Notas iniciais
Ok, por onde eu começo a me desculpar? Primeiramente, eu to vivo, ok, to bem vivo por sinal! Agora vamos as desculpas: eu sei que eu to super atrasado, mas eu tive 500 problemas nesses últimos dias, e eles são: • meu celular quebrou e eu ainda estou sem ele, isso vai fazer 1 mês já. • eu tava com vários problemas familiares (na realidade, ainda estou, mas vamo que vamo né) • eu tinha esse capítulo com +5k palavras escritas, mas meu macbook super aqueceu e queimou a placa, então, eu perdi todo o capítulo. Este capítulo vai tratar apenas da equipe Lauren, August, Sarah, Gael e o menino novo, no próximo capítulo terão os outros personagens. Estou postando esse logo para atualizar logo! Por favor, perdoem qualquer erro! Eu num betei pra postar logo! D: Enfim, boa leitura!

Gael – POV

Eu estava encostado na janela de vidro colorido, num canto afastado da igreja. Eu não tinha visão alguma do que se passava lá fora, mas pelo barulho da chuva golpeando o teto, eu tenho certeza que, sem luz alguma, lá fora deveria esta um breu. Apesar de ser... O quê, 17h, quase 18h. Deve estar começando a escurecer.

Virei meu rosto, observando toda a igreja. O garoto que fez Sarah de refém está com a perna enfaixada, e ver aquele curativo me deixa com o estômago embrulhado. No momento em que eu atirei pensei apenas em ajudar August, não havia pensado no remorso que isso causaria em mim, e na dor do garoto, que por sinal se chama Kenji Takagi. Ele nos informou que seu pai é dono de um dojô de kendô, uma espécie de luta japonesa no qual se usa uma espada, isso o torna um espadachim renomado. Ele fugiu de casa sem nenhum tipo de bagagem, apenas com a roupa do corpo e a espada que era de seu pai. Questionamos sobre sua família, e onde eles estariam, mas Ken... Ou melhor, Takagi (ele pediu para o chamarmos assim, já que, no Japão você só pode tratar uma pessoa pelo primeiro nome só quando é muito íntimo dela), se manteve quieto.

Num canto mais afastado da igreja, August e Sarah estavam deitados num banco de madeira. Acho muito engraçada essa relação deles, há pouco tempo atrás eles discutiram por Sarah querer ajudar um cara que quase a matou, e agora... Eles estavam juntos. Fizeram as pazes pelo jeito, acredito que se eles estivesse sozinhos teriam feito as pazes da melhor maneira. Não pude evitar de sorrir malicioso só de pensar nessa cena. Pelos meus cálculos Sarah deveria ter o quê? Mais de 100cm de busto? Confesso que até eu me sinto tentado, mas quero continuar vivo. Depois do que vi, August me mataria sem pensar duas vezes.

— Gael? – me assustei, e olhei para trás, encontrando os olhos azuis de Lauren. Ela estava com uma expressão totalmente cansada. – Você acha que sua empresa se tornou um local seguro? – sua voz tinha aquele habitual tom sério, como se estivesse se preparando para dar uma bronca.

— Eu fiz questão de escolher a dedo apenas os melhores seguranças... – falei firme, olhando fixamente para ela. – Então respondendo sua pergunta: sim. Tenho certeza que é.

— Você até pode ter contratado "os melhores seguranças", – ela copiou meu tom de voz, obviamente esnobando meu comentário – mas acontece que nenhum lugar estaria preparado para esse apocalipse zumbi que mais parece um filme trash do Romero! É possível que os seus "melhores seguranças" também tenham virado essas coisas!

Engoli em seco. Infelizmente, e novamente, Lauren tinha razão. Ninguém está preparado para esse tipo de acontecimento. Talvez aqueles adolescentes que sempre sonharam com o apocalipse zumbi achem que estejam prontos para sobreviver, usando o conhecimento de filmes, mas seria mais verídico que todos estejam mortos a esta hora. Mas quero acreditar que minha empresa ainda é um dos poucos lugares seguros, afinal... É lá que minha irmã está...

— Lauren... – balbuciei, mas fui logo interrompido por um grande ronco vindo do lado de fora. Vi pela expressão no rosto pálido de Lauren que ela também ouviu o mesmo barulho.

