Fim dos tempos 2

48 Capítulo 48 - Apaixonado de novo


Notas iniciais
Para minhas lindas e romanticas companheiras de fofurrísses, um capitulo daqueles que deixam os garotos no mínimo chatiados!rsrsrsrs Atendendo a pedidos! Espero que gostem.

Pov – Katie

Rick está no mesmo lugar desde que Nick deixou Beth, ele não solta sua mão, quase não desvia o olhar, eu e Maggie sorrimos uma para outra, vamos prestar muita atenção para depois contar a ela como Rick a ama.

─Pequena! – Daryl volta no fim do dia, me abraço a ele – Tudo parece mais seguro agora e a Beth?

Olhamos todos para ela que ainda dormia, suspiro me apoiando em seu peito, sem Beth eu não sei se poderia ser feliz de novo, Glenn entra logo depois Jane vai para seu colo, meus pequenos estão com Jimmy, mas ela não fica sem Maggie e Glenn.

─Pai a mamãe está demorando muito para melhorar, vou acordar ela! – Judy que estava sentada se levanta e vai até a cama onde Rick segurava a mão de Beth que dormia – Mãe, mãe acorda! – Ela diz e Rick abre a boca para impedi-la, mas então Beth abre os olhos, pisca, olha para todos, sorri para Judy.

─Bom dia meu docinho! – Ela tenta se sentar e então a dor faz com que fique de novo imóvel, ela geme e olha para Rick que sorria com os olhos marejados.

Ele beija seus lábios, ela acaricia seu rosto, depois beija Judy.

─Nossa dormi muito?

─Muito! – Rick a beija de novo – Mas agora está acordada isso é o que importa.

─Posso ir para casa?

─Nossa Maggie, olha isso, somos duas irmãs completamente ignoradas!

─Venham aqui suas bobas! – Ela nos chama acenando com as mãos e nos abraçamos chorando, beijamos Beth, ela seca nossas lágrimas.

─Beth socorro entrei para o time das mães choronas! – Maggie diz entre sorrisos e lágrimas.

─Não tem o que fazer! – Beth diz.

─Chega meninas, eu e Judy temos prioridade! – Rick nos afasta — Alguém chama o Nick, afinal ele agora é o nosso médico, vamos ver o que ele acha de levar a Beth para casa.

─Bravinha devia ter acordado sua mãe antes, não sabia que ela só estava tirando um cochilo! – Daryl brinca e Judy sorria orgulhosa.

─Daryl eu sabia que minha mãe só estava dormindo um pouquinho!

─Um pocão garotinha! – Ele beija suas bochechas, ela o adora, ri quando sua barba por fazer faz cocegas nela, então ele a coloca no chão e ela corre de volta para a mãe.

─Vou chamar o Carl, o garoto está apavorado! – Glenn deixa a sala e Nick entra todo profissional, abraça Beth e ela bagunça seu cabelo o profissional dá lugar ao pequeno narcisista que se arruma rápido.

Nick concorda desde que ela não se movimentasse e então Daryl ajuda Rick com Beth em uma maca improvisada.

Então vamos finalmente para casa, Tommy e Mich ficam de vigia, eu fico feliz, preciso de um pouco de carinho.

─Vamos crianças para cama e Jimmy isso é um absurdo, esse bebê não pode ficar sem nome.

─Vou resolver isso, amanhã, prometo.

Subimos todos, Jimmy ainda está com Mary e as crianças no quarto de Megan, meus pequenos vem para nossa cama, eu sabia que viriam, estão muito cansados, mas viriam assim mesmo, é bom ter os dois pertinho depois de tudo, ainda não tivemos tempo de aperta-los o bastante e ter certeza que estão bem.

─Não sei se fica bem dormir aqui agora que sou o médico do grupo e ainda mais com a Amy no quarto ao lado, o que ela pode pensar?

─Que você é um médico muito apegado com a mamãe! – Eu o puxo para mim e beijo Nick, ele sorri – Estou muito orgulhosa de você filho, e feliz por ter colocado você para trabalhar na horta.

─Pelo menos serviu para alguma coisa, mas agora... Mamãe o Jeff...

─Dorme filho, amanhã pensamos nisso, está bem?

─Posso ensinar alguém, eu aprendi muito, sei como cuidar das coisas.

─Você é um sabe tudo Nick! – Matt brinca com o irmão se deitando entre mim e Daryl – E agora que é médico e horteiro eu que fico no meio.

─Não existe essa palavra seu bobo, não é horteiro!

─Agora é! – Matt se encosta no pai – As coisas vão ficar iguais papai, como eram antes daquela mulher má chegar?

