Fim dos tempos 2
24 Capítulo 24 - Reencontro
Notas iniciais
Pov – Nick
Estamos presos aqui em baixo a pelo menos umas três horas, Liv passou a primeira hora chorando, a segunda apenas fungando e tremendo e agora nessa última hora está esgotada com o olhar perdido, se ela soubesse como garotas chorosas me irritam desde sempre.
─Acha que o Tommy morreu e não conseguiu avisar as pessoas? Quer dizer seus pais podem não saber que estamos aqui e então vamos acabar morrendo sozinhos aqui.
─Tommy não iria morrer antes de avisar meu pai, eles são muito amigos, além disso ele é um cara bem forte, não morre fácil.
─Gina também era! Liv me diz e me sinto entristecer um pouco – Morreu de um jeito bem estúpido, uma mordida, uma porcaria de uma distração.
─Ela era incrível! Eu digo quase que para mim mesmo – Minha mãe vai sofrer, eram muito amigas.
─Conheci Gina lá naquele lugar horroroso, ela e Tommy cuidaram de mim, se não fosse eles eu já estaria morta.
─Conheço ela desde pequeno.
─Então não faz muito tempo! Ela diz e jogo a luz da lanterna em seu rosto – Desculpe! Ela fica sem graça pela brincadeira.
─Tudo bem, melhor que ficar chorando, chorar não serve para nada!
─Se ninguém vier, vamos morrer aqui.
─Temos um carro, armas e combustível, se ninguém vier vamos para casa.
─Eu e você? Ela duvida.
─Sim, minha mãe me mata se não voltar.
─E se aquela horda tomou a sua vila, e se todos morreram?
─Garota você é muito pessimista e além disso não sabe o que está dizendo, se os conhecesse saberia que tem pelo menos meia dúzia de imortais entre os nossos.
─Você se acha! Estou começando a me irritar.
─Melhor que me encolher e chorar.
─É fácil falar, você tem tudo, um lugar seguro para voltar, família, amigos, eu não tenho nada, nem ninguém.
Sinto pena, ela está certa, não tenho muito do que reclamar, tenho tudo mesmo.
─Sinto muito, mas vai ver como a vila é boa e vai gostar de conhecer as pessoas de lá.
─Como é sua família, tem algum irmão?
─Sim, dois mais velhos e um mais novo.
─Caramba! Ela se espanta – Tudo isso de gente, são mesmo fortes.
─Meu irmão mais velho é casado, vai ter um filho, Mary está gravida de seis meses, ele sempre fez tudo por nós se tivéssemos que deixar a vila ela acabaria perdendo o bebê ou pior ainda, morrendo, por isso me arrisquei.
─Seus pais são velhos, quer dizer... com um filho que já vai ser pai, avós...
Eu começo a rir muito, adorei a ideia, não vejo a hora de voltar para casa e começar a chamar minha mãe e meu pai de vovô e vovó, eles vão ficar furiosos, vai ser divertido, isso se um dia eu puder sair do castigo.
─O que é tão engraçado?
─É que nossa família é meio confusa sabe, Jimmy, meu irmão mais velho ele é só uns anos mais novo que minha mãe, na verdade ele não é irmão desses normais, primeiro éramos apenas eu e Megan, minha irmã, nossos pais morreram e então ficamos sozinhos no apocalipse, meus pais, Katie e Daryl, adotaram a gente, então o Jimmy chegou no grupo, era um rapaz sozinho e acabamos virando uma família, ele cuida da gente, meu pai e minha mãe cuidam dele, depois minha mãe ficou gravida e veio o Matt o mais novo, tem seis anos. Ah! E o Jimmy e a Mary que é a minha cunhada, é assim que chamam não é a mulher do irmão? Ela concorda – Então eles adotaram uma garotinha, Amy eu e ela somos... Amigos, por enquanto, quando crescermos mais a gente pretende namorar.
─Quase como antigamente.
