Fim dos tempos 2
11 Capitulo 11 - Direto de direita
Notas iniciais
Pov – Katie
O que deu nesses meus filhos, todo dia um deles apronta alguma, eu me aproximo da casa de Maggie ela foi fazer a guarda enquanto corríamos para encontrar Nick depois de Megan nos avisar de seu sumiço.
Glenn está na frente, eu sei que gosta de Lizzie quase como eu dos meus filhos, talvez até gostasse mais se ela deixasse, mas Lizzie sempre afastou as pessoas, Mika é diferente, é tão apegada aos dois que sinto pena de não poderem ser realmente uma família, principalmente porque Mika fica entre a vontade de viver com Maggie e Glenn e ignorar Lizzie e a necessidade de proteger a irmã.
─Lizzie! Megan grita antes mesmo de chegar a porta. A vila está toda acordada, as pessoas nas portas se perguntando o que afinal está errado.
─Calma Megan! Eu peço me aproximando dela, então Lizzie surge na varanda, tem aquele olhar altivo e desafiador, me lembro de Carol, não sei porque me lembro disso, respiro fundo, tenho que separar as coisas, foram tempos difíceis aqueles, com ela sempre entre minha família, talvez Lizzie tenha guardado com ela um pouco da amargura de Carol.
─O que quer a essa hora? Lizzie pergunta e então sem que qualquer um esperasse Megan dá um soco em Lizzie que cai atordoada.
─Te dar uma lição sua vaca! Ela grita partindo para cima de Lizzie que tentava se recompor, Daryl segura Megan que se debate tentando se livrar dele, Glenn coloca Lizzie de pé, está confuso e quando se afasta um pouco ela tenta partir para cima de Megan, Daryl irritado solta a filha, eu sabia que não podia confiar nele para algo assim, Megan a acerta mais uma vez, outro direto de direita, aprendeu com o pai, foram aulas e mais aulas de defesa pessoal, o nariz de Lizzie começa a sangrar.
─Megan! Glenn segura Lizzie que põe a mão no nariz e depois olha para o sangue.
─Gosta tanto de sangue ai está, divirta-se! Megan grita – Eu sei que foi você!
─Eu o que? Ela pergunta, mas por alguma razão acho que sabe do que se trata.
─Está criando um maldito zumbi como se fosse um cachorrinho, alimentando ele com as galinhas, é maluca, doente!
Lizzie não nega, apenas ergue o olhar, encara firme sua rival, está cheia de ódio ou talvez seja apenas sua demência, estou imóvel, nunca pensei em assistir uma cena como essa, minha ratinha fora de si lutando pelo que acredita sem medo de como vamos agir, sem medo se finalmente ser expulsa de nossas vidas como sempre esperou.
Devia ficar furiosa, brigar com ela, coloca-la de castigo pelo mal comportamento, mas só consigo me emocionar ao me dar conta que cresceu, é finalmente uma mulher.
─Vamos confesse que adora aqueles monstros!
─Não são monstros, são diferentes apenas, não estão aqui porque querem, não sabem o que estão fazendo, precisam sobreviver! Lizzie está fora de si de tanto ódio.
─Estão mortos! Megan grita, se debate nos braços de Daryl que agora a segura de novo – Sua irmã está viva, você está e Glenn e Maggie, gosta mais dessas coisas do que de sua família!
─Não são minha família! Ela grita – Mataram minha família, meu pai iria se transformar, Carol matou ele antes, aquela maldita prisão matava todos!
Glenn arregala os olhos, finalmente nos damos conta do quão doente aquela garota é, Mika chorava assistindo a tudo.
─Fique longe de mim, fique longe dos meus irmãos e nunca mais ponha nossa família em risco ou vou te mostrar como é ser um zumbi sua estúpida!
Megan nos dá as costas caminha para casa, Bob se aproxima, estamos todos paralisados e em silencio, confusos pelo que acabamos de presenciar.
