Fim Dos Tempos

95 Capítulo 95 - Pressentimentos


Notas iniciais
Vamos lá pessoas queridas, como viram um episódio inteirinho sobre o governador, e nem acho que foi o último, adorei, mas não escrevo sobre ele então fiz um capítulo meio que preparando para o que acho que vem por ai, espero que gostem. Agora quero dedicar esse capítulo ao meu querido amigo Willian( Wade Burt Carlysle) que fez uma recomendação e como ele é muito sincero e crítico se fez é porque gostou então decidi dedicar esse capítulo a ele, embora eu saiba que ele não é muito dado a romances e preferiria um capitulo mais cheio de ação, vamos ver se ele merece que faça isso de novo. Willian adoro conversar com você, essa foi uma das coisas boas de escrever essa fic conhecer gente como você!

POV- Megan

Acordo de novo na minha velha cama, Nick está puxando meu cabelo, e Jimmy está no beliche olhando para o teto com os olhos vidrados, deve estar com saudade da Mary, isso é uma droga.

Eu fiquei sem meus pais, sem o Carl e longe do meu irmãozinho, ele ficou sem a mulher e a filha sem contar o Matt que é um pouco dele, essa porcaria de doença está estragando tudo.

Pelo menos papai voltou com remédios, e mamãe está com a gente de novo, mas quero o Matt também e poder andar de mãos dados com o Carl e olhar para ele de perto, sinto falta dele.

−Solta meu cabelo Nick! Eu reclamo e ele acorda.

−Cadê o papai e a mamãe?

−Estão lá fora Nick, não dormiram ainda, tem muito trabalho.

−Jimmy! Nick chama ele que se senta depois de um suspiro – Tá triste?

−Não, claro que não, vamos descer?

−Oba! Nick se levanta rapidinho, depois de escovar os dentes com o Jimmy enfiando o dedo no meu ouvido só para me provocar descemos todos.

Corremos assim que vejo papai e mamãe, eu amo muito minha família, abraço os dois, muito forte, é bom ficar com eles.

−Dormiram? Mamãe pergunta preocupada, afirmamos Nick já está no colo do papai, grudado nele, vai querer morar ali de novo, só porque o papai ficou fora um pouco.

−Papai! Eu o chamo e ele me abraça me puxando para ficar perto dele.

−Que foi ratinha?

−Foi muito ruim lá fora?

−Foi péssimo.

−E o Glenn e a Sasha e todos os doentes? E a Lizzie está lá também.

−Estão todos bem querida! Minha mãe me diz e não sei se é verdade por que ela sempre quer que a gente fique feliz.

−Mesmo?

−O Hershel acabou de dizer.

−Vamos ficar com o Matt agora? Nick pergunta – Ele vai ficar chorando sem mim.

−A Beth está com ele, mas logo vamos estar todos juntos.

Carl aparece correndo, vem da horta onde devia estar ajudando o Rick me sorri meio de longe.

−Meu pai disse que podemos caminhar um pouco e conversar sem ficar muito perto! Ele me diz e olho para o meu pai.

−Vai ratinha.

Eu caminho com Carl um metro longe dele no mínimo, uma chatice, só quando estamos mesmo longe começamos a falar.

−Ontem quando estava ajudando meu pai com os zumbis fiquei preocupado com você, estava presa na torre se não tivéssemos conseguido não poderia mais descer de lá.

−Eu sei, mas conseguiu, eu vi tudo de lá de cima, fiquei com medo de te acontecer alguma coisa.

−Acho que meu pai entendeu agora que posso ajudar.

−Mas precisa tomar cuidado Carl.

Nem sei o que eu faria se ele fosse mordido, meu coração se aperta só de pensar.

−Não fica mais na torre Megan, eu tenho medo, coisas podem acontecer, precisamos ficar prontos e perto um do outro.

−Mamãe falou que não é mais para subir lá.

−Melhor assim, as pessoas estão melhorando, O Glenn quase morreu.

−Eu sei, tenho pena da Lizzie lá sozinha.

Eu sempre fico com pena dela e da irmã, agora que o pai delas morreu ficaram sozinhas.

−Você não acha ela meio maluca? Carl me diz sorrindo.