─Isso! Eu respondo – e tem o resto da família, são como irmãos para meus pais, eles tem suas famílias, é um monte de gente, somos bem felizes.
─E o Tommy, ele não tem filhos?
─Acho que tem você agora né? Eu respondo, a garota é sozinha, ele trouxe é melhor continuar cuidando dela antes que meus pais aumentem nossa família – Vou falar com ele sobre isso, eu ajudo as pessoas a arrumar famílias, desde pequeno faço isso!
Ela ri de mim, mas fica calada, acho que não se importa de ser filha do Tommy, resta saber se vou ter coragem de falar sobre isso com ele, ele tem aquela mania de ficar assustando a gente.
Mas agora o Tommy vai ter que parar com isso, se vai cuidar da menina precisa ser mais bonzinho ela é a maior medrosa que já vi.
─Quando aprendeu a atirar?
─Nem me lembro, desde pequeno eu acho, meus pais ensinaram, sei me defender, aquele zumbi não foi o primeiro que matei, já matei um lá em casa, uma senhora que eu gostava muito, ela morreu e virou, cheguei lá com a Amy e então ela era zumbi, tive que acertar uma faca nela.
─Entendo, eu sei matar zumbis, já matei alguns, mas fico muito assustada, sempre fico, quando começou eu tinha dez anos, minha mãe e meu pai que cuidavam de tudo, ficamos sempre por ai trocando de grupo, então meu pai morreu, depois um irmão e então minha mãe, felizmente encontrei a Gina e o Tommy.
─O lugar lá era ruim?
─Muito, são pessoas ruins, encontram lugares como o que vocês tem roubam e matam, não fica ninguém.
─Maltratavam você lá? Eu fico curioso, ela é muito medrosa.
─sim, de um jeito bem ruim, as pessoas na sua vila, como tratam as meninas?
─Igual todo mundo eu acho, lá é tudo igual, meninas e meninos, mas só não vai achando que vai sair por ai matando zumbi e caçando, lá você tem que crescer muito para isso.
─Então não vão me mandar sair nas buscas e essas coisas? Ela pergunta muito interessada.
─Não, você fica implorando para ir junto e nada, sempre a mesma desculpa, quando crescer.
─Quem quer ir lá fora?
─Eu, minha irmã Megan, sei lá todos queremos fazer alguma coisa.
─Não me importo de não sair, até prefiro, não sirvo mesmo para nada!
Olho para ela com pena de novo, fico pensando se não seria assim também se as coisas tivessem sido diferentes, meu pai e minha mãe são a melhor coisa da minha vida.
Vão me matar, depois de me abraçarem muito e me apertarem e bagunçarem meu cabelo, mas isso é o certo, eu não devia ter feito o que fiz ao mesmo tempo se não tivesse feito as coisas poderiam ter acabado muito mal, então nunca vou saber e nunca vou deixar de tentar fazer algo.
─Desculpe perguntar, mas nasceu sem dedo ou perdeu no apocalipse? Dou risada, ela me olha, acho que essa garota me acha meio maluco – O que?
─Fiquei pensando sobre perder o dedo. Papai viu meu dedo por ai? Acho que o perdi — Ela ri comigo, não ter um dedo nunca foi problema para mim e nem para ninguém que gosto – Foi um zumbi, quando eu era ainda bem pequeno, não um zumbi qualquer o zumbi da minha mãe.
─Nossa! Ela me olha espantada – Foi mordido?
─Sim, por uma grade, eu a vi, era pequeno e corri para ela, então ela me mordeu, o namorado da minha irmã atirou nela, Hershel que era nosso médico cortou meu dedo e ficou tudo bem.
─Doeu?
─Não me lembro, é estranho, não me lembro muito, só de acordar com eles me olhando, meu pai e minha mãe, mas isso não me atrapalha em nada e ninguém liga.
Ficamos em silencio um tempo, cada um imerso em seus pensamentos, eu tentando me lembrar daquele dia, de como as coisas aconteceram, ela eu não sei, então ela aperta minha mão.
