Fim Dos Tempos
7 Capítulo 7 - Recomeçar
Notas iniciais
Espero que gostem.
Pov – Katie
Acordo nos braços de Daryl sem acreditar no que tinha feito, eu tinha confessado a ele, não vi outra maneira depois de entender que ele se sentia inferior, como podia ser possível ele acreditar que eu não queria ser tocada por ele se esperava por seu toque a cada segundo, se tudo que me mantinha ainda de pé era a simples ideia de poder apenas olhar para ele.
Tinha sido uma noite difícil, depois de dizer que o amava Daryl tinha ficado silencioso, eu não esperava ouvir o mesmo, mas apesar de não dizer ele se comportava como se sentisse o mesmo, passou toda noite me apertando em seus braços, eu mal podia me mexer sem que ele me procurasse assustado como se tivesse medo que eu fugisse. Agora ele dormia tranquilo, eu o olho sem acreditar na minha sorte, justo quando achava que estava tudo perdido. Ele sim era um presente dos céus.
Toco seu rosto de leve, com medo de acordá-lo, e sem resistir beijo seus lábios, me lembro de suas palavras na noite anterior, ele me esperaria, tive tanto medo que ele me achasse uma virgem tola e antiquada, mas não, ele foi sensível como eu sempre achei que seria.
Precisava me levantar e ajudar o grupo, Daryl tinha tido um dia longo, carregando corpos de um lado para outro, podia dormir mais um pouco, a prisão estava silenciosa deviam estar todos dormindo ainda, ele tinha um braço em minha cintura e eu começo a me afastar devagar para não acordá-lo já estava sentada quando o sinto apertar o meu pulso me prendendo, olho para ele que me encarava.
−Onde vai? Ele pergunta me puxando de volta.
−Me levantar, começar o trabalho...
−Não faça isso, não saia da cama e me deixe sozinho! Ele pede eu o olho e volto para seus braços – Quando acordar me chame, me assusta quando não acordo com você aqui.
−Desculpe! Digo olhando para ele, acho que me sentiria assustada se acordasse sozinha, mas ele sempre me acordava, nunca me deixava dormindo e saia – Você tem razão, quero que descanse.
−Você me descansa! Ele diz e me beija suave – Acordar e ver seus olhos me descansa! Daryl se apoia no cotovelo enquanto apoia minha cabeça no travesseiro cuidadoso, fica me olhando nos olhos e lentamente toca meu rosto com os dedos, faz o contorno dos meus traços, fecho os olhos adorando ser tocada por ele, ele desce por meu pescoço passa por meu ombro e caminha para meu braço.
−Isso é uma tortura! Suspiro e ele afasta a mão rápido como uma de suas flechas – Uma tortura boa seu bobo! Eu sorrio trazendo sua mão de volta, ele me rouba um beijo contente e nossas mãos se encontram espalmadas, acertamos as duas e percebo como a minha fica pequena perto da dele, entrelaçamos os dedos.
−Bom dia! Ele diz eu o puxo para um longo beijo e ele logo se afasta – Não podemos esquecer que temos plateia e que ainda não tivemos um encontro.
−Estou disposta a negociar! Brinco – Podemos pular essa parte! Ele me olha de um jeito sexy que faz meu coração saltar feito louco.
−Pequena eu posso ser um ótimo negociador, cuidado! Ele se senta e me puxa para fazer o mesmo, agora que as coisas começavam a esquentar, fico decepcionada – Vamos! Ele convida se levantando.
−Onde vamos? Pergunto sem entender a razão da pressa.
−Matar zumbis! Ele me diz quando nos colocamos de pé, eu o olho espantada.
−O que? Eu não estava entendendo nada.
−Nem sempre vai estar distante o suficiente para atirar facas, precisa aprender a mata-los, pela grade é claro! Ele avisa e saímos para fora, estávamos enganados sobre ter uma plateia, estavam todos do lado de fora e passamos de mãos dadas seguindo para as grades onde zumbis caminhavam.
— Aqui! Ele sacode as grades para chama-los e depois me olha sério, eu usava meu cinto de facas – São seis facas no cinto e mais essas duas que Lori te deu, elas são maiores, então vão servir bem!
Eu o olhava séria, muito atenta, era hora de mostrar a ele que eu podia, de fazer ele sentir orgulho de mim, olho para a grade os zumbis começando a se juntar ao meu lado gemendo e colocando os dedos por entre as grades, tento não pensar naquelas bocas nojentas arrancando minha pele, evito olha-los nos olhos, volto mais uma vez minha atenção para Daryl.