─Vão filho, não se preocupe.

─Acho que você e a mamãe são muito fortes, não fiquei com medo quando ela me pegou e sabia que iriam resolver tudo, mas ela foi muito má com a gente não acha?

─Foi, mas agora ela não pode mais machucar você.

─Devia ter dado um chute na canela dela quando ela mandou você ficar de joelhos, mas daí a minha mãe logo resolveu tudo, porque você é homem e não bate em mulher não é papai?

─É um modo de ver as coisas! – Daryl sorri e Matt o abraça.

─Quando crescer mais e tiver uma besta, não vou machucar meninas.

─Nem meninos eu espero! – Eu digo ele me olha.

─Mas se quiserem machucar vocês vou ter que fazer alguma coisa, por que vão estar bem velhinhos!

Nick ri com gosto de nossa cara de espanto, faço careta para eles.

─Já estão Matt, são até vovô e vovó!

─Acho que tem um médico que vai terminar a noite de castigo amor!

─Está bem eu paro, não aguentei mamãe, a piada é boa demais para deixar passar.

─Melhor ficar calado ratinho, mamãe acaba cumprindo a promessa e ai sim a Amy vai rir de você.

─É Nick, eles não têm culpa de ficarem velhos! – Matt tenta salvar as coisas e dessa vez todos rimos, é impossível não rir, eles me fazem muito bem, nem sei que tipo de vida eu teria sem eles.

─Mini ratinho, você também está se complicando, mamãe vai acabar com a brincadeira dos dois.

─Então vou dormir! – Matt logo pega no sono, Nick se enrosca nos meus cabelos, fecha os olhos e logo adormece.

─Falta minha ratinha – Daryl diz e me seguro para não dizer que ela está muito melhor agora, nos braços do homem dela.

─Falta, eles dormiram vamos coloca-los na cama? – Digo abatida, ele me beija de leve.

─Vamos, acho que minha pequena anda precisando de carinho!

─Também acho, leva eles que vou arrumando as camas!

Colocamos os pequenos na cama, beijamos e ficamos ali um minuto abraçados olhando para eles que ressonavam tranquilos, tantos problemas, tanta coisa por que passaram, será que isso nunca acabava?

─Vem pequena, eles estão bem! – Daryl me leva pela mão, e então estamos os dois no nosso quarto, me deito encolhida em seus braços, ele beija meus cabelos, me aconchego meio carente.

─Matei Carol! – Digo sem entender como me sinto sobre isso – Carol, meu Deus foi como voltar ao passado, mas ao mesmo tempo... quer dizer, ela não era mais aquela mulher magoada que me perturbava com pequenas tolices, Carol foi as últimas consequências, armou uma guerra, perdemos muitas pessoas, me sinto...

─Não se atreva a dizer que sente culpa! – Ele diz bravo – Não tem culpa sobre as loucuras de Carol, foi paciente até demais, além disso, ela teria feito o mesmo, não perdoa o Rick por tê-la mandado embora, não matou aquelas pessoas por você, Karen e David eram pessoas doentes e só isso!

─Está certo, nunca a provoquei! – Eu me viro para olhar para ele – Amor, acha que as pessoas de Horizonte, bem acha que ainda corremos risco?

─Vamos conversar com o Jay sobre isso, ele conhece eles melhor.

─Foi uma loucura! – Ele me beija – Tive medo, fiquei o tempo todo pensando na queda da prisão.

─Eu também, mas acho que dessa vez foi mais fácil, fomos mais fortes, vencemos e estávamos prontos.

─Megan foi incrível, Nick também, nossos ratinhos cresceram!

─Beth está bem, o pior já passou, mas perdemos muitos, dez! – Eu me espanto, me sento olhando para ele, nem quero saber nomes, não quero pensar em quem não vou cruzar na manhã seguinte, ele me traz de volta para seus braços.

─Amor, precisamos repensar como vai ser de agora em diante, não quero mais ter tanto medo.

─Eu sei, agora vamos deixar tudo isso para um outro dia, estamos aqui, eu e você, nossa família está bem, Carol e seus comparsas estão mortos, vamos apenas ficar aqui, juntos e quietos.

─Eu acho que vai ter que fazer melhor que isso se quer me fazer esquecer o dia de hoje.

─O que tem em mente senhora Dixon?

─Senhor Dixon, não sei se notou, mas passei a chave na porta quando entramos, achei que era uma boa dica!

Ele se move e logo está sobre mim, me beija, morde meu lábio inferior.

─E eu deixei passar essa? – Daryl me diz e lá está de novo o oceano de águas tranquila, o mar azul sem fim – Mas já que estamos aqui, que a porta está trancada e que a noite mal começou, vamos...