─Me deixe dar uma olhada nisso! Ele pede a ela, Lizzie se afasta.
─Eu me viro! Ela dá um passo para dentro, mas Glenn a impede com a mão firme em seu ombro.
─Me de sua faca Lizzie! Ele diz abatido, Maggie se aproximava ela nota a dor nos olhos de Glenn e o ódio nos de Lizzie, sinto pena de minha irmã – Agora! Ele exige, Lizzie obedece e caminha para dentro, Mika tenta segui-la – Mika! Mais uma vez seu tom é firme – Você fica no meu quarto com Maggie hoje! Ela concorda e entra de cabeça baixa.
Rick se aproxima de Glenn toca seu ombro tentando lhe dar alguma tranquilidade.
─Vamos reunir o conselho amanhã, não pense mais nisso! Ele diz depois olha para Maggie, que abraça Glenn – Esteja lá Maggie, acho que diz respeito a você também.
Ela concorda e seguimos todos para casa, Rick acena de longe, quando entro Megan andava de um lado para outro, a mão devia estar machucada por que ela a segurava esfregando.
─Mamãe...
─Boa noite Carl! Digo ao rapaz que está parado na porta com cara de velório, ele suspira, dá as costas e nos deixa.
─Acho que já vou indo dormir! Nick avisa seguido em direção a escada.
─Não tão rápido mocinho! Ele está a cada dia mais esperto.
─Fui burro eu sei, devia ter ido chamar vocês, mas fiquei curioso e estava armado, achei que dava conta, não pretendia...
─Se acha que porque tem uma arma é um homem está enganado! Daryl diz me surpreendendo, na verdade surpreendendo a todos – O que te torna um homem são suas escolhas! Ele diz e Nick engole em seco, jamais viu o pai ser tão severo, eu jamais vi – Fui eu quem te entregou essa arma, eu decidi que estava pronto, é minha responsabilidade lidar com isso.
─Desculpe pai! Ele fica quase sem voz, é doído tomar uma bronca do pai, mais do que qualquer coisa quer agrada-lo, ser como ele.
─Não se desculpe Nick, não é mais um garotinho e não pode resolver as coisas apenas com um pedido de desculpas como quando brigava com sua irmã ou esquecia as lições da Beth!
─Eu sei!
─Você é o mais forte de todos nós, não tem fantasmas sobre sua cabeça como o resto de nós, está sempre firme e de pé, vive como se todos os dias fossem bons e claros, mesmo quando tudo está perdido você está arrumando um jeito de ficar bem, teve um dedo devorado, mas nem mesmo considera isso como uma perda, quase morreu na floresta com sua mãe cercado por zumbis, chorou uns dias no meu colo e depois mais uma vez se refez.
Eu não acredito ainda que é mesmo Daryl a fazer isso, mas é e sei que está sofrendo, Nick também sabe e por isso está tão abatido, os olhos pregados nos do pai, atento e finalmente arrependido.
─O que espera que aconteça quando se comporta assim feito um garoto mimado, acha que sempre vou chegar a tempo? Daryl dá mais um passo em sua direção – O que espera que eu sinta no dia que não chegar, quando sua mãe não sentir que algo está errado como sempre?
─Nunca pensei nisso papai, você sempre chega e acho que considero isso como um fato, não uma esperança.
─Não confie tanto em mim Nick, confie em você, no que você pode fazer para ficar vivo, nada do que passei a vida te ensinando tem valor se brinca com a sorte o tempo todo.
─Des... – Ele se cala, se lembra que o pai não quer um pedido de desculpas, olha para o chão, depois para o pai – Não vai mais acontecer! Diz firme.
─O que quer que eu faça, o que acha que devo fazer? Ele olha para Nick, meu pequeno fica um segundo estático, papai nunca faz nada, nunca briga, não coloca de castigo, papai só ama incondicionalmente, ele pisca, agora tem lágrimas nos olhos e acho que Daryl não vai ficar firme muito mais tempo.
