Fim dos tempos 2

31 Capitulo 31 - Finalmente


Notas iniciais
Eu sei que prometi esse capitulo para segunda-feira, mas como não dormi, tecnicamente ainda é segunda-feira. Espero que gostem.

Pov – Carl

Estamos sozinhos no meio da vila, depois de termos nos casado, isso é a coisa mais maluca que já me aconteceu, parece mais estranho que o apocalipse, nunca tinha imaginado algo assim.

Sempre soube que passaria minha vida com Megan, sabia disso desde sempre, bastou colocar os olhos nela e logo vi que nunca mais seria o mesmo, mas achei que um dia apenas ficaríamos juntos, nunca pensei em uma cerimônia com alianças e todo o resto, mas quando eu a vi, quando Megan caminhou para mim vestida de branco eu entendi que só podia ser daquele jeito.

Daryl estava certo, sempre esteve, é assim que devia ser, ela merecia uma promessa assim, completa, um juramento diante das pessoas que realmente nos importam, agora vamos começar definitivamente uma história.

Eu seguro sua mão, caminhamos lentamente para casa que sonho dividir com ela desde que chegamos a vila, não tem mais beijo no portão de boa noite, nem papai Daryl esperando acordado, ela sorri para mim, devolvo o sorriso e continuamos mudos.

O momento mais esperado e temido se aproxima, nenhum dos dois sabe muito como lidar com isso, desde que me disse finalmente sim penso nisso, fomos ganhando intimidade conforme crescíamos, os beijos foram ficando mais intensos, as mãos mais livres, fomos juntos descobrindo coisas, mas nunca fomos muito longe, sempre teve um misto de medo e respeito que nos impedia de seguir a diante, mas agora é diferente, simplesmente podemos e não é errado.

A primeira pessoa que pensei em conversar sobre sexo foi Daryl, quando Megan disse sim, pensei que precisava de ajuda sobre como seria a primeira vez, mas Daryl diria simplesmente – Mantenha suas mãos e todo o resto longe de minha ratinha! ─ Não duvido que acabasse obedecendo, não queria falar sobre isso com meu pai e escolhi Glenn.

Ele foi completamente técnico, foi como ter uma aula de biologia, sobre o tema reprodução humana, mas acontece que já tinha tido essa aula com Beth um tempo atrás, pensei nela, mas sabia que não era boa ideia e acabei tentando conversar com meu pai, ele usou todas as metáforas que conhecia e sai da conversa sabendo sobre sexo tanto quanto sabia antes. Droga nenhuma!

Maggie seria perfeita, já ouvi uma ou outra conversa dela, mas não tive coragem, seria constrangedor demais e decidi que descobriríamos juntos como todo o resto.

Abrimos a porta e ela segura minha mão me impedindo de entrar, sorri com olhos brilhantes.

─Quer fazer como nos filmes? Eu te carrego e dizemos enfim sós? – Pergunto rindo.

─Não lindo, chega de velhas tradições, é um mundo novo, vamos entrar juntos, com o pé direito, lado a lado como quero que seja, como deve ser.

─Sim, vamos criar novas tradições! – Damos as mãos e erguemos o pé direito, juntos damos um passo para dentro e rimos nos divertindo, fecho a porta com o outro pé, ela bate com um leve estrondo.

─Nossa casa! – Ela diz e eu a puxo para meus braços – Você estava bem interessante todo arrumadinho me esperando no altar, ou o que quer que aquela mesa significasse!

─E você estava deslumbrante, a garota mais linda que já vi!

─Lindo você não viu muitas garotas – Ela brinca e tem lá um pouco de verdade nisso, o mundo acabou bem cedo para nós.

─Claro que não, só tenho olhos para você! – Ela ri com gosto, sempre ri quando tento ser romântico demais.

─Foi tudo perfeito!

─Foi.

─Guardou bem na memória? – Ela me pergunta – Foi o conselho da minha mãe, guardar bem para os dias ruins.

─Vou ter você ao meu lado nos dias ruins, não preciso de memórias, mas sim eu guardei bem, nunca vou me esquecer.

─Nem eu – Eu a envolvo pela cintura, ela passa os braços por meu ombro – Principalmente a cara do Tommy com meu buque na mão! – Voltamos a rir, mas o riso some quando nos olhamos nos olhos.

─Amo você linda.

─Assim como eu amo você!

Beijo Megan, sem medo de onde aquilo pode nos levar e é uma sensação libertadora, ela se encosta mais em mim, se rende e quando nos afastamos seus olhos me contam muitos segredos.

Vamos de mãos dadas para o quarto, paramos na porta admirados com a arrumação, tem velas acesas, um perfume suave e lençóis limpos e brancos.

─Maggie! – Dizemos juntos e rimos.

─Ela pensou em tudo, olha tem até vinho e copos.

─Lindo preciso confessar que odiei o vinho! – Ela me conta e sorrio.

─Sem problemas, odeio isso desde garoto, tomei uns goles quando estivemos no CDC e nunca me esqueci do gosto.

─Ótimo! ─ Megan não esconde o alivio, depois olha para a aliança – Tão linda, foi difícil?

