Fim dos tempos 2

30 Capítulo 30 - Cerimônia


Notas iniciais
Olá pessoas, eu sabia que o Nyah iria acabar voltando quando eu estivesse mega ocupada! Mas consegui vir aqui postar mais um capitulo. Espero que gostem.

Pov – Megan

─Bom dia papai! – Eu digo antes mesmo de abrir os olhos, sabia que hoje ele estaria ali me olhando antes mesmo de eu acordar.

─Bom dia, sua mãe me pediu para acorda-la – Eu também sabia que ela faria isso, mandar meu pai me acordar na minha última manhã acordando nessa casa, sabia que ela nos daria esse momento, me sento passando a mão no rosto e arrumando os cabelos, meu velho ursinho escorrega para o chão, meu pai o recolhe com um sorriso – Vai leva-lo?

─Vou, ele venceu muita coisa para estar aqui, a queda da prisão, o tempo na estrada, de tudo que eu tinha acho que o ursinho e o colar foi tudo que resistiu – Toco meu pescoço e lá está meu presente de aniversário de doze anos que Carl me deu.

─Está certa, ele merece seguir com você – Meu pai me devolve o ursinho e sorri – Sabe que já está tudo uma confusão lá fora, todas as garotas frenéticas e nos deixando meio malucos.

─Passou rápido, duas semanas muito rápidas, achei que noivados duravam mais tempo.

─Eu também ratinha, mas pelo visto foi fácil reservar a igreja.

─E o padre! – Rimos os dois, Glenn anda de cara amarrada desde que recebeu a notícia, há dois dias anda com um bloquinho de notas escrevendo aqui e ali preparando o discurso que espero que não seja longo.

─Vou sair agora com a mamãe para, acredite se quiser, caçar flores, olha no que me tornei um caçador de rosas! – Eu o abraço em gratidão – Tem um exército a sua espera lá em baixo, não demora.

─Obrigada papai! – Beijo seu rosto e ele fica de pé, sorri, mas está meio emocionado, acho que assim como eu.

─Não tem nada que me agradecer, sabe que essa casa, esse quarto, sempre vão ser seus, não sabe?

─Sim, eu sei papai! – Evito as lágrimas, não quero casar de rosto inchado ainda que não tenham fotos para me lembrar disso.

─Vou buscar as flores e não demoro.

─Cuidado!

─Não vamos longe, boa sorte com toda essa coisa de noiva!

Ele me deixa e me jogo na cama de novo, toda essa coisa de noiva é maquiagem, cabelo e o vestido branco pendurado na porta do guarda-roupa, bem feito para mim que dei carta branca ao grupo das malucas.

Nessas horas sou mais filha do Daryl que da Katie, não gosto de ser o centro de tudo, isso é com o Nick, não comigo, podíamos trocar um juramento qualquer na frente do papai e da mamãe e para mim teria sido perfeito, mas aqui estamos, diante de uma cerimônia com tudo que se tem direito, sorrio, vai ser uma boa recordação.

Fico de pé, vou até a janela para olhar a cara do dia, está sol, alguns homens carregam cadeiras que perfilam diante de uma mesa, entre eles Carl, sentindo meu olhar Carl encara a janela, sorri quando aceno, sorrio de volta.

Não posso deixar de ficar um pouco nervosa com o que vem depois, nossa primeira noite, não é que não queira, eu quero, mas não sei como vai ser, descobrimos juntos como era beijar, trocar carinho, mas o resto, suspiro, como diz minha mãe na hora certa vamos saber o que fazer.

─Megan! Anda logo! – Ouço Maggie gritar da sala me faz rir, é bom poder dar a elas esse momento, nenhuma delas pode ter uma cerimônia, só minha mãe pode se casar, e foi o casamento mais romântico que já vi embora na época não tenha me dado conta disso.

─Estou descendo! – Aviso despertando para o longo dia.

─Não temos o dia todo! – Beth grita, o pior é que temos, a cerimonia ficou combinada para o fim da tarde e me apresso um pouco sabendo que vou precisar reunir paciência e coragem.

Quando chego na sala Maggie e Beth tomavam uma xicara de chá, Liv está lá sentada com Judy e Amy, as duas pequenas grudaram nela e adoram ficar em sua companhia, aceno e ela sorri, tem sido muito bom poder contar com ela nesses últimos dias, ter alguém da minha idade para poder desabafar um pouco ou apenas rir de tolices, diminui um pouco a falta que sinto de Mika, afasto o pensamento, hoje não é dia para isso.