Nick retira a pistola da cintura, olha para ela como que se despedindo, depois estende a Daryl que pega a arma de sua mão.
─Acho que ainda não estou pronto papai! Ele responde triste.
─Ninguém está ratinho, nunca esteve! Daryl estende a arma de volta ao filho – Apenas não se esqueça disso! Nick pega a arma de volta, arruma na cintura e pela primeira vez não sabe o que fazer, e volta a ser o menininho de curativo na mão que chorava em silencio com medo de nos perder, meu coração se contorce e nem imagino como deve estar o de Daryl.
─Eu vou... – Nick olha para escada, depois para o chão – Vou... acho que...
Daryl acaba com aquilo abraçando Nick que então chora, dessa vez como o menino que é, sem medo ou vergonha, engulo em seco, Megan está chorando também, Matt coça os olhos, mas no caso dele é sono, não entende muito o que está acontecendo, tem apenas seis anos é só meu bebê.
─Amo você ratinho, sabe disso, não vai mudar isso, nada vai.
Só quando Nick se acalma é que os dois se separam, Daryl sorri para ele, bagunça seu cabelo, ele os arruma muito rápido, triste, feliz, assustado, perdido, tudo bem, despenteado nunca, o clima se ameniza.
─Vai ratinho sobe com seu irmão e espera a gente lá na cama, já te encontro!
─Que bom! Matt diz aliviado e sonolento – Me leva Nick! Dá os braços para o irmão quando vê a escada, Nick o pega no colo, mal se aguenta, mas carrega o irmão para cima e então nos voltamos para Megan.
─Agora você mocinha! Daryl diz encarando Megan que arregala os olhos assustada, mas eu sei que com ela ele não pode ser tão rigoroso, simplesmente não consegue, além disso está mesmo é cheio de orgulho da filha – Que direto de direita! Ele diz pegando a mão ferida e vermelha – Está doendo?
─Não! Ela responde sem me encarar, aliás nenhum dos dois faz isso.
─Continuem fingindo que não estou aqui, a bronca vem do mesmo jeito! Aviso e os dois sorriem um para o outro antes de me encararem.
─Pequena a garota ia machuca-la, seria desleal já que eu estava contendo a Megan então tive que solta-la! Daryl usa seu tom mais cínico, aquele que conheço bem.
─Eu entendo papai! Aviso tão cínica quanto ele – Mas não resolvemos as coisas assim, principalmente em respeito ao Glenn e a Maggie, amanhã vai se desculpar com os dois! Me dirijo a Megan que concorda muda – Lizzie é um problema do grupo, vamos nos reunir e chegar a um acordo, não te quero mais no meio disso!
─Está certo mamãe, ela fica longe de mim, não cria mais problemas e me comporto!
─Ótimo, mas sim, foi um belo direto de direita, papai também me ensinou, mas não use mais com Lizzie, a menos é claro que ela te ataque primeiro! Ela concorda – Boa noite filha, vá ficar com seus irmãos subimos num minuto.
Megan concorda e some muito feliz por se livrar do castigo, não que achasse que merecia um, são tempos de guerra e em tempos assim as regras são outras, não foi uma briga tola de escola, por conta de um namoradinho, Megan é adulta agora, não acho que posso coloca-la de novo de castigo como se fosse apenas uma menininha, entendi isso e fico feliz por ela.
Assim que ficamos sozinhos Daryl se deixa cair no sofá, fica olhando para o nada um instante, me sento a seu lado.
─Acha que devo ir lá falar com o Nick, deixar ele tranquilo sabe, não quero que ele fique triste.
─Lá vai você estragar tudo! Eu o abraço, me aconchego em seus braços – Estou muito orgulhosa de você, finalmente Nick entendeu, salvou seu filho Daryl, mostrou a ele o que é certo, Nick é impulsivo, não pensa muito, não é tempo para isso, não sinta culpa.