−Não seja mal! Acabo rindo também – Ela ficou sozinha com a irmã no meio dessa coisa de apocalipse, eu sei como é fiquei uns dias assim antes do papai e da mamãe cuidarem da gente.

−Tem razão, eu nem me lembrava mais disso, parece que são filhos de verdade, me esqueço que não são.

−É!

Carl olha em volta estamos sozinhos, não tem ninguém olhando e estamos quase dentro da horta, ele se aproxima de mim.

−Carl...

−A gente não precisa ficar tão longe, se fosse para ficarmos doentes já tínhamos ficado, ninguém mais ficou doente.

−Pode ser.

−Podemos só caminhar um pouco de mãos dadas, sem beijo até todo mundo sarar eu prometo.

Ele pega minha mão e meu coração dispara, sinto falta dele, ficamos sorrindo um pouco.

−Você precisa ficar por perto Megan, promete?

−Sim, mas do que tem medo de vir mais zumbis?

−Acho que sim, melhor ficarmos juntos sempre.

−Eu sei, não gosto de ficar sem ver você, fiquei sentindo saudades o tempo todo.

−Megan, eu... eu gosto mesmo de você, acho que é para sempre, se acontecer alguma coisa se a gente se separar...

−Separar? Eu fico com os olhos cheios de água, não quero me separar dele.

−O irmão do Daryl, o Merle ele ficou um tempão separado do grupo, essas coisas podem acontecer, só quero que saiba que vou sempre gostar só de você.

−Eu também Carl, e sempre vou te procurar.

Começo a chorar e ele me abraça, que se dane se vamos ficar doentes já estamos mesmo, com essa droga de doença de virar zumbi.

Eu paro de chorar um pouco depois e ele me solta, olhamos rápido mas estamos sozinhos ainda.

−Era só para você saber, mas não quer dizer que vai acontecer.

−Carl eu também gosto de você de verdade e eu sei que é para sempre!

Ele sorri e voltamos a ficar de mãos dadas, andamos mais um pouco e depois nos olhamos um instante.

−Vai ficar tudo bem! Ele me diz quando caminhamos de volta agora distantes um do outro.

−Vou fazer meu trabalho, nos vemos depois.

Concordo e nos separamos, Mamãe e papai estão conversando com o Nick, ele sorria feito um bobo, está todo feliz.

−Já namorou? Nick me pergunta.

−Papai! Eu reclamo, é o irmão mais chato do mundo, espero que o Matt seja mais legal.

−Que eu fiz, não posso falar nada, só perguntei se já namorou, ele não é namorado?

−Papai! Meu pai sempre ri das nossas brigas nunca fica bravo nem briga com ele, nem sei porque apelo para ele – Mamãe! Ela sim resolve as coisas e ela olha séria para o Nick que para de me irritar.

−Ratinha já tomaram café da manhã?

−Não estamos esperando o Jimmy chamar ele está preparando.

Como se tivesse chamado por ele Jimmy aparece.

−Vem preguiçosa, precisa tomar café e depois vamos os três para a oficina, tenho trabalho e a senhorita também.

Nick corre na frente eu beijo meu pai e minha mãe antes de seguir Jimmy. Ele é um bom irmão, largou tudo para ficar com a gente e teria sido muito difícil sem ele, por isso quero deixar ele feliz e obedeço na hora, mesmo brava de ele viver me chamando de preguiçosa e enfiando o dedo no meu ouvido.

Antes de entrar olho mais uma vez para o Carl, ele está lindo com o chapéu de xerife, antes eu não gostava, mas agora gosto e vou dizer a ele.

POV – Daryl

Meus ratinhos somem para dentro da prisão e finalmente posso envolver minha pequena nos braços e tentar entender o que se passa com ela, sei que ela está angustiada, é mais do que tudo a nossa volta.

−Vamos conversar pequena! Eu puxo minha mulher para nos sentarmos um pouco sozinhos.

Ela se recosta em mim e eu a envolvo, quero tanto um tempo com ela, sei que não devíamos nem mesmo estar assim tão perto, mas simplesmente não sei ficar longe dela, isso é pior que qualquer doença maldita.

Katie desaba numa longa crise de choro, eu apenas a amparo porque sei que ela precisa disso, que depois vai se recompor erguer a cabeça e voltar a ser a mulher decidida que enfrenta tudo de frente.

