Fim dos tempos 2
17 Capitulo 17 - Aprendiz
Notas iniciais
Pov – Daryl
Caminho de volta para casa depois de me despedir de Rick, encontro minha pequena sentada na cama, ela me olha e seus olhos me sorriem, me desarma um pouco, sigo para cama depois de apoiar a besta na parede ao lado da cama.
─Achei que me acompanharia! Resmungo me deitando, ela se encosta em mim.
─Já eu achei que aquilo era um assunto de vocês dois, mas se saiu bem!
─Como sabe? Pergunto me virando na cama e agora sou eu que estou sobre ela, Katie sorri despreocupada.
─Fiquei assistindo tudo pela janela, até acenei para a Beth que estava fazendo o mesmo! Ela ri da minha cara de desespero – Ainda não acredito que levou a besta e pior a flecha!
─Passou bem longe dela, foi só para chamar sua atenção!
─Eu sei amor, e chamou a coitadinha desceu na mesma hora! Ela continua rindo – Sabe que eles estão bem né? Ela diz acariciando meu cabelo – Não pense que a Megan e o Carl estão agora...
─Não termina! Eu a corto, escondo meu rosto entre seus seios, é um bom lugar para esquecer os momentos anteriores.
─Desculpe! Ela diz ainda me fazendo carinho – Mas sabe que um dia, e não está muito longe, isso vai acontecer.
─Não quero saber, prefiro não saber!
─É bom quando estamos aqui não é?
─Mais do que isso, é perfeito!
─Então não negue isso a ela! Minha pequena me beija e suspiro, não faço isso, não tanto quanto realmente gostaria.
─Eu a levei até ele não levei? Resmungo mais uma vez – Quero que ela seja feliz, nem mesmo estou bravo!
─Mas estava!
─Furioso, mas então ela fez aquela carinha de Megan com medo de não ser amada e me desmontou, faria qualquer coisa por um sorriso, até entrega-la de mão beijada para o mini xerife!
─Mini? Ela me critica, depois rimos os dois, meus apelidos estão fora da atual realidade, mas que se dane, não sei chama-los diferente.
─Carl precisa aprender muitas coisas ainda! Eu me dou conta, minha pequena me olha sem entender – Ele só vê o que está diante de seus olhos, não usa os outros sentidos, isso o torna lento, cego!
─Porque acha isso?
─Quando Megan salvou as crianças, ela foi além do que viu, foi atrás para saber, Carl não, ele apenas deixou passar essa, quando os tiros dispararam, correu para o portão, mais uma vez deixou passar, confiou no óbvio.
─Ele é jovem ainda! Ela o defende.
─Hoje eu vi que algo estava errado, você notou, Rick e Beth também, mas ela estava a um metro da janela dele e ele não se deu conta, Megan teria notado.
─Ela puxou o papai! Minha pequena brinca.
─Então espero que ele tenha puxado o pai dele! Eu penso preocupado – De qualquer modo se ele quer minha filha vai ter que ser capaz de cuidar dela, vou treinar melhor o Carl.
─Sim papai Dixon, agora podemos aproveitar o que resta da noite já que não temos planos para dormir?
─Sim senhora Dixon, sempre tão cheia de ideias! Ela sorri, os olhos verdes me revirando, sempre sabendo mais de mim do que eu, sempre me dando o que preciso quando muitas vezes nem mesmo eu sei o que é.
O dia amanhece e ainda estamos ali, perdidos um no outro, eu a beijo longamente antes de me deitar a seu lado, ela corre para meus braços, não sei como é com os outros casais, se ficam assim sempre tão perto um do outro, mas entre nós é sempre perfeito.
Descemos muito cedo, meia hora depois Nick está de pé nos encarando, parece sério.
─Que foi?
─Megan fugiu para casa do Carl, acho que a perdemos!
Katie desata a rir, eu não acho nenhuma graça, ela fugiu mesmo, e não é de todo mentira quando ele diz que a perdemos, vamos perde-la um pouco com certeza.
─Não quer perder sua irmã?
─Depende, posso ficar com o quarto dela? Ele pergunta cínico como de costume.
─Nick! Katie ralha com ele que dá de ombros.
─A casa amarela é aqui do lado! Nick reclama da bronca – Não tem nada demais ela ir morar lá com o Carl, vai ser chato, com certeza porque já me acostumei a brigar para ficar no meio, mas ainda vai sobrar o Matt então podemos continuar brigando só os dois e não vai ser tão ruim assim.