─Pronto senhoras, aqui estou à disposição de vocês, façam o que quiser comigo! – brinco e elas riem.

─Comece com um bom café, não se preocupe, trouxe tudo de casa, não foi sua mãe que preparou! – Beth diz e faço cara de espanto.

─Se mamãe descobre o que anda dizendo pelas costas dela.

─Vai contar fofoqueira, achei que isso era coisa da Maggie e do Glenn.

─Essa fama que carregamos é muito injusta! – Maggie reclama e me sento com uma xicara de chá e biscoitos ainda quentinhos.

A manhã segue cheia de preparativo, tenho que experimentar o vestido, depois Maggie quer testar um penteado, depois decidem que preciso limpar as unhas e pinta-las e sinto falta da graxa que fica nos cantinhos, Carl gosta delas, sempre brinca com isso.

Então minha mãe chega com um monte de flores e fico esquecida enquanto elas se distraem preparando o buque, sinto falta de Carl, queria saber como ele está, meu pai está lá com ele e Rick obedecendo as ordens das garotas, Glenn pelo que entendi está em casa as voltas com o tal discurso ou o que quer que seja que ele vai dizer na hora, Tommy e Michonne estão cuidando da nossa segurança.

─Mamãe eu vou dar uma palavrinha com o Carl.

─Não filha, vão passar o dia sem se ver, assim ficam com saudade e fica mais romântico.

─Mas...

─Sua mãe disse não, obedece! – Maggie brinca, acabo rindo e indo me sentar com Liv.

─Que loucura não é, está nervosa?

─Liv eu não sei dizer, é tanta coisa que acho que no momento estou mesmo ansiosa e com um pouco de pressa para me ver livre de toda essa confusão.

─Posso imaginar, mas é um dia muito especial, se pensar que estamos no fim dos tempos, um casamento é emocionante.

─Muito! – Eu respondo sorrindo – Fico resmungando mas estou muito feliz e grata, tudo que elas estão fazendo por mim é maravilhoso e afinal é ele o meu Carl, esperamos isso a vida toda.

─Se amam muito não é?

─Desde sempre, mas me diga como vão as coisas, está feliz aqui? – Quero parar de pensar um pouco no casamento para não ficar tão nervosa.

─Nunca pensei que existisse um lugar como esse, é muito bom, nem sei quando foi que me senti assim, acho que só antes do mundo acabar mesmo, todos são bons, cuidadosos, é bom poder dormir sabe, sem medo?

─Sei, já passei por coisas difíceis, antes e depois que o mundo acabou, sei como é ter medo e como é não ter.

─A Lauren é muito legal comigo, me ensina um monte coisas, me ajuda a me adaptar.

─E o Tommy, os garotos morrem de medo dele!

─Tommy é bom comigo, no começo a gente mal se falava, mas agora ele fica um pouco por perto, as vezes a Lauren vai lá em casa e ele janta com a gente e conversa, sempre pergunta se preciso de alguma coisa e gosto de morar com ele, acho mais seguro.

─Que bom, e o Nick, já pediu a ele para ser seu pai?

─Não ─ Ela diz com certo alivio – Acho que ele anda com medo, mas vive me dizendo para fazer isso, as coisas estão boas como estão, não preciso de mais nada.

Alguém serve o almoço, comemos todas juntas, meu pai vem comer com a gente, recebe mais meia dúzia de tarefas e depois nos deixa, então é a vez de Jimmy chegar.

─E então preguiçosa, como estão as coisas?

─Confusas Jimmy, quais são suas ordens?

─Música ambiente, fiz uma gambiarra e vamos dar um jeito, mas não é grande coisa, quer escolher alguma coisa? Não pede nada difícil.

─Bom nos últimos anos música significa Beth cantando e como as preferidas dela são do Tom Waits quem sabe você acha uma dele, tem uma que gosto muito, I Want You,

─Sabia! – Ele diz sorrindo.

─Sabia o que?

─Que escolheria essa, foi a mesma que o Carl escolheu.

Meu coração dispara, faz tudo ganhar sentido, a cerimônia, o vestido branco, o anel no meu dedo, eu amo Carl Grimes, amo desde que o vi pela primeira vez e nunca vou deixar de amar.

