar junto com Carol, deixamos também explosivos com eles, as casas são perigosas, uma bomba e... nem quero pensar – Rick balança a cabeça afastando a ideia.
─Rick acho que o Jimmy e a Megan atiram bem o bastante para ficar lá – Eu lembro.
─O resto luta! – Rick afirma e todos concordam.
─Quero você lá atrás Liv, não me importa que digam que não é criança, eu a quero lá, quando chegar aqui, se te vir no meio da luta está com problemas muito sérios!
Tommy está tão sério que até eu fico assustado, ela afirma sem coragem para discutir com ele, desde que chegou do posto de triagem está assim, fechado, taciturno e de péssimo humor, mas estamos no meio de uma guerra e não tenho tempo para uma conversa.
Tommy e Mich vão se armar, Maggie vai com Glenn se despedir de Jane, a pequena estava muito apegada a eles, Maggie então, parecia viver para a garotinha, fico com pena, sei o quanto é horrível se despedir de filhos em meio a uma guerra, já fiz isso muitas vezes.
Nós seguimos para o trabalho, claro que depois de Beth, Maggie e minha pequena se abraçarem e chorarem juntas em mais uma despedida, então ouço as promessas das três irmãs, de cuidarem dos filhos umas das outras, de lutarem, era isso que Carol jamais perdoou, a vida que Katie conseguiu construir, os laços que formou enquanto ela se contorcia em seu ódio cego.
Levamos mesas, cadeiras, tambores, pneus, e objetos pesados que encontramos na oficina e espalhados pelas casas, no fim do dia estavam prontos, um lugar bem razoável, colocamos água, alguma comida, primeiros socorros e todo tipo de armas, brancas e de fogo, organizamos e treinamos todos que teriam de ir para aquele lugar.
─Papai acho que eu posso...
─Ratinho, sinto muito, sei o quanto é esperto, forte e corajoso, e não estou dizendo isso para te agradar, é verdade, mas não vai lutar, vai ficar junto com os outros, em quem mais posso confiar para ajudar a proteger as crianças?
─Eu sei, vou ficar com minha pistola?
─Sim, e vai usar Nick, não vai pensar duas vezes, qualquer que seja o inimigo, vivo, morto, não importa, quero você vivo filho, ouviu?
─Vou me cuidar papai! – Ele me diz quando deixávamos a casa em direção a mais uma reunião – Papai? – Nick para antes de chegarmos, eu sorrio para ele, uma mão em seu ombro, nos olhamos um longo momento – Queria já ter tido aquela conversa com o Jimmy, queria que Amy fosse minha garota.
─Quando isso acabar, você vai estar aqui, Amy vai estar aqui e Jimmy também vai estar aqui, então vai poder conversar o quanto quiser e beijar também! – Sussurro e ganho um sorriso esperançoso.
─Eu te amo papai!
─Eu sei ratinho, também amo você, agora vamos para a reunião.
Os últimos detalhes são acertados, nada de descanso, a partir deste momento estamos todos de prontidão, pode ser a qualquer hora, queria acreditar que quando descobrisse que perdeu metade de seus homens Carol desistiria, mas não é isso que vai acontecer.
Comemos em turnos, quando me sento com minha pequena e meus filhos a comida embrulha meu estômago, um bolo na garganta me impede de comer, Megan está conosco, passa o braço pelo meu e encosta a cabeça em meu ombro.
─Vamos vencer papai, e vou proteger meus irmãos.
─Sei que vai ratinha, se lembra de tudo que ensinei?
─Sim, cada palavra.
─Nunca pode baixar a guarda, mantenha eles sempre sob seu olhar, nunca os perca de vista, a floresta é sempre melhor, de dia segue o sol, sempre para sul, de noite...
─Papai... Não vou usar nada disso, não vamos a lugar nenhum.
─Se não hoje, algum dia! – Eu digo a ela, não sei se podemos vencer essa, mas se vencermos, outro inimigo virá, eles sempre vem.
─Então, se um dia for preciso, não vou desistir, sou filha de Daryl e Katie Dixon, desistir não é uma palavra que conheço, se te conforta, nunca, nem eu, nem meus irmãos vamos desistir, não nos dobramos, podemos cair pai, todo mundo pode, mas nunca vamos nos dobrar.
─Ratinha linda e corajosa, acho que está louca para correr para o namo... Marido! – Ela ri, me beija apertado, pendurada em mim como de costume, depois beija a mãe e some para perto de Carl, minha pequena está com os olhos marejados, Matt olha de mim para ela.
─Não sei porque está todo mundo assim nervoso, eu não tenho medo de nada!