─Nick tenha um bom dia! Katie diz empurrando o garoto para porta – Bom trabalho na horta.
─Eu devia subir de posto! Ele anuncia quando caminhava para rua, nos deixa rindo de sua cara amarrada.
─Estou preocupado com o Tommy! Digo quando ficamos de novo sozinhos.
─Daryl o Tommy sabe o que faz, não precisa se preocupar com ele.
─Não sei, realmente eu não sei, mas de qualquer modo as coisas podem ficar perigosas.
─Tem medo?
─Um pouco, ele pode ser seguido, pode se meter em encrenca, tantas coisas.
─Eu acho que só nos resta esperar, além disso assim como você, não confio muito naquele Brian.
─É como digo, ele não pode ter aceitado tão fácil o que aconteceu, temo pela nossa família, por Megan, quando ouvi o barulho ontem eu pensei, e se for aquele Brian, afinal ele ficou aqui tempo suficiente para saber nossa rotina.
─Eu entendo, vamos ficar de olho.
Matt desce a escada, se senta na cadeira diante da mesa da cozinha, nos olha muito sério, lá vem, eu penso.
─Papai tenho uma coisa para dizer! Ele anuncia eu e Katie paramos para ouvi-lo – Megan... Eu e o Nick vimos ela fugindo ontem, Nick acha que ela nos deixou.
─Ei mini ratinho sua irmã só foi dormir na casa do namorado, nada demais! Eu digo e ele continua sério.
─Que bom, achei que ela não voltava mais, ela vai casar primeiro como você e a mamãe?
─Pode apostar nisso filho! Eu digo bagunçando seus cabelos o que ele ignora completamente porque assim como eu não tem qualquer vaidade.
─Então está certo, quem vai me dar café?
Ele me olha e pisco, qualquer um deles prefere que eu prepare qualquer coisa a ter que comer a comida de Katie.
─Eu faço, mamãe merece uma folga! Katie ri.
─Cara de pau! Ela diz me beijando – Vou ver a Maggie fiquem ai com seu café da manhã.
─Encontro você no portão, em uma hora temos que assumir a guarda.
Pov – Megan
Acordo nos braços de Carl, custei a dormir, os sentimentos confusos entre a felicidade de estar ali e as palavras de meu pai, não quero ser covarde, devia mesmo ter feito como era certo, avisado que queria vir e evitado todo aquele constrangimento, depois de um tempo, ele se mexe e me olha.
─Por um minuto achei que estava sonhando! Carl me diz e eu sorrio.
─Vou para casa! Aviso ele me beija de leve – Quero falar com a minha mãe e saber como estão as coisas.
─Toma café comigo! Carl me pede – Depois você vai, tenho que sair para a ronda com o Bob e a Mich.
─Nem pensar que vou tomar café aqui, pelo menos hoje não, nem quero olhar na cara do seu pai, que vergonha!
─Boba! Ele ri e então sem mais alternativas nos levantamos, me arrumo um pouco e adoraria sair pela janela sem ter que enfrentar Beth e Rick, mas como não tenho opção descemos os dois de mãos dadas.
─Bom dia! Beth sorria, Rick está limpando sua arma e apenas me sorri, aceno para os dois enquanto caminhávamos para porta.
─Te amo linda, foi perfeito! Ele me diz e meu coração derrete, porque ele tem que ser sempre tão perfeito comigo, eu o beijo de leve muito rápido.
─Me liga! Brinco quando saia, rimos os dois, sempre brincamos sobre isso, às vezes ele me convida para ir ao cinema, eu peço que me ligue, é apenas uma tolice, são todas as coisas que perdemos, coisas que nunca mais vão voltar, não importa quão distantes os mortos estejam de nós, essas coisas não existem mais.
Sigo para casa meio preocupada, abro a porta e escuto as risadas do meu pai e do Matt, tomo coragem para seguir ao encontro dos dois, entro na cozinha silenciosa, torço os dedos um tanto incomodada, mordo o lábio parada na porta.
Meu pai e Matt dividiam um omelete e tomavam alguma coisa parecida com café, não me mexo.
─Com fome ratinha? Ele me pergunta despreocupado, não tem nenhum vestígio de irritação na sua voz, é só meu pai ali brincando com seu mini ratinho.
─Um pouco! Respondo me aproximando, ele passa um pedaço do seu omelete para um outro prato, me sento a seu lado e começamos a comer.
─A mamãe está na Maggie e o papai que fez a comida, melhor né? Matt me diz mastigando.
