Fim dos tempos 2

52 Capítulo 52 - Bons momentos


Notas iniciais
Olá pessoas! Que dia foi hoje, só conseguia pensar no trailer, já vi umas mil vezes, mal consegui escrever, fiquei imaginando a Alice naqueles momentos, já viram, preciso falar com alguém sobre isso, comentem para conversarmos.

Pov – Beth

─Beth, porque fez isso? Mandou o Carl...

─Ele vai gostar, Megan tem uma surpresa digamos... intima para ele!

Rick ri animado, o olhar de pai orgulhoso, não seria igual se fosse Judy, mas afinal homens são todos iguais.

─Íntima é, que novidade é essa?

─Eles brigaram porque seu filho é um ciumento, Katie me contou, então Megan está empenhada em fazer as pazes.

─Espero que funcione então, porque ele já é difícil com Megan a seu lado, sem ela, seria um inferno.

─mãe, posso ir um pouco na casa...

─De ninguém, é noite mocinha, hora de dormir isso sim!

─Está certo! – Ela é tão obediente que nem sei se mereço isso.

─Eu levo ela e já venho te buscar, não vai subir sozinha.

É bom ter Rick assim preocupado, mas já me sinto bem e não preciso de tanta ajuda assim.

Me ponho de pé e ele resmunga que só faço o que quero, ignoro e vamos colocar Judy na cama, ela logo adormece, ficamos os dois ali um momento olhando para ela, tão linda, saudável, me lembro do que Lizzie fez, do medo que senti naqueles dias, beijo seu rosto e então Rick me puxa para deixarmos o quarto.

Começo a me despir, fico enroscada com a blusa porque não posso erguer muito o braço.

─Socorro Rick! – Digo rindo, com a blusa assassina me enforcando, escuto sua risada quando ele se aproxima – Me salva logo e para de rir.

─Mas você virou uma mulher muito independente, era só esperar um minuto! – Ele me liberta.

─Meu herói!

─Sou? Você se vira muito bem sem mim.

─Mas gosto que me salva mesmo assim, como antigamente, quando era uma garotinha muito tola e só sabia sentir medo.

─Nunca foi uma garotinha tola, sempre foi para onde meus olhos seguiam quando precisava sentir paz e esperança.

─E agora, para onde eles vão? – Ele olha para mim, depois para meu corpo, os seios cobertos apenas com o sutiã fino e transparente.

─Depende, quando está vestida? – Eu o puxo para mim, beijo meu marido, ele passa os braços por mim, sinto suas mãos nas minhas costas nuas, me arrepio – chega amor, não tem sido muito fácil ficar te vestindo e despindo todos esses dias e resistir.

─Rick, eu estou ótima sabia? É só o braço que não pode se erguer muito, mas não estamos falando de flexão, estamos?

─Bem, não! – Ele responde com olhos brilhantes – Mas antes acho que ainda precisa de ajuda com o resto das roupas.

─Sim herói, salve do monstro dos tecidos! – Rick ri e me ajuda a terminar de tirar a roupa, então olho para ele em sua camisa xadrez e botas – Bom acho que agora estamos muito desiguais, vai ter fazer isso sozinho sabe e bom acho que posso assistir.

─O que deu em você hoje? – Ele tem os olhos fixos nos meus, vai abrindo a blusa devagar, com um ar sexy que começa a fazer meu rosto queimar.

─Bom, a ideia se surpresas intimas ficou na minha cabeça! – Ele tira a camisa, ri quando a atira em mim, mordo o lábio e rimos mais uma vez – Mas que homem sexy!

─Não viu nada ainda!

─Promessas e mais promessas! – Eu o provoco, logo estou em seus braços, ele me ergue no colo e me leva para cama, me põe com cuidado sobre os lençóis frios, depois se deita ao meu lado, fica cuidadoso, me beija com gentileza.

─Vamos deixar surpresas intimas para quando o doutor tiras os pontos e vamos com cuidado.

─Com cuidado também é bom! – Digo puxando Rick para mim.

─Muito bom! – Ele cobre minha boca com a dele e nos beijamos, Rick sempre sabe ser gentil, carinhoso, se preocupa em como me sinto, mas dessa vez é mais delicado que nunca, nem mesmo da primeira vez foi tão gentil, me emociona, me faz ver o quanto valeu a pena tudo que passamos, nos movemos devagar, apreciando o momento, prolongando cada sensação, ele sussurra palavras doces, me faz suspirar, beijo Rick, me sinto flutuar e por mais que tente é assim que sou, romântica, apaixonada e feliz.