─É fácil para você, está sempre brigando com eles, sabe que não ficam tristes, mas eu sou diferente...
─Ele não está bravo nem triste com você, então não se preocupe, é bom nisso, da próxima vez que um deles aprontar você...
─Nem pensar pequena, nunca mais dou uma bronca neles, é muito ruim, seu coração é de pedra, o de todas as mães é! Acabo rindo, sei que é só um modo dele se acalmar – Me diz porque não podem diminuir, a anos me faço essa pergunta, não faz sentido nenhum eles crescerem, deviam ir diminuindo até caberem todos no meu bolso assim os manteria seguros.
─Eu sei amor, mas não pode e a Megan já é uma mulher se te consola nunca mais vou coloca-la de castigo como uma menininha.
─Não? Ele não parece nada contente com isso – Mas se fizer alguma besteira?
─Aceite Daryl sua filha cresceu, não tem mais castigo, não vai mais ficar me implorando para liberta-la e pare de ser tão protetor, eles precisam de liberdade e hoje ela mostrou que é bem valente.
─Pareceu você quando fica furiosa, e que soco!
─Não comemora! Eu ralho com ele – Amanhã vamos ter um dia difícil, uma decisão difícil nem sei como Maggie deve estar, sinto tanto por ela.
Meu coração se entristece só de pensar, me aconchego mais em Daryl, escondo o rosto na curva de seu pescoço, aspiro seu cheiro, amo meu marido como no dia que nos casamos, na verdade acho que amo ainda mais, ele me beija, nos olhamos e então me lembro da minha cama cheia de ratinhos, começo a rir.
─Eu sei, ratinhos! Ele brinca rindo – Vamos faze-los dormir, a noite está só começando.
─Hum, me pareceu uma promessa!
─E é, prepare-se! Daryl me beija e depois seguimos para cama, Matt dormia, Nick e Megan conversavam baixinho.
Logo todos dormiam finalmente, Daryl carrega Matt enquanto acordo Megan ela me beija e segue para cama, Nick vai caminhando ao lado do pai, meio dormindo, se deita e deixo o quarto, Daryl me segue, finalmente temos um momento só nosso, ele me envolve num abraço cheio de carinho, nos beijamos e o carinho dá lugar ao desejo, meu corpo corresponde ao dele de imediato, como se cada parte de mim soubesse que pertenço a ele, Daryl me ajuda com as roupas, então estamos na cama, nos tocando, enrolados um no outro, perdidos em caricias, sei onde toca-lo, assim como ele conhece o que me faz feliz, voltamos a nos beijar, já me esqueci de Lizzie, galinhas e dor, só me lembro dele, do seu cheiro e toque, só enxergo o homem que amo.
De manhã acordo sozinha na cama, isso é raro, Daryl nunca me deixa antes que esteja acordada, desde o começo ele detesta isso, aprendi a jamais me afastar dele sem avisar.
Saio do quarto e escuto risadas, abro a porta do quarto dos meninos, e lá está o grande cara de pau deitado com Nick fazendo o garoto rir, Matt está com eles, eu sabia que não ficaria bem enquanto não visse o filho rindo, é o pior melhor pai do mundo.
─Bom dia meninos! Daryl me olha com aquela cara de cachorro perdido, não tem nada ali do velho, solitário e carrancudo Daryl Dixon.
─Oi mamãe a gente acordou ainda nem tinha clareado o papai estava aqui com a gente então ficamos brincando até agora, foi muito legal, vamos fazer de novo! Matt comemora.
─Aposto que vão, agora todos prontos, tem muito trabalho pela frente, vou preparar o café.
─A Megan já foi, acordamos ela, ela ficou com a gente até agora.
Deixo o quarto, na escada Daryl me segura pelo braço, me volto e encontro seu olhar preocupado.
─Desculpe pequena, não pude dormir, fui dar uma olhada nele e acabei acordando os dois, então...
