Fim dos tempos 2

51 Capítulo 51 - seduzindo


Notas iniciais
Olá pessoas a lista dos momentos romanticos está acabando!rsrsrssrs

Pov – Megan

─Lindo acho que o jantar queimou! – Aviso quando escuto Carl descer as escadas.

─Como qualquer coisa na Beth! – Ele diz de cara fechada, dois dias de cara fechada e mal falando comigo – Vou para meu posto.

─Não vai me dar nem um beijo? – Pergunto segurando seu braço.

─Temos poucos agora Megan, vou ficar no portão até a noite, Glenn passou a noite lá.

Ele me dá um beijo na bochecha e caminha para porta.

─Não me beija assim desde que fiz treze anos! – Reclamo, ele nem me olha, continua caminhando para sala – Vai continuar me ignorando, já disse que é tolice, o Jay estava passando aqui na porta, aproveitei a chance e o arrastei para dentro para dar uns conselhos a ele, foi bom, viu como partiram felizes juntos?

─Acha mesmo que devo ficar contente de chegar em casa e ter um homem no meu sofá?

─Isso mesmo seu idiota, no seu sofá, não na sua cama! – Grito com ele que abre a porta da rua.

─Eu não gostei, estou bravo e pronto, aceite! Se e quando passar eu te aviso! – Garoto irritante, eu atiro um vaso de porcelana que enfeitava a mesa, o vaso passa uns centímetros dele e bate na parede se espatifando em mil pedaços, dane-se achava aquilo horrível.

─Carl Grimes você é um idiota!

─Você é louca! – Grita comigo – Isso podia ter me matado, se me acertasse mesmo eu podia...

─Não errei imbecil, sou filha de Katie Dixon, nunca erro um alvo!

─Você é maluca! Completamente maluca! – Ele grita batendo a porta atrás de si, uma grande porcaria, isso sim, e agora vou ter que limpar a porcaria do chão.

Pego a vassoura, varro os cacos, junto tudo e depois me sento no sofá olhando para o vazio a minha frente, suspiro, que homem mais ciumento, fico tentando achar alguma razão em sua fúria, mas não encontro nada, ele não podia estar bravo comigo por uma coisa tola como aquela, eu aguentei as investidas de Lizzie por anos, nunca deixei ela atrapalhar nosso amor.

Me lembro das palavras de meu pai, de como eu devia deixar Carl inseguro sendo sempre tão forte, que eu devia deixar ele achar que precisava dele, que de outro modo ele sempre teria medo de me perder, aquilo era mesmo uma droga.

─Vai ter que consertar isso Megan! – digo em voz alta, fico ali pensando num jeito de amolecer aquele coração de pedra, sorrio, me lembrando de Maggie e seus conselhos.

Depois me levanto apressada, corro para casa de minha mãe, parece estar vazia e sigo direto para meu antigo quarto, começo a abrir gavetas, eu sei que deixei aqui em algum lugar.

─Megan! – Me viro num sobressalto, meu pai e minha mãe me olhavam da porta do quarto os dois armados – Achamos que tinha algo errado já que não tinha ninguém aqui! – Meu pai explica a pistola em punho enquanto guarda – O que faz aqui remexendo tudo?

─Oi – Digo corada, sorrio para os dois.

─O que está procurando ratinha?

─Eu? – Olho de um para outro, não sei mentir – Papai isso é coisa de... de casamento, acho que não quer saber.

─Não, não quero! – Ele nos dá as costas e desce apressado, escutamos a porta da rua bater, minha mãe ri.

─Ele vai andar até o Canadá só para garantir que não vai nos ouvir! – Ela diz rindo e me encara – O que está procurando?

─Certo – Suspiro – Eu e o Carl estamos meio brigados, eu tive uma conversa com a Liv, entendi que ela queria o Jay, mas estava com medo, por conta das coisas que aconteceram com ela, decidi conversar com ele, dar uns conselhos, uma direção para o coitado, ajudar.

─Sei como é, devia ter me pedido ajuda, eu e a Maggie...

─Agora também acho que devia ter deixado esse trabalho nas mãos de especialista em vida alheia.