─Escuta! Me diz baixinho, são passos, em volta da casa eu acho – Sua família chegou.
─Não, pés arrastados, são zumbis, acho que em volta da casa, quando minha família chegar, acredite, vai saber e vai ser bem humilhante ao menos para mim.
─E se chegarem e estivermos cercados de zumbis? Ela sussurra.
─Matam eles ou esperam ir embora, fica calma, tudo vai dar certo! Ela não diz nada, só se encolhe mais, abraça os joelhos e baixa a cabeça, já eu pego minha pistola na mão, é bom me despedir dela, perder a arma vai ser só o começo.
Pov – Daryl
─Não acredito na tolice daquele garoto! Minha pequena diz pela décima vez desde que entramos no carro, eu e Tommy na frente, ele dirigindo, eu ao lado, as ruas estão cheias de zumbis, perdidos depois da confusão de barulhos desencontrados, uns ainda seguindo em direção a explosão, outros para a igreja e alguns apenas caminhando como sempre fizeram, o carro segue firme, não paramos.
─Mais uns dez minutos e estamos lá! Tommy diz um tempo depois – Espero que estejam bem! Ele diz.
─Espera? Katie pergunta – Não foi lá que deixou ele? Isso começa a me assustar.
─Sobre isso... Bom Katie, não dava para estar em dois lugares sabe, achei que tocar o sino era mais perigoso, quem ficasse teria que se virar sozinho e a pé no meio de zumbis vindo em direção ao som então o Nick foi explodir o galpão e depois tinha de seguir para o porão, sabe... guiar os outros!
Ela se encolhe no banco de trás, fecha os olhos pálida, nem mesmo temos garantias de que meu filho está lá, meu coração parece falhar.
─Tommy! Eu passo a mão pelo cabelo – Esses caras que estavam com ele, são bons?
─Acho bom esclarecer logo tudo, são um rapaz e uma garota, ela é novinha, jurei a Gina que a traria segura para a vila, Gina se apegou a ela, mas é uma menina deve ter a idade da Megan, mas não é como a Megan, não sabe se defender!
─Chega Tommy, não diz mais nada, quero meu filho! Minha pequena diz e fico de lado para olhar para ela, seguro sua mão.
─Ei, é o Nick, ele sabe se virar, não precisa duvidar, Nick vai para casa com a gente acredite! Tento acalma-la.
─Como mandou ele explodir o lugar, disse como devia fazer, deu instruções? Eu pergunto, causar aquela explosão deve ter sido perigoso, será que ele tomou cuidado, e se estiver ferido, tudo isso me martiriza.
─Olha gente eu estava tentando salvar a vila e vocês sabem, me desculpem, mas o Nick não precisa de instruções para fazer merda, eu disse vai lá e explode tudo! Tommy admite e desvio meu olhar – Mas ele conseguiu não foi?
─Vou matar aquele garoto, com cem anos ainda vai estar de castigo! Katie esbraveja, vai ser difícil livrar meu ratinho dessa.
─Pequena...
─Nem tente defender aquele...
─Temos que admitir que ele ajudou a salvar a vila, e deve estar bem assustado.
─Assustado fiquei eu! Tommy nos conta – Estava pensando em como resolver tudo quando dou de cara com ele, todo sujo, andando devagar, meu Deus eu pensei que era um zumbi, nossa fiquei imaginando a dor de vocês, achando que se o Nick tinha se transformado então estavam todos mortos, nossa apontei a arma com o coração partido, então ele gritou...
Tommy é interrompido por um tapa na cabeça, ninguém diz a minha pequena que apontou uma arma para seu filho e fica impune.
─Apontou uma arma para eu filho? Ela quase grita, Tommy se encolhe um pouco, nem tento defende-lo, no momento até eu estou com medo de sobrar para mim.