─Chorando? – Jimmy me puxa para um abraço – É bom ver você assim, me lembro do primeiro beijo atrás da torre, de ficar distraindo o Nick, se lembra?

─Sim, o melhor irmão do mundo! – Nos abraçamos.

─Chegamos bem na hora de ouvir a verdade Matt! – Me afasto de Jimmy e vejo meus dois irmãos me encarando.

─Vocês são lindos! – Abraço os dois ao mesmo tempo, Matt se esquiva um pouco, ele é um pouco avesso a demonstrações de afeto, a mamãe e o papai são os únicos que conseguem isso.

─Hora de se arrumar Ratinha! – Minha mãe me chama e meu coração que já tinha se acalmado volta a disparar, eu subo com ela e Maggie, tomo meu rápido banho e quando chego no quarto Beth já estava lá com elas, o vestido e o buque estão sobre a cama, as três tem olhos marejados.

─Vão mesmo me fazer chorar? – eu pergunto, elas começam a andar pelo quarto mexer nas coisas e me distraírem, primeiro Beth me ajuda com uma maquiagem leve, ela é a mais vaidosa entre elas, sempre foi, faço uma trança longa, como sempre gostei de usar, igual a da mamãe.

─Linda como sempre! – Minha mãe diz com os olhos marejados – Tenho muito orgulho de você!

─Obrigada mamãe! – Nos abraçamos e mais uma vez evito as lágrimas.

─Acho que agora a gente devia falar sobre sexo, dei umas boas dicas para sua mãe na primeira vez! – Maggie me faz corar e tremer só com a ideia.

─Maggie deixa a menina! – Beth ralha — Não vem com esses conselhos, a gente sabe bem como você é indiscreta e vai assustar a menina, e vamos deixar mãe e filha sozinhas, e verificar se está tudo pronto, chamamos quando chegar a hora.

Fico sozinha com a minha mãe, ela me ajuda com o vestido, é um modelo simples e delicado, branco como tanto queria, um pouco abaixo dos joelhos, com a saia de cetim rodada e leve, um laço delicado nas costas marca a cintura, ele é suave e comportado demais foi o que disse Maggie, mas gosto assim.

─Foi um achado não é mamãe? – Comento quando ela dava o laço – O vestido, e Beth fez um bom trabalho, cortou e reformou, parecia uma velharia quando o achamos.

─E era! – Ela ri me virando para ela, nos olhamos profundamente – Uma princesa, a mais linda noiva que já vi e eu vi muitas noivas antes do mundo acabar.

─Estou meio nervosa agora – Confesso – Não sei como agir.

─Deixe acontecer, aproveite, guarde na memória para os dias ruins e não tenha medo, nem agora, nem depois, não tenha medo nunca, Carl ama você, o que aprendi com tudo isso a nossa volta é que só um sentimento assim pode nos manter de pé.

Eu a abraço e algumas lágrimas caem, ela me afasta chorosa, seca as próprias lágrimas, depois seca as minhas com cuidado.

─Se estragar a maquiagem a Beth nos mata, está pronta?

─Sim! – Eu digo depois de respirar profundamente – Já disse o quanto te amo?

─Sim senhora e amo muito mais, vou ver se está tudo pronto e chamar o papai, ele está detestando essa história que tem que entrar com você, disse que vai ficar todo mundo olhando.

─Bem feito, foi tudo ideia dele, agora vai ter que aguentar, eu devia exigir um discurso isso sim!

─Se fizer isso ele vai preferir os zumbis, deixe meu marido inteiro!

Nos abraçamos mais uma vez e fico sozinha, dou uma olhada pelo quarto, algumas coisas estão na minha futura casa, minha mãe me ajudou a levar, mas foi Beth quem me ajudou a arrumar, minha mãe é péssima nisso e foi estranho quando vi minhas roupas penduradas ao lado das do Carl, a gente não tem muita coisa, ninguém liga muito mais para isso, no fundo ainda estamos sempre meio prontos para dar as costas a tudo e simplesmente fugir, mas o que temos se misturou e foi como me dar conta de que agora é assim que vai ser, uma vida misturada, uma coisa só, como meus pais dizem.

Eu decido descer, ter meu momento com meu pai que deve estar na sala nervoso e emocionado, um tantinho mal humorado também. Assim que ele me vê fica de boca aberta.

─Ratinha! – Diz apenas e sei o que isso quer dizer.

