Fim dos tempos 2

47 Capítulo 47 - Depois da guerra


Notas iniciais
Oi pessoas lindas, mil desculpas, mas finalmente tenho minha vida de volta, aqui está mais um capitulo, vamos ter vários Povs diferentes, contando como cada um saiu dessa batalha e que caminhamo vão tomar agora, serãomais calmos, mas depois disso vem novas aventuras.

Pov – Jay

─Descanse Teddy, vamos ficar aqui caso precise de alguma ajuda! – Liv diz gentil ao homem deitado e tremulo, ela ensopa u pano e coloca em sua testa – Isso vai baixar um pouco a febre!

Teddy apenas movimenta a cabeça concordando, está sem forças para falar, fecha os olhos em seguida, ela o cobre e logo o homem dormia, com cuidado ela se afasta, caminha até mim toda tímida, se senta ao meu lado e ficamos ali olhando Teddy dormir.

─Você e o Nick foram muito bem!

─Bobagem, o Nick foi, eu apenas o ajudei, fiquei assustada quando tudo pareceu depender de mim.

─Estranho seria se não ficasse! – Ela sorri, Liv é tão bonita, por mais que queira ficar longe e não criar mais problemas para ela é tão difícil – Está bem?

─Eu corro, fujo e me escondo desde que o apocalipse começou, nunca tive um dia inteiro de paz e sossego, não dei sorte, não como vocês, com lugares seguros e pessoas confiáveis, todos esses anos só me dei mal, e quando cheguei ao grupo de Katrina, que agora eu sei que era de Carol na verdade, bom, foi como me mudar para o inferno.

─Sei o que o Tom fez com você, sinto muito! – Ela desvia o olhar, fica com o rosto corado e sinto que se envergonhe disso, não precisa, ela é inocente sobre algo assim – Não foi sua culpa.

─Não tenho tanta certeza, eu acho que podia ter lutado mais, fugido e enfrentado ele, a morte, as ruas, mas não fiz, deixei ele fazer porque tinha medo de todo o resto.

─E isso ainda não te torna culpada e acho que nem devia pensar mais nisso!

─Não vou! – ela se arruma mais na cadeira ao lado da minha, sorri – Não sabe como foi especial encontrar o Tommy e a Gina, como fiquei grata pelo que fizeram por mim, enfrentaram muitos perigos, mas não me deixaram, Gina morreu e ele continuou comigo, e morar com ele, saber que ele cuida de mim acima de tudo... Nunca achei que teria essa sorte! – Ela seca uma lágrima, fico pensando sobre o modo como ela gosta dele, se isso não seria um tipo de amor platônico, talvez nem tão platônico já que ele parece sozinho e ela também.

─Gosta muito dele? Quer dizer eu sei que sim, mas quero dizer gosta dele como... Bem como homem? – ela me olha espantada.

─Não gosto de ninguém assim, nem quero, aquilo que me aconteceu... Não claro que não, gosto dele como um pai, quero que ele se orgulhe de mim e que não se preocupe, mas só isso, acho mesmo que ele está apaixonado pela MIchonne, mas acho que nunca vão namorar e essas coisas porque ele é muito fechado.

─Quer que namorem? – É só para ter certeza se ela não tem mesmo nenhum outro sentimento por ele.

─Seria muito bom, eu sei que é tolice, mas queria muito ter uma família de novo, já viu como eles são aqui? Queria me sentir assim.

─Pode conseguir isso, quer dizer, você é bem querida por todos, dá para ver isso.

─Espero que sim! – Teddy geme e ela corre para ele, molha mais uma vez o pano, o ajuda a tomar uns goles de água.

─Obrigado menina! – Ele diz apertando seu braço, ela segura sua mão gentil, o olhar caridoso, fico tocado, aquele deve ser o pior momento no mundo, saber que vai morrer e virar um monstro, que nada nem ninguém pode mudar isso, que tudo é uma questão de tempo, acho que preferiria estourar meus miolos antes disso – Peça para seu namorado fazer, é muito doce e delicada, não quero que faça isso!

─Vai ficar tudo bem Teddy, só descanse!

─Eu sei, vou finalmente abraçar minha família, nossa como senti falta de todos, nem sei porque insisti tanto!

─Teddy... ─Ela ia dizer qualquer coisa, mas ele volta a dormir, agora um sono mais agitado a febre era intensa, sinto sode me aproximar dele, Liv ainda segurava sua mão, toco em seus dedos, sinto meu sangue ferver ao sentir sua pele delicada, ela me olha.

─Precisa ficar mais distante, está chegando no fim Liv! – Digo de modo gentil, ela olha para minha mão ainda sobre a dela, depois para mim, me afasto e ela me acompanha de volta para nossos lugares.

─Foi muito ruim lá fora? Quer dizer, lutou com seus velhos amigos não? Deve ter sido difícil para você.