Quando ela finalmente se acalma eu a ajudo a secar as lágrimas.

−Essa crise de choro me fez lembrar da minha pequena gravida! Ela sorri.

−Me senti frágil como naquele tempo, mas estou bem agora, você está aqui e isso me dá uma paz inexplicável.

−Sei do que está falando, foi duro estar lá fora sem você, eu sei que não foi a primeira vez, mas dessa vez foi assustador demais, tive tanto medo de não chegar, ou pior de chegar tarde de ver um dos meus ratinhos...

Não termino a frase por que ela é dura demais para ser dita, sei que ela entende o que quero dizer.

−Felizmente eles ficaram bem, em todos os sentidos, com o Jimmy por perto é sempre mais fácil para eles.

−Nunca vou poder agradecer a ele, sobre essa doença, ela não está só aqui pequena, encontramos zumbis com as mesmas características, lá na faculdade, fomos perseguidos por alguns.

−Imaginei que sim, o que significa que a Lily deve estar bem, queria devolver ela para o ratinho logo.

−Eu acho que tudo bem ele ficar com ela.

−Amor, se lembra que quando eu pedia para deixar a caminhonete pronta, que achava que um dia talvez precisássemos deixar tudo isso para traz?

−Me lembro, minha pequena mandona decidindo tudo e me dando ordens como de costume, ela está pronta pequena, sempre esteve.

−Sei disso, mas acho que esse dia está perto.

−Porque acha isso? Nunca duvidei dos instintos de minha pequena e seu tom de voz me assusta.

−Tem algo vindo amor, algo grande e assustador.

−Uma horda, é isso que acha que está vindo? Ela os sente e isso sempre foi assim.

−Não sei explicar, apenas sinto que algo está à espreita, caminhando para nós, nos cercando, quero ir embora daqui.

−Pequena...

−Eu sei, não podemos simplesmente entrar no carro e partir assim, apenas preciso pedir algo.

Ela olha para a prisão, um longo e assustador olhar, me faz estremecer de tensão, não sei o que se passa, mas Katie nunca errou, nenhuma vez tomou a decisão errada, sobre coisa alguma.

Mesmo quando decidiu deixar o isolamento foi o melhor a fazer, se não tivesse saído nossas perdas teriam sido muitas.

−Diga pequena, o que quer.

−Quero pegar o Matt no isolamento, quero fazer isso agora, quero colocar ele em meus braços, preso a mim como deve ser, e quero que os ratinhos fiquem grudados na gente, quero minhas facas e sua besta prontas.

−Pegar o Matt, tirar nosso mini ratinho de lá, mas pequena o Hershel acha que ainda não é seguro.

−Você disse que a doença estava lá também, isso quer dizer que está no ar, que podemos estar em contato com ela a mais tempo, que Matt já pode ter estado muito mais perto dela, que de algum jeito todos corremos riscos, aqui dentro, lá fora.

−Está certa sobre isso.

−Eu pensei que se algo acontecer, se tivermos que nos proteger e correr atrás das crianças, vamos ficar confusos, o medo por eles vai colocar todos nós em risco.

Ela me abraça apertado, os olhos voltam a se encher de lágrimas, eu nem sei o que pensar, mas ela é mãe, só isso já seria o bastante para deixar que faça como quer, mas além disso é minha pequena, e sei dos seus instintos, se quer fazer isso só posso estar a seu lado e apoiar sua decisão.

−Vamos pequena, vamos pegar nosso mini ratinho, chega de separação, o que quer que aconteça temos que estar todos juntos, assumimos esse risco a muito tempo quando levamos os ratinhos para nossa cela.

−Vencemos tantas coisas amor, quase perdemos tudo tantas vezes e depois simplesmente estávamos bem, não vai ser diferente, não pode, não agora.

Eu a ajudo a ficar de pé, ela sorri por entre as lágrimas.

−Vem pequena, vamos buscar aquela sua bolsa de canguru e pegar nosso bebê.

Ela me abraça, eu a envolvo e sei que os pequenos vão ficar loucos de felicidade.

Quando entramos na cela os três estão jogando cartas, ela pega a bolsa e Jimmy olha para ela.