−Use as seis para atirar, deixa as duas para sua defesa a menos que esteja muito segura e fora de alcance.
−Certo, posso fazer isso! Garanto.
−Eles querem pegar você Katie, para eles não passa de um esquilo gigante! Ele chega mais perto e me segura pelos braços – Eles querem tirar você de mim, preciso que lute! Eu afirmo com a cabeça tremendo diante de suas palavras, do medo de perde-lo – Vá! Ele diz se afastando um pouco, respiro fundo e me aproximo.
O primeiro que encontro era um homem alto e preciso erguer meu braço para alcançar sua cabeça, enfio a faca pela grade em sua testa, e percebo que era muito mais difícil do que eles faziam parecer, precisava de força, sinto os ossos se quebrando e tenho dificuldade em puxar a faca de volta, ela volta cheia de sangue e ele cai.
−É preciso força! Confesso com cara de nojo quando caminho para o próximo, ele vem ao meu lado, sempre com sua própria faca na mão.
−Ache outra forma! Ele manda apontando outro – Venham! Ele grita chacoalhando a grade e outros se aproximam tinham pelo menos uns oito, eu olho para a mulher diante de mim, desesperada por minha carne e penso que talvez os olhos fossem mais fácil, respiro mais uma vez e enfio a faca com força descobrindo que era muito mais fácil, ela cai muito rápido e decido tentar com a mão esquerda, ela era treinada para as facas tanto quanto a direita, talvez não fosse tão difícil, pego o próximo e não encontro dificuldade, começo a me sentir melhor e ele sorri.
Dois zumbis estavam grudados um no outro tentando alcançar Daryl, aquilo me anima e com as duas mãos enfio a faca nos olhos deles, os dois ao mesmo tempo, com o pé na grade os empurro para longe, eles caem.
−Nem sempre precisa matar pequena! Daryl me diz -Às vezes pode apenas derrubá-los com um bom chute, e correr para longe ou lutar com outro que se aproxime.
−Entendo, faz sentido! Eu penso que agora eles não andavam mais sozinhos e eu podia ter que pegar mais do que um.
−Por hoje chega! Ele diz me trazendo para seus braços — Mas vamos treinar mais, e quero que aprenda a atirar, sei que detesta, mas precisa.
Quando me volto para caminhar com ele tínhamos quase todo grupo nos olhando eu caminho para Beth que me sorri.
−Você foi ótima! Ela diz e eu a abraço, adorava o jeito meigo e carinhoso de Beth, entramos todos para o café que Lori estava preparando comemos juntos e Daryl sai para fora com os outros, fico recolhendo a louça depois de mandar Lori se deitar.
Ficamos eu e Maggie no que tinha se tornado nosso refeitório, duas mesas e algumas prateleiras de ferro. Maggie me contava sem a menor timidez as delicias da torre quando Carol entra junto com Beth e Lori.
Carol me olha com desdém, eu sempre evitava me aproximar dela, mas não fugiria, estava ocupada, ela que saísse, mas ela não sai, pelo contrário, caminha em minha direção e ficamos frente a frente.
−Então Daryl decidiu te ensinar a matar! Ela sibila eu apenas continuo ali esperando ela terminar com seu veneno – Ele já deve estar cansado de cuidar da menininha!
−Carol! Lori diz baixo, todas constrangidas.
−Vamos Lori, todos sabem que ela não passa de uma menininha indefesa, que não serve para Daryl − Ela me olhava com aquele seu olhar cheio de rancor que eu tanto repudiava — Ele é um homem grosseiro, que gosta de distância, sabemos muito bem para que ele quer uma mulher, tudo que ele precisa é de uma mulher que saiba satisfazê-lo e de se divertir um pouco matando zumbis, eu posso dar isso a ele!
As palavras dela me irritam, o modo como ela o via, diminuindo seu valor, sua importância, fico com nojo, estava decidida a não cair em suas provocações e teria ficado quieta se elas não fossem dirigidas a ele.
−É isso que pensa dele, é assim que o vê? Eu pergunto chocada – Passou um ano com ele e acha que ele é só isso?
−Sabemos que ele não é nenhum príncipe encantado! Ela diz dando de ombros e rindo.