─Engole primeiro! Eu digo apertando seu nariz.
─Me deixa! Ele reclama – Papai depois vou lá no Jimmy, a Judy ainda não pode ir, mas quero ver a Mary, pensei num nome ótimo, vou contar para ela.
─Qual? Eu pergunto interessada.
─Não vou contar, vai dizer que é feio e escolher outro pior, só conto para a Mary.
─E se eu te apoiar, vamos ser dois contra dois! Eu brinco e ele fica pensativo.
─Vou pensar! Ele deixa a mesa correndo, meu pai me olha eu sorrio para ele.
─Vou para oficina!
─Não vai não, vamos deixar o Bob no meu lugar no muro e eu, você, Mich e Carl vamos fazer a ronda.
Quase me engasgo, fico paralisada olhando para ele, ele disse mesmo que vou sair com eles lá fora?
─Sair? Eu pergunto.
─Sim, exatamente, pensei nisso quando te vi de pé na porta, é alta, forte, saudável, precisa aprender a viver lá fora.
─Eu sempre quis ir, sabe disso.
─Sei, e tem mais, de hoje em diante vamos sair sempre juntos, que adianta treinar todos os dias com aquelas facas se nunca usa, precisa estar realmente pronta.
─Papai o Carl não vai gostar nada disso!
─Ainda é mais minha do que dele, então eu decido, além disso ele também tem umas coisinhas para aprender lá fora, se quer você precisa aprender a te defender.
─Posso me defender sozinha, sabia que a meses eu não erro uma vez o alvo?
─Isso é diferente de zumbis caminhando para te devorar ratinha, é isso que precisa aprender, a ficar firme, não ter medo, ser rápida e um pouco mais silenciosa! Ele me diz e fico corada, sei que ele está falando da noite de ontem – Mas vai ter que me ajudar a convencer sua mãe, ela é muito moderninha quando se trata de pular janelas no meio da noite, mas quando o assunto é sair lá fora ela só quer que diminuam, assim como eu.
─Mas se quer que eu vá ela vai deixar e a Mich vai com a gente, mamãe ainda acha ela uma boa babá! Ele ri, se lembra do passado.
─Vai se aprontar ratinha, cabelo preso, facas na cintura e pistola no coldre.
─Sim! Eu me penduro em seu pescoço e encho ele de beijos, meu pai fica todo confuso e me afasto rindo – Te amo papai.
Sumo para meu quarto pego minhas facas prendo o cabelo e arrumo a pistola, agora é só enfrentar o Carl e a mamãe e sair lá fora.
─Vamos lá Megan seja firme! Digo para o espelho antes de deixar o quarto e correr para perto do meu pai que me esperava na sala com a besta em punho.
─Pronta para um pouco de aventura? Ele diz sorridente, não sei quem é esse cara, nem o que ele fez com meu pai, mas estou amando.
Deixamos a casa e Carl assim que me vê franze a testa, eu olho para ele um pouco tensa, foi uma noite tão especial não quero brigar com ele.
─O que é isso?
─Vamos sair, Bob vai ficar no muro de guarda com a Katie e eu e Megan vamos com você e com a Michonne!
─Sair? Ele pergunta.
─Sim, de hoje em diante a Megan vai sair nas rondas.
─Mas eu quero estar junto! Carl enfrenta me pai.
─É exatamente onde quero que esteja.
Minha mãe se aproxima da gente, ela sorri ao me ver armada beija meu pai e depois me faz um carinho.
─Quer dizer que minha ratinha agora sai por ai com o papai, está roubando meu lugar?
─Acha mamãe? Eu fico preocupada.
─Não, fica tranquila, mas quero vocês de olho na minha filha! Ela diz olhando para meu pai e Carl, foi tudo tão fácil que até me assusto, seguimos então juntos para o portão, mamãe que abre, beija meu pai depois me beija – Cuidado lá fora, não vão longe e voltem logo!
Saímos os quatro, Michonne como sempre está silenciosa, mas acho tudo tão interessante, eu ando ao lado do meu pai, Carl parece mais tenso que o normal, está um passo a trás, me sinto segura e um pouco sufocada, é como uma escolta.
─Vamos ficar assim? Pergunto irritada – Todos a minha volta como se eu fosse o Matt?
Ninguém diz nada, ninguém muda de posição, se quiser um lugar no grupo vou ter que conquistar, eles vão ver que sou capaz, deixa um zumbi aparecer e eles vão ver.
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