−Não iam para oficina? Brinco com eles.

−Depois papai! Nick avisa.

−Jimmy quero que pegue sua arma e vá ficar com a Mary e a Amy, fique numa das salas só os três, e fique alerta.

−Katie...

−Faça isso está bem, os ratinhos ficam com a gente de agora em diante, Mary e Amy precisam de você.

Jimmy me olha, está sempre me pedindo autorização, faço que sim com a cabeça, ele concorda.

Abraça Megan e Nick, depois se levanta.

−Certo, mas e a Beth?

−Carl está por perto, e o Rick logo vai estar também, apenas se cuide e cuide delas.

Detesto essa sensação de despedida, ele abraça Katie depois aperta minha mão e as crianças correm para abraça-lo mais uma vez.

−Obrigada Jimmy! Megan diz antes de solta-lo – É o melhor irmão do mundo.

−E eu? Nick cruza os braços bravo, meu ratinho ciumento e possessivo.

−É o terceiro melhor irmão do mundo! Megan diz e ele sorri.

−Jimmy dá um beijo na Amy... Não – Nick se corrige muito rápido – Credo! Ele faz cara de nojo – Dá só um abraço nela, diz que foi eu que mandei.

−Acho bom mesmo ser só um abraço! Jimmy brinca com ele.

Ele caminha para porta e Katie o acompanha.

−Jimmy se um dia tivermos problemas, se as coisas ficar confusas procura ficar por perto, para não nos perdermos.

Ela diz baixo ele concorda e segue para junto da família.

−Agora ratinhos que tal buscarmos o mini ratinho? Eu tento parecer animado e os dois comemoram.

−Vamos, vou na frente!

Nick corre na nossa frente e Megan corre atrás dele, eu pego a mão da minha pequena, a mulher que me amava, aqueles olhos verdes me reviram quando a puxo para um beijo, nunca vou me cansar disso.

Quando chegamos na porta Nick e Megan estavam a nossa espera.

−Papai o Jimmy está naquela sala ali, eu vi ele passando com a Amy.

−Certo ratinho, obrigado por me avisar.

−Beth! Minha pequena chama.

−Nossa Katie o que está acontecendo, o Jimmy saiu daqui com a Mary e a Amy.

−Sei disso querida, eles vão ficar juntos, sabe que os remédios estão funcionando e é melhor ficarem juntos e Beth eu... eu vim pegar o Matt.

−Katie...

−Daryl está comigo, decidimos juntos, preferimos assim.

−Quero sair daqui também! Ela diz chorando.

−Sei disso, vou pedir ao Rick para vir aqui falar com você.

−Sim e o papai também, por favor, nem acredito que ele está bem.

−Prometo, agora me passe o meu bebê.

Puxo as crianças para longe da porta e sinto meu coração saltar de saudade quando vejo Beth entregar meu pequeno pedacinho de Katie, minha pequena o envolve num longo abraço, aspira seu perfume e não vejo a hora de poder fazer o mesmo, as duas estão chorando, Beth fecha a porta em seguida.

−Amo você Katie! Beth diz soluçando.

−Também te amo irmã, é a garota mais forte que conheço.

−Somos! Ela responde – Agora vá ver se consegue me tirar daqui.

−Certo! Assim que ela se aproxima pego meu filho no colo, acaricio sua pele e fico olhando para ele, sim ele é a coisa mais perfeita que existe, nunca mais quero me separar dele eu me abaixo para Nick poder beijar a cabecinha do irmão.

−Olha mini ratinho é seu irmão.

Ele ri alegre, bate os bracinhos e posso jurar que está feliz em me ver, que sentiu minha falta.

−Oi Matt! Nick diz contente.

−Oi irmãozinho lindo! Megan também o beija, eu fico mais uma vez de pé.

Aperto meu filho nos braços beijos sua cabeça mais uma vez e depois ajudo Katie a colocá-lo preso a ela, ele se aconchega tranquilo, olho para eles, minha família, o que quer que esteja a caminho vai ter que desistir de nós, não vou deixar nada nos atingir, sem chance.

Notas finais
Quase fiz um Pov do governador, acho que o Artur iria curtir, quem sabe eu não faça que acham? Comentem.