−Daryl é o homem mais gentil e especial que conheci, e talvez eu não esteja mesmo a altura de um homem como ele, mas ele não é grosseiro e deve ter salvo sua vida um milhão de vezes embora você não dê valor a isso! Eu estava furiosa, quase gritando, Maggie e Beth ao meu lado e Lori sentada e boquiaberta.
−Ele faz o que gosta! Ela ri.
−É o que acha, que ele vai na linha de frente protegendo todos vocês apenas por que acha divertido matar zumbis? Acha que ele não tem medo? Eu grito – Ele faz isso por que acredita que a vida de qualquer um de vocês vale mais do que a dele, Daryl quer proteger vocês, embora ele ache que não mereça o mesmo, mas ainda assim ele está aqui, mesmo acreditando que nenhum de vocês faria o mesmo, ele não precisa de uma mulher para satisfazê-lo, ele precisa de uma mulher para amá-lo e eu o amo! Eu ainda gritava e decido sair de lá antes que usasse minhas facas como aquela bruxa merecia.
Estava saindo mas não havia dito tudo.
−Quanto a mim, estou aqui por que quero estar! Eu caminho até onde ela estava e dessa vez sou eu quem a encara – Estou aqui por que fiz amigos e por que amo Daryl e quero estar com ele, e com mais ninguém, mas não preciso estar, sobrevivi um ano sozinha lá fora, e você Carol, é capaz de caçar sua própria comida? Ela me olhava assustada, não tinha mais aquele olhar superior – Acho que é você a menininha indefesa, nem sequer é capaz de conseguir a própria comida, vivi do que lhe oferecem desde que tudo começou, seja mais grata a quem te alimenta! Ela me dá as costas e deixa a cozinha Beth me abraça enquanto Maggie aplaudia, Lori continuava de boca aberta.
−Já disse a ele que o ama? Ela me pergunta.
−Disse! Respondo.
−Até que enfim! Maggie ria alegre – Caramba gosto da Carol, mas ela mereceu!
Eu me apoio na mesa tentando encontrar minha tranquilidade, o dia tinha começado tão bem e não deixaria aquela mulher cheia de ciúme e rancor estragar tudo, Beth e Lori seguem para ver Hershel e ajudá-lo a sair da cama eu e Maggie deixamos as celas e rumamos para o lado de fora todos trabalhavam, vejo Carol falando com T-Dog e Daryl muito longe do lado de fora das cercas com Glenn e Rick, os dois presos estavam nas grades, alguém tinha dito que eles iriam embora.
Maggie se junta a Carol e T-Dog para arrumar os carros no pátio e fico olhando Hershel cheio de coragem descer as escadas apoiado por Lori e Beth, Carl os acompanhava, me emociono quando eles se aproximam, todo o grupo os que estavam próximos, os que estavam distantes, mesmo os que tinham acabado de brigar, todos, param emocionados, Hershel de pé nos dava esperança, penso secando uma lágrima e meu olhar encontra o de Daryl, mesmo ele estando tão longe, sinto seu abraço.
Minhas esperanças morrem no instante seguinte, sinto o cheiro e ouço os passos antes de qualquer um, nem penso e tiro as facas do cinto ainda percebo a expressão de Daryl mudar ao notar o que eu fazia, me viro rápido sabia de onde eles vinham.
−Corra Beth! Grito sabendo que Hershel não teria forças sozinho – Tire ele daqui! Só então o primeiro zumbi surge, todos corriam desgovernados, uns ao encontro do inimigo, outros para se proteger, Carl estava ao meu lado atirando, quando minha primeira faca derruba um zumbi.
−Zumbis! Ele gritava, eu podia ouvir Daryl gritar meu nome e Rick chamar por Lori, penso nela gravida e atiro a segunda faca.
−Sua mãe Carl! Eu grito e ele segue com Maggie e Lori, entrando para nosso bloco, eu corro e vejo T-dog ser mordido fechando um portão, ele entra em outro bloco com Carol, eu estava começando a ficar cercada, Daryl tinha dificuldades com os portões, ele gritava meu nome, três zumbis caminhavam para mim e atiro as facas, vejo mais um enquanto me encurralavam, só me restavam as facas de proteção, Daryl tinha me ensinado a usá-las, seguro as duas firme na mão.
Daryl estava no último portão e não chegaria a tempo, eu estava sozinha, eram pelo menos quatro e estavam perto demais, Daryl me olha e devolvo seu olhar enquanto Rick lutava com as chaves.
−Você prometeu! Ele grita sem esconder o desespero e aquilo me desperta.