─Chegou nossa vez papai?

─Parece que sim.

─Nervoso?

─Enciumado talvez, o mini xerife finalmente conseguiu – Ele me dá o braço, nos olhamos um instante, o que teria sido de mim sem eles, já estaria morta com certeza – Sabe que tem uma plateia né? – Afirmo – Aquele casamento na torre que nós dois preparamos foi bem mais discreto.

─Nem me fale – Antes de ir eu paro um instante para olhar para ele – Não muda nada não é, ainda sou sua ratinha, não sou? Vai estar sempre por perto e cuidar de mim como sempre foi? – Eu tinha jurado não chorar, mas não consigo evitar, meu pai me olha feliz, sorri tentando secar meu rosto daquele jeito desajeitado dele.

─Ainda quero que diminua ratinha, sempre quero, mas se tenho que dividir seu amor com alguém que seja aquele mini xerife insistente e teimoso, tudo está como sempre esteve e vamos de uma vez, se entregar uma noiva melada de maquiagem mamãe me põe de castigo.

Saímos, a primeira coisa que vejo são as pessoas sentadas virando o rosto par nos ver caminhar de braço dado, lá na frente estão minha mãe, Beth, Rick e Glenn. Na frente de todos, com os olhos azuis mais lindos e brilhantes do mundo está ele, meu melhor amigo, meu único namorado, meu amor, minha metade.

Não vejo mais nada, fixo meus olhos nele e nada mais importa, então Beth começa a cantar a música que pedi a Jimmy.

─Jimmy não encontrou a música, mas não queria que ficasse sem ela.

Meu pai me sussurra e aperto seu braço e o buque, então chegamos até ele, Carl está tão tímido quanto eu, meu pai e ele trocam um aperto de mão e um olhar, não é um olhar severo, como achei que seria, o que tem ali é carinho e cumplicidade, papai beija minha testa e se junta a minha mãe, fico olhando Carl de perto, nem me lembro desse negócio de casamento.

─Oi linda, senti saudades.

─Eu também.

Glenn raspa a garganta nos despertando, sorrimos e nos posicionamos como Maggie nos ensinou e repetiu setenta vezes, só nos últimos dois dias.

─Boa tarde! – Glenn começa inseguro, nos faz prender o riso, preciso ficar séria ou vou tomar uma bronca depois, Carl aperta minha mão demonstrando o mesmo, nos olhamos de lado e depois de respirar fundo nos concentramos – Há muito tempo não celebramos nada, foram e são tempos difíceis, se estamos aqui foi porque não nos conformamos e lutamos, não sou eu quem devia estar aqui, todos concordamos com isso, Hershel tinha de estar, o pai e avô de todos, aquele que nos inspirou, ensinou sobre esperança e humanidade, o que ele diria? Como celebraria esse momento que esperamos a tanto tempo, menos o Daryl é claro! – Rimos um pouco da careta do meu pai.

─Anda logo Glenn! – Meu pai sussurra.

─Acho que Hershel usaria seu livro preferido, a bíblia, mas ele sempre sabia o que dizer não é? Então Carl e Megan, acho que ele leria um salmo que lembrasse o tipo de amor que vocês sentem e representam, um amor esperançoso e simples – Glenn volta sua atenção para a folha em sua mão, agora eu já sinto meus olhos marejarem, procuro fixar cada sensação na memória como minha mãe me aconselhou a fazer – “Quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino, sentia como menino. Quando me tornei homem deixei para trás as coisas de menino. Agora vemos apenas um reflexo, como em espelho, mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte, então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido. Assim, permanecem agora estes três, a fé, a esperança e o amor. O maior deles porém é o amor.” Acho que o que queremos mesmo é que deixem esse amor agora crescido, se fortaleça sempre, sem abandonar a fé e a esperança que tem nos acompanhado sempre, acho que agora podem trocar alianças, vocês tem alianças? – Glenn pergunta um tanto tenso, eu não pensei sobre isso, não me importo, não depois de ouvir as palavras de Glenn que me emocionam e não me deixam conter as lágrimas, minha mãe, Beth e Maggie também estão chorando, meu pai me olha cheio de amor e orgulho, me viro para Carl quando ele me aperta a mão carinhoso, ele está tão emocionado quanto eu.

