Fim Dos Tempos
83 Capítulo 83 - Preparativos
Notas iniciais
Espero que gostem.
Pov – Daryl
Três dias que Jimmy partiu, estamos reunidos e precisamos decidir que caminho seguir, aquela visita nos pegou desprevenidos, Tyresse e Sasha sabiam muito pouco sobre o homem que veio aqui.
Tudo que sabiam era que Paul era homem de confiança do governador, mas ficava muito pouco em Woodbury, seu trabalho era nas ruas, e isso me preocupava, as ruas fazem as pessoas fortes, ninguém sobrevive lá fora se não for forte.
Precisamos ficar prontos para o que quer que venha nos atormentar, agora mais do que nunca, eu não posso arriscar nada.
−Amor, eu quero ir! Minha pequena me pede, eu sei como Jimmy é importante para ela, como é importante para minha família mais do que para qualquer outra pessoa.
−Pequena! Eu não gosto da ideia, sei o quanto tudo lá fora é melhor quando estou com ela, mas ao mesmo tempo deixar nossos pequenos aqui – Sei que quer ir, mas...
−Só quero ver o Jimmy! Ela me pede – Ouvir o que ele tem a dizer, e se ele quiser voltar? Ela me abraça – Não quero que ele banque o herói, nossos ratinhos não aguentariam, olhe como estão?
Há três dias meus filhos são só lágrimas e preocupação, Mary está sofrendo, mas nada se compara a dor de Nick e Megan.
−Daryl, desculpe, me intrometer, mas acho que Katie deve ir! Rick me diz – Vamos nós três, não podemos abrir mãos dos instintos dela, não agora.
Eu sei que ele está certo, que minha pequena enxerga mais do que qualquer um, sente e compreende as coisas antes de todos, mas isso não significa que não morra de medo do que isso pode nos trazer se algo der errado lá fora, ou pior se algo der errado aqui dentro.
Principalmente sem o Jimmy aqui para ficar com as crianças, Jimmy não é o mais forte, nem o mais capaz, mas Jimmy é aquele que sei que morreria por meus filhos, que se atiraria na frente de um zumbi ou uma bala ou o que quer que fosse para salvá-los.
−Certo! Digo por fim – Vamos até lá ouvimos Jimmy e voltamos e o que quer que aconteça depois....
−Resolvemos depois! Ela me diz e sei que vai lutar – Vou amamentar o mini ratinho fazê-lo dormir e a Beth vai ficar na nossa cela com ele até voltarmos e Nick e Megan ficarão junto.
Ela me beija e segue para dentro do nosso bloco de celas, Rick e os outros caminham para fora, eu preciso me despedir dos meus filhos estava entrando quando Carol me para no caminho.
−O desespero da sua mulher pelo garotão é tocante! Ela me diz e só consigo sentir pena.
−Inveja por que ninguém é capaz de sentir isso por você? Eu respondo – Katie ama o Jimmy, eu sei e só posso sentir orgulho dela por isso, mesmo depois de tudo ela ainda tem tanto para oferecer, ainda encontra espaço para amar.
−Se prefere acreditar nisso! Ela ri, essa mulher está louca e quando essa crise passar e espero que passe, Rick e Hershel vão ter que resolver isso, talvez uma camisa de força e um quarto branco resolva.
−Não pode nos destruir Carol, nem você e nem qualquer outra pessoa, aceite isso, amo Katie Dixon, ela é a minha mulher, a mãe dos meus filhos, ela me escolheu, e eu a escolhi! Eu lhe dou as costas.
−Mamãe vão trazer o Jimmy? Escuto Nick perguntar quando me aproximava.
−Ei ratinho, é o Jimmy, sabe como ele é, vai ficar bem! Minha pequena tenta anima-lo.
−Papai! Nick vem para meu colo assim que entro na cela – Eu quero que o Jimmy volte porque eu não quero ficar trabalhando sozinho na oficina.