Depois ficamos nos olhando, aproveitando aquela sensação de plenitude, ele acaricia meu rosto.

─Estou sempre me perguntando onde teria acabado não fosse você.

─Eu sei amor, sou imprescindível.

─Não brinque é mesmo, para mim e para os meninos, por isso fiquei surpreso daquele jeito quando mandou Carl embora, acho que se fosse sério meu filho nunca se recuperaria.

─Sou a mãe dele Rick, sei o que é melhor para ele, amo o Carl, no começo, mesmo antes de nós dois eu já era ligada a ele, foi o primeiro Grimes da minha vida, éramos muito amigos.

─Sim, cuidava dele e eu cego nem via isso, mas agora vejo, vejo tudo, amo você mais ainda por isso, não precisava ter sido tão firme, forte, mas foi, pegou para si responsabilidades gigantes me fez seguir adiante em momentos que achei que tinha acabado.

─Rick, você me deu o mesmo em troca, a família que o apocalipse me tirou, os filhos que não pude ter.

─Já disse antes, podemos se for importante para você, confio nesse lugar, Mary acaba de ter um bebê.

─Tenho filhos amor, não preciso de mais nenhum, os dois tem os olhos do pai, me enchem de amor, me completam, cuidam de mim, para que meses de medo, preocupação, os riscos, Judy precisa de mim, não vou abrir mão de vê-la crescer, então temos tudo, não precisamos de mais nada!

─Só de água quente!

─Sonhos! – Eu o beijo, me encosto nele – Vamos dormir, amanhã o Nick chega logo cedo, ele acha que tem que me ver antes de ir para horta, Katie diz que troca os curativos do braço dela três vezes por dia.

─Sabe, todos os nossos filhos são inteligentes e fortes, mas é aquele garoto que vai trazer o futuro até nós. Me procurou ontem com Amy.

─Para?

─Me trazendo ideias, ideias impressionantes sabe.

─Sobre o que? – Me arrumo mais interessada.

─Sobre coisas que podemos fazer, armas, munição, tinha tudo pronto, livros, planejamentos, aquele garoto não fica parado, começou com uma ideia de Amy, mas ele foi adiante, montou esquemas e organizou tudo, quando chegou em minhas mãos estava tudo pronto.

─E são possíveis?

─Totalmente, e não é só isso, falamos sobre outras melhorias aqui, sobre a horta, as plantas medicinais e tudo de um jeito que é só colocar em pratica.

─Vamos fazer?

─Marquei uma reunião e sim, vamos começar imediatamente.

─Gosto de te ver empolgado! – Ele me beija, sorri.

─Me dá até um pouquinho de raiva de ter vindo tudo da cabeça de um menino.

─Eles têm a cabeça mais livre, não carregam todo o peso do apocalipse como nós.

─É o que digo, está trazendo o futuro até nós.

─Também acho isso.

─Mas não conta para o Daryl, se não vai ficar se gabando já chega todas as ameaças de Matt na minha porta com pedidos.

─Você morre de medo disso.

─Você não?

─Que espanto, claro que não, se for o Matt vou agradecer os céus, aquele é sem dúvida um mini Dixon, já posso vê-lo por ai com a besta nas costas matando tudo que estiver a sua frente para proteger minha filha, o que posso querer mais?

─Está certo, mas por enquanto ela tem o papai aqui, dou conta de cuidar dela.

─Sim meu herói, boa noite!

Acordo quando clareava, Rick ainda dormia e me levanto, aproveito que estou despida para um banho rápido, me visto com dificuldade, coloco uma camisa de Rick com botões porque é mais fácil, com uma mão arrumo um pouco os cabelos, não dá para prende-los, mas logo uma de minhas irmãs surge para me ajudar.

─Seu plano é me deixar maluco, só pode ser! – me viro e Rick está sentadona cama me olhando, ergo uma sobrancelha – tem ideia do que é você logo pela manhã vestindo uma camisa minha e toda perfumada?

─Essa camisa? – Abro um botão, passo a língua pelos lábios, ele se atira de volta na cama, me faz rir.

─Bom dia mãe! – Judy entra no quarto.

─Abortar missão! – Brinco com ele que se contorce em uma careta – Vem querida o papai vem daqui a pouco ele precisa... se acalmar primeiro! – Deixo o quarto rindo de Rick que me atira um travesseiro.

─Meu pai está bravo?

─Não muito, é uma bobagem.

