Notas iniciais
Olar pessoas! Depois de um bom tempo, aqui está o capítulo onde irei tratar do grupo de Miller, Melody, Ana, Melissa, Alan, Nicole e Bella! O capítulo ficou menor do que eu esperava, mas acontece que, se eu seguisse a linha original desse capítulo, ele ficaria muuuuito grande e confuso (apesar d'eu mesmo achar que ele está confuso). Por favor, me digam o que vocês acharam desse capítulo! Boa leitura!

Melissa — POV

Já era tarde da noite, talvez seja 20h e alguma coisa, e lá fora um bréu cobria todo o bairro. Sem iluminação era impossível saber o que se passava lá fora. Lembro dos acontecimentos de algumas horas atrás. Bella saiu pela rua, salvando o garoto que vimos, quando ela o trouxe para a sala, ele desmaiou, percebi que era apenas cansaço, e então o deixamos repousando no mesmo local. Questionamos a Bella sobre quem ele era, ela apenas ficou quieta e não disse uma palavra.

Quando começou a anoitecer, Bellatriz pediu para que dormissemos no seu quarto novamente. Ela dormiria com a mãe e a irmã, já que, de acordo com ela "não faço mais parte do grupo de vocês".

Eu estou sentada no chão do quarto de Bella, Alan e Nicole estão deitados na cama juntos, eu acho extremamente bonita essa relação deles, estão unidos desde o começo dessa... Deste... Inferno. Não existe outra palavra para definir o mundo que vivemos. Sempre vejo filmes de zumbis onde aquela turma sempre tem um personagem fodão e vai salvando todo mundo, mas aqui, na vida real, é tudo muito mais complicado do que parece. Acho que tive sorte, na faculdade tínhamos o exército que fizeram de tudo para nos ajudar, agora, eu estou acompnhado esse grupo, que está me fazendo enxergar isso de uma maneira diferente...

Volto a observar o quarto, e encontro Ana Lúcia olhando para uma vela, são quatro, no total, iluminando o quarto. Todo o ambiente está com um leve tom amarelado. Eu respiro fundo, levanto-me do chão e vou até minha bolsa, retirando de lá, dois cadernos. Um deles é pequeno e preto de brochura, foi onde eu anotei todas as informações que colhetei sobre esses... esses monstros. O outro é um sketchbook pequeno, com diversos rabiscos. Remexo um pouco mais no fundo de minha mochila, procurando um lápis. Meus dedos tocam um aparelho que a muito tempo eu não via. Meu mp3 player. De acordo com Melody, todos os aparelhos eletrônicos não estão funcionando, mas mesmo assim, eu arrisco, tentando ligá-lo. Apesar de saber que será em vão... Espera! Ele ligou!

Começo a remexer mais no fundo de minha bolsa, procurando meus fones de ouvido, e por fim, encontrando-os. Faço o teste, coloco em qualquer música aleatória e em meus tímpanos eu escuto a melodia de "What Do You Know" de Two Doors Cinema Club, evito d soltar um grito. Retiro meus fones e fico observando o aparelho. Como diabos ele está funcionando. Retiro a parte de trás, e vejo o par de pilhas. Será...?

— Melissa? — eu me sobressalto quando sinto alguém me chamar e tocar em meu ombro. Viro o rosto e encontro Ana, parada bem ao meu lado. — Desculpa, não quis te assustar...

— Não... Ta tudo bem. — sorrio levemente, observando os olhos amendoados de Ana Lúcia. — Só não esperava...

Ele me respondeu com outro sorriso, desta vez, mais amplo. Ana é completamente diferente de todos do grupo, ela parece ser uma "mãezona", querendo sempre ver todos bem. De primeira, quando Miller me pediu para juntar ao grupo, pensei primeira em vir pelo fato d'eu e Ana sermos panssexuais. Com toda a certeza eu me sentiria deslocada na faculdade. Aqui... Eu sinto que somos quase uma família.

Família... Uma palavra que me dói o coração. Minha mãe, meu pai e meu irmão estão em Porto Alegre. E talvez... Eu nunca mais possa vê-los. Grossas lágrimas começaram a descer pelo meu rosto. Eu tentei segurá-las, mas elas passavam pela minha bochecha, indo para meu queixo e encontrando o chão. Senti uma mão quente tocar meu rosto, e encontrei mais uma vez Ana me lançando um olhar preocupado. Eu detesto chorar na frente das pessoas, sempre fui forte. Mas agora... É muita dor para carregar sozinha. Puxei Ana e a abraçei com toda a força, enquanto eu soluçava em seu ombro. Ela parecia sem reação no começo, mas depois eu senti seus braços passarem em torno dos meus, me confortando.