─Não, nem reparou que sai, não foi?

─Foi, mas com as irmãs calamidade me perseguindo e tentando me enlouquecer, eu não tive um minuto de paz na última semana, não repararia em nada.

─Sei disso! – Eu a trago mais uma vez para meus braços – Valeu a pena linda, acredite, valeu a pena.

─Ficou nervoso?

─Apressado! – Confesso.

─Querendo que acabasse logo é?

─Querendo que esse momento chegasse logo! – Eu conto a ela trazendo Megan para mais perto, ela me envolve – Ter você assim, em meus braços finalmente.

─Finalmente! – Ela concorda, toco seu rosto com carinho, é tão linda, não tem nada a ver com a maquiagem ou o vestido, é linda e sempre foi, desde quando era uma menininha e não acreditava que eu podia gostar dela de verdade – Amo você Carl.

Eu também a amo e não preciso dizer com palavras, posso mostra a ela, tomo Megan em meus braços, e a beijo, um beijo longo e definitivo, ela corresponde, meus lábios descem por seu pescoço, ela suspira suave como sempre é quando está em meus braços, meus lábios voltam ao encontro dos seus, voltamos a nos beijar e agora é mais intenso.

─Carl! – Ela diz e me faz estremecer, nos olhamos um instante.

─Vamos aprender juntos mais uma vez – Eu aviso, embora ela saiba disso, ela concorda – Pensei em como seria tirar esse vestido.

─Também pensei em como seria você tirar esse vestido!

Ela me conta e está corada, não porque está tímida, mas por que está feliz, ansiosa e me deseja assim como eu a ela, toco seu colo, a pele lisa e delicada, ela me da as costas e depois de beijar seu pescoço eu desfaço com cuidado o laço delicado das costas do vestido, a fica escorrega para o chão, então com cuidado desço o zíper, ele vai se abrindo e revelando a pele clara e perfeita de Megan, ela não permite que ele caia, o segura na frente e se vira para mim.

Volto a beija-la, Megan toma a iniciativa e desabotoa minha camisa, fica me olhando nos olhos, eu a ajudo quando os botões estão abertos e me livro da camisa, ela me beija, toca meu peito sorrindo, até ali, já fomos antes, não é ainda uma novidade.

─Gosto de tocar você assim – Ela me conta.

─Vai me deixar fazer o mesmo?

─Vai ter que tentar a sorte! – Brinca e com cuidado e sorrindo feito um bobo eu toco o tecido branco, com cuidado o retiro de sua pele, afasto sem esforço e assisto quando ele vai escorregando lentamente, ela me olha, beijo Megan e deixo que minhas mãos toquem seus seios, os lábios seguem sem aviso as linhas imaginarias que as mãos traçam, ela geme, permite, suas mãos fazem o mesmo, passeiam por meu corpo e sinto que tudo fica vivo, nossas respirações alteradas, os corpos se procurando, não quero raciocinar, tomar decisões, quero apenas que meu corpo me guie e me diga o que fazer.

Vamos nos livrando do resto das roupas, descobrindo as sensações que sempre evitamos, com o medo de não podermos voltar atrás e agora descubro que não poderíamos.

Não sei quem deu o primeiro passo em direção a cama, mas quando me dou conta estamos trocando beijos sobre ela, misturados, perdidos na beleza que tem esse momento.

Esqueço todas as dúvidas que tive antes, todo o medo de não dar certo, de não saber o que fazer, é apenas instinto, vamos trocando carinhos, suspirando e gemendo, dizendo coisas tolas, meu corpo pede pelo dela, Megan parece sentir o mesmo, e assim como eu não tem medo, timidez, está feliz, entregue e não é nem de longe a garotinha tímida que um dia já foi.

Me sinto pronto e sei que ela também está, nos olhamos um instante, os olhos azuis brilham tanto que parecem refletir os meus, tento ser cuidadoso, ela morde o lábio quando eu me preparo, fecha os olhos, me arranha as costas e então eu a penetro devagar, me lembro de meu pai dizer qualquer coisa sobre dor.

─Está bem? – Pergunto e ela afirma, não quero machucar Megan, nem assustá-la, quero que seja perfeito para os dois.

─Eu não estou com medo Carl, quero isso! – Ela me diz e fico mais tranquilo, continuo com suavidade, vamos nos acostumando com as novas sensações, essas completamente desconhecidas, nos deixando levar, movimentando nossos corpos de modo ritmado.

─Linda! – Eu sussurro em seu ouvido, ela me beija o pescoço, geme e me puxa mais para ela, os movimentos deixam de ser suaves, é como se não pudéssemos mais controlar nossos corpos, tudo fica alucinante e deixamos acontecer, me sinto saindo da terra, deixando meu corpo e acho que com ela não é diferente, então tudo se acalma, fica leve, ficamos imóveis, sem conseguirmos desgrudar os olhos um do outro.

Ela toca meu rosto, faz um carinho leve, sorri o tempo todo, eu a beijo, só um beijo suave.

─Acho que te amo mais ainda se isso é possível! – Me diz delicada, gosto quando é delicada, mordo seu lábio – Hum, isso foi bom, tudo foi, sabia que seria, nem sei porque tive tanto medo.