─Não tinha nenhum amigo aqui, as pessoas boas que conheci ficaram em Horizonte, o que tinha aqui eram assassinos, gente sem escrúpulo que mereceu o que teve, principalmente Carol e Katrina, matar é sempre difícil, uma guerra no meio de tudo isso é a coisa mais estúpida que já vi, mas fiz o que era certo, lutei ao lado de quem estava com a razão.

─Gosto disso em você! – Ela me diz e fico feliz, olho para ela e acho que ela percebe, quero que goste de mim, de qualquer coisa em mim, Liv desvia o olhar e por alguma razão sinto que tenho uma chance, que ela não está de todo fechada, que tem medo, mas talvez eu possa ajuda-la a superar isso.

─Do que gosta em mim?

─Esse seu senso de justiça, sua coragem, bom isso é legal, faz o que é certo mesmo que isso seja perigoso.

─Meu pai me ensinou a ser assim.

─Ele deve estar orgulhoso de você agora.

─Liv – Eu faço com que me encare- Talvez eu volte para Horizonte! – Ela se espanta, arregala os olhos e sinto certa tristeza – Os caras maus estão mortos, mas aquelas pessoas, elas não sabem disso, de quem eles eram, do que faziam.

─Não tem medo, podem achar que mentiu, culpar você.

─Estão sem um líder agora, são pessoas boas e dependentes, preciso avisar o que aconteceu e acho que agora podemos ser vizinhos e amigos, os dois grupos podem se ajudar, ou até mesmo se juntar lá e virar uma comunidade grande e forte, teria espaço para todos que vivem aqui.

─Acha possível?

─Vamos ver o que o conselho decide! – Ela sorri, fica iluminada quando sorri, mas então Teddy dá um longo suspiro, tem um espasmo e logo ela está a seu lado, seguro minha faca, ele reluta, sinto pena, Teddy não quer ir, não estava ainda pronto e isso é dolorido de assistir, então ele finalmente deixa de respirar.

─Ele... ele se foi! – Ela diz com a voz cheia de pesar, ninguém está a seu lado para chorar sua morte e isso é ainda mais triste, me faz pensar em mim, não tenho mais ninguém, nenhum amigo, pai, nada, ninguém para chorar por mim, essa droga de mundo nos deixou todos sozinhos.

─Sinto muito! – Digo enquanto com gentileza eu a afasto um pouco para fazer o que é preciso, ergo a faca e ela segura minha mão.

─Eu faço.

─Liv...

─Quero fazer, preciso, não posso deixar de enfrentar esse mundo, ou ele vai me engolir e preciso... Por favor, não quero perder essa guerra, não há mais espaço para os fracos Jay, deixe me tentar crescer.

Entrego a faca a ela, Liv se aproxima, as mãos um tanto incertas, o rosto abatido, mas ela respira, encara Teddy e enfia a faca em sua têmpora, a faca sai suja de sangue e ela a solta ao lado do corpo dele, depois sem que esperasse me abraça, eu a envolvo com cuidado, ela chora por um tempo.

─Não quero que vá embora! – Me diz entre soluços.

─Vem comigo!

─Não quero deixar o Tommy, ele é importante para mim, e tenho medo de mais uma vez...

─Não vou ficar lá se não tiver certeza que é seguro.

─Então apenas fique aqui, eu sei que não devia pedir, mas...

─Ainda não tem nada decidido, agora eu vou ajudar a limpar a bagunça, recolher os corpos, consertar o portão e cuidar do Teddy, depois vamos esperar para ter certeza que a Beth está bem e só então vou pedir ao conselho que decida sobreo que é melhor, então acho que podemos falar disso depois, por hora fico feliz que me queira por perto.

Ela se afasta, talvez um pouco arrependida do pequeno rompante de coragem, mesmo assim fico feliz, se tiver uma chance que seja de Liv gostar de mim então eu posso passar por cima de qualquer coisa e ficar com ela, toco seu rosto, afasto seus cabelos ela permite, não desvia os olhos dos próprios pés, mas aceita.

─Vem, vamos comunicar a todos o que aconteceu.

Em baixo apenas Rick segurando a mão de Beth que dormia, Liv se aproxima dele, não é preciso contar que Teddy morreu, Rick faz um movimento com a cabeça, aceita mais essa perda e me impressiona como essas pessoas são fortes, queria levar esse tipo de coisa para Horizonte, essa esperança e coragem.

─Como ela está?

─Dormindo ainda, não tem nenhum sinal de febre, só está abatida, mas acho que vai vencer isso, precisa! – Rick diz voltando seus olhos para a mulher deitada, ela parece realmente apenas dormir e isso é um grande alivio, pelo pouco que conheço desse grupo Beth é muito importante para todos.