─Amo você! Aviso, ele ainda tem medo de um dia deixar de ama-lo – E sei que Daryl Dixon ama poucos, mas quando ama, simplesmente ama por inteiro, não estou brava, nenhum dos dois ficaria feliz de outro modo, mas dá próxima vez deixa que eu brigo e sinto muito, mas me faz lembrar coelhinhos brancos!
Daryl me beija, depois desce os lábios pelo meu pescoço, minha respiração muda ele sorri vitorioso.
─Coelhinhos brancos é? Me pergunta voltando a me beijar.
─Já estão se beijando? Matt resmunga – Eu que não vou beijar uma menina nunca, isso é nojento!
Ele passa por nós e segue para a cozinha, nos olhamos e então Nick surge, está em dúvida se acha nojento ou não, balança a cabeça e também desce, Daryl me puxa pela mão.
─Esses garotos não entendem nada! Diz quando seguíamos ao encontro de todos.
A reunião fica marcada para o fim do dia, assisto de longe Megan se desculpar com Glenn e Maggie, vejo que ganha um abraço dos dois, fico mais tranquila, assim que tiver uma oportunidade vou conversar com Maggie.
─Foi uma confusão, Rick me contou.
─Ai Beth. Nem queira saber, mas agora acho que as coisas começam a clarear, o que faria?
─Ainda estou pensando sobre isso!
Seguimos para nossos afazeres, é dia de ronda, vou com Beth, Daryl e Rick, ainda hoje Rick não gosta muito que Beth saia, mas ela se recusa a não participar das missões, depois do tempo que passamos na rua aprendeu a se defender, é firme e muito forte.
Pegamos nossas armas, nos despedimos de todos e Michonne nos abre o portão, Mich ainda sai muito por ai, às vezes fica um ou dois dias fora, mas nada além disso, é muito apegada a Carl e Megan.
─Sasha vai fazer a guarda com Jeff e eu vou com vocês! Ela avisa e apenas concordamos, Michonne nunca seguiu regras, sempre foi um caso à parte, faz o que quer e quando quer.
Caminhamos juntos, uma vez por dia esse trabalho é feito, damos uma volta pelo perímetro, às vezes vamos até a estrada, observamos se a muitos zumbis nas valas, se algum ultrapassou os limites se tem zumbis nas estacas, limpamos tudo e voltamos para casa.
Hoje as valas estão cheias, vamos ter que voltar depois para colocar fogo e depois recolher os corpos, é um trabalho nojento e exaustivo, mas necessário.
─Vamos dar uma olhada no lugar que Nick encontrou o zumbi? Peço preocupada, precisamos saber como chegou tão perto, como ficou tanto tempo preso sem que o víssemos.
─Acho boa ideia! Daryl me diz e quando chegamos o corpo estava estirado no chão, pelas marcas vejo que Nick ficou bem próximo, me da arrepios pensar, ninguém esperaria por um zumbi preso ali, alguém podia realmente ter sido mordido, talvez Nick tivesse sido se o zumbi não estivesse distraído comendo a galinha.
Soltamos o zumbi das cordas e Rick e Daryl o atiram no lugar onde costumamos queimar os corpos.
─Ficamos dois dias sem fazer a ronda, e um dia antes quem fez foi Sasha e Jeff, podem ter se distraído, tudo é possível.
─Vamos continuar! Beth convida e seguimos em frente.
Nos afastamos um pouco da vila, seguimos pelo bosque em direção a estrada e então paramos todos no momento que encontramos pessoas, nossa reação é erguer as armas.
São duas mulheres, um menino da idade de Matt e um homem, o homem se posiciona na frente de todos, ergue sua arma, é forte, tem um olhar firme, as mulheres parecem preocupadas, uma delas pega a criança no colo, com certeza a mãe do menino.