−Ele vai brigar com você quando descobrir a bagunça que fez e vai ficar me mandando arrumar tudo e dizendo que sou preguiçosa e não quero consertar nada sem ele! Megan diz, aquele novo talento dela era interessante, ela estava mesmo aprendendo.
−Não quero nenhum dos dois sozinhos na oficina do Jimmy! Katie ralha e está brava eles se olham como que dizendo que era tarde demais.
Matt ressonava no colo da mãe, meu pedacinho de Katie, a guerra está o alcançando cedo demais.
−Oi! Beth entra na cela e se aproxima, Katie entrega meu bebê e seus olhos estão repletos de lágrimas – Não sou o Jimmy, mas ao menos tenho experiência com fraudas! Ela tenta tranquilizar Katie, mas é inútil sabemos disso.
−Obrigada Beth! Ela se abraçam com Matt entre elas.
−Traz o Rick de volta! Pede a ela e depois se senta com meu filho, eu me aproximo dele, beijo sua cabecinha com todos aqueles fios dourados e fininhos e aspiro seu perfume de bebê.
−Amo você mini ratinho, cuida de tudo! Me levanto e beijo minha filha, Megan está chorando, chora por Jimmy e chora porque já não é mais meu bebê e sabe que as coisas estão se complicando que há riscos nas ruas.
−Volta papai, e traz todo mundo logo! Ela me pede.
−O Jimmy não vem agora, mas ele volta então fique tranquila.
Nick volta para meus braços eu o aperto e ele me beija, vejo Katie abraçada a Megan e depois ela vem abraçar Nick ainda no meu colo.
−Vamos ficar todos bem e temos de sair logo, quero voltar a tempo de amamentar meu filho! Ela diz fingindo tranquilidade.
Carl entra na cela, trazia nossa bravinha com ele, como construímos tanto? Foi um inferno chegar até aqui, lutamos, sofremos, porque tem sempre alguém querendo nos tirar isso?
Deixá-los é dolorido, mas não temos escolhas, seguimos viagem e Katie começa uma conversa despreocupada sobre as crianças e as coisas da vida e sinto pena de Maggie, ela adoraria estar ali para que o monólogo de Katie se tornasse afinal um diálogo, acabo sorrindo.
−Eu sei! Rick diz e ela para de falar e nos olha.
−Que foi? Pergunta – Estou sendo chata? E que são tão caladões, queria só deixar as coisas mais leves, para não ficar tão chato.
−Sabemos disso, apenas estamos pensando na Maggie, ela adoraria estar aqui, está sempre reclamando que sente sua falta que estragamos suas viagens com nosso silêncio.
−Isso é um pouco verdade! Minha pequena diz e pego sua mão por um instante, beijo seus dedos e depois me concentro na estrada, chegamos no local marcado e paro o carro, rezo para Jimmy chegar.
Dez minutos depois um carro surge na estrada, felizmente paramos escondidos, mas me tranquilizo quando vejo Jimmy, não tão cuidadoso, simplesmente estacionar e descer.
Nos olhamos, não gosto disso, como posso deixar esse menino sozinho? Eu penso quando caminhamos para ele encostado no carro como se estivesse numa noite de sábado caçando garotas.
−OI! Ele sorri quando nos vê, abraça Katie, apertamos as mãos – Como eles estão? Pergunta ávido – Esqueci de dizer para cuidarem do Nick a oficina ele...
−Jimmy! Eu o interrompo – Estão todos bem e sentindo sua falta, mas isso não importa agora, queremos saber como estão as coisas, se está pronto para voltar. Se descobriu alguma coisa e principalmente se está seguro.
−Ok! Ele diz – Vamos conversar vou contar tudo depois decidem.
−Ótimo! Rick olhava em volta, mas com minha pequena conosco não tenho medo de ser surpreendido por zumbis.