Por puro extinto meus pés me guiaram até a entrada da igreja, abri as portas de carvalho com toda a força, e vi, no fim da escadaria, e pela rua estreita, com a chuva caindo cada vez mais forte um carro, se aproximando do terreno onde estávamos. Mas não era um carro qualquer, era um buggy de oito rodas.

— Um Argo 8x8! – uma voz exclamou ao meu lado, e vi August com duas armas nas mãos, era minha escopeta e sua metralhadora. Ele empurrou minha arma sobre meu desatou a correr pelo barranco de terra, sujando todo o seu uniforme, seguindo o buggy.

— O que pensa que está fazendo? – gritei, o seguindo, também me sujando de lama. Olhei para o caminho do buggy, e vi diversos "deles" se aproximando. Claro! Eles são atraídos pelo som, e óbvio que esse motor roncando alto chamaria a atenção "deles".

— Precisamos chegar até o Argo antes que ele bata em alguma parede ou árvore! – August gritou mais a frente, conseguindo correr facilmente pelo campo de terra molhada. Realmente, ter servido o exército me ajudaria muito num momento como esse. Estou quase escorregando nessa lama.

Como a rua era larga e reta, o buggy seguia um caminho reto. Pude observar que assim que ele se aproximou de nós, o volante não era comum, parecia... o de uma moto. Havia uma fita adesiva no"volante", isso explicava o porque ele andava sem ninguém o pilotando. Assim seria mais prático. Podíamos ligar e desligá-lo sem chave alguma. Apesar de ainda me intrigar como esse carro funciona.

A chuva batia com força em mim, fazendo com que minha roupa grudasse em meu corpo recém malhado, piorando meu estado para correr. Olhei para frente e vi que uma parte estava alagada, e não era pouco, pelos meus cálculos, devia passar de 2m de alagamento.

— Merda! Se o carro chegar na parte alagada vamos perdê-lo! – gritei para August que estava bem na minha frente.

— Não vamos nada! – sua voz saiu fria. – Apenas observe...

Quando o buggy chegou na parte alagada, ele não afundou, pelo contrário, continuou seguindo, numa velocidade bem mais reduzida.

— Um carro anfíbio... – murmurei, parando.

Vi August largar a metralhadora no chão e pular na parte alagada, se dirigindo até o buggy, conseguindo pilotá-lo. Virei meu rosto e vi que "eles" quando entravam na água afundavam completamente, o que estranhei, um corpo é mais leve que a água, eles deveriam boiar. Mas minha analise durou pouco tempo, eles começaram a se aproximar de mim. Eu engatilhei minha escopeta e atirei nos mais próximos, mas eram muitos. Eu não podia ficar aqui, precisava fugir.

Um ronco quase ensurdecedor chegou aos meus ouvidos. O buggy subiu pelo campo de lama na maior facilidade, e August me puxou para dentro do pequeno carro e pisou no acelerador para despistar "eles".

Lauren – POV

Eu, Sarah e Takagi estávamos na frente da igreja, vimos apenas flashes das cenas de poucos minutos, um carro surgindo do nada, zumbis atrás deles, August e Gael atrás do carro. Juro que essa seria uma história engraçada para contar aos meus netos...

Meus pensamentos foram totalmente interrompidos quando vi o buggy na minha frente, com August e Gael sobre ele.

— Querem uma carona? – Gael brincou, e eu não pude conter um sorriso. Sarah foi a primeira a entrar, depois eu, e por último Takagi. Vi que a expressão de August se fechou quando o mesmo entrou no buggy, ficando de pé, devido ao pequeno espaço.

August girou o volante e começamos a seguir pelo caminho oposto ao traçado.

— A delegacia fica para aquele lado! – gritei para August, que me lançou um olhar gélido.

— Aquele lado está infestado de zumbis, e também, está alagado...

— Eu conheço este carro! – o interrompi. – É um Argo 8x8, um modelo militar, é anfíbio, dá pra passar por qualquer alagamen...

— Por causa da superlotação seria impossível passarmos por lá! – August gritou, e junto com sua voz, o carro fez um coice violento, indo mais rápido. – Tem algum outro caminho?

— Ah... – meus joelhos tremeram, nunca vi August dessa maneira, se eu não estivesse sentada, eu com certeza teria ido ao chão. – Tem um retorno, mas levaria muito tempo para chegarmos lá. – tentei manter minha voz firme.