─Porque é um mini ratinho muito esperto e corajoso, sei que não tem medo de nada.
─Você é forte papai, e quando se mete em encrenca a mamãe te salva, não é assim que sempre me contam?
─Sim, é isso mesmo.
─Então não precisa ficar preocupado, limpei suas flechas, olhei todas e estão muito boas, não vai dar nada errado, se der mamãe salva a gente.
─É meu garotinho, amo você filho, promete se cuidar, fugir e se proteger se for preciso?
─E obedecer a Megan e o Nick.
─Isso mesmo, seja forte e se ficar muito confuso...
─Me escondo papai, sei fazer isso muito bem.
Ele me abraça, agora Katie estava ainda mais assustada, Matt não era nunca de dar o primeiro passo para um abraço, ele sai dos meus braços e abraça a mãe.
─Não fica triste mamãe.
─Eu não estou, tenho filhos perfeitos, como poderia ficar triste?
─Vou ver se a Judy está pronta e a Jane, elas estão juntas lá no Rick.
─Sabe que eu e o papai amamos você não é?
─Claro que eu sei, ficam me beijando toda hora, até na frente das pessoas! – Ele resmunga, típico de um Dixon.
Os primeiros zumbis começam a gemer em nossos muros, sinto alivio, ao menos eles estavam de volta meus irmãos tinham conseguido, agora era ter sangue frio para esperar e depois descobrir como conseguiram.
Todos ficamos a postos, a noite chega ao fim, estou com Katie ao meu lado, ela sorri, aquele sorriso triste e tenso que precede as batalhas, os cabelos presos numa longa trança, as botas, as facas, o rosto perfeito, minha pequena atiradora de facas, como Carol pode sequer sonhar que algum dia teria uma chance?
─Pronta?
─Sempre amor, por nós e por nossos filhos, e não, eu não vou fugir, não vou me esconder e se cairmos vamos cair juntos.
Ela segura minha mão de modo firme, sempre decidida, forte e corajosa, a mulher que me amava, a única mulher.
─Você não desiste, eu não desisto! – Eu digo a ela nosso mantra, ela concorda com mais um sorriso triste.
─Nunca! – Então a puxo para mim, trocamos um longo beijo, a verdade é que sempre estive me despedindo, e nunca era o bastante, eu sempre queria mais um segundo que fosse com ela.
─Amo você!
─E eu amo você senhor Dixon, é bom ficar vivo!
─A senhora também senhora Dixon.
Então era dia, o sol finalmente ganha sua pequena e constante batalha e brilha mais uma vez, me sinto forte, também podemos vencer a nossa.
Uns minutos depois ouvimos tiros, luta e ficamos prontos, a guerra começava, mas ela teria que chegar até nós e perderia alguns homens na batalha, com certeza perderia.
Demora um tempo, entre gritos e tiros, ordens furiosas e então um carro invade nossos portões derrubando tudo, o carro nem chega a invadir nosso terreno, Rick mata o motorista, ou podia ser Carl que estava com ele no mesmo ponto.
Homens começam a avançar para dentro, junto com eles zumbis entravam e a batalha começa, os zumbis estavam indecisos sobre de que lado estavam e seguiam para todos os lados, eu me concentrava em acertar os vivos, não queria gastar munição com zumbis a menos que se aproximassem muito de mim ou Katie, mas vamos nos separando, caminhando para lados opostos conforme vamos ganhando ou perdendo espaço, eu continuo airando, se os zumbis eram mira fácil os homens que Carol eram outra história, eles sabiam se defender, eu já tinha visto ao menos meia dúzia deles caídos pelo chão, mas ainda eram um bom número, Jeff grita por mim quando está sendo cercado por zumbis e fica sem munição, derrubo alguns e ele corre, um tiro na perna o faz cair e antes que eu pudesse chegar até ele vejo um zumbi se debruçar sobre seu corpo, ouço seu grito.
─Merda! – Grito furioso. Emma também cai com um tiro certeiro e então vejo Tommy e Michonne entrarem juntos, iam derrubando zumbis feito duas maquinas e ganhando espaço, se separam se protegendo quando tiros seguem em direção a eles.
Me escondo atrás de um dos nossos carros, vejo minha pequena do lado oposto, perto de nossa casa, ela derruba um homem, acerta um zumbi que se aproximava com uma de suas facas e então finalmente eu a vejo, Carol se esgueirava pelo meio do tiroteio ia se escondendo aqui e ali, sorrateira feito a cobra que sempre foi.