─Vou ajudar no trabalho, te vejo depois! – Digo a Liv que afirma e depois se afasta, me envolvo no triste trabalho de recolher corpos, alguns conhecidos de Horizonte estão ali e sinto ainda mais raiva de Carol e Katrina, raiva de tudo que poderiam ter feito e deixaram morrer por uma tolice sem importância, um ódio tolo e sem valor.

─Obrigado Jay, não titubeou uma única vez! – Tommy diz parando ao meu lado – Achei que podia ficar em dúvida quando visse as pessoas de Horizonte aqui, mas não ficou, realmente obrigado!

─Eles mataram meu pai Tommy, não é como se tivesse traído alguém, não tinha um lado para escolher, só tinha um lado onde eu poderia estar.

─Bom! – Ele diz e depois olha em volta, seu olhar para um instante em Liv que conversa com Megan mais ao longe – Ela é uma menina muito especial, sabe disso não sabe? As coisas que passou, quer dizer, se está procurando apenas alguém para aquece-lo no inverno sugiro um cobertor, Liv merece alguém que realmente...

─Está enganado sobre isso, não brincaria com ela, gosto mesmo dela, mas não vou fazer nada, ela está ferida e me contento em admirar de longe.

─Nesse caso é um tolo covarde, vamos ver se ela dá sorte e arruma alguém com coragem o bastante de lutar por ela! – Tommy se afasta e fico com cara de idiota, sem saber o que pensar, afinal o que ele espera de mim?

Pov ─ Maggie

─Vou ficar com a Beth! – Eu digo de mãos dadas com Jane na casa de Katie, a menina segura tão firme minha mão que dá para sentir como está assustada – Ela vai ficar bem não é Katie, nossa caçulinha vai superar isso não vai? – Recomeço a chorar e Katie me abraça, Jane ainda aperta minha mão.

─Me escute Maggie! – Katie me faz olhar para ela – Beth pode até parecer frágil, mas é muito mais corajosa que nós duas, ela tem uma força interior que não vai deixar que sucumba, acredite e você agora precisa ir um pouco para casa e acalmar Jane.

Olho para a pequena que tem os olhinhos tristes e cansados, puxo ela para mais perto de mim.

─Mas...

─Rick está com a Beth e logo vamos nos reunir com ela, mas ser mãe implica em fazer escolhas sabe, ela precisa que a acalma, as vezes mesmo com tudo quebrado por dentro você tem que fingir que está bem, por que se não eles desabam, Jane é sua prioridade.

─Não sou boa com essa coisa de ser mãe não é? Sou um desastre, só mesmo o Glenn e vocês duas para me aguentarem! E agora a Beth ainda inventa de tomar um tiro.

─Vai Maggie, eu fico ajudando aqui, meus filhos já estão acostumados com essa bagunça e eles tem a Mary e o Jimmy, a Jane ainda não está acostumado com mais ninguém além de você e o Glenn.

─O Glenn, aquele traira, foi correndo ajudar e me deixou sozinha com a pequena, ele que sabe fazê-la rir.

Eu suspiro, dou mais um abraço em minha irmã e sigo para casa com Jane, a porta estava aberta e a coloco atrás de mim, sabe lá se não entrou um maldito zumbi aqui no meio daquela confusão toda?

─Fica pertinho querida, vamos dar uma busca pela casa! – Pego a pistola, não vou me arriscar com facas, a sala está limpa e caminho para cozinha, então lá está, como imaginei, um maldito zumbi arranhando a porta da cozinha, burro demais para dar meia volta e voltar por onde veio.

─Zumbi! – Jane diz se enrolando em minha perna, ele se vira, caminha a passos lentos, os braços erguidos é quase só ossos, alguns trapos enrolados pelo corpo, mesmo assim ainda caminha, Jane começa a chorar e miro a cabeça do infeliz, é isso ser mãe, enfrentar os mortos sem pensar duas vezes? Mas sempre fiz isso, a diferença agora é que não arrisco mais, poderia chuta-lo e depois enfiar minha faca nele, mas com Jane por perto eu não arrisco mais. Disparo e ele cai, a cabeça está tão oca que explode e aqueles fluidos conhecidos se espalham pela minha cozinha.

─Calma querida, acabou, estamos bem agora, não precisa fica com medo, eu vou cuidar de você, está bem?

─cadê o Glenn?

─O Glenn chega logo, a mamãe vai cuidar de você, que tal a gente se deitar um pouquinho lá no quarto?

─Na sua cama? – Ela não tinha dormido uma única noite no próprio quarto, era bom te-la entre nós.

─Claro, adoro que fica pertinho de mim.

Eu a carrego no colo até a cama, ela é bem pesada, mas está tão carente que sinto como se fosse um bebê.