─O carro! Tommy diz quando nos aproximamos – Eles chegaram até aqui! Garante e fico quase aliviado, só quando puder abraçar meu filho vivo é que vou poder me sentir bem.
Dois zumbis arranham a porta, um caminha em direção a porta e dois andam a esmo pelo lugar, Tommy para, Katie não tem mais facas, ficaram todas espalhadas pelos corpos na vila, só na volta é que vai reavê-las, então armo a besta e acerto um, depois o outro, Tommy entrega uma de suas facas a Katie e caminha para eles, derrubamos todos em alguns minutos, damos uma olhada rápida em volta, tudo parecia bem então seguimos para a porta.
─Nick! Katie grita assim que entra – Nick! Ela corre para o alçapão no chão, levanta a tampa e então ele sai de lá, inteiro e com a cara mais lavada do mundo, me dá a dimensão do meu amor, não estou bravo, não ligo a mínima para o que fez, para mim é só meu ratinho, o mesmo que ficou dois dias no meu colo com medo de tudo quando foi sequestrado com a mãe ainda pequeno, o menino que tiramos da floresta um segundo antes de ser tarde demais, aquele garotinho que chorava escondido de dor quando perdeu o dedo.
─Oi mamãe! Ele diz de pé do lado de fora do porão, ela o olha aliviada, olha para mim depois de volta para ele está chorando é claro.
─Abraça logo ele, depois você castiga! Eu digo sorrindo e é isso que ela faz aperta Nick nos braços numa crise de choro que parece nunca mais acabar.
─Garoto eu vou matar você! Ela diz enchendo ele de beijos, depois o solta e ele me abraça, meu ratinho, queria poder pega-lo no colo como nos velhos tempos, ele está com os olhos marejados, seca as lágrimas disfarçadamente.
─Cadê o Doug? Tommy pergunta e só então vejo uma garota parada na sala com o ar assustado.
─Morreu Tommy, só nós dois conseguimos, eu dirigi até aqui, o Nick me salvou explodiu o lugar e fugimos para cá.
─Vamos embora! Eu chamo, tem muitos zumbis pelas estradas e quero chegar logo em casa, não estou cem por cento seguro sobre a vila.
Entramos no carro dessa vez eu dirijo, minha pequena vai atrás sentada com Nick, abraçada a ele, nunca mais vai solta-lo isso sim. Nick segura uma mecha de seus cabelos, ainda se enrola todo neles como quando tinha seis anos, ele brinca com a mecha e sei que isso o acalma, a menina está encolhida no banco, parece assustada e perdida.
─Que ideia estúpida foi essa? Katie diz muito brava – Como explodiu o galpão?
─Pólvora mamãe, e duas granadas...
─Vou arrancar seu couro, pólvora e granada? Ela grita em seu ouvido, ele faz careta, nos olhamos pelo retrovisor, pisco sorrindo, ele devolve o sorriso – O que pode ser pior que a horta, me diga o que mais odeia, sim por que é isso que vai fazer.
─Eu te disse que seria humilhante! Nick diz a garota, ela tenta sorrir, mas não consegue.
─A humilhação nem começou! Ela diz abraçando mais Nick, Tommy balança a cabeça.
─Está todo mundo bem mamãe, meus irmãos, Amy, e a Mary, não aconteceu nada com ela aconteceu? Ele pergunta – Precisava fazer isso pelo bebê, imagina como o Jimmy iria sofrer se acontecesse alguma coisa com o seu netinho? Ele diz rindo e ela o olha chocada.
─Nick não brinque comigo! Ela adverte.
─Não resisti, mas e então está todo mundo bem?
─Nick, foi difícil sabe, as coisas complicaram um pouco...
─Quem mamãe? Ele pergunta assustado.
─Sasha e Bob! Nick se encosta mais nela, fecha os olhos e não diz mais nada, sabemos como é difícil para ele, é difícil para todos nós, mas Nick estava achando que tinha resolvido tudo e agora tem que lidar com a dor e a decepção, isso é muito difícil.