Vejo uma porta que nunca tinha notado antes e rezo para ela estar destrancada, acerto o primeiro zumbi no olho como treinara, ele cai, me lembro de Daryl me dizendo que não precisava matar todos e empurro o outro, passo por dois tão rápido que eles mal me notam e entro fechando a porta atrás de mim, só precisava de um lugar seguro e Daryl viria me buscar, ouço sirenes enlouquecidas que me impediam de ouvir a chegada de mais zumbis, estava num corredor escuro, com luzes fracas que falhavam, como se meu medo não fosse suficiente para tornar aquele lugar o próprio inferno.
Tentava respirar, apertava as facas com força, eu não ia morrer, tinha prometido não desistir e não desistiria, começo a caminhar pelos corredores, quando enxergo muitos deles vindo em minha direção, pego o corredor a esquerda sempre correndo, eu era rápida e sabia ser silenciosa, dou de cara com um e nem penso antes, enfio minha faca em seu olho, ele cai e quase me leva junto, continuo minha fuga, vejo mais e mudo de direção, sinto um arrepio quando uma mão gelada me toca e empurro aquela coisa com todas as minhas forças continuando a correr, entro em outro corredor dois caminhavam para mim, tento voltar mais a luz pisca e vejo um bando vindo do lado oposto, melhor enfrentar os dois e é o que faço, corro em direção a eles, acerto um enquanto o outro vem em minha direção consigo virar meu corpo e uso o zumbi preso em minha faca como proteção atiro ele em direção ao outro, os dois caem e eu continuo minha corrida encontrando uma cela vazia e me fechando nela.
Me encosto na porta respirando pesadamente, ninguém me encontraria ali, estava muito fundo na prisão, eram muitos os zumbis, a sirene para e fico aliviada, agora poderia ouvi-los e seria mais fácil encontrar uma saída, assim que voltasse a respirar eu procuraria Daryl, ele estava lá dentro e nunca desistiria de mim, nem eu dele.
Pov – Daryl
Ela estava tão linda olhando para mim quando sua expressão mudou, eu sabia que eles estavam ali, ela os sentia antes que todos, eu sabia que precisava chegar até ela, corri e lutei com meu desespero, nunca me senti tão impotente vendo minha pequena lutar enquanto eu mal conseguia chegar até eles, ela estava encurralada e grito para não esquecer a promessa ela foge entrando nos corredores, me lembro de estar lá dentro, da escuridão e dos corpos dilacerados, ela tinha de ser corajosa, e provar mais uma vez que não era qualquer pessoa, que era de longe a pessoa mais forte que conheço, aquelas sirenes nos enlouqueciam os presos nos ajudavam enquanto corríamos pelos corredores em busca do grupo, eu só queria Katie, nada me faria desistir de acha-la.
−Daryl vamos voltar, ela...
−Cala boca Glenn! Eu grito, ninguém me faria voltar, matava zumbis com uma faca, a besta esquecida nas costas eu estava furioso, devia ter matado aquele preso estupido quando tive chance, mas acreditei que os zumbis tinham feito isso – Katie! Eu gritei mais uma vez.
−Vai chamar todos os zumbis! Rick diz caminhando a meu lado.
−É isso que quero, eu os quero todos aqui, vou matar um a um até encontrá-la! Eu me sentia morrendo, era exatamente isso, morrendo, meus pulmões não pareciam ser capazes de recolher o ar e eu tinha uma angustia e uma dor que não reconhecia – Katie! Grito mais uma vez. T-dog estava morto, e ver seu corpo no chão só me apavorava ainda mais, ele era grande forte e sabia lutar.
−Daryl... – Eu me irrito e pego os dois pelo pescoço.
– Não vou sair daqui sem ela! Falo entre os dentes – Ou saio com ela ou não saio! Eu grito – Vamos nos separar, saiam e me deixem! Nenhum dos dois reage, eles sabiam como estava me sentindo.
Glenn e Rick seguem por outro corredor e continuo meu caminho, gritando por Katie e acertando qualquer coisa que se mexesse, minha pequena estava ali, a garota que me amava a única pessoa que eu tinha, meu ar, meu chão, não continuaria sem ela.
Alguns zumbis viram um corredor, eu não desviaria meu caminho e começo a acertá-los derrubava um a um com tanta fúria que seria capaz de matar um exército deles, quando viro o corredor encontro zumbis mortos e sabia que tinha sido ela, Katie estivera ali e tinha lutado, eles estavam todos mortos com golpes no olho, sigo mais adiante e o inferno se fecha, sou jogado de volta ao paraíso, lá estava ela caminhando para mim, suja de sangue e o rosto coberto de lágrimas.