Katrina também surge tenta seguir Carol, estão fora do meu alcance, mesmo assim atiro, quero ao menos atrapalhar qualquer que seja seus planos, um tiro passa perto de mim e vejo um atirador se erguendo no muro, mudo minha mira, só no terceiro tiro eu o derrubo.
Então ouvimos uma explosão nos fundos, Megan usou uma das bombas, meu coração bate fora do ritmo, meus filhos, olho em direção à rua de trás zumbis seguiam para lá, meia dúzia no mínimo.
─Tommy! – Grito tentando ser ouvido – As crianças!
─Vai! – Ele grita de volta, mas não é o único, mas gritos de apoio e começo a me afastar, os disparos aumentam e sei que é minha família me protegendo, ainda vejo minha pequena escalando as paredes de nossa casa, aposto que ainda vai chegar antes de mim.
Preciso me abaixar quando uma rajada de metralhadora fura nossos muros, xingo o infeliz mentalmente e então quando me ergo Michonne e Katrina estão se enfrentando, eu sabia que seria assim, Katrina é muito maior que Michonne, mas duvido que esteja tão motivada.
─Sai da minha frente sua vaca estúpida! – Ela diz e lembro que sim, Carol era sua motivação, ela chuta Michonne que cai, a espada voa para longe, merda, armo mais uma vez a besta quando Katrina avançava sobre Mich, mas então Michonne chuta seu estomago, agora e ela que dá uns passos para trás, Maggie surge, joga a espada de volta para a amiga.
─Pega ela Mich! – Incentiva, mas logo tem que se livras de um zumbi então deixo aquela batalha para Michonne travar e sigo para os fundos, preciso proteger as crianças, as coisas tinham que estar muito ruins para terem usado bombas.
Quando viro a rua, Megan, Jimmy e Nick atiravam, o resto devia estar encolhido atrás da proteção, os zumbis iam caindo e tinham partes de zumbis para todos os lados, com certeza por conta da explosão.
─Judy! Matt! – Megan grita entre um tiro e outro e meu coração quase para, onde estava meu filho?
─Parem de atirar! – Grito, um tiro podia acertá-los se estivessem por perto – Parem de atirar! – Grito com todas as minhas forças e então eles silenciam, vejo Megan largar a arma e pegar as facas, zumbis vinham de todas as direções, a maioria seguindo para eles, ela derruba todos, eu ajudo com a besta e então eu vejo.
─Procurando por um de seus ratos papai Dixon? – Carol surge com Matt a sua frente, vejo sua velha faca na mão, aquela antiga que usava na prisão, que eu conhecia e se eu ainda mantinha minha besta era de se esperar que ela mantivesse a faca – Qualquer movimento e ele morre.
Do outro lado a batalha continuava, atrás de Carol, Megan derruba o último zumbi e então só restava Carol com meu filho sob sua mira, preso a ela, Matt me encara firme, é um pequeno muito corajoso.
─Ainda não estou com medo papai! – Ele diz e ela aperta a faca em sua garganta.
─Mas devia, é só mais um dos ratos que tanto odeio, não tenho nenhum problema de acabar com você.
─Carol, deixe ele ir, é a mim que você quer.
─Sabe do que me lembrei agora, Bruce e Lola, se quer saber, naquele dia eu torci por eles.
─Porque acha que é uma novidade, eu sei disso! – Fico de frente para ela, a alguns metros de distância.
─Larga a besta! – ela ordena – Não brinque comigo Daryl, vim ter minha vingança, não me importo com quantos vão cair, quero minha vingança e não vou poupar ninguém.
─Solte o garoto, mata criancinhas agora?
─Vai mesmo pagar para ver? – Não, eu não iria, se ela ferisse meu filho eu podia matá-la, mas então que diferença faria? Carol sabia disso, contava com isso e solto a besta rendido.
─Ótimo, ai está você, o velho papai, sabe que depois que acabar com você e seu pequeno rato, o que tem o sangue podre dessa mistura imunda eu vou ficar exatamente aqui, à espera da vadia da sua mulher, quero ver o desespero naquele par de olhos sempre tão superiores.
─Pode me matar Carol, a mim e a todos os Dixons, isso não vai mudar o que sinto por ela, nem o que sinto por você, eu odeio você e não vai sair daqui viva!
─Não importa, quero apenas vencer vocês, não a guerra, quando encontrei o Tom sabia que não poderia vencer, mas quer saber, pro inferno com isso, quero Daryl Dixon implorando. Quer seu filho vivo?
─Sabe que sim! – Faria qualquer coisa por isso, não ligo de morrer, quero meus filhos vivos e que se dane se esse não é um mundo perfeito, é o mundo que eles tem e vão vencê-lo mesmo que custe a minha vida.