−Aquilo é só uma faixada, isso eu tenho certeza! Ele avisa – Não tem segurança nenhuma lá, quero dizer contra zumbis, uma horda derrubaria aquilo em segundos, são quase todos soldados apenas, não estão construindo coisa alguma, saem muito pouco, mas andam todos armados.
−Quantos? Eu pergunto tenso já sei que estamos em uma guerra fria.
−Uns trinta! Um número gigantesco, nunca daríamos conta – A senhora Stewart sumiu e notei uma coisa, nada de pessoas indefesas, de todos que vivem lá só uma garota e a irmãzinha, que aliás perdeu todos que chegaram lá com ela, mulheres doentes e idosos.
−Droga Jimmy, vamos para casa! Rick pede.
−Espere! Ele continua – tem mais, eu fui interrogado, sabia que seria, mas as perguntas é que foram estranhas, alguém deu o serviço antes de mim, ele sabia muito, mas seu interesse era em vocês dois, se são mesmo tão fortes! Ele olha para Katie – Sabia do seu talento para armas, que o Daryl é seu marido, perguntou se o Rick ainda era o líder e queria Michonne.
−O que? Rick pergunta.
−Se ela sai muito sozinha, se é forte e se viria para eles, mas acho que tem algo nesse interesse todo dele.
−O governador está vivo e está com ele! Katie avisa – Quer nos pegar, mas acima de tudo quer Michonne, ele não suporta o que ela fez, veio caçar Michonne.
−Eu sabia que você era a garota que resolvia os mistérios! Jimmy diz – Acho que confia em mim, depois da nossa conversa me entregou uma arma e me deixou fazer a vigia e sair sozinho.
−Não confie nisso Jimmy! Katie diz preocupada – Vamos para casa!
−Eu não posso! Ele diz – Eu sei que temos que pegar eles antes que nos peguem!
Droga! Ele tinha razão, não quero que ataquem a prisão, não com todas as nossas crianças lá.
−Aqui! Ele retira um pequeno mapa do bolso – Fiz isso para vocês! Ele nos mostra tudo, onde ficavam os vigias, as entradas e toda a movimentação.
−Quando acha mais seguro? Rick pergunta.
−Logo! Ele diz – Não acho que o plano dele seja esperar demais, de preferência à noite, acho que estão mais vulneráveis.
−Jimmy se vamos fazer isso melhor voltar conosco! Eu peço preocupado.
−Se não voltar eles vão estranhar e se armar, vocês perdem o elemento surpresa e quero tentar tirar a menina e a irmãzinha de lá antes, não sei por que elas estão vivas ainda, mas acho que se não fizer nada eles vão mata-las e depois se vamos atacar é melhor que elas estejam em segurança.
−O governador não vai matar a menina, não vai fazer isso porque ela o lembra a criança zumbi que Michonne matou!
−Katie! Jimmy olha para ela, na verdade todos olhamos – Você não é normal!
Não ela não era, e eu sabia disso e era por isso que a amava tanto, minha pequena era um espetáculo, eu a puxo para mim.
−Tem até amanhã à noite Jimmy, se vamos fazer o melhor é que seja logo, esteja pronto assim que escurecer, vamos pensar em algo, não se arrisque e não faça tolices! Eu peço a ele – As crianças estão desesperadas e vai ser um sofrimento voltar sem você, então apenas fique vivo, se sentir qualquer represália, fuja e volte para casa! Ele me olha assustado – Isso é uma ordem!
−Eu vou ficar bem, mas se...
−Não Jimmy! Katie briga com ele – Vai voltar isso é um fato!
−O Governador! Rick pergunta – Onde ele fica?
−Não é lá, pode apostar! Apertamos as mãos nos despedimos e assistimos Jimmy sumir na estrada só então nos olhamos, não quero pensar em nada agora, quero chegar em casa e ficar com meus filhos.
A volta é silenciosa, às vezes preferia que não tivesse restado ninguém, eu sei que não queremos lutar que não queremos começar nada, mas como evitar se é sempre assim, cada vez que um sobrevivente surge é problema na certa.