─O que aconteceu? – Glenn e Daryl entram correndo, atrpelando um ao outro quando estou no meio da escada.

─Matei um zumbi na cozinha, usei a pistola porque Jane estava comigo e não quis arriscar.

Os dois relaxam, se olham meio confusos e depois olham para mim.

─Vai se acostumando, coisa de mãe! – Daryl diz e Glenn concorda – Vou voltar ao trabalho.

─Me avisem se algo mudar, vou acalmar um pouco a Jane e depois ficar com a Beth.

─Certo.

Daryl deixa a casa e Glenn fica me olhando a garota pesa, ele podia se mexer, dizer qualquer coisa ou apenas parar de fazer aquela cara de homem apaixonado.

─O que?

─Apenas está perfeita, devíamos ter começado com isso antes!

─Vem Glenn, com a gente! – Jane pede e ele sorri, olha para porta, com certeza pensa em todo trabalho lá fora, depois olha para mim.

─Só um pouquinho, preciso de você e a Jane também!

Ele dá de ombros e vem ao meu encontro, pega Jane dos meus braços e nos deitamos com ela no meio, Jane olha de mim para ele.

─Vou ficar sempre aqui?

─Vai – Eu respondo.

─E você é minha mãe?

─Sou, mas tem que me ajudar, não sou muito boa.

─É sim! E você Glenn, é meu pai?

─Sou, ficou com medo?

─Muito, tinha zumbi e tiros e não sabia o que fazer, a Mary ficou cuidando de mim e do bebê, como chama o bebê da Mary?

─Ainda não tem nome, está uma confusão porque todo mundo quer escolher um nome, mas acho que agora devia dormir um pouquinho, depois vamos ver sua tia Beth.

─Vão me deixar aqui dormindo?

─Não, vamos ficar aqui até acordar.

Ela concorda e se encolhe, fecha os olhos e num minuto pega no sono, foi tanta coisa, ela mal comeu e não deu um cochilo desde que tudo começou.

─Glenn eu estou tão preocupada, acha que só ficou gente boa em Horizonte? E se vierem atrás de nós em busca de vingança?

─Vamos reunir o conselho assim que a Beth acordar, então vamos ouvir o que o jay acha e tomar uma decisão.

Acaricio o rosto de Jane, não sei como Katie pode sair tantas vezes e deixar seus filhos, fico achando que não posso mais fazer isso.

─Não vou junto! Se tivermos que ir numa batalha eu vou ficar com ela!

Glenn me beija, faz um carinho no meu rosto e sorri, concorda e depois me abraça, fecho meus olhos, mas não consigo descansar, não com Beth em perigo, meia hora depois Jane tem um sobressalto, abre os olhos e me abraça.

─Sonhei que tinha morrido mãe.

─Estou aqui! ─Digo com o coração batendo forte, acho que nunca mais vou solta-la, meus olhos estão marejados, nunca devia ter permitido que Mika me chamasse de Maggie, se tivesse ensinado a ela talvez, soluço e Glenn nos envolve – Virei a nova chorona, vou superar a Katie, está ferrado Glenn!

Ele ri, me beija o pescoço e depois se levanta, me puxa e ficamos os três de pé, ninguém consegue dormir muito mesmo e quero ficar com a Beth.

─Vamos filha, o seu pai aqui! – Aponto Glenn por que quero que ela o chame assim – Precisa trabalhar e nós vamos esperar a tia Beth acordar lá com o tio Rick.

─Tio Rick! – Glenn ri – Quero ver o que o tio Daryl vai achar disso?

─Bobão! – Brinco e deixamos minha casa, entro no posto, Nick estava lá com Rick e Katie, ele trocava os curativos de Beth, ela parecia bem mais suave agora.

─Ela acordou uns minutos! – Rick me diz – Quer a Judy e o Carl foi busca-la.

Beijo Beth no rosto, ela está fresca, odeio febre, me dá medo só de pensar, vejo Daryl e Tommy descerem as escadas carregando o corpo de Teddy, a morte sempre nos perseguindo, suspiro e me sento com Jane no colo ao lado de Katie.

─Sou mãe agora sabia? Ela me chamou de mãe.

─Chorou feito uma idiota não foi?

─Foi! Vou ficar com seu posto de chorona, ouviu Nick, agora sou do time das choronas! – Nick me olha um instante.

─Mereço isso! – Resmunga antes de fechar o curativo – Está bem limpo o local, não acho que ela vai ter problema em se recuperar.

─Ótimo, quero esfregar na cara dela que sou mãe também, não é Jane, conta para tia Katie.

─Ela é minha mãe, e meu pai se chama Glenn.

─Parabéns! – Katie diz e ficamos ali, todos em silencio a espera dos lindos olhos de minha irmã resolverem nos fitar.

Notas finais
Obrigada pela paciencia comigo! Beijos e comentem.