─Então ajoelhe Dixon, ajoelhe como o cordeirinho que Katie o tornou, ajoelhe diante de mim ao menos uma vez e deixo seu filho viver para se lembrar desse dia, do dia que viu Daryl Dixon de joelhos.
Posso fazer isso, posso fazer por Matt, posso fazer por qualquer um dos meus filhos, nunca me sentiria inferior a ela por isso.
─Ei mini ratinho! – Meu filho me olha – Está certo em não sentir medo, tem o sangue de sua mãe correndo nas veias e um dia vai ser um grande homem, amo você, quer saber, o papai também não tem medo!
─De joelhos Dixon! – Carol grita – Vê aqueles dois zumbis caminhando para você? Vai se ajoelhar e deixar que te mordam, vai fazer isso enquanto seu filho assiste, então eu o deixo ir, vamos!
Dois zumbis seguiam em minha direção, se tinha que ser assim que fosse, começo a obedecer, dobra uma das pernas lentamente e então ela surge, o velho andar de felino, silencioso como sempre foi, firme e elegante como só minha mulher imponente podia ser, Carol não pode vê-la, mas pode ver meu sorriso de vitória.
─Os Dixons não se ajoelham vadia! – Katie diz quando com um movimento empurra Matt para longe e faz Carol cambalear confusa.
Na mesma hora a faca de Megan voa e derruba o zumbi mais perto de mim, eu pego minha besta acerto o outro, mais deles caminhavam e vou em direção a Matt.
Katie e Carol se encaram.
─Vou te dar sua última lição! – Katie solta seu cinto de facas no chão – Não preciso delas para acabar com você sua grande estúpida! – Carol sorri, solta a faca e a pistola.
Chego até Matt, ele me abraça, pego meu menino no colo, Katie podia ir resolvendo com Carol enquanto o deixava em segurança.
─A Judy está lá papai! – Ele me aponta o outro lado da rua, atrás de algumas madeiras, dois zumbis caminhando em sua direção – Ela se assustou com a bomba, correu e fui atrás dela.
─Corre com a Megan! – Deixo ele no chão e corro para pegar Judy, derrubo os zumbis e a pego no colo, quando me viro fico paralisado com a cena.
Com as costas das mãos Katie acerta um tapa no rosto de Carol, depois chuta, Carol avança sobre ela, torce um de seus braços, mas Katie faz um movimento que nem sabia que ela conhecia e agora ela torcia o braço de Carol, depois a empurra para longe, Carol quase cai, mas se volta furiosa, então de novo salta para Katie que acerta mais um soco em seu rosto, esse eu mesmo ensinei, agora ela atinge Carol em cheio, abre seu supercilio e o sangue começa a escorrer.
─Eu odeio você! – Carol grita, então parte para Katie, mas agora com uma faca que tira da bota num movimento rápido.
─Covarde! – Katie diz quando se defende do golpe, mas a faca atinge seu braço e corro com Judy, então vejo Katie se enfurecer de um modo que nunca vi, ela vai dando socos no rosto de Carol, tapas, a mulher vai se afastando para trás devido a força dos golpes – Você é uma vadia invejosa e covarde que nunca devia ter ameaçado minha família! – Katie ia dizendo enquanto acertava Carol ─ Vai ter o fim que merece!
─Me mate sua infeliz, odeio você, vou levar esse ódio comigo, nunca vai esquecer disso. Me mate.
─Não vou fazer isso! – Katie diz depois de desferir mais um tapa – Eles vão! – Ela chuta Carol em direção a dois zumbis que caminhavam em direção as duas, eu pretendia derruba-los até me dar conta do que Katie queria e apenas fico assistindo.
Antes mesmo de chegar ao chão, Carol já tinha um deles arrancando um pedaço de seu pescoço, ela não grita, não pede socorro, apenas mantem os olhos firmes em Katie até eles finalmente fecharem enquanto os zumbis vão rasgando suas vísceras famintos e indiferentes.
Carol estava morta, olho para Katie, ela ainda estava com os olhos fixos nos zumbis se alimentando de Carol, nem se dá conta que sangrava, corro com Judy para Megan Liv a retira dos meus braços, sigo para Katie.
─Seu braço pequena! – Ela me abraça, desaba em lágrimas, eu a envolvo.
Mas só dura um instante, ela se recupera, me olha firme.
─Ainda não acabou amor, meu braço está bem, vamos temos muito o que lutar.
Sim, mas agora seriam meia dúzia de soldados, alguns zumbis, vencemos Carol, minha pequena venceu, então podíamos acabar com aquilo, agora eu sabia que sim.
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