─Judy! – Ele chama a irmã que entrega uma caixinha, sorrimos para ela, linda e sorridente, cheia de si por fazer parte daquilo, olho para caixinha e depois para meus pais, será que entregaram as alianças também, meu pai compreende e me mostra o dedo onde sua aliança permanecia intocável.

─Como? – Pergunto surpresa.

─Dei uma escapadinha com meu pai um dia desses! – Carl me diz pegando o anel menor – Se eu tenho mesmo a escuridão dentro de mim, então, você é a luz que não deixa que ela me domine, eu te amo Megan Dixon! – Ele coloca o anel no meu dedo e estamos os dois tremendo.

─Também amo você Carl Grimes é minha metade! – Eu digo colocando a aliança em seu dedo.

Nos beijamos longamente esquecidos do mundo a nossa volta, somos finalmente o que sempre nos preparamos para ser, um só, depois nos afastamos para nos olharmos, estamos os dois emocionados, mas então vem todos aqueles abraços e palavras de esperança, as lágrimas da mamãe, o carinho do papai, sorrisos e risadas e ficamos meio confusos no meio de tudo aquilo, mal conseguimos ficar perto um do outro, mas meu olhar está sempre buscando o dele que não para de brilhar e me dizer que estou certa que Carl é a coisa certa.

Alguém me serve uma taça de vinho, outra vai parar na mão de Carl, e quase sinto vontade de perguntar ao meu pai se posso tomar um gole, a ideia me arranca um sorriso, acho que agora sou uma mulher e posso decidir isso.

Maggie puxa um brinde aos noivos, tomamos uns goles e acho horrível, repouso o copo sobre uma mesa na primeira oportunidade.

─O buque Megan! – Maggie pede – Precisa jogar o buque, vamos ver quem é a próxima?

─Isso! – Minha mãe comemora de braço dado com meu pai que me olha sorridente – Vamos todos aqui.

Eu que tinha acabado de me juntar a Carl o olho abatida me afastando de novo, vamos ter tempo, penso comigo.

Me viro de costas para o grupo de mulheres ali reunidas, apenas minha mãe, Beth e Maggie não estão lá, escuto a confusão de vozes pedindo a presença dessa ou daquela pessoa e me preparo.

─Vou jogar! – Ameaço entrando na brincadeira – Um, dois e... – Atiro o buque e quando me viro estranhando o silêncio ele está nas mãos de Tommy que me olha perplexo, prendo o riso como todos.

─Bela pontaria pequena Dixon! – Ele resmunga antes de entregar o buque para Liv.

Minha mãe e Maggie trocam um olhar, já sei que tem planos, mas quando elas não tem? Tommy some rapidamente, ele sempre foi avesso a esses momentos, é um cara bom, mas completamente fechado, Lauren e Liv conversam baixinho, talvez tenha mais gente interessada em arrumar um par para Tommy.

─Não vai brigar e voltar para casa vai? ─ Nick me pergunta surgindo com Amy a seu lado, algo me diz que um dia vou vê-lo nessa posição.

─Quer meu quarto não é?

─Estou em campanha.

─Boa sorte pirralho, isso é para sempre, o quarto é seu – Mostro minha mão com a aliança e ele sorri.

─Ótimo! Cuida da minha irmã direito Carl! – Diz em tom autoritário depois sai andando com aquele jeito Daryl que ele aprendeu a usar, rimos eu e Carl, meu irmão é uma figura.

As pessoas ficam conversando em pequenas rodinhas aqui e ali, eu e Carl o tempo todo de mãos dadas conversando com um e com outro, até que a noite chega e as pessoas vão se retirando aos poucos, levando suas cadeiras e mesas, desmontando a pequena recepção, então sobram meia dúzia de pessoas, meu pai está com Matt no colo que dormia, Beth está sentada com Judy dormindo e Rick a seu lado.

─Vamos amor, a festa acabou! – Minha mãe chama meu pai, eles me beijam carinhosos, me desejam felicidades e sorte e se afastam, antes minha mãe pisca discreta, sorri me lembrando do que vem a seguir, sorrio para ela, de novo tensa, depois Rick se retira e já não tem mais ninguém, somos apenas eu e Carl no meio da rua na nossa festa de casamento.

─Pronta para começar nossa nova vida? – Ele me pergunta, penso um segundo.

─Sim, é isso que quero.

Notas finais
Meloso demais? Espero que tenham gostado, comentem! Próximo com a primeira noite sai na segunda! Beijos