Eu nunca... Nunca me senti tao bem... Nos braços de outra pessoa.

~~~

Miller — POV

Estava me dirigindo a cozinha. Há alguns minutos atrás fucei minha mochila, atrás de algo interressante, e encontrei algo que precisava jogar na cara da Melody. Eu rodopiava o objeto em uma de minhas mãos, enquanto na outra eu carregava uma barra de cereal. Eu não quis jantar depois daquela cena melosa entre os "pirralhos" deste grupo, então estou comendo isso apenas para enganar a fome. Eu preciso me livrar delesm o mais rápido possível. Na verdade... Eu preciso encontrá-la o mais rápido possível.

Estavam me aproximando do cômodo, onde a leve luz laranja de uma vela tomava conta. Encontrei Melody diante da mesa, observando o mapa da cidade. Mas, uma coisa em seu rosto chamou completamente a minha atenção.

— Você usa óculos? — falei baixo e divertido, vendo que em seu rosto uma expressão assustada apareceu. Melody franziu o cenho e voltou a observar o mapa, anotando algumas coisas com uma caneta vermelha.

— Eu perdi uma das minhas lentes de contato, e eu não enxergo nada sem essa droga! — seu tom era esnobe como de costume. Acredito que se eu tivesse conhecido Melody em outra circunstâncias eu a odiaria (não que eu goste dela, apenas a acho gostosa) com todas as minhas forças. Me aproximei de seu rosto, tocando levemente em seu nariz.

— Você ficou mais sexy assim... — o rosto claro de Melody ficou completamente corado. Suas mãos tocaram em meu peito, percebi que sua primeira intenção era me empurrar, mas ela segurou minha jaqueta com mais força. Minha mão foi até suas costas, encontrando a barra de sua camiseta.

Acidentalmente, meu braço encostou na vela, jogando o objeto de cera no chão, apagando-o e deixando o ambiente num bréu completo. Lembrei de minha verdadeira vinda a este lugar, e ascendi a lanterna que encontrei em minha mochila. Vi que os olhos castanhos de Melody se arregalaram, e eu não pude deixar de sorrir.

— Você disse que nem objetos a pilha funcionam. Pelo jeito você estava errada, senhorita eu-sei-de-tudo. — zombei. Melody franziu o cenho e desta vez me empurrou com força.

— Você é um completo idiota! — ela gritou, cruzando os braços diante do peito. Eu apenas ri. Ela é uma ingênua. Uma garota mimada que acha que só por ter essas "armas" já estava pronta para enfrentar esse inferno.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! — um gritou chegou a nossos ouvidos, nos assustando completamente. Foi alto, e parecia vim de um cômodo perto de nós. Obviamente vinha da sala.

Mantive a lanterna ligada e começei a correr, chegando até o cômodo principal da casa, onde o menino que Bellatrix salvou estava em pé, com os olhos arregalados. Ele ficava gritando cada vez mais alto. Melody estava logo atrás de mim, observando tudo.

— Vão todos morrer! — ele gritava cada vez mais alto. — Todos vão morrer! — eu entreguei a lanterna para Melody, que se assustou com minha atitude. O garoto estava descontrolado, eu precisava pará-lo. Pude ver de relance que algumas pessoas já se formavam no topo da escada, com suas velas em mão. Me aproximei do garoto, mas quando eu vi, era tarde demais. O menino retirou de dentro do blusa que usava um pequeno estilete, e perfurou meu braço. O metal estava enferrujado, e ele cravou com tanta força que seria ímpossivel eu não sentir dor. Aproveitando a cena, o garoto abriu a porta num estrondo e correu para fora.

— Miller! — a voz de Melody chegou aos meus ouvidos, enquanto eu mesmo puxava o estilete de meu ombro, vendo um pouco de minha jaqueta rasgada e o sangue na mesma. Aquele garoto vai se arrepender por ter feito isso comigo!

Peguei das mãos de Melody a lanterna e ia me dirigir para fora, mas a cena que vi assim que passei diante da porta fez todo meu corpo travar. Merda! Voltei para trás, pegando Melody pelo braço e mandando todo mundo subir.

— O que está acontecendo? — Bellatrix perguntou alto.

— Eles estão entrando! — foi a única coisa que consegui gritar.

Notas finais
Pra dar uma quebrada no clima pacífico que ficou na estória. Os últimos capítulos estavam meio parados, e eu precisava muito dar uma movimentada neles, e achei essa brecha. Aliás, vocês acham essa fic parecida com algum filme de zumbis que vocês já viram? Como tagarelei no capítulo, eu não curto tanto coisas de zumbis, mas um amigo meu disse que essa fic lembra bastante "Guerra Mundial Z" (qual eu assisti recentemente, já que passou na "Tela Quente" da Globo). Mas tendo meu conhecimento super básicos de zumbis, eu não vejo nenhuma referência de filmes/série já existente! Então, uma bad news, eu não sei quando vou atualizar o próximo capítulo! Pretendo que seja nesse mês ainda. A propósito, eu pretendo terminar essa fic de vez no capítulo 50 (na ordem de postagem, sem incluir os "extras".) Acho que é isso que eu tenho a dizer por enquanto! Bye e inté! :D