─Mas que fama essa minha! – ela resmunga – Mas continue.

─O Jay estava passando, eu o puxei para dentro da minha casa e conversei com ele, falei sobre a Liv e dei uns conselhos sabe, então o Carl chegou, não disse nada, eu vi que parecia bravo, achei que era sei lá, alguma coisa com a vila, ou essa partida do grupo para Horizonte, o Jay foi embora, saímos um pouco, até encontrei o Nick e aquela história de pedir a Amy, não pareceu que tínhamos um problema.

─E...

─Quando chegamos em casa ele explodiu, disse que não queria mais chegar e encontrar caras dentro de casa, briguei com ele, achei uma grosseria.

─Seu pai também teria muito ciúme, bom acho que na verdade não teria – ela faz bico – Mas eu sim, se encontro aquele Dixon sozinho com uma mulher na minha sala pode apostar que facas iria voar! – Sei o quanto ela é ciumenta, sorrio, mas depois meu sorriso some.

─Ele dormiu no sofá, e hoje de novo.

─Deixou seu marido dormir sozinho no sofá?

─O que queria que eu fizesse?

─Bom, eu não durmo sem seu pai, se ele fizesse isso eu iria dormir com ele no sofá, ele ficaria de cara amarrada e depois ficaríamos bem, sei lá, nunca passei um dia todo brava com ele ou ele comigo.

─Eu não sou boa nisso mamãe! – Digo abatida – Nessa coisa de casamento. Pensei em fazer um jantar romântico, levantei cedo e fui assar uma galinha, queimei, depois brigamos de novo e atirei um vaso nele.

─Machucou o Carl? – Ela se espanta.

─Não, não mirei nele, foi só para me vingar, sei lá, estava brava.

─Seu pai vai adorar isso – Ela ria – Desculpe eu sei que está sofrendo.

─Estou, então me lembrei dos conselhos sobre sedução da Maggie, quando a gente começou a organizar o casamento ela me trouxe um lingerie vermelha, mínima, toda rendada, disse para eu usar na noite de núpcias, não liguei muito, joguei em algum lugar, mas acho que estou precisando apelar e vim procurar.

─Agora sim! – Minha mãe diz sorrindo – Vamos caçar a lingerie sexy, quero ver aquele mini xerife resistir a isso!

Começamos a vasculhar tudo, fico mais animada, achamos por fim no fundo de uma gaveta na cômoda, olho a peça e fico corada, era menor do que lembrava.

─Acha mesmo?

─Tenho certeza Megan, quer seu marido de volta na cama?

─Quero!

─Então faça ele voltar! – Ela olha a peça – Nunca usei nada assim, quando tento ser sexy seu pai ri de mim.

─Mamãe...

─O que? Somos felizes filha, sabe que a gente...

─Não me conta, não quero ouvir é do papai que estamos falando, não quero saber essas coisas.

─Está certo! Que chata, eu podia te ensinar umas coisinhas.

─Nem pensar, já me ajudou muito, se precisar peço a Maggie.

Descemos as duas, abraço minha mãe, encho ela de beijos e sigo para casa de Beth, ela estava sentada no sofá, lia um livro com cara de tédio, Judy e Matt a sua volta brincando.

─Oi! Melhor?

─Muito, seu irmão é um médico perfeito!

─Beth, preciso que me ajude.

─Diz.

─Os pequenos estão aqui e não posso entrar em detalhes, depois minha mãe te conta que eu sei, o Carl virá jantar aqui hoje, pode por favor expulsa-lo de volta bem rápido?

─Brigaram? – Afirmo ela sorri – Pode apostar que coloco aquele homenzinho para fora na hora que colocar os pés para dentro.

─Obrigada! – Beijo Beth e sigo para casa muito esperançosa e me sentindo um tanto ridícula também.

Não encontro Carl pelo resto do dia, de noite quando começa a escurecer e sei que ele logo chega me preparo, tomo banho visto as peças intimas e ínfimas, acendo algumas velas para deixar o clima romântico e porque não temos luz elétrica e me arrumo na cama, me sento encostada em alguns travesseiros e fico a suas espera, se rir de mim como minha mãe diz que meu pai faz atiro outro vaso nele.