−Daryl! Ela se atira em meus braços e eu a aperto, nada mais importava, ela tinha cumprido a promessa.
−Você não desistiu! Eu a olhava, as duas mãos em seu rosto, queria ter certeza que não era uma alucinação – Não desistiu de lutar. Não desistiu de mim!
−Como poderia desistir de você? Ela me pergunta e volto a apertá-la em meu peito.
−Vamos pequena, preciso tirá-la daqui!
Sigo com Katie atrás de mim e dessa vez evito os zumbis, demoramos para deixar a escuridão dos corredores e quando chegamos do lado de fora, Beth corre para abraça-la, elas choram juntas e depois Katie volta para meus braços, e então Maggie e Carl também aparecem, traziam um bebê nos braços, o bebê de Lori, no mesmo instante entendemos o que estava acontecendo.
Essa era a coisa que mais mudara depois que tudo começou, as palavras não eram mais necessárias, nem as explicações, morríamos todos do mesmo jeito, engolindo ou sendo engolido.
Katie chorava o rosto escondido em meu peito, Rick enlouquece, as coisas não seriam mais as mesmas mas eu não deixaria mais ninguém morrer, Hershel avisa que a pequena precisava de leite.
−Eu vou! Pego a mão de Katie, não a deixaria para trás, dou algumas ordens sabendo que Rick não tinha condições de cuidar de coisa alguma – Você vem comigo! Digo para Katie, Glenn podia cuidar das coisas enquanto estivéssemos fora e chamo Beth me lembrando que Katie havia me dito que ela era próxima de Carl.
Beth se aproxima de mim prontamente, Katie aperta sua mão, elas dão força uma para outra.
−O menino acaba de perder a mãe, o pai está péssimo, cuide deles! Ela concorda prontamente e saio com Katie a meu lado, nunca mais passaria um segundo longe dela, se fosse para morrer morreríamos juntos.
Glenn segue para abrir o portão logo a noite cairia e eu precisava trazer Katie de volta.
−Então depois de tudo vai ganhar seu passeio de moto! Digo para ela enquanto subíamos na moto, ela me abraça apertado e saímos para estrada, precisava daquilo, precisava de ar e vida, dirijo algum tempo, os dois mudos, apenas agradecendo o fato de ainda estarmos juntos.
Paro em uma casa que deveria ser uma escola infantil e rezo para encontrar o que precisávamos, depois de garantir que tudo estava bem entramos, Katie abria tudo procurando leite e coisas para o bebê eu fazia sua segurança.
Achamos leite e acabo pegando um porco do mato num dos armários.
−Jantar! Brinco enquanto ela recolhia mais coisas, pego uma bonequinha de pano para a criança, ela já nasceria num mundo morto, precisava de algum alento, alguma beleza.
Fico olhando-a recolher coisas, ela era tão linda e doce, penso na vida que nunca teríamos, casa, cachorro, crianças, eu amava Katie e precisava tomar coragem e dizer a ela, se ela não tivesse conseguido, meu coração dói diante de tal pensamento, ela nunca saberia.
−Vamos? Ela me chamo e pisco voltando a realidade, olhava para ela feito um idiota e fico envergonhado, pego sua mão e saímos para a noite, quando chegamos a moto eu paro olhando em volta, tudo parecia tranquilo, voltar seria seguro.
Seguimos viagem em silencio, felizmente o bebê teria leite por uns dias e depois podíamos encontrar mais, Glenn abre o portão e entramos correndo.
Ver a menininha chorando me enche de esperança, pego ela no colo enquanto Beth prepara o leite, ela era linda e eu a ninava em meus braços, olho para minha pequena que chorava emocionada, Beth me entrega a mamadeira, Carl estava parecendo de novo um garotinho, penso na minha infância e me aproximo.
-Ela já tem nome? Pergunto enquanto a menina mamava faminta em meus braços, ele lembra nossos mortos, não ela não merecia carregar esse peso.
−Bravinha! Digo e olho para Katie, bravinha como minha pequena, alguém que nunca desiste – O que acha? Bravinha é um bom nome.
Katie caminha até mim e beija a cabeça do bebê, me curvo cuidadoso e beijo seus lábios, estávamos juntos, vivos e podíamos recomeça, sempre podíamos recomeçar, era isso que nos tornava sobreviventes.
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