─Cala boca amor – Eu brinco e ele toma meus lábios, sim, ali posso esquecer de tudo, ele sabe como fazer isso, e não perde tempo, seus lábios deixam os meus apenas para percorrerem meu corpo, minhas mãos afundam em seus cabelos, fecho os olhos aproveitando o prazer que é ter Daryl e suas mãos passeando por mim, vamos nos despindo, meio às pressas, a gente sempre fica com pressa nessa hora.

─Minha pequena, sempre minha!

Ele volta para mim eu o beijo, meu desejo me deixando fraca, quero ser dele, é urgente, eu o puxo para mais perto.

─Quero você Daryl, Agora!

─Adoro que seja uma mandona! – Ele sussurra em meu ouvido e isso me deixa em febre, então estamos entregues, nos movimentando juntos, eu o conheço, eu o quero e sei como deixa-lo maluco, era bom quando estávamos aprendendo, é melhor ainda agora que sabemos tudo um do outro, nunca acaba essa paixão, gemo, me deixo levar, me atiro ao paraíso que era estar em seus braços, ser dele, esquecemos qualquer coisa que não seja esse jogo maluco que é nos amarmos, somos finalmente uma coisa só, misturados e perdidos em nosso desejo, até tudo se acalmar e ficamos ali, imóveis nos olhando.

Seu rosto é suave, tranquilo e acaricio sua pele, meu homem, como Carol pode achar que um dia eu permitiria que se ajoelhasse? Meu homem está sempre de pé.

─Amo você! – Ele me diz com um beijo leve e um sorriso dançando em seu rosto, um daqueles sorrisos amplos que lhe escapam ás vezes e que são tão honestos que fazem meu coração se apertar de amor.

─Eu sei que me ama, sinto isso, o tempo todo eu sinto o seu amor, também te amo!

─Somos um só! – Suspiro, me arrumo em seu peito, é o melhor lugar do mundo, ali tudo é seguro e perfeito, desde quando era uma menina solitária, num galpão abandonado no começo do fim.

─Está cansado?

─Para você nunca! – Ele me faz rir.

─Nem eu, acho que a gente não vai dormir hoje, temos que aproveitar esse momento!

─Mulher você é insaciável!

Faço bico e ele me beija, morde meu lábio e já sinto tudo ganhar vida de novo.

─Esse negócio de mordida nos lábios me deixa meio maluca sabia? É tipo minhas botas para você!

─Adoro arrancar aquelas botas sexys que arruma, elas me deixam maluco sabia?

─Sim senhor Dixon, tanto que nunca uso outra coisa, sempre fico tentando te seduzir com elas.

Faço aquela cara sexy que sempre arranca risos dele, nunca fui boa nisso, mas gosto mais de vê-lo rir que qualquer coisa.

─Chega de conversa senhora Dixon, temos uma longa noite pela frente.

Eu não discuto, apenas me deixo mais uma vez livre para ser dele. Quando adormeço era quase dia, ás vezes só aqueles momentos podiam apagar a dor do apocalipse.

Antes de dormir Daryl destranca a porta, sabe que vamos acordar com um deles nos cutucando, às vezes todos, como aconteceu tantas vezes.

─Mamãe! – Ouço uma voz distante e abro meus olhos lentamente, Megan está lá me empurrando, me aproximo de Daryl e ela se deita conosco, ele logo e envolve mais.

─Bom dia ratinha! – Diz feliz por ela estar ali.

─Queria ter vindo ficar um pouco aqui, mas o Carl estava muito abatido por causa da Beth, ainda bem que ela melhorou.

─Sim, mas já está de pé?

─Vim dar um beijo em vocês, assim que acordamos o Carl foi ver a Beth, vou lá também saber se precisam de algo.

─Acho que vou lá saber se ela não quer que prepare as refeições e cuide da casa até ela ficar bem! – Megan e Daryl se olham e escondem seus sorrisos, atiro meu travesseiro em Megan e Daryl ganha um daqueles beliscões que ele odeia.

─Mamãe você não é normal, vou indo, o Nick já está lá trocando os curativos! – Megan avisa e sorrimos, o garoto está todo responsável – Disse que depois precisa que o conselho arrume alguém para ajudá-lo com a horta, agora segura o garoto querendo roubar o lugar do Rick!

Megan beija a mim e ao pai e some nos deixando ainda espantados.

─Calma pequena, é o Nick, não demora e ele apronta alguma para nos lembrar quem ele é!

─Disso não tenho dúvidas, vamos temos muito trabalho e ainda quero aquela reunião.