Quando viramos uma rua, haviam diversos "deles", e como a chuva já havia amenizado, o motor do buggy era muito mais alto, aposto que era o único som em quilômetros.

— Não dá pra passar... – August falou entredentes.

— Dá sim... – Takagi falou alto. Indo para frente do Argo, ficando muito próximo do capô. Ele tocou na bainha da espada. – Pise fundo!

— Espadas não são apropriadas contra eles! – Gael gritou.

Takagi simplesmente ignorou o comentário e continuou na mesma posição. August pareceu dar de ombros e pisou com toda a força no acelerador.

Eu não consegui fechar os olhos, e acredito que se eu tivesse fechado eu não teria acreditado na cena que eu vi. Takagi tirou a espada da bainha e fazia um corte perfeito no pescoço dos zumbis que estavam na nossa frente. Juro que nunca vi nada assim na minha vida, nem nos meus treinamentos.

E assim o caminho foi seguindo, Takagi decapitava os zumbis enquanto a noite caia.

Quando começou a ficar muito escuro, nós já estávamos numa rua praticamente deserta, mas ainda distante da delegacia. Precisávamos achar um lugar para passarmos a noite, nossas roupas estavam molhadas, e não podíamos ficar dessa maneira.

Mas eu não estava pensando nisso. Eu queria me afastar de August... Nunca vi alguém fora de si daquela maneira.

~~~

Sarah – POV

Depois de tanto rodarmos, encontramos uma casa com as portas abertas, e depois de confirmarmos três vezes que não tinha nenhum zumbi dentro, nos acomodamos.

Meu corpo estava molhado, mas não pela chuva, desta vez por causa do banho de caneca que eu havia acabado de tomar. Eu estou muito cansada. Não apenas fisicamente, mas sim psicologicamente.

Toquei levemente meu ventre. Uma dor aguda vinha dele já há algumas semanas, e eu não fazia ideia do que seja.

Como eu gostaria que as coisas voltassem ao normal... Para que assim, eu e meu marido possamos viver a vida pacífica que tanto sonhamos.

A porta se abriu, relevando a figura de August, que estava apenas com a toalha enrolada na cintura. Enquanto eu, usava apenas minha lingerie. Ainda não tinha me trocado, e nem tinha como, todas as minhas roupas estavam molhadas. Meu marido me abraçou por trás e beijou minha bochecha.

Eu havia visto aquela expressão e o tom de raiva na voz dele quando ele e Lauren discutiram. Nunca o vi alterado daquela maneira, mas eu não tinha coragem para perguntar nada.

— Mexeu no buggy? – tentei quebrar o silêncio que estava no ambiente.

— Está escuro demais...

August começou a distribuir beijos pelo meu pescoço e passava as mãos por toda a extensão de meu corpo. Virei meu rosto apenas para capturar seus lábios e trocar um beijo apaixonado com ele. Seu corpo forte ficou sobre o meu e fez deitar na cama. Continuamos as carícias, e logo começamos a nos esquentar.

Eu resolvei deixar toda aquela tensão deste dia de lado, afinal, nunca saberei quando poderei aproveitar os prazeres da vida quando chegar o "fim".

Notas finais
Ah, uma pena que eu perdi muita coisa que havia imaginado para esse capítulo... Sobre o aparecimento do buggy: pensem realmente como um acontecimento divino. Acontece que eu precisava fazer eles resolverem algumas coisas, e com um carro fica tudo mais prático, e logo eu vou explicar como esse veículo está funcionando, ok galere? Quero agradecer ao Titã por me cobrar essa fic, acredito que sem seu "estímulo" eu poderia demorar muuuuuuito para postar esse capítulo! Galere, eu tava pensando esses dias em fazer uma list of weapons (pra quem não sabe, é uma lista das armas usadas pelos personagens) para ajudar a todos entenderem, e saberem, como funcionam o armamento nessa fic. O que acham? (Afinal, eu adoro armas. Um dos motivos pelo qual resolvi escrever essa estória.) Momento tagarelice: acreditam se eu disser que eu nunca curti zumbis? :D Eu tinha um conhecimento super básico achando que zumbis se resumiam a resident evil, e isso me deixava um tanto frustrado, já que não curti muito os filmes (só os jogos, e aqueles antigos de ps1), mas depois de uma longa conversa com um amigo, que me explicou muito sobre zumbis, eu comecei a entender e gostar. É isso! E espero que vocês não me matem!