Pov – Carl

Sinto falta de Megan, fiquei talvez mas irritado do que devia, mas de qualquer modo não merecia um vaso na cabeça, ou quase, a mulher é um furacão, sorrio mesmo sem querer, gosto de como ela é brava as vezes.

Mas não vou me desculpar, não mesmo nem dar o primeiro passo, sempre faço isso, agora é cm ela, chega de fazer suas vontades de passar por cima de tudo para não brigarmos.

Vou direto para casa do meu pai, estou cansado e com fome e sei que a essa hora Megan está no colo do papai, choramingando e que ele deve estar dando toda razão a ela e se oferecendo para me atirar nas valas.

Abro a porta e meu pai sorri, Judy me dá um beijo e pelo olhar de Beth já vi que a mulherada está toda do lado de Megan, aquelas garotas juntas são difíceis de vencer.

─Vim jantar aqui e saber...

─Você tem casa, pode dar meia volta e procurar comida por lá! – Beth me diz muito séria.

─Beth! – eu e meu pai dizemos juntos, ele tão chocado quanto eu.

─Ouviu o que eu disse, pegue seu chapéu e de meia volta, vá para casa Carl.

─Vocês são todas iguais, malucas! – Digo batendo a porta, ouço meu pai dizer qualquer coisa que não escuto porque a porta abafa o som, Beth responder e ele rir, elas fazem todos nós de bobos.

Caminho para casa bravo, gora que não vou mesmo atrás dela na casa do papai, de jeito nenhum, entro e está como imaginei tudo silencioso, é mesmo um sonho esperar que ela prefira a mim ao colo dos Dixons, mas nunca mais faço só o que quer!

Subo as escadas com passos duros, nem tento a cozinha me lembro dela avisando que queimou o jantar, quando acerta afinal.

Abro a porta do quarto e estaco, pisco confuso, abro e fecho a boca sem conseguir dizer nada.

O quarto está iluminado por algumas velas e Megan está na cama, deitada nela, os cabelos soltos espalhados pelos travesseiros, o corpo perfeito coberto por uma pequena e sexy lingerie vermelha, nem mesmo na minha imaginação nos tempos de garoto pude pensar em algo assim, ela me olhava fixamente, uma perna esticada a outra dobrada, passa a língua pelos lábios e minha boca enche de agua.

─Oi lindo! – Diz suave como se não tivesse me atirado um vaso pela manhã, bom ela podia me atirar um todas as manhãs se a encontrasse assim na cama todas as noites.

─Oi! – A voz sai fraca, penso em dizer mais alguma coisa, mas simplesmente não sai, continuo ali, olhando para ela e só olhar já me enlouquecia o bastante.

─A noite está quente não? – Ela diz passando os dedos pelas peças sem desviar os olhos dos meus que agora acompanham seus movimentos hipnotizados, não sei onde aprendeu isso, mas que se dane, adoro.

─Aham! – Mudez ridícula.

─Não vem? – Ela pergunta.

─Aham! – Dou um passo para cama.

─Pode parar bem ai! – Me diz e obedeço – É proibido vir para essa cama vestido, vai ter que tirar a roupa antes.

Aquela história de nunca mais vou fazer o que ela quer vai para o espaço e começo a me despir enquanto ela assiste muito envolvida, então me aproximo, me deito a seu lado e ela me puxa para um beijo, senti falta disso, nunca brigamos por tanto tempo e nunca mais vai acontecer.

Me afasto dela e toco as peças, o tecido é suave, ela se arrepia, arqueja um pouco e também sei brincar disso, beijo Megan mais uma vez, um longo e delicioso beijo que me deixa pronto, meus lábios vão descendo pelo pescoço, passam pelos seios depois a barriga, ela geme e volto até ela prolongando a loucura.

─Te amo lindo.

─Também te amo linda! Senti sua falta – Eu a beijo – Mas me disse que não se podia deitar nessa cama vestido e bem, acho que está vestida.