─Vou acordar o mini ratinho.

─Já acordei! – Ele resmunga entrando no quarto – O Nick é um barulhento!

─Viu, ainda é o Nick.

Beijo Daryl antes de deixa-lo se arrumando com Matt e sigo para cozinha.

─Vou arrumar algo para comerem! – Aviso da porta, Matt olha bravo para o pai.

─Viu papai, demorou para levantar agora ela vai lá! – Ainda ouço Matt reclamar com o pai e rio, sei que Mary já está lá em baixo e provavelmente cuidou disso.

─Oi! – Ela está sentada no sofá com o bebê no colo – Ai me dá essa coisinha um pouco que nem tive tempo de paparicar ele.

─Ele é tão bonzinho!

─E você muito mole com essas crianças, precisa dar um nome a ele logo.

─Não passa de hoje, dei um ultimato ao Jimmy, falei que se não arrumar um nome logo o Daryl vai arrumar um desses apelidos ridículos e que vamos acabar todos o chamando assim, ele foi para oficina, vou reunir as crianças, Beth precisa descansar, vocês tem muito a fazer e como não posso fazer muito por causa dele, fico aqui com todos os pequenos, Maggie vai trazer a Jane.

─Ele parece o Jimmy! – Digo quando o pequenino abre os olhos e depois de um bocejo os fecha de novo.

─Nem me diga, ele está todo cheio de orgulho.

─Foi difícil não é Mary? Obrigada, não sei como seria para mim se não tivesse você e o Jimmy, é minha irmãzinha caçula, não digo minha filha mais velha porque se não o Nick fica me chamando de vovó.

Mary ri e lá estão Daryl e Matt, Daryl rouba o bebê de mim, sempre faz isso, já quer que o bebê goste mais dele que dos outros, não tem limites para essa mania de roubar criancinhas de colos alheios.

─Oi bebê! – Ele beija o menino – A gente devia deixar o nome dele assim mesmo, Bebê é bom!

─Não é Daryl, bebê não é nome! – Mary se apressa.

─Mas combina, vou te chamar de bebê mesmo, ninguém manda o Jimmy ser essa lesma de sempre, só não te chamo de mini lesma porque você vai ser mais esperto que ele, vou cuidar disso pessoalmente!

─Me dá ele um pouco papai! – Matt pede.

─Espera que acabei de pegar o menino, assim como ele vai gostar mais de mim? ─ Com bebês ele fica possessivo e luta até com os filhos de igual para igual, ficam todos com seis anos – Vem vamos leva-lo para uma volta na cozinha, podemos dar um pouco de café para ele, o que acha?

─Que ele não vai querer é bebê papai, não é bebê?

─Viu, já está chamando ele de bebê!

─Você confunde a gente!

Matt resmunga e deixo a casa em direção a Beth, Mary pode resolver aquela pequena confusão matinal e quero ver minha irmã.

Saio e ver a nossa vila destruída me dá um baque, marcas de sangue pelo chão, buracos de balas nas paredes e ainda nem tinha voltado na rua de trás onde uma granada tinha destruído vidros e paredes, fico ali olhando tudo como se não tivesse visto antes, como se fosse a primeira vez, meus olhos ficam marejados e respiro fundo tentando controlar a dor, realmente achei que aquilo era um santuário, um pedaço do céu no meio do inferno a nossa volta, mas era apenas uma vila de casas, não tinha um escudo envolvendo nossos muros para impedir a maldade de entrar.

O apocalipse ia além dos mortos caminhando, era a maldade despertando em sua pior feição, vinda de todos os lugares, despertando nas pessoas e dominando seus corações, se não tínhamos nos deixado dominar a única razão era o amor que sentíamos uns pelos outros.

Sinto os braços de Daryl me envolverem e me encosto nele que beija meu pescoço, suspiro.

─Vamos reconstruir e vai ser ainda melhor, foi assim quando a prisão caiu, e vai ser assim de novo.

Me viro para encara-lo, ele me beija de leve.

─Amor você anda meio apaixonado por mim!

─Também estou achando isso, acho que meio que me apaixonei por você quando te vi toda poderosa com esse andar de felino dizendo que os Dixons não se ajoelham, aquilo foi bem sexy, fiquei caidinho por você.

─Mais do que pela garota com bolhas nos pés?

─Aquela garota não tem concorrentes! Sinto muito pequena, mas ela é irresistível, toda delicada e minha, sempre minha!

Notas finais
Agora espero os comentários a ação volta, prometo, ainda tenho histórias para contar, mas antes vamos ver como cada familia e personagem importante enfrenta o pós batalha. beijo