─Estamos chegando! Eu aviso, mais dez minutos e estamos em casa eu penso feliz.
─Mamãe eu só quero registrar que a Amy é inocente, ela não tem nada com isso foi tudo ideia minha, pulei a janela matei o zumbi, abri e me melequei sozinho ela só prometeu guardar segredo.
─Pulou a janela, pulou a janela, o que deu em vocês, esqueceram de como é usar portas, que moda nova é essa agora? Katie diz brava – Amor quero grades, em todas as janelas, se vira, daqui a pouco o Matt inventa alguma maneira de nos enlouquecer e sai pela janela também!
─Todo que quiser pequena! Eu digo sem querer contrariar.
─Andei no meio deles, não me notaram, foi assustador, acho que vou sonhar com isso, nossa com certeza vou e senti muita saudade sabe? Ele começa a apelar agora que estamos chegando por que sabe que é sua única saída.
─Fiquei o tempo todo agoniada, assustada, sem saber de onde vinha aquela angustia, como poderia imaginar que meu filho estava... – Não quero pensar nisso.
Quando chegamos a vila está toda em movimento, corpos estão sendo retirados, duas covas estão sendo abertas e as valas estão cheias de zumbis, precisam ser queimados, mas a última coisa que queremos no momento é chamar atenção.
Amy corre para nós, Matt e Megan vem junto, mas desistem do abraço fraternal porque Nick está imundo e fedendo a zumbi, só pais e mães suportam isso, irmãos e futuras namoradas não chegam a tanto.
─Que bom Nick, aguentei o quanto pude, mas a Katie...
─Tudo bem Amy, deu tudo certo afinal, vou tomar banho – Ele olha para Katie – Posso mãe, entrar e tomar um banho?
─Quem sabe te deixar fedendo assim não é um bom castigo, uma semana talvez.
─Seria mamãe, mas a gente vai ter que morar com ele? Matt pergunta, Katie o abraça – Está certo, vai Nick, depois falamos.
Dou um tempo para Nick, espero que tome banho e depois vou encontra-lo, quero saber como está, as pessoas estão todas lá fora cuidando da segurança e da limpeza, Katie inclusive, ela sabe que quero um tempo com ele, por isso ainda não correu para dentro.
Bato na porta, sempre fazemos isso, Katie acha que eles precisam de privacidade depois de uma vida dividindo tudo.
─Entra papai! Eu entro, temos uma batida especial, um código de pai e filhos, todos os três conhecem.
─Oi! Me sento a seu lado na cama, ele suspira.
─Oi! Ele sorri de modo fraco, baixa a cabeça – Pai eu sinto muito, mas queria mesmo ajudar, fiz merda?
─Fez! Admito – Um milhão de coisas podia ter dado errado, está aqui e para ser honesto eu não sei o quanto foi sorte.
─Boa parte, encontrar o Tommy... sei lá papai, tanta coisa, quando eu estava no meio deles, andando devagar, eu tive medo e entendi, não é medo de morrer, fiquei com medo de não ver mais você, a mamãe, meus irmãos, é assim que se sente quando sai lá fora?
─É filho, é assim que me sinto! Passo meu braço por seu ombro, sorrimos um para o outro – É isso que me deixa forte, essa vontade de voltar para vocês.
─Foi isso que me deixou calmo e forte, queria tanto voltar que tentei fazer tudo certo.
─Está crescendo ratinho, um dia...
─Falta muito papai, acho que não estou mais com muita pressa! Ele me diz – E depois minha mãe vai me deixar de castigo para sempre!
─Vai! Eu concordo – Quer dizer que explodiu tudo, mandou aquela merda toda pelos ares!
─Sim, foi bem legal!
─Aposto que foi! Rimos os dois, somos cumplices, sempre fomos – Mas se sua mãe me perguntar eu vou dizer que foi inaceitável!
─Eu também!
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