─Também tive, te amo tanto, é minha!

─Possessivo! – Ela diz – E pode ser, porque é isso que eu sou, sua mulher.

Beijo Megan, acho que nunca mais vou poder deixar essa cama, a vida ganha outro sentido, o modo como eu a amo também, é mais possessivo, mas também mais completo, verdadeiro.

─Machuquei você?

─Não, me sinto leve como uma pluma e feliz como nunca estive e brava por ter ficado na dúvida tanto tempo.

─Concordo com tudo e se quer saber também estou bravo com você por isso.

Ela morde meu lábio como fiz com ela, suas mãos descem leves por minhas costas, faz meu corpo voltar a ansiar pelo dela.

─Acho que posso recompensa-lo! – Seu tom é sexy e me surpreende, gosto disso, dessa nova mulher que começa a ganhar espaço na minha vida.

Tudo recomeça e dessa vez não tem mais medo, apenas curiosidade e prazer, vamos nos permitindo, descobrindo como dar prazer um ao outro, acho que sempre vou me sentir assim, gosto de tudo nela, da pele, do cheiro, do gosto, de como ela arqueja e geme quando a toco, de como ela busca meu corpo como eu ao dela, de como simplesmente Megan não se esconde.

A madrugada ia alta quando finalmente nos deitamos abraçados, enrolados um no outro, os cabelos dela agora soltos espalhados sobre meu peito, o rosto corado e a boca vermelha e viva.

─Somos casados, vai ser assim para sempre não é?

─Vai linda, vamos lutar para que seja, cuidar do que temos, eu te amo.

Sinto finalmente o cansaço chegar e adormecemos.

Acordo com Megan se movimentando na cama, se enrolando em mim, abro os olhos e é dia.

─Não quero sair mais daqui! – Ela geme – Não quero olhar para as pessoas, a coragem de ontem me abandonou quando me dei conta que todos sabem o que aconteceu.

─Foi perfeito e não temos do que nos envergonhar.

─Lindo! – Ela volta a gemer – Acho melhor me beijar, assim não penso mais nisso.

─Você manda! – É como se não pudesse mais me controlar, cada vez que toco Megan tudo reaviva – Não sei não como vamos voltar a ter uma vida depois que descobrimos como as coisas podem ser! – Eu brinco quando de novo estamos entregues.

─Vamos ficar aqui para sempre, que se dane o resto da humanidade, não sobrou muito mesmo! – Ela me puxa para ela, a manhã já ia alta quando nos afastamos, ouvimos o movimento da vila.

─Linda tem algo que precisa saber! – Aviso e ela se coloca de lado para me olhar.

─Diz lindo!

─Estou morrendo de fome, o que vamos comer?

─Comer? – Ela franze a testa – Como assim, aqui? – Ela se senta, não se envergonha do corpo, me faz sorrir – Acha que vou cozinhar é isso?

─Não vai?

─Sou filha da pior cozinheira do apocalipse, não sei cozinhar, talvez uma omelete, sabe disso, passei anos fugindo para sua casa em busca de comida descente, vai ter que se virar, se lembra das novas tradições não é? Podemos começar com essa, no novo mundo mulheres trabalham em mecânicas e homens cozinham.

─Ou podemos ir em casa e pedir para a Beth.

─Corrigindo, podemos ir na casa do seu pai e pedimos a Beth, essa é sua casa senhor meu marido.

─Desculpe senhora minha mulher. Toma banho comigo?

─Sim! – Ela diz me puxando pela mão, isso vai demorar uma eternidade, eu penso quando a água cai sobre nós e eu a beijo.

Preciso arrastar Megan para fora de casa, ela não esconde a vergonha que está de encarar as pessoas, sei que o único problema são as irmãs calamidade, como ela diz, que não tem limites e vão encher minha garota de perguntas até que ela conte todos os detalhes, mas depois isso acaba e podemos continuar nossas vidas.

─Até que enfim, achei que morreria de fome! – Maggie caminha para nós com um largo sorriso – Que horas vamos saber os detalhes?

─Maggie! – Megan resmunga.

─Ok! – Maggie suspira – Depois me conta, onde vão? Estão livres do trabalho hoje.

─Achar comida!

─Beth deixou um monte de coisas na cozinha de vocês.

─Tudo cru, preferimos quando está pronto.

Megan responde me puxando pela mão e fugindo de Maggie, paramos na frente da minha antiga casa.

─Vou ver meu pai e minha mãe, se não ficam tristes, te encontro já.

─Quer que eu vá?

─Não, estou bem, só quero mostrar isso a eles, te vejo num minuto.

Trocamos um beijo suave e nos separamos, sigo para casa e assim que entro meu pai me olha com aquele olhar de pai orgulhoso, acaba me arrancando um sorriso, talvez eu esteja disposto a compreende-lo melhor, me sinto outra pessoa e acho que essa nova pessoa está mais aberto para a compreensão.

Notas finais
Gostaram? Os momentos romanticos estão acabando, logo o mundo dos zumbis e dos inimigos retorna! Espero que tenham gostado. Me contem o que acharam. beijos