─Oi Beth! – Nick entrava quando chego na sala – Como está hoje?

─Ótima Nick, podemos tirar os pontos?

─Vamos ver, acho que sim – Eu me sento, meu médico é ainda pequeno demais para me alcançar, ele tira o curativo – está muito melhor, vou tirar isso, não deve doer.

─Sim doutor!

─O Matt não veio Nick?

─Daqui a pouco ele chega com a minha mãe, Beth se fosse você corria para cozinha assim que eu acabar aqui, mamãe quer ver se precisa que ela cozinhe para você.

─Certo, já vi tudo, estou em apuros! – sinto um leve incomodo quando ele retira o último ponto, mas depois estou bem – E então, vida normal?

─Sim, não infeccionou, os pontos secaram, mas toma um pouco de cuidado sabe como é, não sou profissional.

─Banho frio, quem precisa de água quente não, a fria as vezes conserta as coisas! – Rick diz entrando na sala, sorrio – como está minha mulher Nick.

─Ótima!

─Que bom, sabe ando muito preocupado com o bem estar físico dela, não vejo a hora dela se recuperar.

─Sei como é, sem a Beth a gente não vê comida descente

─Exato! – Rick brinca me beijando – Vou indo para horta, te vejo lá.

Depois Nick me deixa e apesar de amar Katie corro para cozinha exatamente como ele disse, quando ela chega já tinha café e biscoitos prontos, ela se senta comigo.

─Como será que estão Tommy e Mich?

─Não sei, sempre tenho aquela sensação que os dois são imortais.

─É Beth, mas não sabemos como vão ser recebidos e isso me da um pouco de medo, mas enfim vamos torcer, não saber é ainda pior.

─Nem me diga, tirou os pontos?

─Sim, e você, deixa eu ver como ficou – Mostro o local para Katie, ela sorri – Meu filho é perfeito né?

─É, não sei como teria sido sem ele.

─Agora ele sai da horta e vai para casa estudar, nem parece meu filho.

─Como será que foi a noite de Megan? – Questiono sem resistir.

─Nem janelas foram abertas, ou ela acertou um vaso em cheio ou estão ótimos!

─Bom a noite aqui foi perfeita, não aguentava mais esperar! – Conto a ela que ri.

─Beth você só tem cara de santa, sua devassa! – Maggie entra com um sorriso gigante no rosto.

─Quem é devassa? Já quero detalhes.

─A pessoa que está desfilando com a camisa do marido! – Katie diz me provocando.

─Isso é por causa do curativo sua louca, mas que ele ficou maluco ficou.

─Homem adora ver a gente com as roupas deles, que coisa estranha, né? – Katie comenta – Eu prefiro o meu sem nada.

─Unanimidade! – Maggie comenta – Mas vocês só falam de sexo em, eu sou uma mãe de família, não fica bem, sabe?

─Deixa de ser ridícula Maggie, você é a primeira a meter esse assunto em qualquer conversa.

─Mudei tá bom, agora minha coisinha vem em primeiro lugar! – Os olhos da minha irmã brilham e acho bonito de ver – Hoje ela chamou o Glenn de papai, não pai, papai.

─E ele? – Perguntamos em uníssono.

─É o Glenn né, engasgou com o café e quase tive que fazer massagem cardíaca, até assustou a menina.

Ficamos rindo juntas conversando sobre o dia a dia, Maggie pergunta sobre Megan contamos todo o caso a ela que aplaude o vaso mais do que o Lingerie, depois cada uma segue seu caminho, junto minhas crianças na sala para a aula, é o primeiro dia de Jane e Maggie faz questão de ficar assistindo, Glenn chega em seguida.

─Da licença Beth, acha que tem problema se assistir a aula também?

─Não Glenn, fique a vontade.

─É que pensei que a Jane podia estranhar um pouco – Ele diz se sentando ao lado de Maggie nos fundos da sala, sorrio voltando a me concentrar, olho uns instante para minha irmã e Glenn de mãos dadas sorrindo, para as crianças em seus lugares de costume, me lembro de tantas outras que estiveram alie agora não existem mais, de outras que simplesmente cresceram e agora vivem suas vidas como Megan e Carl, me emociono, uma nostalgia que não sei explicar, engulo as lágrimas para não assustar meus pequenos e continuo, essa sou eu, romântica, apaixonada, mas também determinada, eu sempre seco minhas lágrimas e continuo.

Me concentro sempre nos bons momentos.

Notas finais
No próximo vamos ter Tommy e Mich. beijos