─Estamos seguindo em frente, não vamos criar problemas fiquem longe! O Homem ameaça, abaixo minha arma quando vejo a criança assustada, Beth faz o mesmo, Rick, Daryl e Michonne nos olham irritados, somos mães, esse tipo de coisa mexe com nossos instintos.
─Para onde estão indo?
─Nenhum lugar, só fugindo! O Homem avisa a Rick.
─São só vocês? De onde vem?
─De longe, muito longe, pelo menos vinte dias na estrada caminhando, nosso acampamento foi atacado, estávamos seguros e de repente tudo ruiu, quem sobreviveu fugiu, éramos um grupo maior, fomos perdendo pessoas ao longo do caminho.
─Zumbis? Daryl pergunta.
─Esses cabeças ocas não poderiam nunca nos vencer, homens armados, queriam nossos suprimentos, nosso abrigo, uns quinze homens, não nos preparamos para isso.
Me dá calafrio de pensar.
─Matam zumbis? Rick questiona.
─Como acha que sobrevivemos?
─Vivos?
─Alguns, às vezes é preciso, na batalha matei pelo menos três deles antes de fugir.
─É sua família? Daryl pergunta.
─Não, apenas fomos os que sobraram, essa é Maria e seu filho Andy.
A mulher abraça mais o filho, nos olha ainda assustada.
─Eu sou Lauren, estamos partindo! A mulher é bem firme, não está assustada como a outra – Maria acaba de perder o marido, ainda está com muito medo.
─E você? Rick questiona o homem ignorando o comentário de Lauren.
─Sou Brian, mal as conhecia até fugirmos juntos e sobrarmos apenas nós, mas isso não significa que vou permitir que se aproximem delas!
Isso é bom, mostra que tem algum respeito, nos olhamos decidindo, é uma criança afinal, não podemos deixar que continue na estrada, quanto mais sobreviveriam, meu olhar é um pedido, o de Beth também.
─Certo! Rick nos diz depois se volta para o homem – Temos um lugar, são bem vindos se quiserem ficar.
─Eu quero! A mulher com o garotinho da um paço a frente – Não posso mais, meu filho está com fome e com medo, não aguento mais caminhar e nem posso exigir dele que de mais um passo.
─Serão bem vindos, mas precisam saber que vivemos em paz, com regras! Rick avisa — Trabalhamos em conjunto.
─Sou médico, posso ajudar, também estou pronto para enfrentar zumbis, os anos de apocalipse me ensinaram alguma coisa, meu irmão era do exército, antes de morrer me ensinou tudo sobre armas.
─Quando chegarmos lá vai ver que não precisa delas, ao menos nos primeiros dias, então por favor, não ande pela vila armado.
Ninguém discute e seguimos para casa, Sasha abre o portão pouco contente, não quer correr riscos e sempre é reticente com novos membros.
Maggie e Glenn se aproximam, o resto do dia gira em torno de adaptar os novos moradores, arrumar comida uma casa para dividirem, escolhemos a casa em que a senhora Smith morava.
Quero manter a casa que Megan e Carl desejam vazia até que estejam prontos.
Nos esquecemos da reunião, acabamos deixando para o dia seguinte, Lizzie está sob vigilância constante de Glenn e Maggie mesmo que não se dê conta.
Quando anoitece nos reunimos em casa, Nick e Matt jogando cartas, muito interessados em conhecer melhor o novo garoto, Megan está com Carl no portão, como todas as noites.
─O senhor Dixon sabe que tem que ficar bem longe das novas moradoras não sabe? Aviso, são mulheres bem bonitas, pelo menos eu acho.
─Pelo amor de Deus pequena, não vai começar com isso vai?
─Só estou te lembrando, achou elas bonitas? Daryl passa a mão pelo cabelo, me olha sério – Achou?
─Achei as duas horríveis, péssimas mesmo, dois monstros, fiquei enjoado só de olhar!
─Acho bom! Não é que eu seja ciumenta, nem possessiva, mas não vou dar espaço para alguém roubar minha felicidade.
Fale com o autor