−Sabe que não posso ficar não é? Ela me diz ainda no carro – Que não temos soldados suficientes para uma guerra e que nunca poderia te ver sair para algo assim e simplesmente...
−Eu sei, é minha pequena, e sempre lutamos juntos! Não tem outro jeito, não é diversão e é pelos nossos filhos, isso parece estranho, mas ninguém mata mais rápido que Katie, precisamos dela.
Corremos para nossa cela, Matt chorava e Katie se apressa em alimentá-lo enquanto tento consolar meus ratinhos, que não se conformam por Jimmy não estar conosco.
−Precisam esperar até amanhã! Aviso — Ele foi só se despedir dos amigos!
Katie me olha achando o argumento bem fraco, dou de ombros estou tenso demais para pensar em alguma coisa, depois do jantar nosso grupo se reúne, Beth está na sala de brinquedos com todas as crianças, todos estão reunidos, decidimos que ninguém estava livre, aquilo não era trabalho para meia dúzia.
−Atacar? Tyresse o pacifista, eu penso.
−Sim, ou sermos pegos de surpresa por trinta homens armados! Rick argumenta.
−Mas Rick, o Jimmy é só um garoto, ele pode estar errado!
−Ele não arriscaria nossas vidas assim, e não foi ele quem decidiu sobre o ataque, a questão é com quantos podemos contar? Rick continua.
−Todos é claro! Maggie diz – Menos as crianças.
−Eu vou, quero ajudar, sei atirar e o Jimmy está lá! Mary diz.
Juntamos quinze pessoas, a metade do que eles tinham lá, e em território inimigo, não gosto disso. Mas não temos escolhas, recolhemos muitas armas, temos até duas granadas e alguns explosivos, mas isso só seria útil com pessoas treinadas, esse não era muito nosso caso.
As decisões são tomadas, Hershel, Carl, e Beth ficariam cuidando de tudo na prisão, o restante era fraco demais para lutar e ficaria sob a guarda de Carl.
Um plano é traçado sairíamos no meio da tarde, para estarmos próximos quando a hora chegasse, atacaríamos durante a noite, em três grupos cobrindo todas as saídas, penso que uma horda de zumbis seria bem-vinda, mas não podíamos contar com isso, depois era deixar a cidade e voltar para casa, só acaba quando o último homem cair, só nos resta saber de que lado.
Não havia mais nada a ser feito, precisávamos descansar e esperar.
Sigo com minha pequena e meu filhos para nossa cela, não falamos muito até que durmam, ainda tristes pela falta de Jimmy, Matt mamava e fico assistindo aquela cena que sempre me deixava zonzo de emoção, depois ele adormece e ficamos olhando nosso pedacinho dormir.
−Vamos voltar e vamos trazer nossa família de volta! Minha pequena me diz com sua costumeira esperança – Vamos fazer isso por que temos o que perder e é por isso que somos mais fortes, todos nós!
−Eu sei que sim, mas agora pequena não pode esquecer que precisa voltar, que não pode simplesmente se arrisca por mim, que se for preciso...
−Amor, eu nunca vou deixar você para trás, não posso fazer isso, precisa parar de pedir! Ela me diz e está chorando, eu a envolvo.
−Desculpe! Ela se esconde em meu peito como no tempo que era só uma garota frágil de botas de caça me deixando maluco – Eu sei que não pode, eu sei que nenhum dos dois pode, amo você.
−Vamos deixar essa vida juntos Daryl! Ela me diz me olhando fixamente – Eu não sei quando vai ser, mas é assim que vai ser!
−Está certa! Beijo minha pequena, minha mulher, minha vida – Mas até esse dia chegar, eu não desisto, você não desiste!
Essa é nossa promessa, sempre foi e sempre vai ser, ela nos torna um só.
−
Fale com o autor