─Acha? – Ela ergue uma sobrancelha – Nesse caso posso tirar tudo, ou quem sabe você faz isso.

Sim, eu podia fazer, minhas mãos seguem pelo corpo perfeito de Megan, os lábios seguem o mesmo caminho, tiro o sutiã, e ela geme quando beijos seus seios e depois disso tudo fica alucinante, acho que pela primeira vez deixamos tudo de lado e perdemos a cabeça, sempre foi suave e romântico entre a gente, mas dessa vez é avassalador.

Queimo por ela, viajamos para outro universo e só voltamos para casa quando o dia já amanhecia, deitamos lado a lado, exaustos e felizes, nos olhamos de mãos dadas e temos uma crise de riso.

─Você perdeu a fala! – ela lembra entre as risadas.

─Aquilo foi... Onde aprendeu?

─bom andei ouvindo umas conversas proibidas nos últimos anos!

─vai me atirar mais vasos?

─nunca mais lindo prometo! – Ela vem para meus braços, a crise de riso sumiu e nos olhamos profundamente, sorrio.

─que pena! – Ela faz careta, me morde o ombro, dói ela sempre faz isso quando quer me punir.

─Linda isso irrita! – reclamo.

─Nesse caso acho que vou ter que usar de novo aquela lingerie.

─Acho que é a única maneira de perdoa-la.

─Conte com ela entre nós de vez em quando.

─Sempre foi bom, mas essa noite entrou para o livro dos recordes.

─Nem me fale, agora sim que nunca mais quero sair dessa cama, acho que todo mundo vai olhar para mim e dizer “Que noite em Megan!”

Ela diz corada, eu a beijo e nos arrumamos para dormir.

─Todo mundo eu não sei, mas Maggie vai, com certeza.

─Ela anda toda mãe de família, só tem olhos para Jane.

─A oficina vai ficar fechada lindo, estamos de folga!

─Quem sou eu para discordar de você.

Adormecemos enrolados um no outro, acordo com o dia claro e Megan me assistindo dormir, ela me beija sorrindo quando abro os olhos.

─Que foi?

─Desculpe, mesmo lindo, eu não devia ter convidado o Jay, mamãe disse que teria ficado brava também se fosse com ela, amo você sabe, muito e sou segura sobre isso, nada nem ninguém pode mudar esse sentimento e simplesmente achei que devia saber disso, que estar sozinha ou acompanhada na companhia de quem quer que fosse não seria nunca uma ameaça.

─Eu exagerei um pouco também, me sinto do mesmo jeito, mas isso ainda é confuso para mim, porque acho você incrível e fico pensando que qualquer cara adoraria te roubar de mim e até o Jay chegar não tinha nenhum cara, só nós dois e nossa família, mas ele pareceu uma ameaça, sei lá, foi tolice.

─A gente vai ter que se acostumar com pessoas se essa viagem do Tommy der certo, talvez lá em horizonte tenham rapazes e moças, e não vamos poder ficar assim, com medo e ciúme.

─Acho que podemos, temos um lingerie mágica! – Ela ri, me beija e se deita no meu peito de novo.

─Nunca mais vou me esquecer dessa noite, ela vem logo depois da noite do casamento.

─Bom a fome que sinto agora é a mesma da manhã seguinte, Beth me expulsou de lá ontem.

─Bem feito! – Megan ri – Eu pedi a ela.

─Sabia que tinha seu dedo nisso, mas acho que vou passar lá agora e agradecer, se tivesse ficado lá jantando e depois descobrisse o tempo que perdi ficaria furioso.

─Vem, dessa vez eu pensei nisso e deixei sanduiches de pão caseiro e frango queimado!

─Adoro frango queimado! – Eu a puxo pela mão, ela me beija e me impede de descer.

─Temos que nos vestir lindo, alguém pode entrar.

─Tem razão, principalmente quando descobrirem que estamos trancados aqui e vamos continuar.

─Lua de mel?

─Absolutamente! – A fome passa e voltamos para cama, tenho outra fome e essa é muito mais urgente.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim. Beijos